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História The Walking Dead: Path Of Death (S-1) - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Fagulha


Fanfic / Fanfiction The Walking Dead: Path Of Death (S-1) - Capítulo 5 - Fagulha

Ainda dentro do carro e cercados pelos andarilhos, Olivia, Anthony, Joseph e Hector precisavam pensar, rápido, em um jeito de sair daquele caos. A lâmina afiada da machete de Olivia continuava sobre o pescoço de Joseph que se encontrava estático, totalmente a mercê das exigências vindas da morena. Ao mesmo tempo, a arma de Hector estava apontada para a cabeça de Olivia enquanto Anthony mantinha sua machadinha mirada na cabeça de Hector pronto para qualquer desfecho.

— Por que entregam os suprimentos para essa mulher? - Questionou Olivia um tom de determinação, como em tudo o que estava fazendo até então.

— Porque se não ela mata a mim, minha família, e a todos naquele condomínio. Não deixando sobrar nada, e não posso arriscar perder minha família ou o que construímos juntos, simplesmente não consigo. Desculpe-me por ter trazido vocês para isso. - Respondeu Joseph segurando as lágrimas e visivelmente arrependido ao contemplar a possibilidade de perder seus entes mais queridos.

Olivia afastou levemente a machete do pescoço e a guardou consigo ainda encarando o homem que segurava-se para não cair em lágrimas, Hector abaixou a sua arma em seguida e Anthony abaixou a guarda ao descansar a machadinha no colo de suas pernas.

— Discutimos melhor isso no caminho, agora nós temos que achar um jeito de sair daqui. - Proferiu Olivia finalmente dando atenção aos errantes ao seu redor.

— Sim, mas não temos como sair daqui com tantos merdinhas em volta. - Disse Anthony enquanto olhava em volta do carro por algum meio de sair dali.

— Vou dar partida no carro e dar ré, talvez atropelando esses filhos da puta a gente consiga sair. - Joseph sugeriu ao dando partida no carro, diferente das demais vezes a picape ligou, e logo deu acção as suas palavras.

Os errantes que estavam atrás do carro eram brutalmente atropelados, tendo os seus corpos pútridos dilacerados pelos grossos pneus e sujando completamente a carroceria do automóvel com suas tripas e entranhas. Após novamente outra dar a ré, conseguindo desviar de alguns andarilhos que ainda estavam amontoados em volta do carro, conseguiram contornar rumando em direção a saída do estacionamento do supermercado. Minutos depois, já longe do estabelecimento, praticamente todos suspiraram aliviados pela agitada fuga refletindo sobre tudo o que estava acontecendo e o que poderia estar vindo mediante a nova ameaça que a tal mulher causava.

— O que são exatamente essas forças paramilitares? - Olivia quebrou o silêncio enquanto olhava pela janela do carro o cenário dramático das ruas devastadas.

— São militares que não fazem mais parte das forças armadas, não seguem o governo, e vivem ameaçando outras áreas seguras cobrando proteção deles mesmos. - Comentou Joseph enquanto apoiava suas duas mãos no volante brutalmente mantendo quase toda sua concentrado na direção.

— E essa Diane Edwards é  líder deles, não é? - Indagou a morena ainda sem contato visual.

— Sim, ela nos descobriu junto do seu grupo no início de tudo, e começou a nos cobrar para nos protegermos deles mesmos, e logo, sem escolha, começamos a dar metade dos suprimentos que conseguíssemos para eles todos os dias e conforme o tempo passava nós tínhamos que aumentar a área de busca. Foi ficando cada vez mais arriscado, mais pessoas íamos perdendo no caminho e foi aí que eu chamei pelo rádio quem quer que quisesse se juntar a nós. Eu sei, foi errado ou talvez uma idiotice, mas estávamos desesperados e não sabíamos o que fazer. Só queria proteger aquelas pessoas e a minha família, tenho certeza de que você entende isso, Olivia. - Respondeu Joseph em um tom de reconsideração olhando brevemente no retrovisor encarando os gigantescos olhos da morena que o ouvia com atenção agora.

— Sim... eu entendo. - Ela quase sussurrou enquanto compartilhavam do mesmo pensamento: como foram acabar colocando suas famílias no meio disso tudo? 

— O que vamos fazer agora, Joseph? Não conseguimos nem metade do que deveríamos hoje. - Questionou Hector quebrando o diálogo fechado entre o amigo e a morena.

— Eu não sei Hector, nós vamos voltar e...

— E enfrentá-los. - Interrompeu Olivia como se fosse o óbvio.

— O que? Isso é loucura, Olivia! - Indagou Anthony quase desacreditado na menina.

— Ficou maluca ou algo do tipo? - Hector a questionou virando um pouco no banco para a encarar.

— Não podemos fazer isso, é definitivamente muito arriscado. Quando eles vierem amanhã de manhã… - Joseph era novamente interrompido por Olivia.

