História The Wanderers - Capítulo 3


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Categorias Monsta X
Personagens I'M, Joo Heon, Personagens Originais
Tags Im ( Changkyun), Jookyun, Lee Jooheon, Monstax
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Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Place


Fanfic / Fanfiction The Wanderers - Capítulo 3 - Place

Changkyun acordou no meio da noite, franziu o cenho ao ver o outro dormindo no chão, com a mão próxima à sua cabeça.

Jooheon estava o observando dormir?

Balançou a cabeça e abanou levemente o rosto, sentindo-se constrangido só de imaginar a possibilidade.

-- Ei, acorde -- proferiu num tom calmo e grave, fazendo Jooheon abrir um pouco os olhos com uma expressão confusa -- Vem, deita aqui. -- o garoto tocou brevemente as suas mãos, sentiu aquela tensão estranha mais uma vez, era um pouco assustador, decidiu ignorar aquilo e se afastar daquele canto da cama para dar espaço à Jooheon.

O mais velho não conseguia prestar atenção à sua volta, estava sonolento demais pra isso. Apenas se levantou e fez o que o garoto pedia.

E foi a vez de Changkyun espiar o outro em segredo.

[...]

Jooheon acordou primeiro, deu risada ao perceber a mão de Changkyun em sua cabeça, assim como havia feito com o garoto, se levantou da cama cautelosamente, arrumou-se e foi para a cozinha preparar algo.

Estava se sentindo estranhamente bem, não era como se estivesse sempre mal, mas o seu bem estar nítido costumava depender de uns copos de álcool e uma paisagem extremamente bonita. Dessa vez era apenas um calor no peito e uma vontade de sorrir para todo e qualquer ser vivo que cruzasse o seu caminho.

Talvez fosse a satisfação de ter encontrado alguém aparentemente de coração bom nesse mundo, a sensação de que a solidão já não parecia algo tão presente. Quem estava ao seu lado não o agredia, não agredia outras pessoas, não gritava e nem proferia grosserias ao léu.

Enquanto checava uma das panelas sentiu uma presença ao seu lado.

-- Bom dia. -- o garoto sorriu de forma sútil ao ouvir a fala de Jooheon -- Dormiu bem? -- assentiu em resposta enquanto coçava um dos olhos.

-- Como há um bom tempo não fazia -- Jooheon teve uma sensação esquisita em seu coração ao ver aquela cena, Changkyun respondeu com tanta sinceridade que se sentiu feliz por ter feito parte daquilo -- Eu preciso te agradecer, mas não tenho o que te oferecer em troca... Só... Palavras -- o garoto disse pensativo, arrastou as mãos pelos próprios braços um pouco sem jeito e comprimiu os lábios -- E e-eu posso te abraçar?

Jooheon assentiu abrindo os braços e sentido os de Changkyun passarem pela sua cintura e as mãos pousarem em suas costas.

Novamente aquela energia, seus braços involuntariamente rodearam o garoto de forma desesperada, parecia não controlar o próprio corpo. Changkyun apertou ainda mais o abraço, sentindo uma vontade imensa de chorar, era como se um peso enorme fosse tirado de seu peito durante aquele contato, fechou os olhos sentindo o calor do corpo alheio, a forma como o abraçava, parecia ser algo único, parecia ser familiar, parecia ter saudade.

Jooheon não se sentia diferente, um instinto de proteção surreal cresceu em seu peito em meio a aquele abraço, Changkyun levantou a cabeça vagarosamente e seus olhares se encontraram.

-- Noah... -- o garoto sussurrou e o corpo inteiro de Jooheon se arrepiou.

-- Lévi. -- respondeu impulsivamente, sentindo Changkyun estremecer em seus braços.

Se soltaram de forma brusca, com os olhos arregalados e as respirações ofegantes. Nenhum dos dois entendia o que havia acontecido, mas de forma alguma havia sido ruim. Apenas... Constrangedor.

Changkyun já gostou de alguém, talvez três garotos durante sua vida inteira, sabia que aquilo que sentiu era semelhante ao sentimento de uma paixão, só parecia ser mais estável e intenso. Não era seu, não era sobre Jooheon, mas era incontrolável.

-- Er... Tem café! -- Jooheon quebrou o silêncio e se apressou a colocar os alimentos na mesa.

-- A-ah S-sim! -- Changkyun também se agitou, tentando livrar aquele constrangimento de si -- Me deixe te ajudar a pegar as cois... -- de forma desastrosa os corpos se chocaram, Jooheon segurava uma garrafa de leite e grande parte do líquido foi despejado sobre Changkyun e o chão.

-- Me desculpe! -- o mais velho procurou por um pano e o pressionou sobre o peito de Changkyun, enquanto repetia o pedido de desculpas diversas vezes.

-- T-tudo bem, E-eu limpo... -- o garoto sussurrou sentindo o rosto ainda quente, porém Jooheon negou com a cabeça e seguiu tentando secar pelo menos um pouco da blusa que o mais novo vestia.

-- Não tem jeito, eu vou buscar outra pra você, espera. -- Jooheon logo apareceu segurando a peça e Changkyun se dirigiu ao banheiro, trocando-se rapidamente e colocando a peça suja no cesto específico para aquilo.

