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História The way you are... - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oie gente, tia ali aqui, espero que sejam gostando de coração sz
Deixem comentários de como está, adoro ler sobre a opinião de vcs
É isso, beijinhos da tia ali

Capítulo 4 - Good night, angel...


*Pov’s Sophia 

Acordo com a claridade no meu rosto, esqueci de fechar a janela ontem antes de ir dormir, ótimo Sophia, acordou cedo sem necessidade. Levanto e vou direto pro banheiro cuidar da minha linda cara amassada, tava uma situação crítica. Saio do banheiro, pego meu celular e Emma me liga perguntando se tinha acontecido algo pra ela saber, respondo que não e atualizo ela sobre o Peter, e como sempre, Emma surta mais que eu.

Assim que desligo porque ela precisa trabalhar, lembro que preciso passar o endereço pro Peter.

Sophi: Não tenho muito como fugir, então tá aqui, 20h, sem atraso, bom alguma coisa (seja lá o que você faça da vida hihi), bjs 

Vou preparar meu café e sinto meu celular vibrar.

Christian: bom dia minha linda, saudades de você nesse dia ensolarado em Boston, aí Sophia como faz falta, mas um dia estou onde você está, logo logo

Olho aquela mensagem e me arrepia a espinha, não posso deixar ele me abalar em um dia tão lindo como hoje, vou apenas ignorar e continuar. Sento no sofá com meu café na mão, puro sem açúcar, e começo a procurar algo pra assistir, e acabo assistindo desenho. Sinto meu celular vibrar de novo.

Peter: Bom dia senhorita Sophia Clark, 20h, sem atraso, te garanto, esteja linda (algo que já é naturalmente com roupa de trabalho)

Okay, não surta Sophia, foi só um elogio simpático, vamos só conseguir a vida e responder.

Sophi: Muita gentileza sua com o elogio, até irei de avental para ver você mais tarde

Peter: Não seria um problema

Então tá bom gente, eu consigo ficar tranquila com isso, de verdade, só preciso relaxar. Passo o dia tentando achar alguma ideia pro meu livro, escrevo e apago, escrevo e apago, escrevo e apago, nunca vou conseguir a história pergunta pelo jeito. Quando percebo, já são 18h, então decidi tomar um banho sem pressa. 

A água quente sempre me ajudou a relaxar, esquecer tudo, ficar tranquila comigo mesma, deixo ela bater no meu pescoço, minhas costas, me desestresso. Fico lá por um bom tempo, saio e vou pro quarto. 18h45, okay, tenho tempo, abro o guarda roupa e não sei o que vestir. Olho uma vez, olho duas vezes, olho três, e vejo minha saia rosa e uma blusa branca caidinha, é essa. 

Coloco a roupa, me olho no espero e está ótimo, arrumo o cabelo com uma bandana branca como se fosse uma tiara, e coloco meu all star branco, está ótimo. Uma maquiagem leve com os olhos meio branquinhos, rímel, e um batom só pra dar uma cor na boca. Minha pulseira com pingente de coração prata, e cá estou eu, pronta.

Quando vou me sentar pra esperar Peter chegar, meu interfone toca, avisando que ele está lá em baixo. Dou aquela última olhada no espelho pra conferir tudo. Bolsa com celular, carteira e chaves, só descer.

Desço e vejo Peter me esperando com as mãos nos bolsos da calça encostado no carro, uma blusa branca escrita hooligans e um tênis da adidas. Lindo e simples, como da primeira vez que vi. Quando me viu saindo, abriu um sorriso e foi pra perto do portão do prédio.

-Boa noite senhorita Clark- me dá um beijo na mão- Linda... e cheirosa- ele completa depois do beijo na mão.

-Senhor Hernandez, todo bonito pra me entregar uma corrente?- respondo rindo e indo em direção ao carro com ele.

-Claro, preciso estar ao seu nível- abre a porta do carro e entra pela outra logo em seguida- Aliás, aqui está- ele fala entregando minha corrente e eu já a coloco.

Apenas sorrio e olho pra janela. Peter liga o som e está tocando Michael Jackson, então começo a cantar baixinho e ele logo me encara.

-Gosta do Michael?

-Adoro, não escuto nada de novo, de agora, acho que só dele pra baixo- respondi com ele me olhando e olhando pra rua.

-Nadinha de hoje?- responde surpreso.

-Ah, as que viralizam talvez, mas não sei nome de cantor- sim, sou esquisita por isso, julguem.

Ele da uma risada baixa e abaixa um pouco o som, então me escuta cantar um pouco, ele fica em um silêncio absoluto só pra me escutar cantar. Quando percebo que ele presta muita atenção no que sai da minha boca, eu me calo e fico vermelha de vergonha.

-Por que parou? Você canta muito bem- ele faz eu ficar mais vermelha- Já pensou em ser cantora? Ou só escritora mesmo? Aliás, me conta um pouco sobre isso

-Eu sempre fui apaixonada por literatura, lia milhares de livros quando adolescente. Quando me mudei pra cá, entrei na livraria pra trabalhar, e pensei em escrever. Fiz curso, uma faculdade, e cá estou tentando escrever uma história boa o bastante- um resumo pequeno- E sobre cantar, não canto tão bem, e é só um hobby.

-Poderia tentar ser cantora. Não é daqui mesmo?

-Não, Boston. E você? Me fala sobre você um pouco. Da onde é?- pergunto e ele continua dirigindo focado

-Havaí, mas me mudei com a minha família pra cá com 17 anos.

-O que você faz?- perguntei e ele olha pra fora pela janela do lado.

-Chegamos- ele desliga o carro, passa a mão na calça, me olha e sorri com aquele sorriso lindo.

