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História The Wife - Imagine Jung Hoseok - Capítulo 2


Escrita por: e ggukie_in_luv


Notas do Autor


Quem é vivo aparece sim!
😉

Eu demorei só um pouquinho, mas prometo não demorar quase um mês para postar um capítulo. É que não quero cansa-las com minhas atualizações frequentes e por isso demoro um pouco mais... Desculpa gente.

Um spoiler do capítulo de hoje? É só uma introdução para vocês entenderem a história dos protagonistas (Emile e Hoseok). Vai ter uma interação mais pesada entre eles, porém com certas distâncias também. Entendem? Espero que sim kkk

Li os comentários passados e percebi o entusiasmo de vocês para essa Fanfic. Alguns comentários me assustaram, vocês estão mais vingativas do que a Emile 😅 . Não sei se A Vingança que vocês querem realmente vai acontecer, mas irei fazer o meu melhor para essa história!

Texto longo né? Desculpa de novo! Vamos ler o capítulo? Sim!

Desculpe os erros de português e/ou ortográfia. Vou tirar um tempo e corrigir toda essa história. Vou tentar também não demorar um mês para postar, já que essa Fanfic é curta vou adiantar mais.

Bom, leiam e se divirtam 😆

Capítulo 2 - Pijama de Unicórnio.


Fanfic / Fanfiction The Wife - Imagine Jung Hoseok - Capítulo 2 - Pijama de Unicórnio.

| Emile Jung pov |

Não estava mais ligando para o fato de estar tarde e eu ainda continuar trabalhando na empresa. Afinal, quando se é dono de algo nós devemos ter responsabilidade em assumir as nossas demandas, correto? Claro que sim. E nesse momento eu estava muito ocupada tentando compreender o porquê dos gráficos desse mês caíram tanto se eu estava confiante que com a nova parceria com a empresa estrangeira daria tudo certo.

Alguns minutos se passaram enquanto eu estava por lá, e de alguma forma eu acabei me lembrando do meu marido. Suspirei novamente. Era incrível como até agora, quase meia noite, ele não ligou perguntando o porquê da minha demora em ir para casa. Ótimo. Se ele quer ser assim, se achar despreocupado enquanto eu imploro aos céus que ele não pegue nenhuma doença transmitida sexualmente com essa vadia que ele se deita, tudo bem. Eu tambem vou fazer o que quero.

E mais alguns minutos - ou horas, não sei muito bem - passaram. Afinal, eu estava muito imersa na enfim solução do problema do baixo rendimento da empresa. Meus dedos se moviam rapidamente no notebook à minha frente mas ainda assim anotava em um caderninho alguns detalhes. Quando terminei, quase gritei de tanto alívio. Me levantei e fui até a cafeteira para beber um pouco do café artificial, mas eu queria tanto um chá de ginseng, pena que Junghyun não esta mais aqui nesse horário.

Ainda ia beber o café quando a porta da minha sala se abriu escandalosamente.

— Você ainda estava aqui? — perguntou ele. O mesmo estava descabelado - só um pouco - e parecia que havia corrido uma maratona até aqui.

— Claro, eu estava resolvendo a crise que houve esse mês no rendimento da empresa. — bebi um gole do café na maior calma. O moreno logo suspirou e se sentou no pequeno sofá. Ele respirava com dificuldade, realmente havia vindo correndo até aqui. — Que cara de idiota é essa? — indago tentando não rir da expressão de dor que o mesmo fez.

— Eu fiquei preocupado, Mile. — fazia tanto tempo que ele não ditava meu apelido que até havia me esquecido que ele também me chamava assim. — Voce não vê que eu corri para cá feito um doido pensando que voce havia desmaiado?

— E por que eu desmaiaria? — indago logo bebendo todo o líquido em um gole. Me virei para trás e joguei o pequeno copo descartável no lixo.

— Sei la… Talvez de tanto trabalhar? — diz incerto. Assenti sem muita saída.

— Certo, senhor preocupado. — ironizo. — Onde estava hoje, afinal? Não te vi o dia inteiro. — por mais que eu soubesse a resposta eu ainda queria ouvir da boca dele, queria saber o quão cínico ele seria.

— Eu fui ver a minha mãe. — mentiroso. Eu liguei hoje para a senhora Jung perguntando sobre você e ela havia dito que não estava lá.

