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História The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 1


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Notas do Autor


Criado do vazio, para o vazio, determinado a cumprir um único desejo, um sacrifício. Essa é a história de Kubomi, um garoto sem memórias, que decide desbravar novas terras em busca de memórias.

Capítulo 1 - Terra das Tempestades


Fanfic / Fanfiction The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 1 - Terra das Tempestades

TERRA DAS TEMPESTADES

Criado pelo vazio

Para o vazio

Determinado a cumprir um único desejo

Um sacrifício.

KYOMU NO ŌKOKU

Em um lugar desconhecido e muito distante, os trovões rugem a cada segundo, lendas dizem que este lugar é o berço dos Deuses, outros dizem que é o túmulo dos piores pensamentos e arrependimentos que existem nesse mundo. Outrora, este lugar era chamado de a Terra das Tempestades.

Foi então que naquele lugar escuro, durante a ventania, logo no instante em que o clarão de um novo trovão estourava, foi possível enxergar um corpo jogado sobre a pedra. Era o corpo de um garoto chamado Kubomi.

De alguma forma, o vento soprava fortemente em uma única direção. Depois de um tempo, o garoto despertou, levantou e começou a andar, ele estava seguindo a direção do vento. Confuso e com dificuldades para respirar ele continuou caminhando, sem rumo, sem esperança e sem lembranças. A Terra das Tempestades é na verdade um mito das pessoas que existem nesse mundo, poucos acreditam que esse lugar realmente exista, é um conto de fadas assustador para muitas crianças, porém esse lugar seria a primeira memória que Kubomi, o garoto perdido, teria.

Depois de um longo tempo andando sem rumo, aquele lugar assustador que havia se tornado parte de Kubomi começou a mudar. O terreno, antes com o chão rochoso e perfeitamente reto, como se alguém o tivesse moldado, agora estava se deformando, criando um pouco de relevo. Não havia dúvidas, Kubomi estava chegando em um novo lugar. Não sabe-se quanto tempo ele passou vagando pela escuridão diante da ventania e dos trovões, mas pode-se dizer que foi um tempo considerável, visto que os cabelos de Kubomi cresceram e já quase tocavam o chão.

Depois de muito caminhar, os trovões haviam ficado para trás, o ar havia ficado mais fácil de respirar e a ventania era incomparável a anterior. Kubomi se deparou com um aglomerado de rochas que formavam quase que uma montanha. Ele não hesitou e decidiu escalar, ele só seguia o seu instinto, que o mandava seguir a direção do vento.

Caso Kubomi encontrasse alguém nesse novo lugar que agora adentrava, talvez conseguisse descrever o lugar que acordou antes. Para muitos, a terra das tempestadas pode parecer como o limbo ou o inferno, mas Kubomi não sofreu lá, ele apenas acordou e seguiu o vento, nada o machucou.

Ao terminar de escalar, Kubomi percebeu que percorrer por aquelas rochas não seria tão fácil, o relevo era bastante desproporcional e era algo totalmente novo para ele, que até então, não possuía nada nem sabia de nada. O maior problema era o vento, que as vezes ficava mais forte e com isso trazia algumas rochas consigo e elas poderiam acabar acertando ele. Sem dificuldades ele se protegeu das poucas que iam acertá-lo, como ele suportou um lugar com o ar muito rarefeito, ele encontrou certa facilidade neste lugar que possuía mais oxigênio.

Enquanto escalava e descia perante as rochas, Kubomi encontrou um túnel mais parecido com uma gruta. Não havia outro lugar para ir e o vento soprava exatamente na direção desse túnel, portanto, ele não hesitou em entrar. Era bem escuro lá dentro e ele estava tão confiante de adentrar a gruta que acabava tropeçando nas pedras e rochas que não conseguia enxergar. Depois de andar por bastante tempo, finalmente a gruta havia chegado em um fim, ele saiu no outro lado do túnel. Ao sair, não havia mais ventania e o lugar estava com o ar tão leve que ele se sentia no paraíso, foi uma sensação boa, apesar de ter saído da gruta, o aspecto rochoso ainda era parecido com as montanhas que havia atravessado antes, porém agora o relevo tinha um aspecto bem mais plano.