Ele desce do carro e eu também, olhando pra um restaurante que aparentemente era chique mas, retrô. Em um lado da cidade mais quieta, tudo bem que era terça, mas estava mais quieta em comparação ao resto. Vou ao lado dele, que segura meu dedinho com o dele, o que me fez olhar pra ele e sorrir. Era tão delicado, tá fofo, e bonito, como iria querer me encontrar pra me levar em um lugar daquele só pra entregar uma corrente, que aliás, já estava no meu pescoço?

Entramos e um moço veio ao nosso encontro perguntando o nome da reserva, Peter responde e o moço leva a gente para uma mesa do andar de cima, onde tinha uma visão linda e só tínhamos nós. Me sentei de frente para ele, luz baixa, mas capaz de olhar cada detalhe dele. Ele me olha e sorri, e então quebra o silêncio.

-Você bebe? Ou trabalha amanhã?- ele perguntou sereno.

-Não precisa, eu bebo qualquer coisa, uma água tá ótimo- odeio quando me oferecem as coisas, fico com vergonha não sei do que.

Ele percebe que fiquei com vergonha, chama um garçom e pede algo que não consigo ouvir o que é, logo em seguida me olha  e olha pro cardápio para eu escolher. Estranho, não tem os preços. Olho e escolho, falando pro garçom e Peter acaba pedindo o mesmo.

-Então sua família está toda aqui? Por que se mudaram de um lugar como o Havaí?

-Carreira minha e dos meus irmãos, o Havaí de fato é lindo, mas aqui tínhamos mais oportunidades- ele me explica até o garçom chegar com um vinho? Ele serve eu e o Peter, que me olha com a taça na mão- Ao nosso encontro por uma corrente

-Ao encontro- respondo batendo na taça dele- Sobrinhos? Michael parece ser uma graça de menino 

-Ele é o mais velho, e o mais quieto também, um fofo, chegou falando pra mãe da moça bonita que encontrei no mercado- ele pisca pra mim- E a sua família? De Boston também?

-Minha mãe faleceu quando eu tinha 16 anos, desde então meu pai é um alcoólatra, então decidi vir pra cá viver minha vida- sem muitas informações sobre a verdade- Carreira de escritora é complicada.

-Sinto muito, mas parece que te fez bem estar aqui.

-Fez sim.

A comida chegou e comemos conversando sobre tudo, sonhos, vontades, a vida e como a voz dele entrava como música nos meus ouvidos, poderia ouvir ele falar o dia inteiro. Descontraído e engraçado é como ele é, simples e maravilhoso. Além de se mostrar muito inteligente sobre tudo, apesar de não gostar de ler, tem muito conhecimento sobre o mundo, seja diversão ou seriedade. Terminamos de comer e vejo o horário, 22h30. Ele percebe que olhei pro relógio e me pergunta meio chateado?

-Tá tarde não é? Precisa ir?- respondo que sim com a cabeça e ele me dá um sorriso fraco e leve- Tá bem, te levo em casa.

Ele chama o garçom, insisto pra pagar mas ele não permite, insiste pra pagar sozinho, e depois de muita luta, ele paga sozinho. Vamos em direção ao carro, e a noite está estrelada, brisa fresca e perfeita. Entro no carro e ele também e vamos em direção a minha casa. Quando chegamos, ele desliga o carro e me olha.

-Eu adorei o encontro hoje- ele responde olhando nos meus olhos.

-Foi um encontro senhor Hernandez?

-Claro que foi senhorita Clark- responde rindo- Só faltou uma coisa pra ser perfeito- ele fala isso enquanto tiro o cinto olhando pra janela.

-E o que seria essa coisa?- me viro para olhar pra ele e seu rosto está quase colado no meu.

-Só isso aqui- ele me beija.

 Um beijo calmo e maravilhoso, com um certo desejo. Retribuo, coloco minha mão na sua bochecha e ele coloca uma na minha nuca, me puxando pra mais perto. Era tão delicado e fofo que encantaria qualquer mulher com seu jeito e seu cuidado. Quando paramos, ele mantém nossas testas coladas, e sinto sua respiração na minha boca. Nenhum dos dois queria abrir os olhos, então ficamos assim por um tempinho.

-Eu... Eu preciso ir Peter- respondo abrindo os olhos e logo em seguida ele abre os dele, fazendo eu me perder naquele mel maravilhoso dele.

-Passa o dia comigo amanhã- ele pede me olhando.

-Eu trabalho, podemos ir outro dia se quiser- respondo me afastando um pouco dando um sorriso.

-A gente combina depois, te ligo- ele responde com um sorriso logo em seguida.

-Boa noite- respondo e dou um beijo na sua bochecha.

-Boa noite anjo- ele responde e eu saio do carro.

Entro em casa rápido, me jogo na cama e penso em tudo o que aconteceu. Como pode um homem daquele querer sair comigo por uma corrente e ainda me beijar como me beijou. Fico olhando pro teto e rindo como uma boba por muito tempo, quando meu celular vibra.

Peter: Amei com todas as forças nosso encontro, e que beijo senhorita Clark... não sei como conseguirei trabalhar amanhã pensando no seu beijo, em você. Cheguei em casa, durma bem, até algum dia (e que seja próximo). Ps: estava mais que linda.

Sophi: Por mais encontros como o de hoje senhor Hernandez. Anjo? Amei o apelido do carro hihi, pensando em você e em tudo. Quem sabe essa semana ainda nos vemos? Bjs, dorme bem. Ps: seu perfume é tudo.

Não é possível que isso vai se tornar um amor na vida da dona Sophia Clark não é? Só eu com essas ideias loucas depois de ver o homem 3 vezes na vida. 



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