História The virgin wife - Capítulo 9


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Linguagem Imprópria, Novela, Romance
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Palavras 2.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - 08. Silk


Fanfic / Fanfiction The virgin wife - Capítulo 9 - 08. Silk

The Virgin wife 

A esposa virgem 

Bretanha, idade média...

06/02/1874            

    De cabeça erguida, Angel recusou-se a se intimidar pelas ameaças. Em tom eloqüente, ele prosseguiu:

— Pensei muito em minha vingança. Naturalmente, teria sido melhor se o irmão de Hexhan houvesse gerado um filho. Bastaria matá-lo. Mas como você é mulher e nós nos casamos por ordem do rei, tentarei descobrir outras maneiras de exercer a vingança.

Angel lutou para se manter impassível.

— Há muitas maneiras para torturar um homem. E quanto a uma mulher? — indagou ele para calar-se em seguida.

A respiração de Angel tornou-se curta e ofegante. Ni¬cholas sorriu como se seu medo o agradasse muitíssimo.

— Vá se deitar no colchão, mulher, e espere por mim — ordenou ele.

Angel, entretanto, não conseguiu se mexer. Estava muito ocupada enchendo os pulmões com ar. Começou a arquejar e continuou até Justin a fitar, alarmado.

— Que diabos está acontecendo? — indagou ele sacudindo-a levemente pelos ombros.

Isso só piorou seu estado. Ela não podia fazer nada exceto fitá-lo com os olhos arregalados. Antes da tontura dominá-la, viu o rosto lindo e terrível do marido sair de foco. Cambaleou e sentiu-se sendo levantada por braços fortes e levada para a cama.

— Por todos os santos! Como pode respirar com uma roupa tão apertada? — Justin perguntou ao virá-la de costas e começar a soltar o vestido.

Em seguida pôs-se a massagear-lhe as costas.

Angel sentiu o contato da mão quente através da camisa. Apesar das ameaças e da própria desconfiança não o achou desagradável. Seu pavor começou a diminuir. Para surpresa sua, achou o ruído da respiração de Justin, baixa e rápida, relaxante, até a ponta dos dedos tocarem sua pele acima da camisa.

Abruptamente, ficou tensa. Sentia a pele queimar e uma excitação indesejável a dominou. Recomeçou a respirar com dificuldade. Praguejando, Justin afastou-se.

Ao retornar, pôs uma caneca de cerveja em suas mãos.

— Sente-se e beba isto — disse ele.

Ela obedeceu e, devagar, tomou uns goles da bebida, cônscia da proximidade de Justin sentado na cama, irradiando calor.

— Está melhor? Costuma ter essas crises? — ele indagou.

— Não. Só quando estou... Raramente — Angel afirmou corrigindo-se a tempo.

De maneira alguma deixaria o marido saber quanto ele a tinha aterrorizado. Fitou-o, mas ele desviou o olhar enquanto se levantava e virava de costas.

— Ótimo. Espero não vê-la mais possuída por tais demônios.

Angel o viu inclinar-se para frente e pôr a mão no estômago antes de endireitar o corpo. O movimento foi tão sutil que ela não o teria percebido se não o estivesse observando de perto. O marido insuperável sofreria de algum mal?

A preocupação de Angel evaporou-se quando Justin virou-se e a fitou novamente com expressão cruel.

— Repouse, pois eu não quero que morra, como seu tio traidor, e me prive de exercer a vingança.

Saiu do quarto batendo a porta e Angel sentiu um aperto no peito que nada tinha a ver com o problema respiratório.

Devagar, ela pôs a caneca numa arca ao lado, levan¬tando-se em seguida. Acabou de despir o vestido e do¬brou-o cuidadosamente. Então, deitou-se no colchão e co¬briu-se com uma manta de pele.

Acostumada a dormir com outras mulheres no quarto, achou estranho o aposento vazio e silencioso. As brasas na lareira irradiavam calor, levando-a a dar-se conta do quanto sua nova acomodação era mais aconchegante do que o catre duro do convento. Também não precisaria se levantar à meia-noite para rezar ajoelhada no chão de pedra da capela.

Belvry, entretanto, oferecia perigos inexistentes no convento. Talvez nessa noite, o marido a deixasse em paz e ela pudesse dormir um sono reparador. Mas existiam muitas noites por vir e Angel sabia que o misterioso sírio não apareceria mais para tranqüilizá-la.