Kubomi inicialmente ficou bem confuso, já que a ventania tinha ficado para trás, ele não conseguia tomar uma decisão para onde ir. A sua visão depois de um tempo observando aquele lugar calmo e silencioso, foi ficando mais clara, bem de longe ele conseguiu avistar uma espécie de luz. Kubomi ficou surpreso, ele não entendia, aquilo era diferente para ele, nunca havia enxergado uma luz antes.

Por ficar encarando aquela luz, os olhos de Kubomi doíam e por isso, os seus instintos o mandaram ir naquela direção.

Ao se aproximar da luz, percebeu que aquilo tinha um formato diferente de tudo que já havia enxergado antes. Era um poste utilizando vaga-lumes como forma de luz e encostado nela, estava um senhor sem um dos braços sentado.

-Ei! Garoto! O que você está fazendo nesse lugar? Vagando por estas terras escuras e sem fim.

Surpreendentemente o homem reconheceu Kubomi como um garoto, mesmo estando com os cabelos bem longos, Kubomi ainda mantinha um rosto bem masculino, porém jovem. Ele não queria responder, de alguma forma Kubomi sabia falar e entendia o que aquele senhor estava falando, mas simplesmente não queria.

-Entendi, então você não é de falar muito... hei de te dizer então que se estava seguindo esse poste de luz, você está no caminho certo, o reino de Kyomu é logo em seguida.

Kubomi balançou a cabeça respondendo.

-Ei, antes de você ir, por que você estava vindo daquela direção? Como você foi parar lá?

Kubomi balançou a cabeça respondendo apenas um "não".

Ele continuou o seu caminho por aquele chão rochoso, que vinha mudando de tom e forma a cada vez que avançava. Mais postes de luz foram aparecendo a medida que Kubomi avançava, indicando-lhe o caminho, até que ele se deparou com um penhasco. Ele ficou boquiaberto, pois finalmente, conseguiu sentir um pouco mais de vida no lugar em que foi inserido. Lá em baixo, ele avistou diversas construções e o lugar parecia estar bem iluminado. Ele não tinha dúvidas que havia chegado no lugar em que seus instintos o guiaram.

Kubomi hesitou pela primeira vez, ele já estava decidido a descer o penhasco e chegar até aquele lugar, porém a única forma de descer seria pulando, o penhasco era bem íngreme do seu ponto de vista e a queda provavelmente seria fatal. Depois de um tempo pensando, Kubomi resolveu apostar na sorte, o que havia o impedido de pular era seu medo, ele não sabia se a queda poderia ser fatal ou não, ele só sabia que o penhasco era extremamente alto.

Antes que pudesse pular, o senhor de antes apareceu atrás dele, ofegante como se tivesse vindo correndo.

-Espera! Ei! Garoto! Arghh... arghh...

Kubomi olhou para trás espantado.

-Eu esqueci de te contar esse detalhe... arghh. Atualmente a única forma de chegar no reino de Kyomu é pulando desse penhasco. Antigamente existia uma passagem real, que era segura o suficiente para te levar lá para baixo, mas dessa altura se você pular você vai acabar morrendo.

Kubomi estava prestes a abrir a boca.

Kubomi - Mas... preciso... lá.

O senhor ficou com um olhar assustado.

-Então você sabe falar? Não... você mal sabe falar direito. Escuta garoto, meu nome é Shougu. A única forma de descer é ser forte o suficiente para pular dessa altura e sobreviver, ou pedir a força do pingente pálido para realizar um desejo seu...

Kubomi - Pingente pálido?

Shougu - Sim, olhe aqui...

O senhor abaixou a gola da camisa e mostrou um pingente pendurado em seu pescoço.

