História The Voice Of Silence - Capítulo 2


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Categorias Undertale
Personagens Sans
Tags Errink, Feels, Fic Rápida, Humantale, Sad Fic, Treco Feio Gsus, Yaoi
Visualizações 27
Palavras 1.331
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Shahhsushsuahauaha meol deols

Xentii, mais de um ano sem fic de UT, né? Me perdoem, de verdade! Eu ainda gosto de UT e talz, mas não tanto e não sou mais tão nas fics assim :"")

Agora, eu tenho umas fics aí já com a quinta geração de teias formando e o que eu faço? Atualizo one-shot aushauhaua
Há uns meses (Junho, pra ser mais precisa), tava relendo essas fics velhas aqui no SS e meio que essa sad super falha me deu ideia pra um bônus sjhzauhauaha

A propósito, aconselho reler o outro cap pois ele passou por uma revisão completa! Digo, isso é pra aqueles que não suportavam meu português horroroso :"")

Enfim, só tomem aí pra cês verem um episódio do passado deles. Boa leitura pra quem ainda estiver aqui~

Capítulo 2 - Bônus - One Day A Long Time Ago...


Fanfic / Fanfiction The Voice Of Silence - Capítulo 2 - Bônus - One Day A Long Time Ago...

A aula de português seguia em tédio, a professora de meia idade e voz terrivelmente irritante falava sobre figuras de linguagem ou algo do tipo. Ao passo que olhava o relógio acima do quadro a cada trinta segundos e bufava sempre que lembrava que não emendaram o Ano Novo com o Natal, minha caneta ia para lá e para cá em minha mão. O dia estava claro e quente, ao que me era apresentado pela janela, e era possível ver alguns poucos alunos que furavam aula irem embora, uma vontade enorme de me juntar a eles subindo pelo corpo. O resto da aula se limitou a isso, mas quando o sinal tocou, disparei em direção à porta para logo me livrar da escola — pelo menos por aquele dia. Entretando, o que me esperava logo depois da aula seria um desafio muito maior…

Nem sequer havia olhado para trás quando saí, simplesmente fui me esgueirando por entre dezenas de outros estudantes tão apressados quanto eu. Queria sair de lá o mais rápido possível e até sacrificaria meu chopp de cada dia com isso, só para teres uma ideia da gravidade da situação. Quando finalmente alcancei o lado de fora do prédio, dei um suspiro alto e longo, finalmente me sentindo livre daquele amontoado de adolescentes. Já ia sorrir e gabar minha velocidade e destreza quando senti dois braços entrelaçarem meu pescoço num pulo e um grito alto de mais assassinar meus tímpanos: 

 

— ERROR! — Uma voz aguda, porém masculina, bradou ao meu lado, me fazendo afastar o rosto e apertar os olhos em desaprovação.

 

— Ink! Seu viado, não estoura meus tímpanos! — Me soltei do abraço e coloquei a mão no ouvido.

 

— Ah, qual é? Já não de acostumou comigo? — Você colocou os braços por trás do corpo e me encarou sorridente.

 

— Não tem como se acostumar com você… — Falei mais baixo, acho que não chegaste a ouvir.

 

Tudo mais que saiu de minha boca foi um bufo alto e irritado. Justo hoje, quando tinha dado meu melhor para fugir à espreita, você me encontra exatamente no meu momento de mais glória, afinal, sempre conseguiu me encontrar nos lugares mais remotos que fossem. Todavia, achei que, pelo menos, hoje você iria me deixar escapar e ter uma tarde normal, mas parece que não. É claro, você nunca me deixaria sozinho no meu aniversário por mais que eu quisesse. 

O resto do caminho também aplicou a rotina de sempre: você entupindo meu cérebro de fofocas e eu sofrendo como um cão agredido — o que podemos dizer que realmente estava sendo, levando em conta sua capacidade de abrir a matraca — ao pleno meio-dia e meia. Naquele bendito dia, você me privou do pouco momento de paz que tinha me acompanhando até em casa e me dando um abraço de urso — o qual eu não retribuí. Tudo o que eu mais queria era me trancar no quarto e ficar jogando games online a tarde toda. Esses eram meus tão precisos planos até receber uma mensagem sua: 

 

Matraca infechável: 

Hey, vamos no parque hoje 

ao pôr do Sol? 

 

Eu:

Mas que vibe romântica

é essa? Pode cortar.

 

Matraca infechável: 

Mas eu já paguei a reserva ;-;

 

Olhei incrédulo para a mensagem, só larguei um “ok, aff” e taquei o celular na cama e me joguei por cima, sequer ligando caso eu o esmagasse. Abracei um travesseiro e encarei o teto: era azul escuro, assim como o fundo do oceano. Acabei por me perder nessa “imensidão” e caí no sono por sei lá quanto tempo ou em que momento exatamente, meus olhos simplesmente fecharam por um breve segundo, o qual acabou sendo o suficiente para me arrastar.

