História The Wall - Capítulo 1


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Categorias Vocaloid
Personagens Luka Megurine, Miku Hatsune
Tags Drama, Mikuxluka, Negitoro, Yuri
Visualizações 40
Palavras 1.392
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo, senhores e senhoritas! Como vão?

Primeiro, eu gostaria de pedir desculpas para aqueles que leram o meu último trabalho e sentiram falta dele. Estou enfrentando sério problemas quanto aos furos que a construção da história apresenta, logo, sou incapacitado de dar continuidade aquele trabalho no momento.

"Isso significa que a história não mais será postada?"

Não, não quero dizer que estou abrindo mão de concluir aquele projeto, mas sim estou pedindo para que tenham um pouco de paciência. Pretendo postar aquela fanfic, assim como pretendo postar várias outras histórias por esse site.

Em segundo e último lugar, eu gostaria de pedir perdão caso ainda exista algum erro. Busco sempre eliminar todos eles, porém, é comum que uma ou duas coisas passem despercebidas pelos olhos do autor.

Nesta One-Shot, eu trago para vocês a dor que é estar apaixonado por alguém, é nem poder cogitar a possibilidade de ser retribuido. Esse será o caso de ambas as personagens, que guardaram apenas para si os mesmos sentimentos e como consequência, estaram para sempre separadas por uma parede de vidro.

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único: A Parede Entre Nós


Já era noite quando a jovem resolveu retornar para a Mansão V.R. Havia uma única luz ainda acesa, e essa era a pertencente a sala, onde tinha a plena certeza de que a encontraria. Assim, decidiu por fim adentrar o cômodo, seus olhos perspicazes recaíram sobre Miku, que estava completamente apagada, com vários papeis rabiscados sobre a mesa e o corpo desajeitadamente recostado sobre o sofá. Pouco se admirava pela cantora estar exausta daquela forma. Nos últimos dias, tudo o que tinha feito era escrever futuros sucessos e, ao seu próprio ver, falhar miseravelmente, o que a fazia retornar do início e refazer tudo novamente. Como se tratava de Hatsune Miku, que nunca deixava absolutamente nada ligado aos seus fãs pela metade, ela não parou de se dedicar por um único segundo, seja durante suas aulas, seus momentos livres ou seus banhos. A jovem de cabelos azuis não parava. 

Luka soltou o ar preso em seus pulmões, contendo o ímpeto de ir até lá e acordá-la para provocá-la sobre sua “incapacidade”, afinal, nem mesmo ela era capaz de tal crueldade como aquela. Estava perfeitamente ciente de que não lhe faltariam oportunidades para importuná-la. Sorrindo e balançando suavemente sua cabeça, caminhou silenciosamente até o local onde ela descansava, pegou o casaco que há pouco estava usando, estendeu-o sobre o corpo frágil de Miku, a fim de aquecê-la, e logo sentou-se ao seu lado. 

A jovem de cabelos róseos não pôde deixar de observar com bastante atenção a garota há poucos centímetros de distância, que dormia pacificamente. Ela estava bastante diferente do seu “eu” habitual. Na maior parte do tempo ela era repleta de energia e dona de uma personalidade cativante. Não que Luka visse problemas nisso, era muito pelo contrário, se havia algo que a de fios róseos adorava em Miku, acima de suas habilidades de canto, mesmo que fosse nova, era o seu doce sorriso, que transparecia uma enorme segurança. Talvez Luka houvesse duvidado dela no começo, mas agora, a ligação que compartilhavam pouco era por causa de seu trabalho. Mesmo que lhe custasse algo tão precioso como a própria vida, a rosada estaria mais que disposta a apostar para proteger aquela ao seu lado...E este era o seu maior problema. 

A Megurine levou sua mão até o rosto de Miku, afastando dali uma de suas madeixas de cabelo que insistia em escorregar pelo seu rosto. Este seu ato era um dos que nunca realizaria quando a azulada estivesse desperta. 

Apesar de ter certeza de que aquilo a surpreenderia de uma maneira indescritível, duvidava que conseguiria continuar a ocultar todos os seus sentimentos, ou se ao menos se controlaria; tudo sempre dependeria da forma que a mais nova reagisse, e como odiava estar completamente rendida aos encantos de Hatsune Miku. Ela quase conseguia visualizar Miku explodindo em vergonha, tentando mascarar sua timidez, e corando desde o nariz até a ponta das orelhas. Teria de assumir que muitas vezes fazia algo invasivo apenas para vê-la reagindo exageradamente e também para acalentar ao menos um pouco toda aquela chama que sentia quando estava com ela, como estava sentindo naquele momento e como se o universo quisesse testá-la, a cabeça de Miku escorregou em direção ao seu ombro esquerdo. 

A jovem sorriu em resignação, encostando sua nuca contra o sofá e fechando os olhos. Precisava descarregar os mil pensamentos que rodavam sua mente, quase gritando para que se virasse e selasse seus lábios em um beijo. 