De repente, lembrou-se da massagem nas costas, rítmica, reconfortante e algo mais. Uma sensação curiosa e desconhecida a dominou.

Exasperada, Angel virou-se e praguejou contra a própria fraqueza. Sem dúvida não estava sucumbindo, ao toque do marido. Nem mesmo o rosto lindo dele deveria atraí-la. Não podia se esquecer do demônio que ele abrigava no coração. Justin a tinha tratado bem por uns momentos breves, porém, ela conhecia a paixão que o dominava. Tinha-a visto nos olhos cinzentos e ouvido dos lábios dele.

A única preocupação do marido era com a vingança.

A claridade do amanhecer já passava pelas frestas das venezianas quando Justin se levantou e postou-se junto ao colchão de Angel. Ela estava encolhida como uma criança e tinha uma das mãos sob o travesseiro. Aliás dormindo, ela parecia muito jovem. O rosto, quase sempre marcado pela fúria ou orgulho, estava sereno, a pele quase luminescente, só parecia real e acessível por causa das sardas.

Justin raramente tinha a oportunidade de estudar a mulher sem ser observado e, sem saber por quê, sentia necessidade em fazê-lo. Ela era excelente como um vinho feito de uvas raras e sazonado com ervas especiais. Sob seus véus, as mulheres do leste tinham sido misteriosas e exóticas, mas Angel... Ela reluzia como um rubi entre pedras inferiores, mais inebriante do que a mais ardente residente de um harém e mais vibrante do que suas pálidas irmãs da Bretanha.

Anos passados em observação imparcial levavam Justin a reconhecer tais coisas, porém, ele não lhes dava importância. O essencial era descobrir as fraquezas do inimigo. E isso, sem dúvida, ele o faria. Percorreu os olhos pela silhueta enrodilhada e parou no ombro descoberta. Não era anguloso nem gordo, mas apresentava uma curva graciosa e tentadora. Também tinha sardas, verificou Justin sentindo o sangue agitar-se.

Depressa, desviou o olhar e deparou-se com caracóis sedosos que haviam escapado da trança e emoldurado o rosto lindo. Com o coração disparado, Justin teve vontade de mal dizê-los. As madeixas flamejantes o atraíam irresistivelmente.

Virando-se de costas, ele tentou concentrar-se no ódio alimentado havia tanto tempo e no que poderia fazer agora que a vingança estava a seu alcance. Não tinha formulado um plano, sentindo prazer apenas nas promessas da imaginação.

No início, havia pensado em prendê-la na torre do castelo do tio, onde o desgraçado mantivera a esposa até morrer. Mas na viagem de volta do convento, mudara de idéia. Angel era muito audaciosa e esperta para ficar longe dos olhos dele e, orgulhosa demais, não se deixaria alquebrar pela reclusão. Precisava encontrar um outro meio para executar a vingança.

Sem perceber, Justin olhou para a cama. Ao voltar para o quarto à noite, tinha se surpreendido ao ver Angel dormindo no colchão no chão. Por um longo tempo, ficara parado no meio do aposento, dominado por sensações estranhas como alívio, raiva, tentação...

Depressa, virou-se de costas a fim de evitar tal invasão. Tudo não passara de uma ilusão provocada pelas sombras da noite e por um perfume de mulher. Não toleraria isso.

Sem olhar para trás, deixou o quarto. Além de precisar percorrer suas terras, sentia uma necessidade premente de pôr distância entre ele e a mulher de cabelos flamejantes.

Angel acordou com uma batida na porta. Teria dormido demais? As freiras estariam esperando e a abadessa se zangaria com seu atraso. Mas estava tão aconchegante ali...

—Lady Angel? A senhora está aí?

No mesmo instante, ela se sentou e olhou em volta. O quarto dele. Para alívio seu, a grande cama estava vazia. Todavia não gostava de saber que o marido andara pelo aposento enquanto ela dormia. Estremeceu e deu ordem para Edith entrar. A companhia da boa mulher animou-a um pouco.

— Olhe, eu lhe trouxe vinho quente, minha senhora. Mas por que está deitada aí no chão? Pelo amor de Deus, começo a desconfiar de lorde Justin. Ele deve ter uma cabeça dura.

Ê assim o dia começou e continuou num passo lento. Embora Edith tivesse chamado uma moça para ajudá-la, Angel insistiu em costurar também. Apressadas, ajeitavam um novo vestido mais apresentável, usando peças velhas de Madison.

