História The Witches Coven - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - A Sereia - Parte: 1


Mais uma caçada bem sucedida, seguida de mais uma discussão com os colegas e mais dor de cabeça, essa era a atual situação de Phill naquele momento.

 

Phill era um homem pacato, um marido dito exemplar e pai de dois meninos, também era o dono da loja de artigos para caça mais famosa da cidade e também era o responsável por contrabandear armas para os grandes criminosos, gângsters e chefes da máfia local, uma vida dupla e perigosa. Noites de caçadas fora de temporada era o hobbie favorito de Phill, que sentia a adrenalina correr em suas veias com mais intensidade do que quando se entupia de whisky e chegava em casa alterado, esperando ouvir mais reclamações da sua mulher, mas ela já começava a não reclamar mais com ele e isso o irritava muito.

 

Ser um alcoólatra era o que fazia as discussões com seus amigos e familiares serem mais frequentes e, com o passar do tempo, mais violentas, Phill não conseguia controlar, a bebida o acalmava, o fazia esquecer de tudo, mas acabava transformando-o em um monstro, entretanto, ele não se importava com as reclamações, pelo contrário, gostava de sofrer pressão psicológica, isso o fazia beber mais e mais. Os gritos de alerta, os xingamentos... Tudo o fazia ficar com mais e mais vontade de devorar garrafas de bebidas até que perdesse totalmente a sanidade.

 

E naquela noite não fora diferente.

 

Cambaleando entre as árvores, entre um gole e outro de se cantil entupido de bebida, o homem praguejava contra seus amigos, que o expulsaram do acampamento simplesmente porque Phill queria matar mais e mais animais, que se escondiam na imensidão escurecida da floresta.

 

-Bando de merdinhas, filhos da puta- ele soluçava, parecendo um marinheiro bêbado e se apoiava nas árvores próximas- eles vão se ver comigo qualquer dia desses... Se ao menos o Chad estivesse aqui...- ele se referia ao amigo que desaparecera algumas semanas atrás, naquela mesma floresta.

 

Continuou sua caminhada tonta até que avistou uma pálida luz vinda de uma clareira à sua frente, curioso e sob o efeito da bebida, Phill foi na direção da luz até que se deparou com uma visão encantadora. O enorme lago local, iluminado pela luz da lua cheia, reluzia como prata polida, as estrelas refletiam na superfície, salpicadas como açúcar em uma daqueles sonhos da padaria, alguns barcos estavam atracados nas margens próximas e não havia sinal de nenhuma movimentação próxima, o que o fez bufar irritado.

 

-Perda de tempo...- ele se virou para ir embora, mas uma ideia diabólica surgiu em sua cabeça. 

 

Foi na direção dos barcos, prontos para empurrá-los para o meio do lago -uma pequena brincadeira boba- quando viu uma movimentação na água, achou que talvez fosse um peixe, mas assim que viu uma cabeça humana emergir, tratou de se esconder atrás de uns arbustos, observando enquanto seja lá o que aquilo fosse se aproximava do píer, estendendo os braços e agarrando a superfície de madeira do píer, subindo no mesmo e sentando-se lá. Phill ficou observando aquilo, achando que seria algum nadador noturno, sacou uma faca de lâmina serrilhada, pronto para assustá-lo, quando percebeu que não se tratava de um homem, mas sim de uma mulher.

 

Semicerrou os olhos e constatou que, pelas curvas, se tratava de uma mulher jovem com longos cabelos negros que recaíam sobre o corpo, tapando-lhe os seios, provavelmente desnudos, ao olhar para suas pernas -que Phill julgou estarem bem juntas- o homem notou um grande emaranhado de algas em seus pés.

 

A moça soltou um longo suspiro e encarou a lua, começando a cantar uma melodia que hipnotizou Phill por completo. Tomado pela ganância e pela luxúria que sentia naquele momento, Phill largou sua faca, pensando em cortejar a garota, que continuava a cantarolar sua melodia, a medida que se aproximava, parecia que sua presença era notada e quando estava a apenas meio metro de distância, a moça se virou e o encarou um tanto assustada, Phill teve a sanidade tomada quando encarou os belos olhos verde-água da garota, que se afastou um pouco assustada, Phill engoliu em seco e esticou a mão, se aproximando da jovem.