Acordei no meio da tarde em algum momento aleatório — estava abraçado ao mesmo travesseiro e com a cara toda amassada, mas, mesmo na relutância, acabei por me forçar a levantar o tronco e procurar pelo aparelho celular — este que de encontrava atrás de mim — e checar as horas. Naquele exato momento, meu sono saiu pelo ralo e meus olhos dobraram de tamanho com a cena desesperadora, em minha visão, que se apresentava: faltava menos de uma hora para o passeio com Ink. Não que meu problema fosse decepcionar Ink — provavelmente já vinha fazendo tal desde que nos conhecemos — mas, sim, o fato de estar atrasado. Sabe, eu posso ser arrogante, chato, respondão e mal educado, mas hora eu não perco. Levantei da cama mais rápido que o The Flash com poção de swiftness do Minecraft e corri pro banho. Da feita que saí de lá quase voando, peguei uma blusa social preta e uma calça branca rasgada e vesti com pressa, basicamente só passando um creme básico no rosto e no cabelo e penteando pra baixo — já que era o mais fácil — agarrei o celular e quase atravessei as paredes e caí da escada no caminho à porta. Durante a maratona, olhava de vez em quando o relógio e um arrepio corria a cada minuto checado. Ao momento que alcancei o parque por volta das cinco e meia, vi que você já estava esperando lá e tinha uma sacola na mão. Vou admitir que estava muito bem arrumando — diferente de mim — e descansado: estava com uma boina preta para trás que deixava sua franja aparecer, uma blusa social de manga curta branca e bermudas pretas com suspensório, seu cabelo também parecia bem tratado e a pele cuidada, me perguntava o porquê de tanta arrumação, mas admito que me senti meio desleixado quando comparado. Me aproximei e chamei seu nome, vendo você acenar com um sorriso e me chamar para sentar à sua frente — estava em uma mesa externa da cafeteria local. Quando cheguei perto o suficiente para te cumprimentar, você só deu uma risadinha e eu pouco me lixei, dando de ombros e meramente sentando. Surpreendentemente, nada disse e simplesmente pediu alguns bolos e bebidas. Acabamos por passar aquele tempo em silêncio, o que achei muito estranho, pois nem ao dormir você calava a boca. 

Conforme o silêncio foi se alastrando e a luz do dia se esvaindo, foi uma cena bonita observar como seus olhos heterocromáticos reagiam com a luz alaranjada do pôr do Sol e as roupas creme se tornavam mais alaranjadas. Quando percebeu meu encarar, desviou o olhar do bolo que degustava e me encarou com um sorriso, dando um riso fraco e me entregando a sacola que carregava desde o momento que havia chegado. Com uma de minhas sobrancelhas arqueada em desconfiança, abri a bolsa e me deparei com uma cartinha e uma embalagem fina e comprida. Decidi ler a cartinha primeiramente: 

 

“Querido Error, feliz aniversário! Eu sei que não gosta quando eu fico falando igual um demente, então estou escrevendo a carta para que possa ficar em paz de mim por um tempinho! Bom, queria dizer que eu não tinha muito o que poderia te dar de coração esse ano, não tenho dinheiro suficiente pra algo digno e não posso fazer uma apresentação ou algo do tipo, então decidi te dar o que faço de melhor (você verá ao abrir o presente!). Eu espero que possamos seguir a vida juntos como sempre tivemos feito e que, até lá, você se acostume com meu falatório, pois eu não vou parar, viu?” 

 

Dobrei delicadamente a cartinha ao terminar de lê-la, abrindo a fina embalagem em seguida e dando de cara comigo mesmo, no entanto, como um desenho. Encarei-te surpreso, nem acreditando que conseguiu manter a boca fechada e não me contar sobre essa pintura. Pela primeira vez naquele passeio, você se dirigiu a mim: 

 

— Feliz aniversário, Error. — Seu sorriso alargou e o meu também. — E aí, o que achou? 

 

— Não acredito que conseguiu manter essa pintura escondida de mim, sério! — Arqueei a sobrancelha e você riu.

 

— Foi muito difícil, olha! Acredita que eu… 

 

E lá se iniciava mais um falatório enorme seu. Mas, pela primeira vez, não me senti incomodado por esse traço seu — pelo contrário, aproveitei para apreciar sua voz juvenil enquanto a noite tomava conta do céu.


Notas Finais


Hueheueheuehwu se corroam sabendo como vai acabar :DDD

Mindira, só quero o bem de vocês, amores :(( <3

Anyways, foi bom dar uma passada e escrever deles mais uma vez. Até a próxima! ~


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