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História The Wall - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Encontros


Almoçar com John Watson era levemente problemático. Não por causa do time de rugby ao redor, gritando, rindo, ocasionalmente atirando batata frita uns nos outros ou algo assim – não que eles não fossem parte do motivo – mas sim porque Sherlock conseguia sentir dezenas de olhos grudados às suas costas, como se cada pessoa naquela cantina quisesse desesperadamente estar em seu lugar, e provavelmente estavam todos o amaldiçoando por estar lá: “Sherlock, o nerd esquisito na mesa dos populares”. Mas isso simplesmente se reduzia a cinzas quando os pés de John ocasionalmente roçavam contra os seus embaixo da mesa, porque Sherlock tinha pernas desajeitadamente longas, obviamente.

Quando o almoço terminou, Sherlock tinha certeza que John estava mais do que empolgado para encontrar o seu admirador, não porque ele falou, mas pela forma como falou. Ou talvez Sherlock estava apenas tão feliz que havia alucinado com um John Watson cintilando de alegria conversando com ele durante todo o tempo em que estiveram juntos.

Para não parecer um detetive completamente incompetente, Sherlock distribuiu alguns fatos óbvios que nenhum dos garotos naquela mesa seriam capazes de deduzir por si mesmos, como o horário de aula que o garoto que escrevera no muro tinha, que precisava ser diurno porque aquela parte da escola era geralmente ocupada por alunos de Ed. Física da noite que não tinham contato nenhum com o time de rugby e não conheciam John, e também que era muito suscetível ser algum garoto que divide classe ou joga com John. E aquilo pareceu satisfazer tanto os jogadores quanto o capitão, que sorriu para Sherlock com o que parecia admiração, e fez o garoto se questionar se era realmente certo manipular a verdade daquela forma para no final ser descoberto, mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa o alarme que anunciava que ele devia estar no laboratório de química enterrado no meio de seus vários experimentos atuais, o fez sair correndo da mesa depois de se despedir apressadamente.

 

[...]

 

Eram quase três horas quando John finalmente terminou suas tarefas. Elas não estavam realmente difíceis, mas a memória do almoço com Sherlock vivia voltando a sua mente para lhe distrair. Ele mal prestou atenção nos comentários dos garotos e francamente não lembrava direito sobre o que eles conversaram sobre o seu admirador, tudo o que ele lembrava com clareza eram as expressões engraçadas que Sherlock fazia, ficando corado quase todo o tempo e olhando para ele como se ele fosse mais do que o garoto “idiota” que fazia química com ele.

Mas além do almoço, John não conseguia tirar o momento constrangedor no vestiário. “Você encarou demais, imbecil! Provavelmente ele sabe...” John sabia que Sherlock tinha ficado constrangido quando ele saiu do vestiário às pressas, e tudo o que o garoto podia desejar era que Sherlock não tivesse percebido a sua quase ereção contra o algodão da toalha, mas ele simplesmente não conseguiu controlar – a sensação do ar frio vindo dos chuveiros e o olhar quase paralisante de Sherlock agiram sobre seu corpo da pior forma possível, ainda mais com tão poucas camadas de tecido para esconder sua reação.

John tinha quase certeza que a essa altura Sherlock sabia que ele estava desesperadamente na dele, mas ele tinha ido almoçar ainda assim e foi realmente agradável, ainda mais quando John encostava nele embaixo da mesa e recebia um rubor adorável como resposta.

John mal podia esperar para ver Sherlock novamente, e ele sabia que era muito cedo, mas ainda assim pegou seu celular para mandar uma mensagem.

 

[ENVIADA 14:56] Oi! Estive pensando sobre o que você falou no almoço e acho que posso fazer uma lista dos caras que têm aula comigo, pode te ajudar, não é?

 

Era uma mensagem idiota. Sherlock ia perceber a tentativa vergonhosa de John de começar uma conversa desnecessária. E ainda assim, levou menos de um minuto para a resposta vir.

 

[RECEBIDA 14:57] Se você não se importa. SH

 

[ENVIADA 14:57] Nem um pouco, estou mesmo sem o que fazer no momento.

 

Sherlock levou algum tempo para responder, e John se perguntou se talvez ele não estivesse interrompendo algo importante que ele estivesse fazendo. Quando a resposta veio, John já estava mentalmente se xingando por ser tão impulsivo.

 

[RECEBIDA 15:08] Eu tenho aula de dança daqui a alguns minutos e só estarei livre às seis, quando acabar. SH

 

John não soube exatamente como reagir àquela informação no primeiro momento. Sherlock estava sugerindo que eles se encontrassem às seis? Ou só informando que estaria ocupado e não poderia conversar? John realmente queria que fosse a primeira alternativa, mas as chances estavam pendendo muito para a segunda quando mais uma mensagem chegou:

 

[RECEBIDA 15:10] A não ser que esteja ocupado, o que eu com certeza vou entender. Podemos nos falar na escola se preferir, foi apenas uma sugestão, perdão. SH

 

E então John quase não conseguiu segurar um som agudo e involuntário de sair da sua garganta, antes de responder apressadamente.

 

[ENVIADA 15:11] Não! Eu estou absolutamente livre, posso te encontrar se você quiser?? Nós podemos tomar um café ou qualquer coisa que você goste, vou levar a lista comigo.

 

E depois de enviar John se perguntou se não tinha se empolgado demais nas palavras, mas Sherlock já tinha lido e não havia mais o que fazer. Uma mensagem com o endereço do estúdio de dança foi a última coisa que ele recebeu antes de entrar em um dilema mortal sobre o que vestir e se poderia considerar aquilo um encontro ou não.

Depois de alguns minutos John decidiu que sim, aquilo seria um encontro, ao menos para ele, e ele estava cansado de fingir que não gostava de Sherlock, e se um admirador secreto era a desculpa que ele precisava para passar tempo com o garoto, era essa a que ele usaria.


Notas Finais


Obrigada Vanganets, do fundo do meu coração.


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