1. Spirit Fanfics >
  2. The Way is Hard >
  3. Capítulo Único

História The Way is Hard - Capítulo 1


Escrita por: Diabreet

Notas do Autor


A vida é de vocês, façam o que quiserem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Capítulo 1 – Parte 1: A Briga

 

Oliver: Você não deveria se preocupar com isso, não faço nada por você.

Cherry: Qual seu problema? Eu sou sua amiga, eu tenho que te ajudar sempre que posso, para de ser assim.

Oliver: Assim como? Eu não fiz nada, eu só pedi que parasse de chorar só porque eu estou mal.

Cherry: Eu vou chorar sempre que você estiver mal, você não entende?

Oliver: Pois não deveria!

Cherry: Você é muito idiota, sabia? Se vai continuar assim, eu não vou falar mais com você, está entendendo Live?

Oliver: Foda-se, você não vai mais ter como falar comigo mesmo, então o que que muda?

Cherry: Não sei porque que eu gosto tanto de você...

 

Cherry não está mais online.

 

Oliver: Eu também não (!)

 

(!) Sua mensagem não pôde ser enviada.

 

Que raiva, por que eu sou assim? Eu nem queria falar essas coisas para ela, eu só estou mal, só isso, ela me bloqueou, agora a única coisa que eu posso fazer é esperar por ela... Desculpa Cherry, as vezes eu não sei o que dá na minha cabeça, eu só penso e vai, só vem e eu faço, não é como se eu pudesse controlar.

 

Acho que vou me levantar um pouco, preciso tomar uma água, um café, algo desse tipo.

 

Me levanto, pego minha touca, saio do meu quarto, passo pela sala onde estão meus pais, evito olhar para eles, vou rápido até a cozinha e coloco uma caneca de café, estava precisando de um bom remédio para esse meu cansaço infernal. Já me viro e vou em direção ao meu doce lar chamado “Quarto”, onde eu passo todos os meus dias, normalmente com a Cherry, mas antes dela eu era sozinho, então não deve mudar nada. Entrei, sentei na cama, peguei um caderno e comecei a escrever:

 

“A vida é estranha, as vezes você está bem, mas em outro momento você super mal, extremamente triste, como se um caminhão tivesse passado por cima de você. Ah se eu pudesse, falava tudo que eu sinto Cherry, mas não posso, isso iria te assustar, te deixar mal, te fazer correr, porque minhas vontades vão de te beijar até me jogar em uma linha do trem. Eu mal sei o que vou fazer da minha vida, penso em seguir carreira militar, mas pode ser que eu vire apenas um designer gráfico comum, igual a vários por aí, minha vontade de crescer na vida é tão pequena que eu considero nem existir. Não sou eu quem decido isso, é a minha sorte, porque se depender de mim, eu viro um mendigo na rua.”

 

Canso de escrever, fecho o caderno e vou para o computador, e lá eu passo umas seis horas me distraindo jogando, e eu nem percebo as horas passando, decido pegar meu celular para ver se tinha alguma mensagem.

 

32 mensagens de Cherry.

 

Desbloqueio o celular o mais rápido possível e começo a ler as mensagens.

 

Cherry: Ei, cadê você?

Cherry: Live? Eu fiquei preocupada e voltei.

Cherry: Por favor, aparece, não quero que tenha feito algo de errado.

Cherry: Ei... Oliver?

Cherry: Ei... Ei...

Cherry: Você está aí?

 

Chamada perdida.

Chamada perdida.

 

Cherry: Oliver, seu merda, para com isso...

Cherry: Eu te amo, não faça merda...

Cherry: Eu estou desesperada, apareça por favor...

 

(...)

 

Cherry: Oliver, eu vou sair de casa, vou pegar um carro, e mesmo que demore, eu vou chegar aí, eu estou te avisando, é melhor aparecer.

Cherry: Eu te amo, inferno, cadê você, já está desaparecido faz horas.

Cherry: Não tenho o número de seus pais, se não eu ligava para eles...

 

(...)

 

Cherry: Tudo bem, eu vou me acalmar, você está bem... Você está bem...

Cherry: Eu vou deitar e te esperar...

 

E quando acabei de ler, comecei a me desesperar também, vi que tinha feito uma cagada...

 

Oliver: Oi... Eu estou aqui...

Oliver: Você está aí ainda?

 

Após alguns minutos, Cherry aparece.

 

Cherry: Você quer me matar?!