Trabalhavam num outro fantástico aposento do castelo. Era bem iluminado, pois tinha muitas janelas, e cheio de móveis lindos, almofadas e tapeçarias. Angel mal podia se concentrar na costura tão encantada estava com o ambiente.

Terminaram e ela vestiu a nova criação. O linho macio caía-lhe até as sapatilhas. Jamais tinha usado algo tão fino. Lendo seus pensamentos, Edith sorriu.

— Espere até ver os tecidos que lorde Justin trouxe do leste. A senhora vai se vestir com grande elegância. Não acha que seu casamento tem algumas vantagens?

Angel corou, mas não disse nada. Roupas bonitas não compensariam a vingança de Justin. Tinha estado tão distraída que não pensara nele. No entanto, o marido estava por perto como uma aranha tecendo uma teia para apanhá-la.

Os pensamentos tristes foram interrompidos pela chegada de Osborn, o criado que já a havia tratado bem. Sorrindo, ele disse:

— Lady, Angel, imploro uns poucos momentos de seu tempo. O cozinheiro quer saber se deseja algo especial para a festa desta noite.

Que festa seria aquela? Teria ela esquecido algum feriado?

— Minha senhora tem estado muito ocupada para cuidar do assunto, mas agora vai fazê-lo. Vamos ver que pratos estão sendo preparados? — sugeriu Edith

Meio confusa, Angel deixou-se levar por Osborn até as arejadas cozinhas ao lado do grande salão. Lá, ela conheceu Tancred, o cozinheiro, um homem capaz de supervisionar as muitas atividades em seu domínio. Nunca tendo visto uma operação em tão larga escala, Angel ficou perplexa.

Havia uma quantidade imensa de alimentos: veado coelho, porco, peixe, pombo, ervilhas, pães de vários tipos e tortas recheadas com frutas.

— E para meu senhor, tenho um manjar especial trigo e leite. Ele não gosta de nada com especiarias Tancred explicou.

Angel achou estranho esse paladar para um homem que tinha vivido no leste. Mas seu pensamento foi desviado por um acesso de tosse a suas costas. Virando-se, viu um rapazinho tossindo enquanto abanava o fogo. Aproximou-se e perguntou:

— Está com essa tosse há muito tempo?

— Não, minha senhora, mas meu peito dói muito.

— Imagino. Quem cuida de remédios aqui? — Angel perguntou a Osborn.

— Ninguém desde que lady Madison foi embora. A senhora entende dessa arte? — indagou o criado, animado.

— Um pouco — respondeu ela que, no convento, cui¬dava das plantas medicinais.

— Ah, mas isso é ótimo, minha senhora. Precisamos muito dessa sua habilidade — comentou Osborn, encantado.

Com a ajuda dele, Angel preparou um remédio para o menino. Verificou que as reservas de ervas precisavam ser renovadas com urgência.

— Eu gostaria de olhar as plantas lá fora — disse.

Prontamente, o criado levou-a através de uma porta baixa que dava para a horta. Deixou-a lá e voltou para a cozinha.

Satisfeita por ficar sozinha, Angel percorreu os olhos pelos canteiros. Infelizmente, as plantas não usadas na cozinha estavam abandonadas. Sem dúvida, ninguém lhes conhecia o valor.

A tarde estava ensolarada e soprava uma brisa amena. Envolvida pela tranqüilidade do lugar, Angel sorriu e arregaçou as mangas. Ia trabalhar.

Apreciando a privacidade inesperada e distraída pela atividade, ela perdeu a noção do tempo. Só quando o sol descambava no horizonte, viu-se bruscamente trazida à realidade com um grito terrível vindo do castelo.

— Onde?

Angel ergueu a cabeça e olhou para a porta da cozinha. No instante seguinte, o marido surgia seguido por um soldado.

— Por que você a deixou sair? Não lhe ordenei que a. vigiasse? — Justin indagou numa voz exasperada.

— Isso foi ontem, lorde Justin. O senhor não disse nada sobre hoje — protestou o soldado.

— Volte para seus deveres! — Justin resmungou, negando-se a admitir o próprio erro.

Típico de uma criatura arrogante, pensou Angel. Num tom ameaçador, o marido lhe perguntou:

— O que pensa estar fazendo?

— Trabalhando. Vá embora — respondeu ela.

— O que!

— Você me ouviu. Estou trabalhando. Vá embora.

— Como? — esbravejou ele.

