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História The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 2


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Notas do Autor


Kubomi descobre mais detalhes sobre o reino enquanto sente uma forte presença naquele lugar.
O reino em que ele havia chegado, outrora era chamado de o reino eterno. Kyomu.

Capítulo 2 - O Reino Eterno


Fanfic / Fanfiction The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 2 - O Reino Eterno

Depois de toda essa jornada vagando sem fim, Kubomi finalmente havia encontrado um lugar. O reino em que ele havia chegado, era chamado de "o último reino, o reino eterno, Kyomu".

O REINO ETERNO

O pingente pálido é só uma de muitas relíquias espalhadas pelo reino.

Atualmente, este reino está em decadência.

A família real... está desaparecida a muito tempo...

KYOMU NO ŌKOKU

Olhei para o pingente que havia conseguido, ele realmente fazia jus ao nome pois era bem pálido.

Kubomi - Incrível... como um objeto tão pequeno consegue guardar uma mulher?

Eu me questionava sobre quem era aquela mulher e por que ela estava dentro desse pingente. Não encontrei uma resposta sozinho. Continuei a caminhar em direção as luzes que eu via lá de cima, aparentemente haviam varias construções, porém o lugar era bem deserto.

Depois de andar mais um pouco, me surpreendi com o que vi...

Kubomi - Esse lugar... está...

...abandonado?

O lugar era um vilarejo bem grande, que se estendia para todas as direções, e bem no horizonte eu conseguia enxergar mais e mais construções abandonadas.

Eu fiquei confuso, o lugar de longe parecia ser bem iluminado porém de perto não havia ninguém, só alguns postes com vaga-lumes e construções destruídas.

*DUMP*

Eu por um instante consegui ouvir o meu coração bater em um volume extremamente alto. Me assustei e senti uma presença estranha chegando. Quando olhei para baixo de um poste a frente, a figura de um ser estranho se aproximava. A luz dos vaga-lumes do poste cobriam o seu rosto e corpo, fazendo com que eu conseguisse enxergar só a sua silhueta, caminhando calmamente em minha direção. Essa figura segurava também um cajado, aparentemente branco e bem grande.

Kubomi - Quem é... ah...

Eu não consegui aguentar. A presença daquela figura foi muito forte para mim no momento e então, eu apenas desmaiei e cai no chão.

...

Fui abrindo meus olhos lentamente, a minha visão ainda estava meio embaçada, mas eu havia retomado a consciência novamente. Quando consegui enxergar claramente, a primeira coisa que eu vi foi um ser branco, com uma aparência estranha. Ele não era igual a mim, não da mesma espécie, apesar de que eu não sabia qual era exatamente a minha espécie.

-Seja bem-vindo! Ao reino vazio!

...

Kubomi - Onde... eu estou?

Fui me levantando lentamente e sentei, eu estava em lugar pequeno e diferente de antes, parecia que eu estava dentro de um buraco.

-Você está na minha humilde cabana, oras... desculpa pela bagunça mas você sabe que hoje em dia é difícil manter as coisas limpas por aqui-ro. - Ele empostava a voz enquanto falava.

-Deixe-me apresentar-ro. Eu sou Yabanachi Hittori, mas você pode me chamar de Hittori. O meu dever atualmente com este reino é receber os viajantes de outras terras.

Kubomi - Viajantes de outras terras?

Hittori - Exatamente! E eu não via ninguém vagando aqui em Oom então fiquei surpreso quando te vi, de que posição você é-ro?

Kubomi - Eh... é que... eu não sou desse reino...

Hittori - Sério? Entendi. Devo ter te confundido por causa desse pingente preso em seu pescoço, caso não saiba, pingentes desse tipo foram feitos aqui nesse reino-ro.

Kubomi - Hm.

Hittori - Mas espera, como você conseguiu um desses-ro?

Kubomi - Eu...