Oliver: Me desculpa... Eu tinha ido jogar para me distrair...

Cherry: Er... Tudo bem...

Oliver: Ah, que bom.

Cherry: A gente tem que parar...

Oliver: De brigar?

Cherry: De conversar...

Oliver: O que?

Cherry: Eu te amo, Oliver, mas isso é muito pesado para mim, você realmente deveria sair do seu quarto e procurar uma ajuda psicológica.

Oliver: Eu sei... E não te culpo... Se quer ir embora, está tudo bem, eu vou estar no meu quarto, sempre.

Cherry: Não, você vai procurar ajuda e vai melhorar sim, eu ainda quero me casar com você!

Oliver: Não tem por que, você deveria tentar viver sua vida, e deixar que eu apodreça sozinho.

Cherry: Eu vou passar aqui todo fim de semana para matar minhas saudades de você, mas vou estar sempre perguntando se já melhorou, e eu espero que me responda com sinceridade, tudo bem?

Oliver: Você já vai?

Cherry: Eu tenho que ser forte, por você e por mim...

Oliver: Ah... Entendi... Tudo bem...

Cherry: Até o próximo fim de semana... Live...

Oliver: Tchau... Cerejinha...

 

Que raiva, odeio isso, por que eu tinha que ser assim? Me tratar? Por que? Não tem necessidade... Eu estou melhorando sozinho...

 

E foi assim por algumas semanas, Cherry aparecia, trocava algumas palavras comigo e a gente logo se despedia, eu via a tristeza nas palavras dela, e como se eu não conseguisse mais faze-la feliz, como se eu fosse um inútil, ou na verdade, uma pedra no sapato dela...

 

Eu tentei, diversas vezes, pedir desculpas para ela nesses dias, mas sempre eram em vão, era sempre a mesma coisa: “já foi procurar um psicólogo?”, “não”, “é pro seu bem, Oliver...”, não sei quando eu vou criar a coragem de procurar uma ajuda, mas por enquanto, eu não tenho nem saído da cama. Isso durou mais alguns dias, mas logo depois eu decidi fazer uma coisa que não tem como se arrepender.

 

Capítulo 1 – Parte 2: A Derrota

 

– Olá, bom dia.

– Bom dia, Cherry Rulls?

– Sim, sou eu mesma, só pra eu saber, o que estou fazendo aqui? – falo extremamente preocupada.

– Você foi chamada na delegacia para nos ajudar a desvendar o caso.

– Não... Não... Ele...

– Você conhece esse garoto, correto?

– Si-sim... Era meu namorado... Ele sumiu faz umas duas semanas e tenho ficado desesperada, ele nem mora por aqui... O que houve? – começou a ficar desesperada.

– Ei, se acalma, vamos com calma.

– Okay...

– Você disse que ele sumiu fazem duas semanas, e porque não veio até a polícia?

– Ele já tinha feito isso outras vezes, ele sofria de depressão, pode me dizer o que houve de uma vez por favor? – começo a gritar de desespero.

– Senhor, ei, calma, vamos devagar.

– Não existe devagar, eu estou a duas semanas chorando, e agora eu sou chamada pela polícia local? – começo a chorar.

– Ei, calma, pega uma água para ela sargento – ele diz apontando para o cara ao seu lado que se levanta e vai buscar uma água.

– Olha, ele se matou, não foi?

– Não, ele fez coisa pior.

– O que seria pior do que isso? – falo chorando.

– Ele matou seus pais e está foragido.

– Não, calma, esse não é ele, não é ele, não tem como ser, ele era inofensivo para as outras pessoas, não fazia mal a ninguém – pego o celular – podem olhar meu celular, temos nossas conversas de 2 anos de amizade, podem ver, ele sempre se sentiu fraco e insuficiente para qualquer coisa.

– Nós íamos pedir isso uma hora ou outra, enfim, já agradecemos por isso, agora precisamos saber de uma coisa: faz ideia de onde ele pode ter fugido e se escondido?

– No quarto dele? Era o único lugar que ele ficava o dia todo, ele não saia de lá por nada.

– Tudo bem, se tiver mais alguma coisa a gente vai encontrar no celular, tudo bem, pode ir para casa, amanha entregaremos seu aparelho pela tarde na sua residência, algum problema?

– Nenhum, façam seu trabalho, eu só vou morrer de ansiedade por não poder saber se ele vai me mandar mensagem ou não, mas okay – começo a sair do local e ir em direção ao meu carro.

