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História The Water Fountain; Hirai Momo - Capítulo 1


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Notas do Autor


Water fountain é minha música favorita do reizinho Alec, se você nunca ouviu esse hino eu recomendo que ouça, é muito perfeito <3

Fiz essa história baseada na música ano passado e estou aqui novamente, espero que essa nova forma fique melhor que a de antes.

Enfim, boa leitura 📖

Capítulo 1 - Único; Muito jovens.


Eu odeio festas e estou em uma nesse momento. Preferiria mil vezes ter ficado em casa assitindo algum filme ou mexendo no meu celular, mas pela primeira vez desde que eu era uma criança, eu resolvi sair de casa e curtir. 

Não posso mentir, ninguém acreditaria se eu dissesse que vim até aqui para beber, dançar e socializar. É uma mentira. Eu vim aqui apenas por sua causa. 

É cômico pensar que vim até aqui apenas para ver a garota qual sou apaixonada desde sempre, e não poder falar com ela. Não gosto disso, queria ter coragem o suficiente para falar com você novamente. 

Você não gosta de festas também, mas está aqui, dançando junto à uma outra garota, sua suposta namorada, eu acho. Im Nayeon, além de super popular, ela foi quem deu a festa e por esse motivo você está aqui. 

Hoje foi o último dia de aula, finalmente terminamos o ensino médio e agora vamos partir para a faculdade e trabalhar, é um dia para curtir, mas te olhando daqui, você não parece estar se divertindo nada. 

Há um copo em suas mãos, talvez seja algum álcool barato e se for isso, admito que ficarei surpresa. Você odeia álcool, ou pelo menos odiava quando ainda nos falávamos. Sempre dizia que nunca colocaria tal líquido na boca, mas olhando bem para você nesse momento, parece que quebrou sua própia promessa. 

Paramos de nos falar quando entramos no ensino médio e eu ainda me lembro de quando éramos amigas inseparáveis. Gostávamos de ir até a praça, onde havia uma fonte de água e próximo aquela fonte, nós gostávamos de contar como havia sido o dia e brincar com nossas bonecas. Era algo bobo que eu nunca achei que sentiria tanta falta. 

Ir até à fonte já fazia parte da rotina. Sempre estávamos lá ás seis e meia da tarde e ficávamos até uma oito horas. Era divertido ficar com você naquele local. Lá você me fez várias promessas, como: "eu nunca irei trocar de amiga", coisas bem bobinhas e fofas. Éramos apenas crianças e essas promessas eram tão importantes quanto aparecer todos os dias na praça. 

Porém, houve um dia em que você não apareceu. Foi no terceiro ano, você havia mudado de escola e agora estudava no turno da manhã, eu continuava estudando de tarde e no início, estava tudo bem. Foi triste não poder te ver todo santo dia na escola, mas eu me acostumei e ficava ainda mais ansiosa para te ver na fonte mais tarde; entretanto, eu fiquei esperando por muito tempo, estava tão animada no dia para te contar sobre o que havia acontecido, mas você resolveu não aparecer. Fiquei preocupada e triste, e então fui até sua casa. Não era longe, mas eu me arrependi de ter ido até lá. Você estava brincando na rua com a Nayeon — que na época, havia se mudado para a casa ao lado da sua —, vocês pareciam felizes e isso me deixou triste. 

Te ver feliz foi o que eu sempre desejei, mas eu queria ser sempre o motivo da sua felicidade. Sei que é egoísta, mas eu pensava dessa forma quando mais nova e te ver tão feliz com a Nayeon me deixou muito triste e com o coração partido, eu me sinto da mesma forma quando te vejo colada na coreana nesse momento; naquele dia eu voltei para à fonte, porém eu não esperava que você fosse comparecer depois de ter se atrasado. Eu me enganei, demorou mais um tempo, mas você apreceu. 

Eu lembro que você estava ofegante e preocupada, seus olhos me procuraram e quando você me achou, correu até mim com um sorriso. 

– ____, me desculpe pelo atraso. Eu não prestei atenção no horário – parou em minha frente cansada. – Está aqui há muito tempo? 

