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História The Witcher: O Legado dos Elfos - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Gente vamos as explicações que vão ser grandes kkkkkkk Este capítulo e o próximo são um pequeno agrado para quem shippa a Ellin e o Jaskier, mas não se preocupem que vai rolar momentos Ellin e Geralt mais para frente 😉 Eu precisei dividir o capítulo em duas partes, se não ia ficar super, hiper, mega, master, ultra, blaster gigante.
Bem, para ser sincera eu não estava planejando fazer um momento Jaskier e Ellin tão cedo novamente. Mas agradeçam a maravilhosa da @gretel2222 que escreveu o sensacional hot deles dois na gruta, e isso me inspirou demais a escrever esses dois capítulos 😍
E não esqueçam de comentar o que estão achando.
Então sem mais delongas, tenham uma boa leitura e até as notas finais ☺️

Capítulo 27 - Um Breve Momento de Prazer em Meio a Tempestade - Parte I


Fanfic / Fanfiction The Witcher: O Legado dos Elfos - Capítulo 27 - Um Breve Momento de Prazer em Meio a Tempestade - Parte I

A princesa e o bardo haviam deixado o templo de Melitele assim que os primeiros raios de sol surgiram além dos muros. Ellin acabou dando-se por vencida pela insistência de Jaskier em ir junto, pois sabia que mesmo partindo sem o trovador ele daria um jeito de segui-la. E antes por perto do que correndo risco de vida sozinho, já que provavelmente também estava sendo procurado. Nenneke fez a gentileza de ceder algumas provisões de sua horta e sua cozinha, pães de aveia e centeio, biscoitos e variadas frutas. Alimentos que não fossem perecer facilmente durante a viagem. Também presenteou Ellin com roupas novas, pois as suas haviam sido descartadas. Druíla levara a princesa até um cômodo onde guardavam em baús roupas deixadas ou esquecidas pelos que passavam pelo templo, pois as sacerdotisas só dispunham de vestidos para ceder e essas vestes não seriam úteis para a ocasião. Por sorte as vestimentas guardadas haviam sido lavadas e por tanto a Aen Seidhe não precisaria usar roupas sujas e fedorentas. Vasculhando os demasiados baús ela escolheu para si uma túnica verde musgo mais para acinzentada de tecido grosso, adornada na região do peito e bordados nas mangas e no capuz que era preso a túnica. Por fim, uma calça marrom escura justa as pernas e um cinto de couro da mesma cor que transpassou por cima da túnica. A única coisa que Ellin mantivera foi seu par de botas pretas de montaria. Arranjou uma capa para Jaskier também, pois ambos precisariam passar desapercebidos onde quer que fossem.

A elfa se despediu com pesar da arquissacerdotisa, de Iola e Druíla, agradeceu pela hospitalidade e por tudo que fizeram por ela. Cavalgaram no corcel branco da princesa por algumas consideráveis horas com velocidade razoável, para que o cavalo não se cansasse rapidamente por conta do peso extra. Quando o sol do meio dia atingiu o cume do céu, já estavam próximos ao rio Ismena. Ellin optou por fazer uma breve pausa no rio para que o corsel pudesse descansar e consequentemente reporem as águas de seus cantis e se alimentarem, pois já fazia algum tempo que tanto o estômago do bardo quanto ele reclamavam de fome. Afinal, haviam partido sem ao menos dejejuarem.

A Aen Seidhe alimentava seu animal, o bardo por sua vez dedilhava harmoniosamente as cordas de seu alaúde uma pacata e agradável melodia com sua caderneta de canções apoiada sobre a perna. A elfa chegou a conclusão que provavelmente trabalhava em uma nova balada. Mas assim que Ellin fez menção de se retirar até a margem do rio portando os cantis, Jaskier levantou-se abruptamente depositando seu alaúde no chão e a caderneta sobre o instrumento, se oferecendo para encher seus cantis como o charmoso e encantador cavalheiro que era.

Enquanto Jaskier estava realizando a tarefa, a curiosidade levou a princesa até a caderneta do bardo, a pegou em suas mãos e ao bater o olhar na página aberta seus olhos se arregalaram com o que leu. Assim que retornou, ele percebeu os olhos verdes o encarando de uma forma como se fossem devora-lo e ao notar sua caderneta nas mãos da elfa, certamente se deu conta do provável motivo. Ele apenas engoliu a própria saliva temendo por sua vida.