— Ah… Como vai minha sogra? — parei em sua frente tentando demonstrar toda a calma - que infelizmente não tinha naquele momento. Eu amo a minha sogra, ela me adora, mas infelizmente ela não sabe no que seu filho se tornou.

— Ela vai bem, mandou lembranças. — mentiu novamente, afinal, a minha sogra quase implorou para que nós dois fôssemos ver ela e senhor Jung, juntos. Não apenas ele sozinho, e sim nós dois.

— Ah, claro. Por que não me chamou? Eu poderia ter ido também, eu sinto saudades das dicas dela. — Hoseok adorava quando eu conversava com a mãe dele e ela me ensinava umas boas lições de como ser uma boa esposa. Não sei se ele ainda presta atenção na minha conversa com a mais velha hoje em dia, e talvez o senhor Jung deveria ensina-lo a como ser um bom marido pois ele precisa mesmo dessas lições mais do que eu.

— Na próxima. É que você estava tão estressada com o trabalho que decidi não te interromper. — sorriu radiante e eu apenas assenti.

— Mas eu jamais deixaria de ir ver meus sogros.

— Prometo que quando eu for de novo, te levarei comigo. — sorriu novamente e eu me fiz de boba assentindo de novo. Nem sei se meus sogros seram capazes de me ver antes de eu acabar com esse casamento.

— Uma hora tudo perde a graça… — murmuro baixo.

— O que disse?

— Hã? Nada. — sorri. Afinal eu estava falando a mais pura verdade. Para Hoseok, aquele casamento não tinha mais graça; mas ele tinha que permanecer com a boazona da Emile Davis.

Ela/eu é/sou a mulher que todo homem gostaria de ter, que sonha. A mulher ideal, a esposa ideal. Sou linda, eu sei disso, não preciso que nenhum homem venha até mim para me dizer isso. Eu sei que Hoseok deve esfregar na sua lojinha mixuruca de calçados que a CEO da tão famosa EmbleSam era na verdade sua tão inocente esposa. Que só ele a tinha, que ela era dele. Pobre homem machista. Pensa que tem algum poder sobre mim? Nos seus sonhos mais distantes...

A única coisa que era dele em mim, era o meu amor e meu sentimento de atração, mas até isso parece que terei que tomar do mesmo - até se for a força, eu irei de algum jeito arrancar esse meu amor por ele - ou tentar tomar dele.

— Hoseok-ah… — chamo-o de forma manhosa me aproximando lentamente do seu corpo. O sentimento de atração pelo outro era o único que insistia em sobreviver - mesmo eu odiando. — Eu realmente sinto falta de nós dois…juntinhos.

— Hum, você não é a única. — ousa comentar enquanto passa a mão por meus fios que desciam pelo rosto. Sua mão... Ah. Tão grandes e perigosamente ágeis.

— Não há ninguém na empresa à essa hora. — constato para si testando se ele seria capaz de satisfazer minhas vontades. Ele sorriu malicioso, mas logo riu baixo.

— Podemos ir para casa, então.

— Não. — dessa vez eu mesma joguei todo o meu corpo em cima do mesmo, ao sentar em suas coxas marcadas pela calça jeans. — Vamos ficar aqui.

— Mile… Já são quase duas horas da manhã! Amanhã eu tenho que abrir a loja bem cedinho.

— Foda-se a loja, o horário. Foda-se tudo. — balbucio me aproximando de seu pescoço, da sua pele morena que tanto me atraía. Do seu cheiro indescritível, de seus pêlos se arrepiando com a minha aproximação… mas me afastei por impulso. Antes de meus lábios tocarem sua pele, tive que me distanciar. Fiz a minha melhor cara de cenho franzido, confusa, mas logo ri.

Claro, lá estava o cheiro dela.

Eu sempre disse que Hoseok não tinha nenhum cheiro característico e sim apenas o cheiro único dele mesmo que eu não poderia comparar a nada e nem a ninguém. Mas agora? Todavia agora ele tem cheiro de cereja. Não dizem que no topo de um bolo se põe a cereja? Mais conhecida com a "cereja do bolo"? Exatamente. Essa vadia, de nome Charlotte Miller, era a cereja do bolo de Hoseok. Infelizmente, eu não fazia mais esse papel. Me dava raiva ter que aceitar.