 

-D-desculpe... Eu não queria assustá-la...- ele sorriu sem graça- a sua voz... Ela é muito bonita.

 

A garota abriu um sorriso de lado.

 

-Oh, obrigada...- ela desviou o olhar- o que faz aqui nesse horário, senhor? 

 

-Primeiro, me chame de Phill- ele riu pelo nariz e se ajoelhou, ficando na mesma altura que a jovem- e eu estava caçando...

 

-Oh...- a garota o encarou sorridente- mas Phill... A floresta é bem escura e perigosa nesse horário, sabia?- ela se aproximou e segurou o rosto dele com as duas mãos- o que te trouxe aqui?

 

Como se tomado por um transe, Phill começa a contar seus motivos de irem até ali:

 

-Eu e meus amigos estávamos caçando, quando aqueles merdinhas disseram que eu deveria maneirar na bebida... 

 

A jovem desfez o sorriso.

 

-Bebida hein... E o que mais essa bebida te faz fazer, hein Phill?- a jovem levantava as pernas, que agora revelavam ser uma enorme cauda cheia de escamas verdes e cintilantes, Phill agora já não tinha mais controle sobre seu corpo e continuava falando tudo o que estava em sua cabeça.

 

-Ela me faz sentir bem... Faz minha mulher gritar comigo... Mas ela não grita mais... Então eu bato nela... meus filhos choram alto e... eu fico feliz com isso... Meus amigos me mandam parar... Mas eu não consigo... Só quero... Beber...

 

A sereia fechou os olhos e suspirou fundo. Um vento forte açoitou a florestas, fazendo as árvores farfalharem, Phill estava totalmente tomado pela beleza da jovem e agora sua mente era um espaço completamente vazio.

 

-Phill... Você é um homem mau... e homens maus...- ela abriu os olhos que agora estavam totalmente brancos e suas voz começou a se distorcer- merecem... MORRER!

 

Quando Phill sequer pensou em correr, já estava nas profundezas do lago escuro, encarando a criatura mais horrorosa que já vira em sua vida, não era mais a bela moça, mas sim uma criatura totalmente aterrorizante, a pele, antes branca como a lua, estava escura e com aspecto de murcha, os olhos agora estavam totalmente brancos, suas delicadas mãos agora eram garras enormes, seus cabelos antes sedosos e brilhantes se transformaram em um emaranhado escuro e sua boca era repleta de dentes brancos pontiagudos e manchados com alguma coisa vermelha escura.

 

A última coisa que Phill sentiu foram as garras do monstro o partindo ao meio, depois, só escuridão.

 

............

 

-Wow, mais um!- Lis exclamou enquanto encarava a televisão, o jornal local relatava a misteriosa morte do dono da loja de artigos para caça em um lago muito utilizado para a temporada de pesca na cidade- Pai, isso tem alguma coisa a ver com o Monstro do Lago Ness?

 

Era uma manhã de sexta feira como outra qualquer, a família toda assistia a televisão enquanto tomavam seu café da manhã, esperando dar o horário de irem para a vida cotidiana.

 

-Deixa de falar besteira Lis! É claro que isso é um peixe-leão!- Newt, seu irmão mais novo, exclamou enquanto devorava sua tigela de cereal, os cabelos loiros, um pouco mais escuros que os de Lis estavam muito bagunçados e seus olhos claros não desgrudavam do video-game que estava jogando- Estamos muito longe da Escócia! Não é pai?

 

-Sim Newt, estamos muito longe da Escócia... E outra- o homem abaixou o jornal e encarou os dois filhos, sorridente, sua semelhança com Lis era notória, os mesmos cabelos loiros -que agora se tornavam grisalhos- e olhos claros, as únicas coisas que os diferenciavam eram a grande barba, também grisalha e a estatura gigantesca, podendo ser facilmente confundido com um pé grande ou Yeti- a espécie que habita o Lago Ness só se alimenta de peixes e algas, não come gente nem nada, mas acho que existe uma espécie na Austrália ou Nova Zelândia que gosta de carne humana e...