- Não imaginei que suas canções fossem tão belas. – Disse com sarcasmo. – Mas a que mais gostei foi esta aqui. – Começou a declamar enfatizando cada palavra. - “Sua exótica e encantadora beleza élfica não pode ser comparada as mais belas princesas do Continente. A pele alva como uma terna manhã de inverno se contrasta com seus doces lábios roseos que acalentam os meus. Pelos primeiros raios de sol do dia seus cabelos se confundem, deixando a inebriante sensação de seu toque em minha pele na penumbra de uma gruta onde somente o calor de seu corpo pode aquecer-me e o sabor de seu vale consegue saciar minha sede. Se ao acaso o destino comigo se mostrar generoso, desejo que me permita retornar aquela gruta novamente para poder me perder profundamente no verde mar de seus olhos.” – Concluiu fechando a caderneta ainda encarando o bardo como se exigisse uma explicação antes de mata-lo. – E então, meu aclamado trovador do Continente, tem algo a me dizer sobre isso? – Balançou a caderneta.

- Seria tarde demais para implorar por minha vida? – Perguntou vendo-se sem saída.

Ellin permanecia o fuzilando com o olhar.

- Eu devia lhe matar por isso. – Bufou dizendo seriamente. E Jaskier só conseguia permanecer petrificado no lugar a encarando de forma preocupada. – Agradeça a todos os deuses por seus versos terem me tocado. – Concluiu jogando desavisadamente a caderneta de volta para o bardo, que a pegou por impulso.

A expressão de Jaskier passou de aflita para surpresa em questão de apenas um piscar de olhos. Mas que logo fez brotar um sorriso de satisfação em seu semblante.

- Não tem ideia de como essas palavras me contentam.

- Mas juro por todos os deuses que se eu ouvir esses versos serem proferidos por outra boca eu não responderei por mim. – Alertou ela seriamente.

- Não se preocupe quanto a isso minha bela. – Tentou apaziguar o ambiente.

- Assim como não precisaria me preocupar antes. – A elfa rebateu semicerrando os olhos deixando o bardo um tanto quanto encabulado.

Jaskier então abriu sua caderneta na página onde estavam escritos tais versos, com um sorriso no canto dos lábios e um leve suspiro rasgou a página e fechou a caderneta. Por sua vez, Ellin observava sem entender qual o motivo daquilo. O bardo então dobrou cuidadosamente o pedaço de papel e o estendeu a ela.

- Considere como um presente. E assim, também não precisará se preocupar que caia em mãos erradas.

A elfa o encarou curiosa por um breve momento.

- Mas é a sua canção... Não posso aceitar. – Rebateu ela.

- Não, minha bela. É a nossa canção. – Concluiu com satisfação na voz.

Obviamente a princesa não sabia o que responder, não esperava tais palavras do bardo. Ela apenas esticou a mão e pegou o pedaço de papel dobrado das mãos de Jaskier, observou curiosa por alguns segundos e o guardou no bolso de sua túnica. Ao voltar seu olhar para ele, notou que a fitava com um sorriso no canto dos lábios. Mas tirando esse quase incidente por descuido dele, o assunto a respeito da profecia o preocupava de certa forma. Era um tanto perturbador saber que o destino seria capaz de ser friamente cruel com aquela bela Aen Seidhe.

- Imagino que não queira falar sobre isso, mas... Bem, talvez possa tentar fazer algo a respeito. Eu não sei, tentar impedir que essa profecia se concretize de alguma forma. – Sugeriu Jaskier.

- Acha que já não teria tentado fazer algo a respeito se soubesse como e quando irei perecer? Tentaria evitar de alguma forma mesmo sabendo que é praticamente impossível. Mas estou em alto mar cercada por uma densa névoa. Somente Iola sabe o que me acontecerá... E tem razão, não quero falar sobre isso. E sob nenhuma circunstância quero que conte a Geralt. Ele não precisa saber, pelo menos não por enquanto. Se ele descobrir, quero que seja unicamente através de minha boca.