Por que eu ainda não joguei na cara dele que eu sabia de toda aquela traição? Simples: eu quero ir aos pouco desprezando ele. E isso vai chegar num nivel tão alto que ele não vai entender nem o porquê dos papéis de divórcio estarem postos sobre a mesa quando ele achava que poderia me enganar até que a morte nos separasse. Não. Eu já fui apunhalada pelas costas, já morreu aquela Emile que acreditava nele. Agora, nosso casamento será uma brecha que se tornara rachadura quando EU destroça-lo. Hoseok vai aprender a sofrer da maneira que eu estou sofrendo silenciosamente. Ele vai ver que o que fez foi errado e não tem perdão. 

Não importa se eu o amo, eu não sei se um dia serei capaz de perdoa-lo de verdade.

— Por que parou? — balbuciou na maior cara de pau. Suspirei fundo tentando não inalar o cheiro maldito de cereja nele. Agora eu estava magoada e com muita raiva.

— Não, realmente está tarde. — invento uma desculpa qualquer. Minha tentativa de sair do seu colo é falha quando o mesmo põe as mãos, firmes, na minha cintura.

— Não, aonde pensa que vai? — indaga. — Agora quem insiste sou eu.

— É sério, Hoseok, vamos para casa.

— Vamos ficar. Não era isso que você queria? — ele puxou meu rosto deixando beijos cálidos em minha boca. Ele o fazia com certa precisão, tanto que sempre sugava os meus lábios pressionando-os contra o seu.

Sem me dar conta minhas mãos já estava segurando firmemente seus fios, mas com cuidado para não machuca-lo. Afinal, a raiva estava se apossando do meu corpo porque eu estava com saudades. Saudades de ser tocada, desejada por alguem, de beijar outrem. Eu estava com saudades da intensidade de nossos beijos, e mais uma vez isso me faz questionar: quando esfriamos tanto?

Eu não quero ficar com outro homem - não enquanto eu ainda estiver casada com ele. Hoseok, até agora, ainda me deixa loucamente apaixonada mas com o tempo eu espero esquecer isso um dia. Espero... Não ama-lo mais.

— Confesso que… estava com saudades de você. — balbucia novamente, dessa vez com a voz mais rouca. Seus lábios inchados pelo recente beijo tocaram a pele exposta de meu pescoço. Todavia, eu me arrepiei de raiva em vez de tesão.

Mentiroso, ele não estava sentindo minha falta.

— Mas eu sempre te peço um tempo, mas voce nunca tem. — confesso acariciando seus fios ouvindo seus estalos na minha pele.

— Desculpa… é o trabalho. — mente novamente. Ri cética. Como ele achava que eu poderia ser tão boba ao ponto de pensar que ele estava trabalhando esse tempo todo? Afinal, minha empresa é a melhor do país e nem por isso eu deixo de procurar um tempo para me divertir consigo.

— Tudo bem… — voltei a deixar o papo de lado e apenas focar no quão gostoso era sentir aquele calor de Hoseok perto do meu corpo gelado pela tristeza e raiva. 

Eu era fria mas ainda assim queria sentir o calor emanado co corpo dele.

De uns tempos para cá, nos tornamos totalmente opostos. Não que desde o colegial fôssemos parecidos, mas apenas sabíamos aproveitar um a diferença do outro. Mas agora? Tudo se tornou estranho, e quando nossos corpos se colidem é sempre essa mesma sensação de que somos totalmente diferentes um do outro: Hoseok é o sol radiante, a alegria iminente; já eu sou a escuridão, o frio constante, o estresse total. Talvez eu seje a única a reparar nessa nossa diferença, Hoseok foca demais em apenas fazer acontecer o que lhe interessa.

Seus beijos - até então cálidos e lentos - estavam se tornando cada vez mais intenso enquanto nossas línguas se tocavam ligeiramente. Não demorou muito para as mãos do mesmo descerem para as minhas coxas cobertas pela calça e segui até a parte de trás de meu corpo, tocando minhas nádegas. Hoseok estava massageando-os e eu seria idiota se não dissesse que adorava quando ele fazia aquilo.

— Você é toda minha, Mile. — sussurra algo sem cabimento.

— Não sou não. — digo mais atrevidamente segurando o seu rosto em minhas mãos conduzindo o ósculo. — Sou dona de mim.

— É isso que você pensa. — ele aproveitou o momento para subir as suas mãos para dentro do meu suéter bege. Só de imaginar que ele meteu essa mesma mão naquela vadia, já sentia nojo.

— Ya, calma. — peço rindo tentando segurar as mãos do mesmo para que não se mexessem.