 

Eu realmente preciso ir até a casa dele, eu preciso procurar ele, Oliver precisa da minha ajuda e não é pouco. Entro no veículo, dou partida e vou para casa.

 

Chegando, a única coisa que eu faço é ajeitar uma mala rápida com roupas necessárias, tomo um banho, me ajeito, aviso a minha mãe que estou saindo, e sem muito escutar as respostar dela, apenas saio e vou para meu carro, ligo e começo a ir em direção a cidade do Oliver, que não ficava perto, mas também não era tão distante, mas pelo menos meu carro tinha um GPS, o que me ajudou bastante.

 

Com o dinheiro que ganhei trabalhando, eu fui pagando os possíveis pedágios, e até mesmo comprando um lanche, a viagem demorou exatamente um dia e 2 horas, comecei a pensar que quando eu chegasse lá, talvez tivesse tudo mudado, podem já ter achado ele, prendido, matado, não sei, só comecei a pensar e pensar, e consegui chegar inteira, mas morrendo de sono, pois não dormi em lugar nenhum, vim direto.

 

Vou até o endereço de sua casa, e o local está interditado, percebo que ali eu não vou entrar, nunca pensei que a primeira vez que veria sua casa seria desse jeito, e muito menos que procuraria ele depois de ter cometido um crime.

 

Me lembrei de uma vez que me falou de um chalé de seus pais, me disse que era perto de sua casa, que era só ir em frente, depois virar para um lado ou outro, não me lembro muito bem, mas é agora que minha intuição vai ter que trabalhar. Peguei meu carro e fui seguindo o que eu conseguia lembrar de informação, com muito medo de estar me perdendo, mas acho que o amor falou mais alto.

 

Uns trinta minutos de sua casa, eu consigo avistar um chalé velho, logo abri um sorriso: “Preciso chegar lá, agora!”, vou com o carro até onde eu consigo, desço e começo a ir a pé até a pequena casa perto de um rio.

 

Chegando bem perto, pergunto:

 

– Alguém por aqui?

 

Demorou alguns segundos.

 

– Cherry? – alguém responde, mas não consigo ver.

– Oliver, é você?

– Sim...

– Tá bem, mas onde você está? Estou começando a ficar assustada.

– Aqui... – ele abre a porta.

– Oliver, meu Deus do céu – e corro para abraça-lo.

– Você deveria ir embora, a polícia deve ter te seguido, vão estar aqui em minutos, não quero que pensem que você é cumplice, e também não queria que visse o que vou fazer...

– Oliver... – mesmo assim o abraço forte – o que está pretendendo fazer, amor...

– Nada, Cherry... – ele me abraça de volta.

– É tão bom poder te abraçar... – começo a chorar.

– Eu também estou muito feliz de poder te abraçar antes de tudo... – e um barulho de sirene chega até o chalé.

– Oliver?...

– Cherry, não fala nada – e me beija – agora saia daqui, eu te amo muito.

– O que vai fazer? Se entregar? – falo chorosa.

– Se quer ficar para ver, então eu peço desculpas – ele sai da casa e da de frente com vários carros da polícia.

– O que eu faço? Fico escondida? Não sei... – digo assustada.

 

Um dos policiais que já estava fora do carro, gritou:

 

– Oliver?!

– Sim, sou eu.

– Eu quero que você levante suas mãos acima da cabeça.

– Tudo bem – ele retira a mão do bolso com uma pistola, mira no seu próprio queixo e sem qualquer drama, ele dispara.

– Mas que merda! – grita o policial e os outros já começam a ir até o corpo.

– Oliver? – tampo minha boca para não gritar – Oliver? Oliver?

 

Um policial entra no chalé e me vê.

 

– Ei, está tudo bem, você não deveria ter vindo atrás dele, mas isso nos ajudou a chegar até ele, nos perdoa não ter conseguido ajudar ele.

– Oliver? – me viro pro policial com os olhos cheios de lágrima.

– Venha, vamos te ajudar.

 

Me levanto toda me tremendo, ainda não tinha visto o corpo dele no chão, então apenas virei meu rosto porque eu não iria conseguir ver aquilo. Vou seguindo o guarda que me levou até uma de suas viaturas, me colocou dentro e pediu que eu esperasse.

 

Foram as horas mais torturantes da minha vida. Os próximos dias também, semanas, meses, anos... A minha vida se tornou uma tortura...


Notas Finais


Espero que não gostem.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...