História The Wall. - Capítulo 1


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley
Tags Aziraphale, Crowley, Ineffable Husbands
Visualizações 76
Palavras 1.035
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Essa fanfic tava guardada e eu achei que estava na hora de postá-la. Eu espero que vocês gostem. E para deixar claro, eu amo quando o Aziraphale é o audacioso, nas minhas histórias ele sempre terá atitude.

Capítulo 1 - Ainda sim, uma boa pessoa.


Fanfic / Fanfiction The Wall. - Capítulo 1 - Ainda sim, uma boa pessoa.

- Eu sempre soube que lá no fundo você é uma pessoa boa...

 

 Aziraphale se sentiu ser empurrado contra a parede mais próxima, mas nem de longe ficou com medo ou tentou se defender. O anjo sentiu que Crowley não usou toda sua força para empurrá-lo, viu que o outro tomou cuidado para que ele não batesse a cabeça fortemente na parede. Ele mesmo a encostou e encarou o demônio enquanto ele falava de forma agressiva. 

 O loiro passou seu olhar primeiro para os olhos de Crowley, brilhantes e ferozes por trás dos óculos escuros luxuosos. Depois para a ponta de seus narizes, que estavam praticamente colados. Aziraphale notou que Crowley fazia algo bonitinho com o nariz quando estava com raiva. E então olhou para seus lábios. Oh, ele queria muito beijar aqueles lábios. 

 Crowley estava tão perto dele, se pressionando contra ele e dividindo calor corporal muito rapidamente. Quando o ruivo terminou seu monólogo raivoso, Aziraphale o olhou com uma sobrancelha erguida.

 

- Já terminou, querido? 

 

 Crowley fez um barulho estrangulado e o encarou, ainda muito raivoso. Sem aviso prévio, o anjo levou sua mão direita para a cintura do demônio e o segurou firmemente, recebendo um olhar confuso e um rosto corado. Mais do que rapidamente, Aziraphale inverteu o jogo e o pressionou contra a parede fria. 

 

- Aziraphale? - O tom de voz do ruivo era confuso e muito envergonhado.

 

- Agora, querido, não deveria ficar tão raivoso por causa de uma palavra. - Explicou com tom debochado e baixo. - Eu acredito que você deva aprender algumas maneiras. 

 

 Crowley nunca havia visto o anjo agir daquela forma. Ele estava paralisado e seu cérebro parecia ter entrado em curto. Aquele não podia ser Aziraphale. Seu Aziraphale era tímido e nada confiante. Aquele em sua frente era a criatura mais sexy que ele já havia conhecido. Ele deveria estar delirando, era muito desconcertante. 

 O anjo deixou um sorriso nada usual percorrer seus lábios. Ele estava adorando a falta de reação de seu amigo. Geralmente o loiro ficaria muito envergonhado com a situação, mas todo o estresse dos acontecimentos que estavam por vir o deixaram praticamente inabalável e muito preocupado com sua relação para com o demônio preso em seus braços. 

 Ele lera muitos livros, alguns deles não recomendados para pequenos. E o anjo queria muito colocá-los em prática, mas como ali era um estabelecimento público, eles poderiam ser pegos. Então, obviamente, o anjo decidiu apenas provocá-lo. 

 

- Primeiramente, não se interrompe as pessoas, querido. 

 

 Aziraphale o pressionou ainda mais contra a parede e levou sua mão esquerda para o pescoço do outro. Crowley podia sentir cada partícula de seu ser derretendo. O loiro então se aproximou e beijou-lhe a tatuagem de cobra que tinha na têmpora direita. Crowley não pôde deixar de soltar um suspiro. 

- E não é nada educado jogar pessoas contra paredes. 

 

- Você não está sendo justo aqui, anjo. - Crowley falou entre suspiros ofegantes e confusos. 

 

 Aziraphale sorriu diabolicamente para ele. O demônio sentiu suas costas tremerem com a carga elétrica que passou por ela, sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar. O anjo beijou sua testa em seguida e sentiu em seu aperto forte que o ruivo estava se esforçando para ficar de pé. Com um pouquinho mais de força, Aziraphale o manteve estável.

 

- E eu odeio gritos. Não se deve gritar em um lugar fechado. 

 

 Crowley engoliu à seco e tentou recuperar o ar que na verdade nem precisava respirar. Ele sentia as mãos quentes do anjo em seu corpo e queria muito que elas se mexessem. Até queria tocar o anjo, mas parecia que seu corpo não o obedecia de maneira alguma. Aziraphale beijou suas duas bochechas e respirou suavemente perto de seu pescoço. O demônio sentiu-se perdido e querendo muito mais daquela sensação aterradora que seu anjo o estava proporcionando. Quando Aziraphale aprendera aquele tipo de interação? Como ele conseguia desestabilizar Crowley de maneira tão simples e precisa? Essas eram perguntas que o demônio nunca deixaria de se perguntar. Mas seu raciocínio fora quebrado por outra frase tremendamente frustrante e provocativa vindo do anjo. 

 

- E de maneira alguma devemos ignorar as outras pessoas, não?

 

 E de repente, assim como começou, terminou. Aziraphale se moveu rapidamente e ajeitou o casaco e a gravata. Sorriu inocentemente e olhou para a porta ao lado deles, por onde a irmã Mary estava vindo. Crowley escorregou até o chão e congelou a mulher no tempo. 

 

- Isso não é nada angelical vindo de você. - Reclamou enquanto tentava recuperar a compostura. 

 

 O anjo apenas riu e se agachou em sua frente. Crowley inclinou a cabeça para o lado e o encarou, as sobrancelhas estavam bem arqueadas. Aziraphale pegou sua mão direita e levou até os lábios, ainda com um sorriso malicioso no rosto. 

 

- Mas tirando tudo isso, você ainda é uma boa pessoa, querido. 

 

 Deixando o outro no chão, o anjo descongelou apenas a freira satanista e começou a falar com ela. Crowley não sabia se amaldiçoava o anjo ou pedia para ele fazer tudo aquilo novamente. Mas sabia que nunca iria esquecer aquele breve momento em que seu anjo decidiu ser a coisa mais atrevida que já existiu e o provocar de maneiras que nunca achou ser possível. Ele ainda podia sentir a sensação fantasma dos lábios do loiro em todo o seu rosto. 

 O demônio se levantou, ajeitou o colete e o casaco e se virou para a mulher, começando seu interrogatório junto do anjo, fingindo que não estava tendo um ataque de pânico dentro de sua cabeça demoníaca. Ele iria ter sua vingança. O mais rápido possível.

 Não foi até o fim do dia, quando se despediram de maneira estranha, que Crowley notou que o anjo não o tinha beijado nos lábios. Ele ficara tão distraído com toda a situação provocante que não pôde exigir um beijo apropriado de seu “amigo”. Ele merecia um beijo. E ele teria um. Mas seguindo pelo raciocínio do anjo, talvez ele devesse ser um demônio muito mais mal para que Aziraphale o beijasse do jeito certo. Se era esse o caso, ele iria ser o pior demônio que já pisara na Terra e ninguém poderia impedi-lo. 

 

 


Notas Finais


Eu espero que tenham gostado! Comentários me deixam muito feliz, eu estava com saudade do fandom de Good Omens já! Até a próxima!


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