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História The Witcher - Wanted - Capítulo 6


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Notas do Autor


Demoramos, masss cá estamos.
Espero que gostem, e não esqueçam de comentar se gostaram.
um beijinho e até as notas finais♥️♥️♥️
obs: capítulo não revisado, pode conter erros.
Não esqueça do trocado.

Capítulo 6 - A floresta e uma nova ameaça


Fanfic / Fanfiction The Witcher - Wanted - Capítulo 6 - A floresta e uma nova ameaça

A noite estava fria, o ar estava seco, fazendo os pulmões dos três viajantes se esforçarem ao extremo acumulando o máximo de ar que conseguiam, e junto a isso, a chata ardência no nariz vinha de presente. Yennefer circundava seus braços, com firmeza ao redor da cintura de Geralt. Andaram ao que pareceu horas, e o cansaço já tomava conta dos cavalos que os carregaram durante todo o caminho.

O sono que nunca aparecia para Geralt, hoje resolveu lhe engolir o mais rápido possível. O bruxo sentia suas pálpebras pesarem, se fecharem para rapidamente serem abertas novamente para tentar evitar o pestanejar.

Assim, decidiu achar um lugar para passarem a noite. Percorreram por mais alguns minutos, e ao se aproximarem de uma clareira, onde a relva estava úmida pelo sereno da noite, decidiram se acomodar e passar a noite por ali mesmo.

— Vamos ficar por aqui essa noite — Falou ele enquanto parou plotka com as rédeas, e desceu dela em seguida.

— Uhum. Para mim parece ótimo. — Resmungou o bardo que tinha ficado alguns metros para trás, ele ainda estava magoado pelas palavras grosseiras de Geralt, e ele bem, não o culpava mas também não iria se desculpar. Por isso o bardo se mantinha estranhamente quieto durante o trajeto.

Geralt ajudou Yennefer a descer de Plotka, e quando a colocou no chão pode inalar sua adocicada fragrância. Entorpecente... E, ao contrário dela que não havia sido afetada pelo simples contato, ele estava totalmente dominado e entregue a ela. Porém, jamais admitiria isso. Preferia seguir a linha de quem não se importava, mas no fundo sentia muita atração pela feiticeira mais do que qualquer um.

— Obrigada Geralt. — Yennefer agradeceu sorrindo enquanto tirava gentilmente as mãos dele, que sem perceber ainda seguravam a cintura de Yennefer. O toque macio e quente de suas delicadas mãos nas suas fez seu coração acelerar, e isso evidenciou o quanto já havia caído com tudo no jogo de sedução da mulher.

Sem saber o que fazer e se sentindo desconcertado, ele simplesmente se afastou, irritado. Caminhando entre as folhagens da floresta, ele tentou descontar a raiva nelas, as afastando com força, e destruindo-as totalmente.

Enquanto catava alguns gravetos, Geralt cessou seus movimentos ao escutar passos que aos ouvidos de um humano não seriam perceptíveis, mas, para ele, eram como se estivessem ao seu redor. Com cuidado, ele se levanta, deixando os gravetos no chão. Levando sua mão a espada embainhada nas costas, ele respira fundo e baixa à guarda rapidamente ao notar quem está se aproximando. Seu cheiro era inconfundível. Com os passos e o barulho das folhagens sendo afastadas se tornando cada vez mais audíveis, ele guarda a espada, e volta a juntar os finos gravetos.

— Quer ajuda? — A voz feminina e doce soou aos seus ouvidos.

— Não. — Respondeu curto e grosso, pois não queria se dar falsas esperanças, afinal ela estava ali por causa que essa missão lhe beneficiaria, e nada mais.

— Certo. Eu vou lhe ajudar de qualquer forma. — Suspirando sem paciência, o bruxo continua juntando os gravetos e Yennefer sorri, passando a fazer o mesmo.

Quem os olhasse diria que ambos estavam em uma tarefa muito difícil devido a concentração de cada um era grande enquanto juntavam gravetos. Mas, quem fosse um ser que possuísse magia ou fosse dotado de tal, saberia identificar o que realmente estava acontecendo. Ambos se desejavam mais que tudo, porém cada qual tinha seus motivos para não permitir se deixar levar por esse sentimento avassalador, mas nenhum estava devidamente preparado para isso para se doar completamente à alguém.

— UAAARGH! — Yennefer fica imóvel ao ouvir o som assustador. Geralt solta um longo suspiro, sorrindo internamente pensando no quanto já estava se sentindo abandonado por seus monstros, e o quanto sentia falta de caçá-los todos os dias.

Logo o monstro grande, horripilantemente feio e com garras e dentes afiados anuncia sua chegada abrindo caminho entre as folhagens.

E antes de sair de dentro das folhagens, a mão do terrível monstro apareceu e logo seu braço enlaça rapidamente a cintura de Yennefer.