Jaskier podia ser muitas coisas, mas não era tolo. Sabia nitidamente o motivo da elfa tentar a todo custo esconder tal informação do riviano. A princesa nutria pelo bruxo o mesmo sentimento que ele por ela e isso era algo que já não conseguia mais esconder. E de alguma forma ela tinha receio que ele soubesse de seu implacável destino após ambos terem se envolvido com tamanha intensidade.

- Geralt passou praticamente todos os dias ao seu lado enquanto estava desacordada. Está nítido no semblante dele o quanto se importa com você.

Porém, as palavras do bardo que deveriam de alguma forma acalentar seu ser, só fizeram com que ela se sentisse ainda mais culpada por ter se deixado sucumbir a esse sentimento e se envolver com alguém que sabia que o destino não permitiria que ficassem juntos. Não queria de forma alguma que Geralt desse sua própria vida por ela, que já possuía seu destino selado. A elfa chegou a conclusão em seu íntimo que o melhor a se fazer, por mais que a doesse, fosse dar um basta no que havia entre eles. Talvez ainda houvesse tempo de voltar atrás. Mas tinha perfeita ciência que seria algo torturante para ela. Obviamente o bardo acabou se dando conta o quanto aquelas palavras que proferiu atingiram pesadamente o ser de Ellin.

- Me perdoe princesa, não imaginei que...

- Está tudo bem... Não é sua culpa. É o destino... – Desta vez sua voz soou mais embargada, como se aquelas palavras machucassem sua garganta ao serem ditas. Como se de alguma forma ela procurasse um meio de se conformar com a situação.


(...)


O silêncio acabou por recair totalmente sobre ambos enquanto saciavam sua fome com o que haviam trazido consigo. Jaskier ainda se sentia culpado por ter tocado em um assunto tão frágil para ela. Mas queria a todo custo quebrar aquele sufocante silêncio para fazê-la se esquecer novamente, ao menos por enquanto.

- Sabe, nunca ouvi chamar seu majestoso corcel pelo nome. – Declarou quebrando por fim ao silêncio torturante, vendo a elfa acariciar ternamente a crina sedosa de seu cavalo branco.

- Bem, talvez por que ele não tenha um. – Disse sem cessar as carícias.

O bardo se mostrou um tanto quanto surpreso diante do que acabara de ouvir.

- É sério? – Perguntou com ambas as sobrancelhas elevadas.

- É... Qual a gravidade disso? – Questionou sem entender o motivo do espanto dele.

- Nenhuma... É que geralmente todo mundo dá nome a seus cavalos como uma forma de afeto.

- Eu não sou todo mundo, Jaskier. – Ironizou.

- Bem...

- Mas talvez tenha razão. – A elfa interrompeu o bardo. – Já está na hora de dar um nome a ele. – Acariciou o focinho e o cavalo soltou um relinche como uma forma de resposta.

- Viu, até ele gostou da ideia. – Conclui Jaskier sorrindo satisfeito. – E já tenho um perfeito. "Tempestade de Inverno". – Declarou abrindo os braços com os olhos cintilando.

- Não acha que é um nome muito comprido para um cavalo? – Indagou arqueando a sobrancelha.

- Talvez tenha razão... – Concluiu coçando o queixo pensativo. – E parando para pensar não soa tão bem assim. Que tal "Fantasma"?

A elfa o encarou com os olhos semicerrados demonstrando nenhum apreço por tal nome.

- Não vou nem comentar... – Mas sua expressão mudou em um piscar de olhos. – Já sei. Será Aark. – Disse convicta.

- Aark? “Campo de gelo” em élfico?

Ellin assentiu com a cabeça.

- Ahhhh sim, bem pensado. Faz todo o sentido. Mas ainda acho Fantasma bem mais ameaçador.

Ellin revirou os olhos com a preferência do bardo.

- O cavalo é meu ou seu? – Questionou bufando.

- Está bem, está bem. Não está mais aqui quem falou... – Jaskier balançou as mãos em sinal de defesa. – Até que Aark não soa tão estranho assim quando você começa a pronunciar mais vezes. – Concluiu ele fazendo a princesa revirar os olhos mais uma vez.

- E então? O que achou? – Ela perguntou ao corsel, que soltou outro relinche balançando a cabeça. – Viu, ele gostou. – Disse com um sorriso de satisfação.

