História The virgin wife - Capítulo 3


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Linguagem Imprópria, Novela, Romance
Visualizações 210
Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


" casamento "

Capítulo 3 - 02 . Marriage


Fanfic / Fanfiction The virgin wife - Capítulo 3 - 02 . Marriage

The Virgin Wife

 A Esposa Virgem

Bretanha, Idade Media ...

31/01/1874 ...

Angel  correu para o dormitório. Calculava de quanto tempo dispunha. Logo estaria na hora das vésperas e sua ausência na reza seria notada. Porque ela ? E porque agora quando tinha, finalmente, se resignado aavida no convento ? Não possuía paciência necessária para a vida religiosa, mas , ali encontrará alimento, agasalho e segurança.

  Tarde demais, lembrava-se de que a vida fora do convento era crivada de perigos. Fome, frio, degradação e outros horrores escondiam-se na primeira curva da estrada Angel  os conhecia bem. Encarou as perspectivas enquanto fazia uma trouxa com a roupa de cama. Pagamento pequeno pelos anos de serviços prestados ali.

 Já podia sentir a falta de ar que a acometia quando estava assustada. Há quanto tempo não tinha de lutar para respirar? Tentou acalmar-se. Agora, seria diferente. Era mais velha e mais experiente. Poderia trabalhar como criada para uma família respeitável. Não, pensou, estremecendo. Na cidade, encontraria outro trabalho que a mantivesse fora de perigo.

Colocando seus parcos pertences na trouxa, amarrou-a e deixou o dormitório. Deveria levar algum alimento, mas não se atrevia a ir até a cozinha. Várias freiras deviam estar a par de sua situação e perceberiam sua tentativa de fuga.   

As portas, sem dúvida, estavam guardadas Angel dirigiu-se a uma janela. A altura era grande, mas não havia outra maneira de escapar, pensou olhando a grama lá embaixo. Não tinha tempo a perder. Precisava fugir antes que ele viesse em seu encalço. 

Muito  tempo atrás tinha pensando em constituir família, com um marido que não desperdiçasse as moedas como o pai. Talvez um comerciante, ou um cavaleiro. Mas jamais aspirara tão alto como um Bieber, famoso no país por sua fortuna.  

Angel  mal podia acreditar que ela, a filha de um homem fracassado, estivesse noiva do proprietário de Belvry. Embora tivesse desistido de se casar há muito tempo, poderia ter mudado de idéia se o homem houvesse se mostrado bondoso em vez de amedrontá-la com sua brutalidade.

Estremeceu. Lembrou-se daquele rosto - atraente, mas inflexível - e daqueles olhos sombrios e cheios de raiva. Decidiu-se. Não poderia ficar ali. Ignorava porque ele a desprezava. Talvez não quisesse se casar, ou alimentasse alguma diferença com o tio. Ela já sobrevivera uma vez e voltaria a fazê-lo. Melhor do que submeter-se a um tipo como aquele. Jogou a trouxa e passou as pernas pelo peitoril da janela.

A queda tirou-lhe o fôlego. Deitada de costas na relva, Angel respirou fundo. Sua posição estava longe de ser a de uma dama. O hábito levantado mostrava-lhe as pernas abertas e a touca torta a deixava com ar irreverente. Não importava. Seus dias de decoro rígido chegavam ao fim, pensou, sorrindo.

 Foi então que Angel   o viu.

Ele estava a um passo de sua cabeça. Se estendesse a mão, poderia tocar-lhe as botas que apareciam sob a túnica de tecido fino. Levantou o olhar. Ele tinha as mãos nos quadris e, acima dos ombros largos, o rosto não escondia a fúria. Os olhos cinzentos lembravam a ponta de punhais.

 

_Se tentava se matar, deveria ter escolhido uma janela mais alta - comentou Justin .

Perplexa com tais palavras, Angel continuou deitada, fitando-o. Que tipo de monstro seria esse homem para dizer tal coisa?

_Vou mandar pôr grades nas janelas de seu quarto em Belvry - avisou ele.

Angel sentou-se abruptamente e endireitou as roupas. Numa atitude decidida, encarou o inimigo. Ele sorria como se seu constrangimento o agradasse. Sentiu o sangue gelar nas veias.

_Conforme-se com seu destino, pois amanhã, nos casaremos - aconselhou ele.

Justin não a trancou por fora. Não havia necessidade. Mulher alguma, nem mesmo Angel Hexham, conseguiria passar por seus homens. Deitado numa enxerga dura, numa das celas reservadas a visitantes, ele sentia-se satisfeito. No dia seguinte, Angel seria sua.

Mas tratava-se de um criatura estranha. Justin  não podia entender por que ela tentara fugir para não se casar.

E pular de uma janela? Poderia ter quebrado o pescoço, roubando-o da oportunidade de vingança.

Não, ele tomaria todo o cuidado para que a tola não se arriscasse outra vez. Angel precisava de mão firme, pensou ao lembrar-se de sua figura absurda caída no chão. Como fogo crepitante, um pouco dos cabelos tinha escapado da touca branca. Eram castanhos  e brilhantes e Justin  os imaginou soltos. Havia tido também a oportunidade de apreciar-lhe as pernas. Bem torneadas. Precisava examinar a noiva com mais vagar.

Justin virou-se de lado e respirou fundo. O que lhe importava a cor dos cabelos de Angel, ou as formas de seu corpo? Afinal, ela não passava de instrumento para executar a vingança.

Logo estariam casados, mas Justin não queria nada com o corpo de Angel. Jamais se deixava dominar pela paixão e a sobrinha de Hexham não o subjugaria dessa forma, ou de outra qualquer.