-- Sabia que eu sou intolerante a lactose? -- puxou o assunto e Jooheon começou a rir depois de uma pausa dramática e silenciosa no cômodo, o que fez o garoto rir também -- Nunca pensei que isso fosse acontecer. Tipo, o...

-- Você quer sair comigo? -- Jooheon cortou qualquer frase que Changkyun estava prestes a dizer, de forma claramente impulsiva, mas só percebeu que havia soado sugestivo quando as bochechas do garoto coraram absurdamente e os seus ombros se encolheram -- Q-quer dizer ir à... Ao...parque! O-ouvi dizer que tem um parque por aqui, gostaria de conhecê-lo, você já foi pra lá?

-- Ah! Sim! -- Changkyun tentava não sorrir, sentia uma ansiedade incrível tomar conta de si -- Eu sempre ia, mas... -- se policiou, impedindo o comentário que faria -- Eu acho que posso te mostrar os melhores brinquedos, ou as barraquinhas de comida. Nessa época do ano tem bastante turista...-- as chances de esbarrar com as pessoas da cidade, que sabiam quem ele era estariam menores assim, temia trazer problemas à Jooheon.

Era notável a mudança brusca no decorrer das frases de Changkyun, mas algo dentro do mais velho o avisava que ele não deveria perguntar, mesmo que isso o preocupasse. Sabia pouco sobre o garoto, seu nome, sua idade, as péssimas condições financeiras, e principalmente, a força que Changkyun exalava. Apesar de muito novo parecia ser alguém que sofreu há pouco, mas tentava se reconstruir o tempo inteiro e viver como podia.

Tomaram o café da manhã, balbuciando sobre assuntos banais, como qualquer pessoa faria por educação. Em vez do diálogo, o que era predominante naquele momento eram os olhos atentos de ambas as partes.

Changkyun olhava para a forma suave em que os gestos de Jooheon se reproduziam, já o mais velho prestava atenção na postura do garoto, que ainda se fazia defensiva, mesmo depois de ter dado a sua palavra e demonstrado que era uma pessoa boa. Mas Jooheon não poderia culpa-lo, qualquer um em seu lugar faria mesma coisa.

[...]

Assim que chegaram no parque e compraram os ingressos o mais velho correu para dentro do lugar olhando pra cima, deslumbrado com cada coisa que via, era adorável.

-- Nunca foi a um parque? -- Changkyun perguntou, achando graça da situação.

-- Nem passei perto... É tudo lindo aqui.

-- Espere até ficar de noite. -- Changkyun colocou as mãos dentro de um casaco que Jooheon havia o fornecido e se aproximou do mais velho, pedindo com gestos que o outro estendesse o pulso para que colocasse a pulseira que os permitia pular as filas. Aquilo havia sido caro, mesmo que não dissesse nada se sentia um pouco mal ao ver Jooheon gastando tempo e dinheiro assim com o mesmo. -- Eles ligam as luzes dos brinquedos, vira um festival de cores.

[...]

Aquela tarde foi incrível para ambos. Foram em diversos brinquedos, comeram e riram muito. Tantas piadas soltas e momentos inéditos, que misturados com a adrenalina que os aparelhos causavam faziam com que fosse impossível comtinuarem quietos.

Chegaram no apartamento rindo feito loucos, Changkyun estava montado nas costas de Jooheon por conta de uma aposta boba que haviam feito durante o caminho de volta.

-- Já entramos, você pode descer agora. -- Jooheon ditou com uma voz "sofrida".

-- Aish! Eu sou tão pesado assim? -- o mais novo questionou colocando os pés no chão.

-- Um pouco. -- disse o mais velho, alongando as costas, porém se arrependeu da frase ao ver os ombros do garoto caírem -- Tô brincando! Eu que estou ficando velho! -- sorriu docemente, seus olhos praticamente sumiam e em suas bochechas apareciam covinhas bem evidentes, que naquele momento fizeram o mais novo sentir um frio na barriga. Jooheon se aproximou do garoto e puxou sua cabeça para que a encostasse em seu ombro, iniciando um abraço levemente cômico. -- Tô brincando, tô brincando.

[...]

Na manhã seguinte Changkyun fez questão de ser o primeiro a acordar. Deixou café pronto para quando Jooheon acordasse e se sentou no balcão da cozinha, pensativo.

O mais velho estava o acolhendo tão bem, aquilo parecia uma chance incrível que a vida havia lhe dado para recomeçar. Ele só precisava pagar o que devia, se livrar de qualquer risco de perseguição ou qualquer empecilho que o passado havia deixado em sua vida, e assim o faria.

Mesmo que parecesse uma pessima idéia retornar à aquele lugar, seria necessário. Apenas duas noites? Torcia para que não passasse disso, não queria ter que contar e explicar para Jooheon sobre tudo aquilo.

Changkyun pensava tanto em todas as possibilidades e em como estava decidido a resolver tudo aquilo que se esqueceu de deixar qualquer tipo de aviso à Jooheon quando saiu pela porta, sabendo que poderia voltar apenas no dia seguinte.


Notas Finais


https://youtu.be/YYkrtSp8baE

Boa noite pra quem pisou na bosta e ainda fez moonwalk, vulgo Changkyun


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