*DUMP*

E esse foi o momento em que eu lembrei de algo pela primeira vez, eu havia criado a minha primeira memória. Não foi uma memória muito boa aliás, mas mesmo assim era algo que aconteceu e eu conseguia me recordar.

Kubomi - Eu encontrei um senhor em cima do penhasco e acabei por pegar esse pingente para mim.

Hittori - Entendi, então você veio da direção das montanhas do sopro-ro. É incrível pensar que alguém veio de lá.

Kubomi - Ei, Hittori... eu posso te perguntar uma coisa?

Hittori - Pergunte, vá em frente-ro!

Kubomi - Quem sou eu?

Hittori me encarou por uns instantes, era estranho como a figura dele era diferente de mim, mas ele parecia amigável.

Hittori - HAHAHAHAHA! É sério isso? Quem deve responder isso é você-ro!

Hittori - Você é bem misteriosa garota, adoraria saber a sua origem.

Kubomi - Eh... eu sou... garoto.

Hittori - Ah? Sério? Peço perdão da minha parte, acabei te confundindo por causa dos teus cabelos longos.

Kubomi - Pensando bem, eles me atrapalham bastante.

Hittori então gentilmente cortou o meu cabelo com uma pinça, ele aparentava ser uma pessoa bem sábia, porém solitário.

Hittori - Pronto! Agora sim! Você tá botando medo agora em. O seu cabelo é bem escuro, e pela sua estatura e por ser um humano eu chutaria que você tem uns 16 anos. Você não deve lembrar a sua idade também não é?

Kubomi - Não, mas... obrigado por me avisar. Quantos anos você tem?

Hittori - Não se assuste garoto, a minha espécie vive mais. Eu tenho mais do que 300 anos.

O clima então ficou um pouco mais silencioso.

Hittori - Mas não pense que isso é uma coisa boa. Viver muito assim é desgastante, o meu cérebro não é capaz de armazenar 300 anos de memória, por isso eu só lembro dos últimos 100 anos em que vivi. Assim como você, eu não sei minha origem, nem de onde eu vim nem cresci. Só lembro que eu vivo neste reino, desde antes de sua decadência. - Disse ele com uma cara fechada.

Hittori - Só que o seu caso é um pouco mais complicado não é? Você não tem memórias. Então me diga de tudo que se lembra até agora.

Kubomi - Entendido.

Contei do jeito que eu lembrava tudo que aconteceu comigo até agora, de como eu acordei naquele lugar e vim até aqui.

Hittori - Seguiu o vento em? Parece que não foi só seus instintos que te trouxeram aqui... você é interessante garoto.

Kubomi - Eh... Hittori, posso te perguntar uma coisa?

Hittori - Claro! Manda ver!

Kubomi - O que é esse reino? E por que ele está assim?

Hittori - Você não gostaria de saber... eu também não sei muito, desde meus 100 anos de memória o reino já estava em decadência. Mas não se preocupe, o estado dele já foi pior, era um caos, violência para todos os lados e uma confusão no palácio. Já hoje em dia, mesmo estando abandonado, podemos ter um pouco de paz nesta cova abandonada.

Kubomi - Ah! Me desculpe, esqueci de me apresentar... eu sou Kubomi.

Hittori - Kubomi? Então você tem nome? Achei que não se lembraria de ter um...

Kubomi - Eu me dei esse nome quando acordei, eu lembro que os ventos faziam um barulho parecido com Ku-bo-mi.

Hittori - Hahahaha! Interessante!

Apesar de ter me acostumado com os ventos e com o frio, aquela cabana era bem aconchegante e o calor que a pequena fogueira que Hittori havia montado era algo novo para mim.

Hittori - Com licença...

Ele então se levantou e disse que precisava pegar mais lenha para manter a cabana aquecida. Antes de ele sair da cabana, ele abriu uma espécie de gabinete e retirou aquele cajado branco de lá.

*DUMP*

Senti a mesma sensação estranha de antes, uma presença estranha, porém dessa vez eu não desmaiei. Foi mais fraco do que da primeira vez.