— Está frio aqui, desliga esse ar-condicionado. — pede mas eu não obedeço.

— Hoseok, você sabe que eu adoro o frio.

— Você vai ficar resfriada se não me ouvir, Mile. — ri baixo com o comentário do mais velho.

— Agora se importa comigo? — debochei. Infelizmente, Hoseok olhou para mim um tanto assustado com o que eu acabara de falar. Pigarreei. — Quer dizer, voce se preocupa demais, Hoseok.

— Eu tenho que me preocupar se não você nem se importa para sua saúde. Eu preciso ser assim, sou seu marido. — ele me encarou sério parecendo ainda incomodado com as minhas palavras anteriores.

Olhando agora para seu jeito, ele sempre foi assim. Preocupado comigo, sempre querendo o meu melhor, sempre querendo me deixar feliz. E ele me deixou, por um bom tempo da minha vida. Mas agora ele se tornou tão desprezível… eu sinto é pena do que ele vai ter que suportar nesse casamento assim que o meu plano de me vingar fizer efeito nele.

— Não seja sério. — peço após um tempo. O jeito como ele me encarava parecia que eu era uma prisioneira. Presa no sentimento de ama-lo mas sabendo ser traída todos os dias. Queria acabar logo com isso. — Hobi, por que não me beija, hum? — nem o esperei responder para me aproximar de seus lábios e os suga-los para mim.

Era incrível como sempre era bom beija-lo, pena que aquela boca tambem encostou naquela vagabunda que chamam de humana. Ela é uma vaca selvagem, uma filha da putice. E Hoseok era um hipócrita que se achava bom o suficiente para ficar com outra mulher enquanto está comigo. Ele sabe que tudo na vida do mesmo está "bonito" por conta da minha presença como sua esposa. Apesar de eu me tornar Emile Jung, parece que foi Hoseok que recebeu o meu sobrenome depois que se casou comigo.

Afinal, quando eu fiz a minha empresa crescer no mundo de negócios, logo a pequena empresa de calçados do mesmo ganhou certo destaque. Algumas empresas parceiras não acreditavam que um simples jovem poderia ir para frente com a lojinha, mas quando eu fiz o meu próprio nome no ramo do trabalho, Hoseok recebeu chuva de parcerias para a abertura de sua loja. E diga-se de passagem, mas foi uma das maiores inaugurações do país.

Por mais que ele se sinta o poderoso nesse casamento, por bancar aquela vadia e pensar que me banca, ele está enganado. Sou eu quem sustensa aquela casa: paga a diarista, energia, água,  comida, internet, imposto, seguro, IPVA, IPTU, tudo sou eu. Afinal, aquela casa tem ar-condicionado para o verão e eu odeio o calor nessa estação. Também, até mesmo Hoseok não aguenta o calor de agosto e por isso somos obrigados a aguentar a temperatura mediana dentro de casa. Tudo isso gasta muito? Claro que gasta! Dinheiro não nasce em árvore. 

Mas a questão é que eu gasto boa parte de meu salário para pagar os impostos da empresa, os funcionários e ainda sustentar a casa quando a única preocupação dele é sustendar aquela vadia que o espera todas as noites num motel cinco estrelas. Como sei disso? Eu ainda o segui. Eu não queria acreditar, ter a absoluta certeza que ele me traía. Eu achava que, no dia do aniversário do nosso casamento, ele estava apenas bêbado e por isso havia se deitado com outra mulher. Mas não.

Ele estava lúcido. Totalmente lúcido. Afinal, por que ele dirigiria se estivesse bêbado? E mesmo se bebesse, como dirigiria o carro para voltar para casa, depois de uma boa noite de sexo com aquela lá? Ele fazia aquilo porque queria, não era culpa do álcool.

— Eu não importaria de transar aqui mesmo no sofá, mas estou tão... Exausto desse dia. — Hoseok se afastou de mim apenas apoiando a cabeça no estofado do sofá. Claro que ele estaria cansado, passou o dia trepando com aquela lá.

— Então vamos para casa de uma vez. — me afastei dele num passe de mágica. O mesmo me olhava franzindo o cenho enquanto eu seguia para arrumar minhas coisas.

— Ah não, Mile. Não fica chateada. — o mesmo veio até mim tentando se aproximar. — É que realmente eu estou cansado. Eu pensei que poderia fazer mas não deu... Desculpa.