Ela, pega de surpresa, não teve tempo algum de mandar um encanto para defender-se do monstro. Tentou se debater, mas cometera um erro terrível.

O monstro a arremessou longe, e ela acabou voando contra uma árvore, e bateu a cabeça em uma pedra pontuda, desmaiando instantaneamente.

A criatura horripilante dá as caras, se mostrando um lobo amaldiçoado, de olhos vermelhos. Seu rosto e corpo são despedaçados com partes que pareciam estar podres. Ele mostra seus grandes e afiados dentes enquanto abre a boca soltando um rugido alto.

Geralt ao ver Yennefer caída no chão, sente seu desespero crescer. Com toda sua força ele arremessou sua espada afiada para frente, e com esse golpe certeiro, sua espada é cravada no peito do animal amaldiçoado. O mesmo dá um grito mais assustador e horripilante enquanto o sangue escorre por sua barriga.

Logo um estrondo audível se faz presente quando o monstro tombou ao chão com todo o seu peso. E dando seus últimos suspiros, o monstro morreu encarando o seu assassino.

Rapidamente Geralt arranca a espada cravada na barriga do lobo, e a crava na relva esverdeada, abaixo de seus pés. Caminhando com rapidez em direção ao corpo de Yennefer, ele se abaixa para examiná-la. Ela estava desacordada e com um ferimento na testa.

Ele gentilmente passa seus braços ao redor do corpo esguio da pequena mulher, e com cuidado lhe carrega nos braços, podendo observá-la com certa exclusividade. Se ela estivesse acordada não teria essa chance, pensou Geralt. Observando atenciosamente as feições de seu rosto junto ao sentir do contato entre seus braços e o corpo de Yennefer, já não tinha mais noção se eram apenas os jogos mágicos de sedução de Yennefer ou ele havia enfim se apaixonado por uma mulher.

Voltando com Yennefer nos braços, Jaskier dormia encostado em uma árvore, com suas mãos entrelaçadas sobre o abdômen. Geralt o chama e o mesmo se acorda em um sobressalto. E olhando assustado para Yennefer, percebe que algo ruim lhe aconteceu.

— O que aconteceu? — Pergunta o bardo em um rompante enquanto caminhava na direção dos dois.

— Você é surdo? — Perguntou o homem de cabelos brancos, mas ao ver o semblante do bardo ficar sério, evitando fazer piadas e brincadeiras, ele enfim lhe responde. — Um lobo atacou ela.

— Oh, céus! Precisamos ajudá-la.

— Sim. Pegue a bolsa de couro, que está amarrada a Plotka. — Geralt diz enquanto põe o corpo da feiticeira no chão delicadamente, se ajoelhando ao seu lado.

E quando o bardo se aproxima do cavalo, ambos são surpreendidos por sons de galopes se aproximando e se tornando cada vez mais audíveis. Instintivamente o bruxo leva sua mão até a espada, mas logo a abaixa quando percebeu ser uma mulher envolta por uma capa preta. Ela se aproxima tomando forma entre as árvores.

— Quem está aí? — perguntou o bardo, curioso.

— Audrey. — A jovem puxa as rédeas de seu cavalo e desse agilmente. — Vim lhes ajudar. — Falou enquanto abaixava o capuz, revelando seus cabelos ruivos descerem sobre os ombros em forma de uma cascata de águas laranjas.

— O que pensa que está fazendo aqui? — Brandou Jaskier. — Deveria estar ajudando minha mãe na taberna.

— Eu senti que a minha mentora precisaria de ajuda, e estou aqui por isso. Apenas isso não precisa desconfiar querido Jaskier. -- Falou Audrey enquanto se aproximava deles.

-- Sentiu porque talvez foi você que armou isso para ela. -- Jaskier falou acusatório.- Não é mesmo Audrey?

— Olha aqui, seu paspalho…

— Já chega, vocês dois. — Interrompeu o bruxo.

Ela se aproximou de Jaskier e tentou pegar a bolsa de suas mãos, o mesmo segurava a bolsa com força impedindo ela de pegar. Mas ao ver o bruxo com um olhar ameaçador, Jaskier largou a bolsa para a ruiva.

Audrey foi abrindo a bolsa de couro, e cuidou do ferimento que havia na testa de sua mentora à feiticeira.

Jaskier observava tudo com uma ruga de dúvida em sua testa. Ele tinha motivos suficientes para não acreditar nas palavras da garota em sua frente. E ninguém poderia ousar com que ele mudasse de idéia.

Ela sempre lhe pareceu suspeita, desde quando apareceu na taverna de sua mãe, há três anos procurando um emprego. Começou como ajudante de limpeza, e agora na última semana passou a trabalhar como prostituta. Durante o tempo em que trabalhou, ele sempre notou da janela de seu quarto, que ela saía durante as madrugadas, encapuzada. Ela agia de uma forma suspeita, parecia não querer ser descoberta, mas ele sempre estava em sua cola, sempre fora desconfiado em relação à ela, e não seria agora que baixaria sua guarda e encobriria suas atitudes suspeitas.