— Nós vamos nos recusar a dar o que temos. Não podem continuar se arriscando aqui fora, perdendo pessoas, dando metade e ficando com pouco. Já estamos voltando com quase nada, de um jeito ou de outro vamos perder, mas enfrentando eles podemos ter alguma chance. 

— Veremos isso quando o momento chegar. - Concluiu Joseph a conversação, com o caminho de volta até em casa sendo coberto pelo tedioso silêncio.

(...)

Chegando em segurança em casa ao final da tarde, o quarteto de sobreviventes era recebido por suas famílias no portão principal do condomínio. O grupo desceu do carro levando consigo suas armas e mochilas quando Olivia é recebida por um abraço coletivo de sua irmã e pai, assim como Anthony por sua esposa e filho.

— Nós precisamos conversar, todos nós. - Disse Olivia para as famílias que estava próxima. 

Não demorou até que todos tivessem percebido a tensão que pairava no ar desde a chegada de Anthony e Olivia, porém ninguém era corajoso o bastante para tentar adiantar o assunto. Na casa da família Davis, todos estavam sentados na sala de jantar, com Olivia e Anthony explicando tudo o que havia acontecido e debatendo sobre o que eles deveriam fazer em seguida.

— Você quer mesmo enfrentá-los, Liv? Isso é doideira, é muito perigoso! - Exclamou Emma,  apoiando seus braços cruzados sobre a mesa de jantar.

— Ela tem razão, é muito perigoso e não sabemos quem são ou quantos são, ou do que são capazes de fazer. - Disse Eric, apoiando Emma e logo recebendo um sorriso cúmplice de volta.

— Não existe outra saída? - Perguntou Lauren, agitada e de mãos dadas com seu marido Anthony sobre a mesa.

— Eu temo que não, meu amor. - Respondeu seu marido que logo a abraçou em conforto pela tristeza.

— Vamos dar um jeito nisso amanhã de manhã. Talvez possamos conversar com eles ou algo do tipo. - Disse Olivia enquanto repensava nas próprias palavras.

Os Williams se despediram de forma amigável dos Davis e partiram para sua casa alguns minutos depois. Olivia trancou a porta da sala sem ao mesmo perguntar ao pai, deixando apenas a chave ainda na fechadura quando é surpreendida por Emma na escada.

— Você não estava falando sério, né? - Emma perguntou aflita sendo logo respondida pelo silêncio e pela cabeça baixa da irmã.

Emma subiu novamente as escadas indo direto para seu quarto. Arthur já se encontra dormindo e aproveitando o que possivelmente seria seu último cochilo deitado em uma cama confortável. Olivia, depois de tudo o que havia acontecido, chegou no quarto se jogando na cama e entregando-se ao cansaço. 

(...)

No meio da madrugada, Olivia acordou por conta da perturbação vinda do barulho alto de uma buzina que ecoava por toda rua principal do condomínio e conseguia até chegar pelos arredores do pequeno bairro. Com pressa, trocou de roupa e foi ao encontro de Emma e Arthur em seus respectivos quartos para acordá-los e alertá-los do que poderia estar acontecendo. Como ela, ambos trocam de roupa e logo a família desceu até o primeiro andar para atender as batidas incessantes na porta da sala. Eram os Williams.

— O que está acontecendo? - Perguntou Olivia assim que os viu.

— A casa dos Henderson está em chamas assim como outras próximas e essa buzina infernal não para. Está fazendo com que os mordedores agrupem-se no portão principal. - Comunicou Anthony apontando para o pico das chamas no horizonte do condomínio.

— Precisamos sair daqui e rápido! Anthony, vá buscar a picape por favor, tome cuidado, aqui está a chave, encontre-nos no portão sul. - Pediu Olivia entregando a chave do automóvel para o homem que em seguida partiria. — Emma, pai, Lauren e Eric vocês vem comigo. Vamos até esse incêndio. - Concluiu ela já passando pelo jardim improvisado de sua casa.

Anthony correu até a entrada do condomínio para alcançar a picape, mas ao chegar perto acabou se deparando com um grupo de mais de 100 mordedores amontoados fazendo força no portão que logo cederia. Sem pensar muito, entrou no carro dando ignição e acelerou no mesmo momento em que o portão cedeu. 

Do outro lado do terreno, as duas famílias se aproximavam da casa dos Henderson, procurando por Joseph, Edward e Christina no meio caos instalado.

— Será que ainda estão lá dentro? - Questionou Emma com os olhos arregalados pela proporção das chamas.

— Eu vejo Joseph! - Exclamou Olivia que imediatamente entrou na casa em chamas para resgatar o homem após vê-lo desacordado pela janela do quarto no segundo andar.