– Estou e achei que não viria – eu a encarei triste – Você se atrasou muito, Momo. 

– Me desculpa. Eu estava brincando com a Nay, ela é legal, você deveria ir lá em casa pra gente brincar juntas depois – falou sugestiva e com um sorriso fofo nos lábios – Está triste comigo? 

– Não – neguei algumas vezes – Posso te fazer uma pergunta? 

Você assentiu e me olhou curiosa. 

– Você gosta mais da Nay do que de mim? 

– O que? Óbvio que não, ____ (S/a) – seu olhar preocupado pousou sobre mim. Na época eu não me importei tanto com isso, mas lembrando desses detalhes agora, eu percebo que você estava com medo de perder minha amizade por algo tão estúpido. 

– Você é mais importante do que qualquer outra pessoa nesse mundo. 

– Mesmo? 

– Mesmo – confirmou e eu sorri – Eu te amo, ____ e quando a gente crescer, vou poder te falar isso o tempo todo. 

Lembrar disso faz meu coração acelerar. Essas palavras foram tão adoráveis por serem tão inocentes e ouvir isso de você me fez esquecer tudo o que havia acontecido naquele dia. Pensando agora, eu deveria ter construído uma casa com uma fonte para nós, no momento em que você disse que me amava. 

Você não parece se sentir confortável com Nayeon ao seu lado agora. Você está meio bêbada e ela está louca para tocar seu corpo, enquanto ela beija seus lábios e sussurra algumas coisas em seus ouvidos, e você sabe que não deveria ouvir, e que deveria estar comigo próximo à fonte de água. 

Eu sai da casa da sua suposta namorada. Ainda não estou preparada o suficiente para te ver aos beijos com uma outra pessoa.

Não me sinto feliz ao me tocar que, Momo e ____ não existe mais. Me pergunto se você sente minha falta como sinto a sua. 

Eu parei de andar ao chegar na praça. Já faz muito tempo desde a última vez que vim aqui, a fonte não existe mais e há um banco no lugar dela. Suspirei e me sentei no mesmo. 

– Acho que nós duas estamos um pouco atrasasas – você me seguiu e eu nem sequer havia percebido, mas ao ouvir sua voz um pouco arrastada, eu sorri. 

– Um pouco talvez – você se aproximou de mim. 

– Sinto saudades de quando nossa maior preocupação eram as bonecas – suspirou e então sorriu – Fico feliz que nós estejamos aqui agora, mesmo sem a fonte. 

– Eu também – sorri de forma calma. 

As coisas parecem estranhas agora, já faz muito tempo desde a última vez que trocamos uma palavra, mas eu ainda me sinto bem confortável ao lado de Momo. 

Conversar com você novamente melhorou minha noite tediosa, ficamos um bom tempo falando sobre a vida e como as coisas estava diferentes. 

Não é como se nós tivéssemos parado de nos falar, parecem que nunca nos separamos e eu gosto disso. Agora, sou eu quem sussurro algumas palavras em seus ouvidos enquanto beijo seus lábios, louca para tocar seu corpo, mas eu sei que isso é apenas um desejo e que nós não estamos na fonte de água. 

Eu era muito jovem a primeira vez que disse que me amava. Você era muito jovem quando ditou essas palavras.

Naquele dia, eu também disse que te amava, mesmo que não tenho sido próximo à fonte e você apenas me lançou um sorriso. Naquele dia, eu desejei novamente construir uma casa com uma fonte para nós, para que assim pudéssemos dizer todos os dias que nos amávamos próximo à fonte. 

Nós éramos jovens quando trocamos o primeiro eu te amo. Não sabíamos nada sobre o amor, mas naquele época, quando dissemos essas palavras, elas pareciam ser as palavras certas. Talvez fossem, mas só naquele momento. 

Eu construí uma casa com uma fonte para nós e hoje nós podemos dizer que nos amamos próximo à ela. Nós éramos muito jovens e não conhecíamos o amor, mas hoje não somos tão jovens e temos certeza que nos amamos e podemos dizer isso próximo à fonte, igual quando éramos jovens. 



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