Hittori - Hm? O que há de errado?

Kubomi - N-nada, não foi nada. - Abri um sorriso.

Hittori devolveu um sorriso, porém pareceu desconfiado. Eu consegui ler o que ele estava pensando naquele momento, ele sabia que eu não era normal, e que havia algo de errado comigo.

Como eu não tinha origem nem destino, acabei por passar alguns dias com Hittori, que me deu algumas tarefas simples para cumprir. O mundo em que fui inserido, é sempre escuro, não da pra enxergar o topo, e em baixo são só pedras e coisas esquecidas. Conforme os dias iam passando, o reino ficava no mesmo silêncio de sempre, ele estava absolutamente abandonado.

Hittori me ensinou também o antigo lema de Kyomu, que era "o último reino, o reino eterno, Kyomu". Mesmo estando abandonado e sem ordem, o reino não havia acabado, ainda existia nós dois. O reino continuava eterno. Me questionava se talvez essa era a função de Hittori, manter esse lugar para sempre.

Aprendi também que o local que estávamos era chamado de Oom, e era simplesmente um vilarejo bem perto do penhasco, que seria a borda do reino. Não dava para enxergar o fim do reino de longe, mas Hittori me ensinou também que assim como o penhasco que eu vim, o reino é como se fosse uma cova, cercada de outros penhascos, e que o mundo é mais profundo de cima a baixo do que eu poderia imaginar.

"Não posso enterrar Kyomu ainda" Dizia ele, com convicção. Me pergunto se Hittori possuía algum papel importante para o reino no passado.

Conforme o tempo passava, Hittori ia aumentando as dificuldades das minhas tarefas. Antes era coletar um pouco de lenha e achar alguns cogumelos, agora eu já tinha que andar um pouco mais longe, fora do vilarejo de Oom, porém não tão longe. Eu só precisava chegar até uma fonte de água termal que havia por perto.

Kubomi - Ok! Tudo que eu preciso fazer é andar naquela direção é colocar água o suficiente nesse balde de madeira.

Ao chegar lá, notei que o chão tomava uma forma diferente, e consegui avistar uma espécie de encruzilhada, bem estranha, que seguia para um lugar fechado e escuro.

Como Oom era o único lugar que possuía os postes com vaga-lumes, se você andasse um pouco para longe do vilarejo tudo já ficava escuro.

Kubomi - O-o que é... aquilo?

*DUMP*

Os meus batimentos cardíacos foram acelerando, comecei a sentir aquela presença de novo, só que dessa vez muito forte, muito mas muito forte. Meu peito começou a doer e eu não sabia o que era aquilo.

Kubomi - A-Ah... AAAAHHH! - Urrava de dor.

A presença era muito forte para mim, o meu coração doía muito. Olhei para o meu reflexo naquela água quente borbulhando. O meu rosto estava pálido, parecia que iria derreter, eu não parecia eu mesmo.

Foi então o momento em que eu não aguentei e cai na água. Fui afundando... e afundando. A água estava muito quente, e eu sabia que aquele seria meu último momento, minha última lembrança.

*Droga! Eu nem tenho memórias o suficiente para passar diante dos meus olhos... que miséria... morrer em um lugar como esse.*

...

De repente, lá da superfície uma mão branca bem grande foi se esgueirando na água e afundando até a minha direção. A luz que ela emitia se enrolou em torno de mim e me trouxe lentamente de volta a superfície. Quando abri os meus olhos...

Kubomi - D-Desculp...

Hittori - Sou eu quem devo lhe pedir desculpas Kubomi! Não deveria ter dado uma tarefa tão difícil a você, realmente, você não pode sair de perto do vilarejo. Vem! Volte em segurança...

Hittori me carregou até de volta a Oom, e enquanto eu era levado, eu olhava para aquela encruzilhada e a gruta que ela levava. Eu sabia, e estava determinado a ter que entrar lá algum dia.

CONTINUA...



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