— LIV, NÃO! - Esbravejou a irmã que tentou ir até a casa incendiada, porém foi contida pelos braços por seu pai que tremia.

Tentando atravessar as chamas, Olivia, não racionando o perigo, chegou no segundo andar a procura de Joseph em seu quarto que ficava ao lado esquerdo. Antes mesmo de passar pela porta, encontrou os corpos carbonizados e transformados de Edward e Christina cortando o fogo e saindo do quarto do casal que ficava a direita indo em sua direção. Ela olhou para o chão de madeira abaixo dos cadáveres afogueados e sem saber como notou que estava prestes a ceder. Mesmo que sua visão tivesse turva por conta da fumaça, derrubou o relógio de pedestal que estava próximo fazendo o piso desmoronar em menos de um segundo levando consigo as carcaças do casal. 

Agindo pela pressa e desespero devido a falta de ar, Olivia chegou até o quarto e ergueu o corpo do homem desfalecido o apoiando de lado com grandes dificuldades. Em passos rápidos, ela respirava afoita descendo as escadas e pode sentir seu corpo vibrar ao chegar na varanda do que antes era a casa branca mais linda vista. Assim que colocou sobre o chão o corpo de Joseph, foi tomada por uma severa crise de tosse devido a inalação exagerada do produto da combustão. Emma, já livre dos braços de seu pai, correu em sua direção e abraçou desesperadamente a irmã que ainda tentava focar a visão.

— Tenho medo por você toda vez que faz esse tipo de merda, sua cabeça oca! - Disse Emma ainda abraçada igual uma criança com saudades.

— E toda vez você esquece que já fui bombeira por mais de 10 anos. - Respondeu Olivia com a voz rouca respirando profundamente.

Joseph começa a acordar lentamente, tossindo e com a voz quase acabada, Sem que os outros percebessem, se levantou aos poucos causando surpresa dos que se aproximavam.

— Teve sorte garoto, muita sorte. - Ironizou Olivia o encarando mortalmente.

— Eu tinha voltado para... - Joseph é interrompido por uma sequência de tosses. — buscar uma coisa e salvar meus...MEUS PAIS! - Exclamou Joseph que tentou correr para dentro da casa em chamas, mas foi impedido por Olivia e Arthur. — NÃO! POR FAVOR, ME DEIXEM VOLTAR LÁ! - Berrou Joseph em angústia assistindo sua casa desabar em chamas enquanto se debulhava em lágrimas.

Logo os gritos tomaram conta do condomínio, compartilhado por pessoas que pediam socorro e eram sucumbidas pelos incêndios próximos da casa dos Henderson ou devoradas pelas criaturas insaciáveis que se aproximavam do grupo.

— Temos que ir até o portão sul Joseph, precisamos de você, venha conosco. - Disse Olivia enquanto tocava o ombro de Joseph ao mesmo tempo em que ele estava ajoelhado afogando-se na tristeza.

— Não, eu vou ficar, tome, fique com isso. - Diz Joseph após entregar a Olivia um mapa. — Agora vai, saiam daqui. - Terminou sem ao menos encarar-los.

Olivia o deixou ali, em frente à casa de seus pais, e correu com o resto do grupo em direção ao portão sul. Anthony, há muito, aguardava frente ao portão à espera de todos para que entrassem no carro, mas alguns caminhantes se aproximam prontos para amontoar-se ao redor do carro.

— Vamos, andem logo, temos que sair daqui. - Apressou Anthony, que atirava com a sua pistola na cabeça de alguns andarilhos mais próximos.

Conforme iam chegando, os sobreviventes já foram se acomodando no carro. Olivia sentou no banco do carona e já vislumbrou sua mochila na frente do banco com a machete ao lado, Anthony tinha parado para buscar as coisas nas casas, Emma e Arthur sentaram-se nos bancos traseiros enquanto Lauren e Eric vinham logo atrás correndo em desespero pulando na carroceria. O homem de volta ao volante não demora a dar a partida acelerando para longe dos errantes e do condomínio.

— Para onde nós vamos agora? - Indagou Emma, preocupada.

— Nós vamos para... - Olivia abriria o mapa entregue por Joseph. - Atlanta. - Concluiu em surpresa.

Mais tarde naquele mesmo dia, já pela manhã, uma caravana militar chegava ao local consumido pelo fogo. Os errantes, poucos, estavam espalhados pelo o que um dia já foi um belíssimo condomínio. A porta do carro militar era aberta, com Diane Andrews, uma mulher de estatura média em torno dos 40 anos de idade e cabelo preso em coque saindo do mesmo e tocando seu coturno no chão ríspido e ensanguentado acompanhada de Hector Cortez, seu braço direito.

— Fez um belo trabalho,  Hector. - Disse ela vislumbrando o caos causado ao local. - Agora, vamos caçar todos eles. 


Notas Finais


Betado por @killC.


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