 

-Walt! Está assustando o Raph!- Elanie protestou apontando para Raph, que sentava-se ao lado de Lis. Elanie e Lis quase não se pareciam muito, a cor original do cabelo dela era um mistério, já que costumava platiná-lo constantemente, e seus olhos eram de um castanho claro e brilhante.

 

-Não se preocupe, tia Elanie, eu estou começando a me acostumar com tudo isso...- Raph respondeu soltando uma risadinha. Fazia alguns dias que morava com a família de Lis e fazia de tudo para ajudá-los no que fosse, seus pais o deixaram uma boa quantia em dinheiro que serviria para pagar os estudos e ajudar nas despesas.

 

-É mãe! Tá tranquilo!- Lis apertou a bochecha de Raph carinhosamente- Nossa girafa aí está aprendendo tudo o que precisa saber sobre o nosso mundo.

 

Elanie semicerrou os olhos castanhos, mesmo aprovando a ideia de Raph viver ali com eles, ela com certeza ainda cismava com o jovem Clérigo.

 

-Pai, vai que seja uma sereia?- River indagou, tomando um generoso gole de sua caneca de café com leite- um peixe-leão destroçaria ele por completo e não teria força ou mandíbula suficiente para partir o cara em dois e não deixar nenhum rastro ou gota de sangue no lago!

 

Walt se voltou para encarar o filho.

 

-River, sereias só existem em água salgada... São filhas de alguma entidade que as criou para proteger os oceanos...

 

-São amigas nossas- Lis cutucou Raph com o cotovelo- Também são consideradas mulheres amaldiçoadas, mas, diferente das bruxas, sereias não ficaram tão mal na fita como nós. As sereias Corrompidas tem punição mais severa e poucas vezes são vistas nos oceanos, a maioria está nos oceanos das regiões frias e isoladas.

 

Raph assentiu, indicando que havia entendido.

 

Quando chegou o horário de todos saírem, a campainha tocou.

 

-Visitas? Mas já?- Elanie atendeu a porta e se deparou com uma mulher alta, pele bronzeada, cabelos negros cortados bem curtos, sobrancelha direita cortada e um pesado casaco de couro- Francine?! 

 

Lis conhecia Francine, já havia a visto na escola algumas vezes, mas não sabia de quem ela era mãe e também nunca se importou em saber.

 

-Oi... Elanie... Eu sei que é meio cedo, mas podemos conversar?- Francine coçou a nuca, parecia apreensiva- Shell e eu... Estamos com pequenos problemas...

 

Elanie suspirou e encarou o resto da família.

 

-Crianças, vão indo na frente, eu e seu pai precisamos resolver alguns assuntos- ela depositou um beijo na bochecha dos filhos e de Raph e os conduziu até a porta, onde todos cumprimentaram Francine e foram caminhando em direção a escola.

 

...........

 

Assim que colocaram os pés na escola, Lis e Raph finalmente puderam conversar sobre o acontecido da noite anterior, já que esse era o assunto que todos comentavam nos corredores.

 

-Eu acho que me lembro um pouco desse Phill- Lis rosnou- meu pai e ele tiveram problemas uma vez...

 

-Problemas?- Raph perguntou enquanto fechava a porta do seu armário- que tipo de problemas?

 

-O do tipo de você apontar um rifle na minha cabeça e eu entortá-lo, sabe?- Lis suspirou e Raph ergueu uma sobrancelha- não entendeu né? Certo, presta bastante atenção, meu pai trabalha no zoológico da cidade, o trabalho dele é bem simples, catalogar todos os animais que entram e saem de lá...

 

-Beleza, mas o que Phill tem a ver com isso?- Raph cruzou os braços e se recostou no armário.

 

-Bom, meu pai um dia estava ajudando na transferência de um bando de fênix...