O destino, o sucesso, ou o que estivesse as unindo era um tanto quanto cruel, tão cruel quanto seus pesadelos. Imaginava todos os tormentos que apenas uma vida pudesse lhe causar. Lutar para ajudar a todos aqueles que amava e ser esfaqueada por toda a ingratidão, aquilo lhe parecia castigo o suficiente, mas agora, ao retornar para o Japão, percebeu que haviam inúmeras coisas piores, como amar sem ao menos cogitar a possibilidade de ser amada; e se havia um sentimento que poderia ser tão belo e ao mesmo tempo tão trágico, tão doce e ao mesmo tempo tão amargo, esse era o amor. 

Não era como se alguém tivesse o mínimo direito de escolher senti-lo. Surgia de forma tão natural e tão pavoroso quanto uma tempestade, revirava mentes e corações de uma forma inexplicável, só podendo ser dominado se o objetivo causador de todo o desastre estiver ao alcance daquele que o enfrenta. Mas, eis que surge outra grande questão. Muitos são aqueles que, mesmo com a mulher de sua vida em seus braços, não se veem no direito de expressar tal afeição, deixando-se consumir pelos obscuros e ardentes desejos. 

Estar com Miku era uma mistura louca de sensações para Luka. Alguém como ela não deveria perder seu tempo com distrações como esta. Se apaixonar por uma amiga no meio de uma das partes mais conturbadas era pedir por problemas com os quais não se via na capacidade de lidar. As possibilidades de que tudo acabasse em tragédia era muito maior, na realidade, aquela era a única certeza que ainda tinha, pois, as únicas opções eram: Vê-la partir por entre os seus dedos e morrer lentamente, assistir enquanto ela perdia tudo o que tanto lutava para conquistar nas mãos do preconceito e, no pior dos casos, quebrar todas as suas juras e substitui-las por palavras as quais machucariam ela de forma incurável. Sentia seu peito queimar em desgosto apenas por imaginar isso. 

De fato, a melhor de suas hipóteses era deixar que Miku voasse, para ter seus desejos e objetivos alcançados. Depois de tudo o que passara, a palavra ‘expectativa’ não era existente em seu vocabulário. A jovem trabalhava com fatos e a verdade era que o futuro era uma enorme mancha negra, assim como o presente, já que Luka não tinha nem mesmo uma base para dizer como a azulada de sentia em relação a ela. A adormecida era a mais imatura entre as duas, mas no fim das contas, aquela que se deixou levar pelo calor dos sentimentos fora Luka. 

A jovem azulada se ajeitou contra ela, que abriu os olhos para encará-la. Continuava a dormir e , mesmo que desejasse passar horas contra a perfeição que era a pele de Miku, tinha completa ciência de que logo todos os outros integrantes do grupo estariam por ali. Levantou-se cuidadosamente, retirou o casaco que a acobertava e tomou-a em seus braços, para enfim levá-la para o quarto, onde depositou-a sob os eleições brancos. O mesmo amargor tomou conta de sua língua, pois queria mesmo mantê-la consigo, sentindo seu calor e boa energia. 

Foram muitas as vezes em que quis dizer a ela tudo o que sentia, mas sua hesitação e insegurança a impediam, obrigando-a sempre a manter-se calada. Não queria confundir a cabeça dela e não queria forçar a inocente jovem a viver tudo o que não se via ao direito de sentir. Gostar de alguém também significava proteger e não simplesmente sumir depois de um período, para sabe-se lá quando retornar. Após cometer tantos pecados, talvez aquela fosse a sua amarga punição, a qual ela aceitaria silenciosamente. 

Sentou-se no colchão macio, apoiando um de seus braços ao lado do rosto da jovem azulada, abaixou-se até que seus rostos estivessem perigosamente próximos e então, roçou seus lábios aos dela, demorando mais do que o bom senso lhe aconselhou. Um suspiro foi solto e então controlou aquela vontade de se manter junto da outra, nem que apenas para zelar pelo sono. Seria imprudente continuar se torturando assim, então, a rosada deu as costas e se retirou do quarto. 

Seria para o bem de ambas as garotas, Luka apenas continuaria a provocá-la de seu modo, mantendo todas as suas dores e incertezas dentro de si e se afogando lentamente nelas, até que não pudesse mais respirar. Não mais clamaria pela esperança, mas sim viveria do que conseguisse coletar pelo caminho. Mesmo que dentro de suas limitações, ela ainda amaria através daquela enorme parede de vidro, que as separaria até o fim dos tempos. E era assim que Miku se sentia, com seus olhos azuis esverdeados brilhando na escuridão da noite, encarando os cabelos róseos se afastando, com um sorriso doloroso estampado em sua face, contendo as palavras que tanto queriam sair em um único grito. 

 

 

As palavras que mostravam o quanto ela também a desejava ali, ao seu lado, mas... 

 

 

Aquela maldita parede a impediria por muito tempo...

 

-Fim

 


Notas Finais


E nos escontramos novamente!

Vejo que leu até o final, o que significa que eu tenha lhe entretido por algum tempo. Isso aconteceu? Se sim, que ótimo! Agradeço por estar se interessando mas obras deste autor amador.

Gostou da obra? Sinta-se livre para favoritar e comentar! Responderei a todos eles com o maior prazer.

Algo lhe incomodou? O que seria? Estou aberto para todos os tipos de críticas construtivas, afinal, é vivendo e aprendendo, certo?

Foi bom ter sua ilustre presença nessa One-Shot!

Nos vemos por aí!


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