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História The Walking Dead: Texas Two - Capítulo 37


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Notas do Autor


“Briefing” significa algo como PLANEJAMENTO. Em todas as guerras, até mesmo coletiva de empresa e outros assuntos semelhantes, existe planejamento, então farei a mesma coisa na fanfiction. Espero que gostem ^^

Capítulo 37 - Instruções de Missão


Fanfic / Fanfiction The Walking Dead: Texas Two - Capítulo 37 - Instruções de Missão

Alguns minutos depois do incidente, Violet estava do lado de fora da construção. Sentava na escada sozinha com aquela arma que usou para execução inesperada. Vários Rangers visitavam a construção para checar sobre o que estava acontecendo, e a loira não dava a mínima. Só se preocupava com duas pessoas que presenciaram o inesperado.

Enquanto o fluxo de pessoas diminuía, Clementine e AJ saíram e se encontravam com Violet. A loira se espantou com a presença de ambos e guardou sua arma de volta.

Eles sentavam ao lado de Violet, e a mesma nervosa sobre o sermão que ela pensava que iria tomar.

 

-Você está bem? - Perguntava Clementine.

-Eu... Acho que sim. - Respondeu Violet evitando contato visual.

 

Mais uma vez o silencio tomou conta do lugar. Não era o medo de ter sujado as mãos de sangue pela primeira vez, mas o fato do que seus mais queridos poderiam pensar dela.

 

-Aquele foi seu primeiro... Não é? - Perguntou AJ.

-Sim... Ele foi.

-Hmm... Você se sente arrependida de ter matado?

-AJ! - Clementine chamou a atenção de AJ.

-Tá tudo bem, Clem... - Interrompeu Violet. - Vocês têm o direito de perguntar o que quiserem.

 

Clementine sentiu preocupação sobre sua namorada. Ela se aproximou e pegou na sua mão. Violet, com o toque, finalmente fez contato visual com Clementine. AJ fez a mesma coisa, e a loira retribuiu com um outro contato visual e físico.

Eles ficavam parados, olhando para o chão e segurando a mão de Violet.

 

-Não... - Disse Violet inesperadamente. - Não me arrependo.

-E isso... Isso é bom, não é? - Perguntou AJ olhando para Clementine.

-Matar nunca é bom, AJ. - Respondeu Clementine. - Eu te ensinei isso. Mas infelizmente temos que fazer isso se quisermos viver. O mundo em que vivemos é quase inevitável matar.

-Mas eu executei... - Disse Violet com tom de tristeza. - Não é a mesma coisa... Eu... Eu sinto muito Clem...

-Pelo o que, exatamente? - Clementine se aproximava de Violet.

-Você disse pra não deixar a raiva me cegar... E eu deixei...

-É... Mas eu sei que você não fez de propósito...

-Clem me disse que se acalmar, e até mesmo respirando não ajuda muito. - Disse AJ.

-Isso mesmo. Você viu o que fiz com o quarto quando descobri que a Lilly ainda estava viva. Parece que um tornado passou por lá!

 

Os três compartilhavam algumas risadas. Violet se sentia mais leve depois daquilo. Como se nada tivesse acontecido.

 

-Alan e o Taylor devem estar putos comigo. - Ressaltou Violet.

-Eles deveriam, mas não estão. - Disse Clementine.

-Por que?

-Porque o prisioneiro ia ser executado de qualquer forma. Você só adiantou o processo.

-Ah... Coincidência isso, não?

-Ele só pareceu um pouco chateado sabe? Não tínhamos permissão de executar um prisioneiro que não era nosso.

-Bom... não faz diferença se ele ia morrer. - Disse AJ sentando ao lado de Clementine.

-A diferença está em “direitos”, AJ. - Disse Clementine abraçando seu guri.

-Direitos?

-Vamos supor que o Omar faça os famosos Nuggets que a Violet tanto ama! Sendo que os Nuggets pertencem a ela, não te dá o direito de comer. Assim como matar um prisioneiro que não é nosso não é de nosso direito.

-Ah entendi! Mas... Mas recrutamos dois Rangers que não eram nossos...

-Foi por isso que pedi permissão para recrutar o Alex e a Ellen. Entendeu? Se algo não é de seu direito, você tem que ao menos pedir.

-Como pegar seu boné? - Violet pegava o boné de Clementine.

-Isso mesmo! Agora coloque de volta antes que eu te soque!

 

Mais uma vez os três saiam nas risadas. Violet, após devolver o boné para Clementine, a abraçou juntamente com AJ por trás, feliz por rir de novo com aqueles que ela mais amava.

-A melhor família do mundo! - Disse Violet abraçando fortemente.

-A melhor! - Repetiu Clementine.

-A melhor! - Disse AJ. - Vou procurar a Ellen. Ela ainda deve estar lá dentro. - Disse AJ se levantando.

 

Após a retirada de AJ, as duas tiveram mais um momento sozinhas como sempre gostam. Mas Clementine queria fechar o assunto sobre a execução.

 

-Posso fazer só mais uma pergunta sobre o que aconteceu agora a pouco?

-Claro. Quantas você quiser.

-Como... Como você se sente?

 

Violet raciocinava antes de responder de forma correta sua pergunta.

-Me sinto mais forte... Como se eu estivesse pronta para o pior.

-Era isso que eu queria ouvir. - Clementine se orgulhava da resposta. - Porque eu preciso de você lá fora. Não posso fazer nada sem você.

-Lá fora... Aqui dentro... Sempre dependo de você. - Violet selou um beijo na sua namorada. - Eu prometo que não vou deixar a raiva me controlar mais.

