História The White Witch - Capítulo 1


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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Crowley, Dean Winchester, Lúcifer, Mary Winchester, Sam Winchester
Tags Dean, Lucifer, Sam, Supernatural, Winchester
Visualizações 235
Palavras 1.197
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Seja bem vindo a esta fic. Sinta-se a vontade para favoritar, não irei postar somente se houver comentário, mas os comentários dão aquele ânimo extra.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Garotas não choram


Fanfic / Fanfiction The White Witch - Capítulo 1 - Garotas não choram

“A chuva caía fina e dolorosamente fria lá fora, o homem caminhava depressa segurando a pequena garotinha de trancinhas loiras pela mão.
- Aonde estamos indo papai?
- A um lugar seguro querida...
Cada passo fazia gotas das poças de água respingar em seus sapatinhos e gelava seus pequenos pés.

            Depois de alguns longos minutos de uma árdua caminhada apressada e desconfiada, finalmente chegaram em frente ao grandioso prédio que se erguia em toda sua tenebrosidade. A pequenina estremeceu ao encarar as horripilantes estátuas erguidas no pilares principais do local, com suas garras e dentes afiados como se a espreitasse com seus olhos apavorantes.
- Eu não gosto daqui papai!
A pobre menina se agarrou mais a mão do seu pai, estava assustada e queria ir embora. Em frente ao local de paredes vermelhas como tijolos havia uma freira com olhos frios e sem sentimento algum, uma mulher realmente assustadora assim como o local.

            - Irmã Adelaide! Como tem passado?
- Não muito confortável com esse seu pedido Ernie...
- Me desculpe! Mas, ela não poderá mais ficar comigo. Tem sido perigoso!
- Imagino. Mudou o sobrenome dela?
- A verdade é que eu nunca lhe dei meu sobrenome. Ela carrega o sobrenome da mãe...
- Claro. Dê-me a garota, ela estará em boas mãos!

            O homem voltou-se para a garotinha e ajoelhou-se no chão para ficar da sua altura, tocou em seu ombro de um jeito carinhoso a jovem menina já tinha algumas lágrimas em seus olhos, em partes ela entendia exatamente o que acontecia ali. Estava sendo abandonada pelo seu próprio pai naquele lugar horrível.
- Querida...
- Não papai...
Disse ela segurando firme a mão do velho Ernie.
- Precisa me escutar filha! Existem alguns homens maus, homens que pensam que você é uma garota má e que querem te fazer mal!
- Eu não sou má papai!
- Não minha pequena, não é. Mas, esses homens tem medo e eles querem pegar você, tirar você de mim e eu não posso permitir isso meu anjo!
A essa altura a menininha já se debulhava em lágrimas: - Ouça. Você irá passar alguns dias aqui com a irmã Adelaide! E quando as coisas ficarem melhor eu prometo que voltarei para te buscar, por isso...
- Não papai, não quero ficar.
- Alex, me ouça. Por isso eu quero que você seja forte e que obedeça a irmã Adelaide, tudo bem?
A criança se jogou nos braços do pai aos prantos o homem acariciou suas costas e insistiu: - Está bem? Me prometa. Prometa que será forte como... sua mãe!
Ele a encarou nos olhos agora, com suas mãos pequenas a loirinha secou as lágrimas tentando fingir que não choraria mais e entre fungados e olhos molhados prometeu: - Eu prometo papai.
- Tudo bem, venha cá! Concentre-se nos seus estudos e quando menos esperar eu estarei de volta, prometo filha.
- Tudo bem papai! Eu vou te esperar.

            Com esta despedida Ernie desapareceu nas sombras para nunca mais voltar. Alex ficou chorando parada ao lado da irmã Adelaide vendo seu pai partir, seu pequeno coração não entendia o que era tão perigoso que obrigava seu pai a seguir um outro rumo, um que fosse longe dela...”