Ela poderia ter feito os votos perpétuos, pois não lhe conheceria as carícias, nem de outro homem. E essa privação seria apenas o início de...

_Meu senhor?

Vinda da escuridão, a voz interrompeu-lhe os pensamentos. Sem ruído algum, Justin segurou o cabo da adaga na cintura. Tinha tirado a túnica, mas conservara a arma. Como aprendera muito tempo atrás, lugar algum era seguro e não se podia confiar em ninguém, nem mesmo em freiras.

Justin olhou para a entrada da cela, que não tinha porta, ou cortina. Apesar das sombras, distinguiu uma silhueta curvada. Num movimento brusco, sentou-se.

_Não! Fique onde está, por favor. Sou eu, a abadessa Wright. - A voz era baixa e meio sem fôlego. - Quero trocar uma palavrinha com o senhor.

A essa hora? Se não fosse sua idade avançada, Justin desconfiaria das intenções da freira.

_ Do que se trata?

_ De um assunto muito delicado, meu senhor. Eu não tocaria nele se pudéssemos nos ver à luz do dia.

_Está bem. Fale logo - instou Justin, irritado.

_ E sobre Angel, meu senhor. Peço-lhe que não a trate mal.

A irritação cresceu.

_Ela vai ser minha mulher e não lhe dirá mais respeito.

_ Sei bem, meu senhor. Mas eu não gostaria que se impusesse a ela.

Com todos os diabos. Estaria a abadessa querendo aconselhá-lo sobre assuntos matrimoniais?

_ A senhora não quer que o casamento se consume? - indagou incrédulo.

_Não até que seu coração a receba, meu senhor.

_ A senhora me deixa confuso, abadessa. A igreja não exige que os votos matrimoniais sejam consumados? - perguntou Justin com sarcasmo.

_Quero lembrá-lo que estupro é pecado - disse a freira veementemente.

_ não existe estrupo entre marido e mulher - protestou ele .

Não deixava de ser engraçado estar seminu, numa cela de convento, discutindo sexo com uma freira. Contudo, o fato o aborrecia.

_Deus vê e conhece tudo. Ele o julgará de acordo com sua intenção.

_ Abadessa, o que a leva pensar que eu estupraria minha mulher? - Justin perguntou, tentando controlar-se.

 Vi sua expressão de ódio quando olhou para ela.

Ele não precisou negar a acusação. O farfalhar do hábito mostrou que a abadessa se afastava. Perplexo com tal comportamento ficou olhando para a entrada da cela. As freiras de outros conventos seriam tão estranhas como as desse?

Praguejou contra a insensatez das mulheres e voltou a deitar-se. Se a velha freira não houvesse tido a audácia de adverti-lo, talvez lhe confessasse não ter a intenção de levar a mulher para a cama.

Planejava algo muito pior para ela.

Justin se viu dominado pela sensação de triunfo não sentida desde que havia destruído o exército de Hexham. Não havia enfrentado o inimigo, pois este fugira covardemente. Mas agora Justin  e a sobrinha do desgraçado encontravam-se diante do sacerdote que os tornaria marido e mulher.

Angel usava o hábito preto de freira. Provavelmente não tinha outras roupas. Pouco importava.

A noiva não era tão alta quanto tinha calculado. O topo de sua cabeça alcançava-lhe a face. Observou-a imaginando os cabelos escondidos sob a touca. Estudou-lhe as feições: sobrancelhas bem arqueadas, cílios longos e densos e lábios rosados. Estavam meio curvados e fechados. Surpreso, ele percebeu que Angel hesitava a fazer os votos matrimoniais. Aproximou-se mais, ameaçando-a em silêncio.

Embora Justin  esperasse que a noiva se acovardasse com a atitude, ela ergueu os olhos com ar de desafio. Encararam-se e ele tentou forçá-la a falar através de um olhar feroz. Ela nem piscou. Não importava tanto orgulho, pois ele seria o vencedor. A idéia o levou a sorrir. Angel  desviou o olhar e, com voz trêmula, fez o juramento.

Sua coragem o surpreendeu. Essa era uma qualidade que Justin  valorizava acima de todas. Estranho encontrá-la na herdeira de Hexham. Talvez tudo não passasse de tolice feminina, refletiu ele.

Tão logo o padre terminou a cerimônia, Justin  anunciou:

_ Partimos imediatamente. Vamos, mulher, despeça-se das companheiras.

Mais uma vez, Angel  o surpreendeu. Calada e sem lágrimas, passou diante das freiras. Por Deus, que mulher fora do comum!

Por um instante, Justin  seguiu-a com o olhar, mas depois dirigiu-se à abadessa:

_Não se preocupe, eu não a tocarei - prometeu. A velha freira não pareceu aliviada e, consternada, disse:

_Ora, meu senhor, sei que Angel não é tão linda como muitas mulheres, mas a ordem divina é crescer e multiplicar.

- Não foi isso que me disse ontem à noite.

_Ontem à noite?! - repetiu a velha freira com olhar confuso.

A suspeita dominou Justin e ele virou-se para a porta. Angel  já estava lá fora, de costas para ele e junto ao cavalo palafrém. Havia sido ela, sem sombra de dúvida, quem o procurara na noite anterior. E o tinha convencido tratar-se da abadessa.

O sangue de Justin  ferveu. A criatura era de uma audácia fora de conta. Imagine aconselhá-lo a respeito da consumação do casamento! Do que mais ela seria capaz?

Dê vazão a suas artimanhas, mulher irascível. A guerra apenas começou - refletiu Justin tentando se controlar.


Notas Finais


ja deram a opinião ?
kkkkk


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