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História The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 4


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Notas do Autor


Kubomi percebe que irá falhar em quebrar a parede pálida. Conseguirá ele superar o seu próprio limite e transcender os portões de Kyomu?

Capítulo 4 - Transcender o Limite


Fanfic / Fanfiction The Voided Kingdom : Kyomu no okoku - Capítulo 4 - Transcender o Limite

TRANSCENDER O LIMITE

Basta sentir e ouvir.

Todas as coisas emitem um som.

Tudo pode ser cortado, basta encontrar o som certo.

KYOMU NO ŌKOKU

...

Kubomi - AAAAAAH!!!

Segurei firme a minha espada e estava preparado para atacar a barreira. Depois de uma longa hora observando aquela parede pálida, finalmente me veio a coragem de atacar.

*CRASH*

Kubomi - N-Não... não pode ser...

Ao colidir a minha espada com a parede pálida, ela quebrou em diversos pedaços. Eu fiquei paralisado. Depois de todo o esforço que Hittori depositou em mim, depois de todo o tempo que passei treinando... eu joguei tudo isso fora. O mais vergonhoso seria andar toda a encruzilhada de novo e voltar para Oom tendo que revelar o meu fracasso ao meu mestre.

Eu faltei com um grande respeito ao Hittori.

...

Kubomi - GRRRR!!! - Rangi os dentes enquanto me segurava.

Não, a minha espada não havia quebrado. Eu apenas havia previsto que se eu tentasse cortar a parede pálida nessa hora, a minha lâmina ia se despedaçar. No último momento, consegui forças e segurei a espada para que ela não atingisse a parede.

Kubomi - Por muito pouco... por muito pouco eu não quebrei ela. Eu consegui perceber isso no último segundo. Se eu a tivesse quebrado, eu teria falhado miseravelmente.

Eu estava suando muito, era como se eu tivesse acordado de um pesadelo.

Do que teria servido o último ano em que lutei dia e noite, caso eu tivesse quebrado a espada?

Kubomi - Respira... respira, concentre-se. Você pode cortar isso.

Eu dizia isso, mas eu estava tremendo de medo. Eu tinha só uma única chance, se eu erra-se seria o fim.

Kubomi - Não vai dar. Minhas pernas não se mexem, meu corpo está paralisado. Só de pensar em tentar cortar essa parede e a minha espada quebrar...

*Hittori - Eu sabia. Eu depositei fé de mais em você... tentei fazer com que você alcançasse algo inalcançável para alguém tão fraco.*

Kubomi - O Hittori nunca iria me perdoar. Eu não sei se sou capaz de cortar isso aqui. Se eu errar terei que voltar como um fracassado... Mesmo que eu erre e não volte, eu não terei para onde ir.

*N-Não! O Hittori nunca diria algo do tipo para mim. Ele confiava em mim, ele me ensinou tudo direitinho!*

Kubomi - O que eu estava pensando!? Eu estou duvidando dos ensinamentos que um ex-defensor me instruiu.

Nesse momento eu havia encarado a parede. Observando-a por alguns segundos além de perceber a sua característica pálida e incomum, eu entendi o propósito daquilo. Eu não havia entrado no reino de Kyomu ainda, pois essa parede era...

O portão do reino!

Kubomi - Eu terei que provar que sou digno de entrar no reino de Kyomu. Mesmo depois de abandonado e esquecido!

Inspirei e expirei o ar lentamente, acalmando o meu corpo, concentrando os meus músculos. Eu poderia a qualquer momento lançar o meu melhor ataque com a espada e tentar cortar a parede, mas ainda havia algo me incomodando. Uma sensação estranha me perseguia, como se alguém estivesse me avisando que eu iria errar.

Kubomi - O-O-O que é isso!? Eu não consigo me mexer ainda... DROGA! Eu preciso cortar isso!

De repente o meu pingente pálido enrolado no meu pescoço começou a brilhar e levitou um pouco. De dentro dele, a figura de Nuuma, a rainha do meu pingente pálido havia saído.

Nuuma - Ora ora, quanto tempo que não te vejo. Estava com saudades.

Kubomi - V-Você. É a primeira vez que você aparece por conta própria.

Nuuma - Você se encontra numa situação bem complicada não é? Parece que não está com o psicológico preparado ainda.

Kubomi - Eu me esforcei muito, mas parece que ainda não sou capaz. Além disso eu só tenho uma chance para acertar.

Realmente, a última vez que eu havia conversado com a rainha do pingente pálido, foi a mais de um ano atrás, quando ela me concedeu o desejo de descer o penhasco. Comparando com agora, eu mudei muito, pareço outra pessoa.

Apesar de ter passado muito tempo, por algum motivo, eu ainda carregava o pingente pálido em meu pescoço.

Nuuma - Venha... durma aqui.

A figura de Nuuma se estendeu mais ainda para fora do pingente, o seu corpo inteiro havia saído de dentro do colar mas havia uma linha luminosa conectando ela com ele ainda. Ela então puxou minha cabeça com carinho, e eu deitei em seu colo.

Nuuma - Durma... relaxe... tudo isso vai passar.

Eu relaxei e peguei no sono. Fazia muito tempo que eu não me sentia tão seguro e calmo assim, era como se eu estivesse deitado sob um jardim de flores. Flores fofas.

...

Hittori - Não é assim que se faz Kubomi! Eu já te disse isso!

Eu estava sonhando com a primeira vez que tentei cortar uma rocha inteira no meu treinamento.

Hittori - Escute! Não basta apenas usar força bruta para cortar uma rocha. Você pode sim ser extremamente forte a ponto de usar uma espada resistente e cortar coisas duras, mas mesmo assim, não será um corte real, será um corte bruto.