— Tudo bem, eu entendo. — a minha vontade era de atacar aquele globo de neve que ele próprio havia me dado na cara dele. Hoseok parecia não acreditar na minha resposta por isso se aproximou tentando me beijar. O afastei. — Vamos embora, Hoseok, já vão dar três horas da manhã. — consertei a bolsa no ombro e fui até a porta. — Vem?

Ele assentiu ao longe e caminhou em minha direção.

A volta para casa foi de cada um em seu carro. Era melhor assim, jamais conseguiria ficar observando-o enquanto dirigiria. Quando chegamos em casa, meu carro foi o primeiro a estacionar, por isso fui a primeira à descer do automóvel e ir para casa. Assim que cheguei na mansão, retirei os saltos e amarrei meus fios de cabelo em um coque baixo.

— Estou sem fome, vou para o quarto. — é a última coisa que digo para si.

Quando fui para nosso quarto, abri o closet e escolhi o meu pijama de unicórnio que ele mesmo havia me dado de aniversário do primeiro ano de casamento. Era incrível como a roupa ainda coube em mim. Era tão fofo, a cara do Hoseok que me apaixonei. Assim que entrei no box do banheiro, tratei de tomar um banho ligeiro, afinal estava tarde e por mais que eu goste de frio, a água estava gelada, e eu não gostava de água quente. Enfim, eu era uma pessoa chata para tudo.

Assim que terminei de tomar o banho, isto é, quando saí do banheiro, Hoseok estava na cama ainda vestido com o terno amarrotado. Eu ficava feliz em saber que dessa vez, eu fui a causa da bagunça de sua roupa e cabelo.

— Já terminei, pode usar. — apontei para o banheiro. Hoseok tirou a atenção do celular, e ele não deixou de sorrir radiante ao me ver com aquela roupa.

— Você continua usando isso? — pergunta pegando seu pijama, ao qual eu nunca tinha visto antes.

— Já voce parou de usar o que eu te dei... — o olhei mais atenta tentando identificar aquela roupa.

— Ah, jagiya. Ficou curto em mim.

— E esse daí — apontei a peça em sua mão. — quem te deu? — Hoseok olhou para a roupa e parecia um pouco perdido nas palavras para responder. Eu sabia, foi a outra.

— Um… dos meninos.

— Serio? — eu conhecia os amigos de Hoseok, mas eu sabia que eles jamais dariam um pijama tão delicado para o mesmo.

— Uhum. Deixa eu ir tomar um banho.

Hoseok se desviou de mais perguntas indo ao banheiro. Assim que a porta fechou, eu suspirei alto.

— Até quando voce acha que eu vou ser paciente…? Se ao menos confessasse seus erros, nós poderíamos romper sem mágoas... — murmuro para mim mesma.

Desisti do questionamente sem fundamento e me deitei na nossa cama. Dessa vez o cheiro daquela vadia não estava mais lá já que hoje de manhã eu mesma tratei de tirar aquele lençol e colocar outro. Quando me dei por mim, um corpo maior me abraçou por trás após alguns minutos. Até o pijama dele foi infectado com aquele cheiro maldito de cereja.

— Hoseok. — chamo sua atenção. — Não sei se sabe mas eu odeio perfume de cereja. Voce poderia parar de usar essa fragrância? — "ou deixar essa mulher de vez e voltar a ser o meu Hobi?" - era isso que eu queria dizer, mas eu não irei aceita-lo, não mais.

— C-Claro, amor. — vacilou e logo se afastou de mim. Suspirei, era assim que eu andava naquela vida. Sempre sozinha. — Boa noite, Mile.

— Hum.

Não lhe dei uma resposta concreta. Aos poucos ele vai perceber o quão dura vou ser consigo.

Ele vai pagar pelo que esta me fazendo sentir. Quando eu me afastar dele... Será tarde demais para o perdão


Notas Finais


Coitada da Emile kkk

Só estou pensando se vai ser esse mesmo pensamento daqui à alguns capítulos. Acho que não...
O Hoseok... meu Deus, não matem ele ainda não. Eu sei que vocês vão querer estrangular ele até o dia em que ele diga - com as próprias palavras - o que aconteceu.
Eu A-M-O a Emile! Ela é tão debochada 😍 me lembra a Enlila de Gênesis kkk vocês vão entender essa comparação daqui alguns capítulos 😊

Bom, quando eu vou postar de novo? Eu espero que seja esse mês.

Até breve ☺️😚


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