Finalmente, Angel se levantou e, furiosa, gritou:

— Estou cuidando das plantas. Você é cego e surdo? Por um instante, ela pensou que o marido a estapeasse, mas ele permaneceu imóvel.

— Não, eu a ouvi muito bem, mas é você quem tem de prestar atenção em mim. Você não tem licença para trabalhar na horta, nem de preparar remédios ou de infestar minha cozinha com sua presença. Ficou claro, senhora minha mulher?

Angel já ia protestar, porém, Justin aproximou-se em atitude ameaçadora. Ela recuou e tropeçou numa raiz, caindo de costas, com o vestido levantado e as pernas expostas. Com olhos arregalados, Angel o viu curvar-se sobre ela. Sob a expressão fria, o ódio brilhava. — Vá para o quarto imediatamente — ordenou ele, virando-se sem ajudá-la a se levantar.

Firmando-se nas mãos, Angel ergueu-se e limpou a terra do vestido. Em seguida, passou por Justin rumo à cozinha.

Lá, encontrou a criadagem boquiaberta, mas recusando-se a se sentir embaraçada, manteve a cabeça erguida. Um homem mais bem vestido, aproximou-se do marido.

— Mas meu senhor, e quanto à festa de hoje à noite?

Angel tentou sair de lá depressa, mas o marido a segurou pelo braço.

— Que festa? — ele perguntou como um demônio aterrador.

— Ora, para comemorar seu casamento.

Sentado à cabeceira da mesa, Justin pro¬vou o manjar de leite e trigo. Fazia o possível para ignorar a alegria reinante. No fim, havia dado permissão para a refeição especial. Embora não desse importância à opinião das pessoas, não via motivo para puni-las por causa dos erros da mulher.

Mas logo mais, ele deixaria claro que Angel não era para ser tratada com deferência, nem mesmo pela intrometida Edith.

Angel! Quando voltara e não a encontrara, tinha perdido o controle. Como um louco e gritando, percorrera o castelo procurando-a, sem se importar com a perplexidade das pessoas. Podia ouvir o pai censurando-o: Um Bieber jamais levanta a voz.

Juntando pedaços de informações, Justin descobrira que Angel tinha estado na cozinha, preparado um remédio para um rapazinho e, desacompanhada saído para a horta.

Quando finalmente a encontrara, tinha sofrido um impacto como o de um murro no peito. Fora tomado por uma mistura de emoções como alívio, satisfação e frustração crescente.

Aborrecia-o vê-la ajoelhada na terra como uma camponesa. Não havia lhe dado permissão para ministrar remédios e estragar as mãos com jardinagem. Então, Angel o tinha enfrentado desencadeado-lhe uma fúria jamais sentida. Sem perceber, havia se aproximado e a assustado. Ao recuar, ela havia caído de costas, deixando à vista as pernas bem torneadas.

Ele sentira vontade de tocá-las, de cair sobre a mulher e afagar-lhe os cabelos.

A lembrança da cena o enojava. A cabeça estava leve e ele se sentia fora de controle. E ela era a culpada. Apesar de ter ficado contente com a existência da sobrinha de Hexhan, admitia que Angel não era a criatura fraca, covarde e maleável como ele a tinha imaginado por causa de sua educação no convento. Ela também não era feia nem velha, pensou ao vê-la enfrentar-lhe o olhar. Com uma audácia inesperada, a mulher levantou o copo num brinde e esvaziou-o.

Justin imaginou se ela já havia bebido muito vinho. Seus olhos azuis revelavam uma imprudência bem diferente da habitual expressão de desafio. A idéia de a freirinha estar ébria, acelerou-lhe o pulso, embora ele não entendesse por quê.

Manteve um olhar desconfiado sobre ela. Não esperava que Angel fizesse algo impróprio diante dos moradores do castelo. Aliás, ela mostrava ser uma castelã nata, pois enfrentava as pessoas sem medo.

Apenas o vestido não era adequado. Além de ser óbvio tratar-se de uma peça reformada, o trabalho na horta o tinha sujado. Justin franziu a testa. Que tipo de mulher remexeria a terra sem se importar com a roupa? Uma freira — ou noviça— que não precisasse se preocupar com o hábito preto, ele pensou, aborrecido.

Justin imaginou-a envolta nas sedas trazidas do leste, em vários tons de azul e de verde. Esta última cor seria a melhor. Ressaltaria seus olhos.




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