- Para mim está parecendo bem o contrário... – Sussurrou consigo mesmo. Obviamente Ellin ouviu, mas preferiu dar de ombros com o resmungo do bardo do que ficar discutindo. Afinal, a última palavra era dela e isso bastava. – E quanto ao seu nome? – Perguntou ele curioso.

- O que tem? – A elfa questionou sem entender a qual ponto o bardo queria chegar. Mas logo semicerrou os olhos para ele suspeitando que faria alguma graça. – Se fizer piada com meu nome juro que quebro seus dentes perfeitos. – Rosnou seriamente.

- Acalme-se minha bela. Não é nada do que está pensando. – Jaskier se defendeu balançando as mãos novamente afrente do corpo enquanto sorria meio encabulado. – Apenas tenho curiosidade em saber o significado.

O semblante da princesa logo passou para surpresa com a declaração dele.

- Oh... Era isso? – Se sentiu um tanto tola por ter ameaçado Jaskier desnecessariamente. – Bem... – Sentou-se na grama antes de continuar. O bardo por sua vez não esperou um convite formal para se juntar a ela. – Na verdade meu nome é Ellinfirwen.

Ele arregalou os olhos um tanto quanto espantado.

- Desculpe, como?

A princesa não conseguiu conter um riso pelo canto dos lábios com a expressão de Jaskier.

- Ellin... Fir... Wen... – Pronunciou pausadamente para que ele pudesse entender. – Ellin é apenas uma contração, como um apelido. Mas que eu utilizo como se fosse meu nome. É assim que sou conhecida pela grande maioria.

- Bem, faz todo sentido já que Ellin...firwen... – Pronunciou com certa dificuldade. – É bem fácil de se enrolar a língua.

- Engraçado que Julian Alfred Pankratz me soa muito mais como um trava línguas. – Sorriu ironicamente fazendo o bardo soltar um abafado riso.

- Está bem, acho que mereci essa. Mas tem que admitir que é um nome extremamente pomposo. – Se vangloriou.

- Faz jus ao tamanho de seu ego. – Riu e Jaskier fez uma careta. - Mas parando para pensar, há muitos de meu povo que pensam que Ellin é realmente meu nome. – Concluiu apoiando o queixo sobre a mão. – Mas enfim, Ellinfirwen significa “carvalho branco”.

- É um significado deveras belo, mas não existem carvalhos brancos. Ou existem?

- Para sua informação existem sim carvalhos brancos, mas suas folhas não são brancas.

- Está me deixando confuso. Sou um especialista nas sete artes liberais, e muitas beldades dizem que na arte do prazer também, mas não em botânica.

A elfa revirou os olhos com a declaração do bardo, teria que praticamente desenhar para ele.

- Carvalho branco é somente o nome para um dos variados tipos de carvalho.

- Ahhhhh sim. Podia ter dito isso antes.

- Se você me deixasse terminar pelo menos... Mas na realidade o significado de meu nome não está ligado diretamente ao nome da árvore. E sim porque nasci no começo da época do inverno e porque o brasão de minha família é um carvalho. E Julian Alfred Pankratz? Por acaso possuí algum significado profundo?

- Se possui, minha mãezinha nunca se deu ao trabalho de me dizer. – Concluiu ele em tom de ironia.

Ambos riram em uníssono, mas logo permaneceram em silêncio apenas se fitando. Jaskier não resistiu aqueles belos olhos verdes que o observavam e involuntariamente acabou roubando-lhe um beijo, repousando suavemente a mão sobre a bochecha da elfa. Mas se afligiu ao se dar conta do que havia feito. Por sua vez a Aen Seidhe aparentemente ficou sem reação pela atitude do bardo, pois desta vez foi ela quem fora pega desprevenida.

- Me perdoe... Juro por todos os deuses que não queria... – Tentava se explicar entre os gaguejos como uma criança que havia feito algo errado temendo ser severamente punido.

- Se acalme. – Ellin interrompeu o bardo. – Não irei lhe matar por isso. Apesar de que merecia por ter escrito uma canção sobre nosso momento na gruta quando deixei claro para não fazê-lo. – Concluiu com um sorriso pelo canto dos lábios vendo a expressão de Jaskier passar de aflita para surpresa.