Quando tivesse tempo, iria contar tudo para o Bruxo. M, provavelmente Geralt não iria acreditar em suas palavras e o iria magoar de novo, imaginou o bardo, tristonho. Geralt o tinha magoado muito com suas palavras ácidas e ferozes, que machucavam mais do que uma corda partida de sua viola.

Audrey se afastou de Yennefer, e Geralt a deitou mais confortável no chão sobre um pano que havia trazido junto. Ele a colocou deitada perto da árvore e Jaskier se sentou ao lado de Yennefer. Geralt conferindo que tudo estava aparentemente tranquilo, voltou a catar alguns gravetos pelo arredor de onde estavam, mantendo os olhos sobre os dois amigos, que agora dormiam serenamente.

O bruxo ascendeu uma fogueira para se esquentaram e tentar iluminar um pouco a noite totalmente escura. As folhagens altas das árvores tapavam a iluminação que a lua cedia naquela noite, não permitindo que a luz da lua passasse para iluminar o interior escuro da floresta.

Enquanto as chamas do fogo crepitavam soltando pequenas fagulhas no ar, Geralt olhou de relance mais uma vez para Yennefer que agora estava extremamente perto do bardo, deixando seu corpo se encolher para perto do mesmo que dormia recostado na árvore.

Ele decidiu não dormir aquela noite. O bruxo decide, para a segurança de todos, que ficar de guarda seria o melhor. Pois, por sua culpa ela havia se machucado e ele não queria que algo assim acontecesse ao seus outros amigos. E pensando no momento em que Yennefer foi atacada, não soube dizer o porquê baixou a guarda, esquecendo que estavam em uma floresta e que obviamente poderia surgir monstros, ladrões e outras criaturas procurando destruir o que estivesse em seu caminho.

Entretanto, apenas uma resposta surgiu em sua mente. Os jogos de sedução. Deveriam ser os efeitos que a feiticeira causava nele porque quando estavam juntos ele ficava totalmente desligado de todas as coisas ao seu redor.

Intrigado, ele devia seu olhar de Yennefer e olha de relance para a jovem que estava a alguns metros à sua frente. Afastada de tudo ela observava o céu, ou o que podia ver dele entre as copas das altas árvores. Jaskier achava ela suspeita, e Geralt não saberia dizer ao certo o porquê, mas ele confiava no bardo. Se Jaskier achava que Audrey estava escondendo algo era por que de fato estava. Ele acreditava em seu amigo, pois sentia uma enorme confiança nele. Confiança essa que não pode ser conquistada do dia para a noite e sim com o tempo. Apesar de estarem brigados, ele nunca deixaria de acreditar no bardo, que conhecera há longos anos. E esses longos anos de amizade deviam ser creditados, por mais que Geralt não quisesse. No fundo, o bruxo sempre soube que Jaskier sempre foi sincero com ele.

Geralt volta a observar a moça e percebe que a mesma passa ficar com a respiração alta falando alguma coisa em outra língua. O bruxo franze a testa, não entendendo. E com sua audição aguçada, consegue ouvir as batidas do coração de Audrey acelerarem cada vez mais. E agora além de ouvir sua respiração alta, observa o quanto de ar ela inspirava profundamente, com muita… ânsia. Desespero. Medo, talvez. Medo. Sim. Ele se levanta e caminha até a jovem que continuava nervosa, buscando todo o ar que seus pulmões conseguiam abrigar.

Audrey abraça as próprias pernas e continua a balançar falando em uma língua antiga. Geralt para alguns metros da garota quando começa a entender o que ela está falando. Melhor, o que ela está invocando. E lembrando das inúmeras línguas antigas de feitiços que aprendeu quando aluno na escola de bruxos, começou a entender claramente o que Audrey dizia, repetindo diversas vezes o pequeno parágrafo...

Língua Antiga, versada em poderes, magias e rimas antigas. Que um espírito antigo mate dois de nós. Que seja Yennefer e Geralt. E que todo o poder de Yennefer seja meu, como Tissaia me prometeu. Que todo o poder de Yennefer seja meu para que eu ascenda como minhas irmãs…

Ela continua invocando e Geralt passa a vê-la de outra maneira.

Como uma inimiga.

Porquê raios ela estava pedindo a morte deles e porquê dissera que Tissaia lhe prometeu todo o poder de Yennefer?

Afinal, se Tissaia estava querendo matar Yennefer com suas próprias mãos, porquê requisitou os serviços de Geralt?

Nada mais estava fazendo sentido, porém uma coisa estava ficando claro. Audrey não queria Geralt e Yennefer vivos. E isso, por hora, já era preocupação suficiente.


Notas Finais


E agora?
nunca gostei dessa Audrey haha.
Espero que tenhs gostado, um beijão e até o próximo capítulo♥️♥️♥️


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