***

            - Vai Alex! Dá um soco de direita nela...
Alguém gritou da arquibancada.
A loira com um rabo de cavalo parada em meio ao ringue desviava com maestria dos golpes proferidos da sua rival, ela tinha leveza e tranquilidade, cada movimento milimétricamente calculado. Dois passos curtos para a esquerda, abaixa, volta um passo e avança outro. Um golpe de esquerda para confundir a oponente e finalmente um gancho de direita que fez a outra garota cair desacordada. Um professor surgiu conferindo a situação da colega e deu o veredito final. Alex Wesson tinha ganhado mais esta luta.

            - Isso aí minha menina de ouro!
Ela riu curto e saiu direto para o vestiário. Alex era excelente esportista e muito dedica na escola, era a garota de destaque do colégio St. Françoi para moças.
- Hey Alex! A irmã Adelaide quer vê-la antes do almoço.
- Ok. Só vou banhar e já vou até a sala dela. Obrigado!
Abriu o armário e separou calmamente sua roupa antes de entrar no chuveiro, aos poucos as gotículas quentes caindo sob sua pele iam relaxando o corpo e então todos os pensamentos dos quais ela tentava em vão se livrar vieram à tona. Demônios, aos montes e aquela sensação de que iria vomitar a qualquer instante e mais uma vez a mesma imagem se repetia, seu pai indo embora naquela noite, as promessas... o medo.

            Era sempre assim, sempre que estava sozinha sua mente voltava para uma das duas de suas piores noites. Seus olhos lacrimejaram e ela tentou afastar aquilo se apressando para ir falar com a irmã Adelaide.

            - Irmã Adelaide? Queria falar comigo?
A velha senhora ergueu os olhos encarando a moça: - Sim, queria. Entre. Sente-se Alex!
- Sim senhora. Sobre o que queria falar?
A velha olhou para os lados como se procurasse por alguém bisbilhotando a suas conversas, depois cruzou os dedos sobre a mesa dizendo: - Você completou vinte e cinco anos Alex, não é mais uma criança. Não precisa mais de mim, pode seguir seu caminho se quiser. Já é adulta e...
Aproximou o máximo que pode da jovem: - Eu a treinei bem. Então, se está aqui só por que acha que eu preciso de ajuda, não se preocupe. Eu vou ficar bem!
Alex olhou pela janela e encarou as arvores lá fora: - Eu me inscrevi para uma universidade! E eles me aceitaram...
A freira a encarou surpresa: - Consegui uma bolsa, as aulas começam no próximo verão. Eu sabia que já tinha passado do momento de ir, mas estava...
- Com medo?
- Talvez. Eu não tenho para onde ir Adelaide! Você é minha única família.
- Eu sei garota, você também é como minha única filha... mas, as filhas crescem e vão embora um dia.
- Eu sei. Queria que meus pais tivessem cuidado de mim como você cuidou e que não tivessem me abandonado aqui...
- Querida! Não sabemos o que houve, não é mesmo? Não sabemos por que eles a deixaram aqui...
A freira segurou uma das mãos da menina em uma vã tentativa de consolá-la.

            - É, pode ser. Mas, não se preocupe! Eu sei que preciso viver, sei que preciso construir minha vida e eu vou fazer isso...
A velha senhora ainda olhou a moça desconfiada e ela acrescentou: - E não se preocupe. Vou fazer isso longe das coisas com as quais a senhora mexe! Não serei como meu pai e minha mãe, vou apenas ser normal.
Alex sabia que aquilo seria impossível, ela sempre soube que sua vida não seria nada comum. Não com aqueles pesadelos, não com a capacidade de mover coisas apenas com seu pensamento mas, a freira fora sua mentora até agora, esta ensinou-lhe tudo que sabia, todo seus conhecimentos foram transmitidos para Alex. Desde como expulsar um demônio do corpo de um humano à feitiços para afastar anjos, mas não se tem como conciliar essas coisas com uma vida normal. 


Notas Finais


Obrigado por ter lido e se gostou já sabe o que fazer...


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