Shougu - Esse pingente vai realizar qualquer desejo seu, ele é uma grande relíquia nesse reino. Porém... a única forma dele realizar um desejo seu é entregando um braço ou uma perna para cada pedido feito!

Shougu deu um sorriso assustador e Kubomi instantaneamente engoliu seco. Kubomi então havia entendido a razão pela qual aquele senhor não possuía um braço.

Kubomi - Qual foi... o seu desejo? O que... pediu em troca do seu braço?

Shougu - Nah? Por que quer saber? Ah, não tem problema, de qualquer forma não vai fazer diferença você saber ou não. Eu estava cansado desse reino grotesco e abandonado, eu estava entediado o bastante para desejar sair daqui.

O velho Shougu parecia estar ficando nervoso enquanto contava a história.

Shougu - No entanto, no momento que eu saí desse reino, eu apareci aqui em cima, e agora está um inferno, por que o vento que vem daquela gruta não me deixa atravessar e eu não tenho como descer. Eu também não posso oferecer o meu último braço nem nenhuma das pernas pois eu não teria como andar, seria uma miséria, estou preso aqui pelo resto da eternidade e... com fome.

Kubomi - Nossa, então não vale a pena eu desejar... em troca... braço.

Shougu ficou silencioso e começou a olhar com outros olhares para Kubomi.

Shougu - Porém quando você apareceu, eu não poderia deixar esta oportunidade desaparecer... Hahahahaha! É isso mesmo! Eu estou com muita fome, então você garoto, deixe-me saciar um POUCO!

O senhor Shougu foi loucamente para cima de Kubomi que, indefeso, caiu no chão. O velho era na verdade uma pessoa horrível devastada pela fome. Kubomi começou a resistir e tentar tirar Shougu de sí, porém não era forte o bastante para isso.

No meio daquela agarração, Kubomi numa tentativa de escapar acabou raspando suas unhas na cordão que segurava o pingente pálido, que voou longe, parando bem na beira do penhasco.

Shougu - *Grr! Droga*

Kubomi não pensou duas vezes e no momento que Shougu se desconcentrou, ele se soltou de baixo dele e agarrou o pingente, determinado a fazer um pedido.

Kubomi - Eu peço por favor! Me deixe descer até lá em baixo!

Quando Kubomi declarou o seu pedido, um feixe de luz bem harmônico saiu do pingente, que refletiu bem nos olhos de Shougu impedindo que o mesmo tentasse avançar novamente em Kubomi.

Naquele feixe de luz, uma imagem de uma mulher celestial e gloriosa se formou.

Shougu - Não é possível! Ele vai fazer o pedido para a rainha do pingente pálido!

Nuuma - Ora ora! Que carinha bonitinha eu vejo aqui! Não via um rosto desses a muito tempo...

A figura da rainha abraçou o rosto de Kubomi.

Kubomi - Eh... com licença... eu gostaria de descer lá em baixo, por favor se eu tiver que oferecer algo, que seja só o meu braço... por favor...

Nuuma - Nossa... nunca que eu iria tirar um braço de um rapaz tão bonitinho assim. Como eu iria retirar a beleza de um homem assim. Não via um homem tão amável a muito tempo!

Shougu - O que!? Como assim? E por que eu tive que dar o meu braço? Não pode ser... é só por que você prefere garotos mais novos?

Nuuma - Isso mesmo. Suma daqui seu velho, esse garoto é uma peça amável, queria eu estar viva para poder apreciar de verdade este rosto.

Kubomi estava confuso, o seu desejo iria ser realizado sem ter que dar nada em troca. Assim que seu pedido foi feito, a imagem da mulher retornou para dentro do pingente pálido, que se prendeu no pescoço de Kubomi.

Em questão de reflexos, Kubomi se encontrou deitado ao lado do penhasco, porém dessa vez, ele estava lá em baixo. Quando ele olhou para cima, era realmente muito alto, não dava para enxergar o topo.

Kubomi - Finalmente, consegui encontrar...

um lugar.

CONTINUA...



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