- Sei que a desrespeitei ignorando seu pedido e peço perdão por isto novamente. Mas lhe prometo que estes versos não sairão de meus pensamentos. Só desejava uma recordação de ti e de seus olhos e lábios irresistíveis. Mas achei que não queria mais...

- Jaskier. – A princesa o interrompeu novamente. - O fato de não querer que saia espalhando por todo o Continente é algo totalmente distinto, tem que aprender a diferenciar as coisas.

- Bem, eu pensei...

Foi então que Ellin calou o bardo tomando brevemente seus lábios para si, retribuindo ternamente o primeiro beijo. Era incrível como os lábios de Jaskier provocavam nela uma extrema sensação de calmaria naquelas horas. Tudo nele era como uma doce melodia que acalentava seus temores e receios naquele momento em que só havia preocupação e dor em seu interior.

- Eu já disse que você fala demais? – Questionou acariciando afavelmente a pele branda do rosto do bardo.

- O tempo todo. – Sorriu pelo canto dos lábios depositando um casto beijo nos lábios da elfa enquanto alisava seus fios loiros.

- Nunca pensei que diria isso, mas até que alguns humanos são charmosamente encantadores quando não estão se achando os seres superiores. E alguns poucos ainda puros. – Se lembrou de Mikel, o garoto do vilarejo de Ghilskam a quem ajudara Geralt a salvar e que lembrava em muitos aspectos seu pequeno irmão.

- Espero que consiga mudar por completo sua visão sobre nós. – Disse sorrindo.

A princesa retribuiu o sorriso.

- Que tal uma partida de Gwent? – Desafiou ela com o cenho elevado.

- Está tão disposta assim a perder minha cara Ellin... Firwen? – Provocou Jaskier pronunciando o nome ainda com certa dificuldade, mas menos que antes.

- Não estou nem um pouco disposta a perder hoje. – Rebateu sorrindo determinada.

- Então que tal deixarmos esta jogatina mais interessante? Uma aposta. Se eu ganhar nos banharemos juntos no rio. – Sugeriu ele já com um olhar sedutoramente tentador.

Mesmo que Jaskier quisesse aproveitar aquele momento para ter uma nova chance de prazer com ela, queria ao mesmo tempo levantar-lhe o ânimo de alguma forma. Aproveitar aquela oportunidade para fazê-la esquecer nem que por um breve momento suas angústias. E o que estivesse ao seu alcance naquele momento, certamente ele faria.

- Você não é nada tolo. – Concluiu ela com seu sorriso intacto. – Mas tudo bem, eu aceito seu desafio. Porém se eu ganhar, você se banhara sozinho no rio e terá de caçar e cozinhar a refeição.

- Isso não me soa muito justo. Além do mais já temos comida o suficiente. – Resmungou o bardo fazendo uma careta de desaprovação.

- Pão e frutas não nos alimentarão, Jaskier. E é pegar ou largar.

- Tudo bem, desafio aceito. Depois não adianta reclamar minha bela princesa.

- Não terei do que reclamar quando você perder vergonhosamente.

Jaskier então foi buscar seu baralho na bolsa. A partida fora um tanto acirrada, pelo menos foi o que ele deixou parecer, pois até o último instante Ellin estava convicta que venceria, porém se esqueceu que além de estar jogando com um dos melhores jogadores de Gwent do Continente, consequentemente estava jogando com um dos mais trapaceiros. Mesmo estando um tanto frustrada por ter perdido, ainda sim não se surpreendeu, pois já estava acostumada a perder para o bardo no jogo. Mas claramente a elfa não quis se dar por vencida tão facilmente, exigiu mais uma partida para poder dar a Jaskier o devido troco que merecia, mas obviamente só serviu para que ela se frustrasse ainda mais depois de perder novamente.


Notas Finais


Só digo uma coisa. Aguardem o próximo capítulo 😏😏😏

Aproveitando o clima aqui kkkkkkk Deixo com vós este cover da maravilhosa canção Wolven Storm que a Priscilla canta em The Witcher Wild Hunt. Amo demais essa música, principalmente a versão português. ♥️♥️♥️

https://youtu.be/hrXy6LrvQt4


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