Hittori - Kubomi, antes de empunhar uma espada você deve entender algumas coisas. Tudo... tudo pode ser cortado.

Kubomi - Tudo?

Hittori - Sim, você pode até cortar uma montanha inteira, basta escutar o som dela. Mas não é qualquer som, é o som que todas as coisas emitem. Nesse exato momento, eu consigo ouvir claramente o som que essa rocha emite, e também o som que você emite.

Hittori - No caso de um objeto inanimado, se você se concentrar, fechar os olhos e sentir todas as coisas a sua volta, você pode ser capaz de ouvir tudo. Depois disso, basta encontrar o som daquilo que você quer cortar.

Kubomi - Oh...

Hittori - Agora, no caso de um ser vivo, dependendo da sua instabilidade emocional, medo, ou qualquer outro sentimento que o deixe instável, você é capaz de escutar o som desse ser vivo também.

Hittori - Nesse exato momento eu consigo ouvir o seu som. É o som de alguém que está desconfiante, de alguém que não acredita em si mesmo. Mas tem uma coisa que é verdade Kubomi. Você pode até não acreditar em si mesmo, mas enquanto existirem pessoas ao seu redor que acreditam em você, então você tem algo pela qual lutar!

Hittori - E nesse caso Kubomi, eu acredito em você! Hahahaha!

...

Abri os olhos com rapidez, eu havia acordado desse sonho. Eu acordei deitado sobre o chão duro e rochoso, ainda em frente aquela parede pálida. Uma barreira que estava no meu caminho e determinando o meu limite.

Kubomi - Eu... eu não posso deixar isso acontecer.

Todos os ensinamentos que Hittori havia me ensinado, todo esse tempo que passamos juntos, eu não poderia deixar isso em vão. Foi nesse momento, que um pingo de esperança caiu sobre o lago de insegurança.

Segurei a minha espada e fiquei de pé, encarando o meu limite. Fechei os olhos e comecei a me concentrar.

Kubomi - Sinta... sinta todas as coisas em sua volta. Ouça, ouça o barulho daquela parede. Ouça o som que remete a sua cor, a sua aparência, o seu propósito.

Kubomi - Ouça... ouça com cuidado.

Nesse momento, eu estava em estado de concentração total, eu conseguia ouvir a frequência do som do chão e das paredes em minha volta. Fui capaz de perceber até mesmo a minha própria frequência, porém eu não encontrava a do meu obstáculo.

Kubomi - Mesmo que eu não tenha confiança própria... mesmo que eu não acredite em mim mesmo...

*Sinta o ambiente... basta sentir e ouvir. Todas as coisas emitem um som. Tudo pode ser cortado, basta encontrar o som certo.*

*Hittori - Kubomi, eu acredito em você! Hahahaha!*

Kubomi - É verdade! Mesmo que eu não acredite em mim mesmo... o Hittori ainda acredita em mim!

Nesse momento eu estava a dez metros da parede pálida. Dez metros do limite que bloqueava o meu destino. Eu apenas precisava encontrar o som do meu oponente, a barreira pálida!

Me concentrando um pouco mais, consegui escutar uma frequência diferente das que eu estava ouvindo naquele lugar... era o...

Kubomi - ACHEI! O SOM DO MEU OPONENTE!

*Hittori... eu devo muito mais do que apenas agradecimentos a você...*

Confiante, dei um salto em direção a barreira pálida, empunhando minha espada com as duas mãos na posição que ele me ensinou, preparado para usar o meu golpe, a minha e a sua técnica!

Sai voando em direção a parede! Eu estava determinado a cortar a barreira que havia definido o meu limite!

Kubomi - PARA CUMPRIR COM AS EXPECTATIVAS DE YABANACHI HITTORI! EU, KUBOMI, DEVO TRANSCENDER ESSA BARREIRA!

Kubomi - Kokufuku katto! (Corte de superação)

*SLASH*

Minha lâmina então atingiu a parede pálida, e em um instante, fui capaz de cortá-la na diagonal, da direita para a esquerda.

Atravessei a barreira no momento que o corte a abriu. Faíscas pálidas iguais as da parede voaram para todos os lados. Foi como se eu tivesse quebrado o meu limite, foi como se eu tivesse superado a mim mesmo. Eu sabia que se eu não me concentrasse em escutar o som dessa barreira, eu não teria sido capaz de cortá-la.

Quando atravessei o outro lado da barreira, uma lembrança veio a tona. Uma lembrança de algo que Hittori havia me dito quando se despediu de mim aqui, em frente a essa parede.

*Hittori - Em dez dias eu voltarei aqui para verificar se você foi capaz de cortá-la. Mesmo sabendo que não vou precisar pois quando eu voltar você já vai ter partido. Hahaha!*

Kubomi - Sim... desde o começo, Hittori sempre acreditou em mim.

Kubomi - Demorou um tempinho, mas não foi muito. Consegui cortar... eu fui capaz...

Eu posso não ter percebido na época. Mas no momento que eu adormeci no colo de Nuuma, eu literalmente fiquei sonhando em frente a parede pálida durante nove dias consecutivos. Nove dias dormindo profundo, juntando confiança e força de vontade para cortar essa barreira.

Se eu tivesse acordado um dia depois, seria tarde demais, Hittori teria voltado e me encontrado aqui ainda, sem sair do lugar.

Após ultrapassar, olhei para trás e o restante da parede que sobrou foi se despedaçando e sumindo no ar, tudo o que sobrava foram as faíscas pálidas no ar.

Virei para frente novamente, e me deparei com uma área circular enorme, e no meio dela, um buraco proporcionalmente grande em relação a ela.

Kubomi - Eu consegui... eu... fui capaz de...

TRANSCENDER O MEU LIMITE!

CONTINUA...



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