-Tudo bem... Isso é normal. Mas fico feliz em ouvir isso. - Clementine puxou Violet para mais um beijo.

-E sabe o que é estranho?

-O que é estranho?

-Em menos de 12 horas atrás estávamos nos divertindo juntas naquela torre, e agora eu tenho sangue nas mãos... É engraçado como as coisas mudam tão de repente.

-Ninguém aqui prevê o futuro. Tudo é inesperado.

-Bom... Consigo prever o nosso...

-Ah é? – Clementine abraçava Violet. – E o que seria?

-Bom... Eu posso ver um lindo casamento com todos aqueles que amamos em uma igreja. Onde infelizmente não usaremos branco!

-Não ligo pra cor! Mas o casamento é algo maravilhoso... E quer saber?

-Hmm?

-Eu vou fazer acontecer. – Clementine sussurrava no ouvido de Violet.

Após a vibração de Violet ao ouvir tais palavras, ela se inclinou e selou mais um beijo em sua namorada.

-E o seu primeiro? - Perguntou Violet. - Como foi?

-Foi o pior... Foi a vida que eu não queria ter tirado...

-Meu Deus Clem... Foi o~

-Foi o Lee...

Depois de um breve momento juntas, AJ, Ellen e Alex saíram da construção e chamaram a atenção do casal na escada.

-Vi. Clem. – Chamava Ellen. – Reunião no escritório do Taylor... Ele quer falar com vocês.

-Não é sobre o que eu fiz, não é? – Disse Violet preocupada.

-É sobre a missão de vocês... Alan quer fazer um breve resumo sobre a base do Delta.

 

Não havia nada a se fazer, a não ser se levantar e seguir Ellen até o escritório. Aparentemente a invasão iria ocorrer mais cedo o que elas imaginavam.

 

Briefing ON

Entrando no escritório de Taylor, lá estava o próprio juntamente com Alan na espera do Texas Two. Eles empurraram a mesa e a limparam, deixando o que parecia ser uma planta da base do Delta. Clementine já se impressionava com o trabalho de Alan naquele momento.

Clementine: Uau. Você realmente se ocupou por lá, Alan.

Violet: Pois é... Impressionante.

Alan: Obrigado. Sempre levo meu trabalho a sério. E como vocês podem ver o acampamento realmente não é grande.

Clementine: Não, mas há soldados o bastante para guarda-la direitinho. O prisioneiro nos disse que eles estão armados com bons equipamentos... Lilly parece cuidar bem dos seus homens...

Taylor: É por isso que a intenção é destruir todos os acampamentos possíveis do Delta. Vamos reduzir as defesas o mais cedo possível, começando por aqui. E, em seguida, atacar o resto.

Ellen: O problema é que não sabemos onde estão os outros acampamentos... Nem sabemos como atacar esse.

Alan: A parte de atacar é algo que ainda será discutido. Mas podemos invadir facilmente com um pequeno acesso... Um acesso bem aqui! – Alan apontava um “X” na planta.

Clementine: O que tem exatamente nesse “X”?

Taylor: Uma brecha! É o lugar mais frágil da base deles feito de madeira. Será perfeito para arrombar e invadir.

Alan: A segunda coisa que devemos pensar é como invadir sem ser percebido... Vocês estão familiarizados com a camuflagem de errante, não é?

Violet: Cobrir-se com as suas tripas e sujeira... Sim, estamos cientes.

AJ: Qualquer coisa nós temos a máscara do James...

Clementine: Também serve pra disfarçar...

Alan: A única coisa que ainda não sei como executar é como vamos destruir a base inteira.

Clementine: Explodindo em pedaços! O prisioneiro disse a respeito de um tank de gasolina que eles têm. Vocês por acaso não possuem algo como uma C4, né?

Taylor: Na verdade nós temos sim!

Clementine: Perfeito! Vamos invadir a base, plantar a C4, sair de lá e aproveitar a vista enquanto tudo vai pro buraco! Podemos atacar a noite para aproveitar a escuridão.

Alan: Na verdade recomendo de dia. É estranho, mas, na rotina deles, eles patrulham mais a noite. Há poucos deles vigiando, então é melhor ataca-los bem cedo.

Taylor: E meu pedido seria se vocês pudessem atacar amanhã mesmo. Quanto antes melhor, para evitar mais suspeitas daquele prisioneiro.

Clementine: ... ... ... Pode ser. Mais alguma coisa que devemos saber?

Taylor: Vou pedir para o Alan acompanhar todos vocês até o nosso armazém. Lá tem todo o equipamento que vocês vão precisar. Fique a vontade.

Alan: Sim senhor.

Briefing OFF

 

Após a reunião, todos seguiram Alan para se equiparem e se prepararem para a primeira missão de amanhã.

Violet ficou aliviada pelo assunto da execução não ser comentado, mas era se sentia fria por não dizer nada a respeito. Durante o caminho até o arsenal de guerra dos Rangers, Violet criou coragem de dizer algo.

 

-Ei, Alan?

-Sim?

-Sobre seu prisioneiro... Eu... Eu~

-Não se preocupe... Os inimigos que sempre trouxemos aqui nunca permaneceram aprisionados, entende? Nós sempre executamos. O que você fez foi somente adiantar o inevitável. Além disso, vocês conseguiram informações valiosas, então não tenho o direito de julgar.

-Assim como não tive o direito de fazer aquilo.

-Mesmo assim, nós estamos bem, okay?

-Tá... Valeu.

 

Já era quase meio dia. O Texas Two se retirou da base dos Rangers com todo equipamento possível de carregar. Tudo o que eles precisavam para a sua primeira missão já estava a bordo. E tudo o que restava era um pouco de humanidade até o banho de sangue.

 



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