 

-FÊNIX?!- Raph soltou um grito estridente e acabou levando um soco de Lis, todos se viraram para olhar.

 

-Fala mais baixo seu fodido! Puta merda viu?! Vai se foder você e esse megafone que tá enfiado na sua garganta!- Lis esbravejou e encarou o resto dos estudantes- estão olhando o que?! Não tem revista pornô aqui não, chispem!- todos os outros estudantes voltaram a conversar normalmente.

 

Raph abaixou a cabeça envergonhado, efregando o soco que levara na bochecha.

 

-Desculpa... pode continuar...

 

Lis bufou irritada.

 

-Eu deveria te expulsar lá de casa... Sim, fênix, meu pai é criptozoologo. Existe uma área no zoológico que expõe apenas o lado considerado sobrenatural e ele trabalha exclusivamente nela, um dia, ele estava fiscalizando a transferência de um bando de Fênix, quando ele percebeu que faltava uma. Ele e o pessoal foram procurar, óbvio, e a acharam no acampanento de Phill, confiscaram a fênix e Phill parecia estar um pouco alterado, sacou um rifle e apontou pro meio dos olhos do meu pai.

 

-Credo- Raph comentou olhando pros lados- o que acontece com pessoas que fazem isso?

 

-Bom, a memória delas é apagada... Isto é, se você não estiver dentro dos esquemas do nosso mundo, caso você aponte um rifle pra cabeça do meu pai e o xingue... Bem...- Lis coçou a nuca- Phill tinha o nariz e a mandíbula um pouco tortos e também usava algumas próteses né?

 

Raph arregalou os olhos.

 

-Santo Cristo Lis! Não me diga que o seu pai- Lis interrompeu, erguendo um dedo.

 

-Um soco... Apenas um soco na cara do cuzão foi o suficiente para apagar parte da memória dele e deformar a cara dele todinha... Ainda bem que isso foi atribuído a um ataque de urso.

 

-Grande diferença- Raph olhou no relógio de pulso e em seguida para os corredores- Melhor irmos, a aula vai começar daqui a pouco e...

 

-Com licença?- uma voz suave e melódica soou às costas de Raph- vocês por acaso são Lis e Raph?

 

A dupla se virou para encarar um garoto um pouco baixinho demais para estar no Ensino Médio, tinha a pele levemente bronzeada, cabelos negros tingidos de verde rapados dos lados e terminado em uma franja muito bem equilibrada sobre o olho direito, olhos verde-água e um piercing prateado no septo.

 

-Quem quer saber?- Lis era mesmo uma garota muito bruta, o garoto sorriu, revelando um fileira de dentes brancos e brilhantes.

 

-Meu nome é Danny McEmmy, eu sou o filho da Francine- ele estendeu a mão- é um prazer conhecê-los... 

 

Raph, ainda receoso, foi o primeiro a apertar a mão dele, mas ao chegar na vez de Lis, Danny fez uma pergunta um tanto bizarra.

 

-Poderia levantar sua saia um pouquinho?- Lis fez uma expressão de surpresa- não se preocupe, eu só preciso confirmar uma coisa.

 

Meio hesitante, Lis ergueu um pouco a longa saia azul-cobalto que usava, mostrando as pernas e as botas marrons de salto da Gucci que usava, Danny analisou suas pernas com atenção.

 

-Bem torneadas, equilíbrio perfeito com o salto, levantamento do quadril em um ângulo favorável e, acima de tudo, joelhos espetaculares, mas tem algimas cicatrizes pequenas... Ah nada como uma meia calça escura para cobrir isso- Danny encarou Lis sorrindo- Escuta, eu não venho muito aqui, pois sou do clube de dança e constantemente estamos em alguns campeonatos regionais, você gostaria de se reunir comigo no final do dia para conversarmos sobre...

 

-Eu não quero- Lis cruzou os braços- não sou muito chegada em dança...

 

Danny assentiu mansamente.

 

-Bom... podemos conversar sobre outro assunto de seu interesse...- o tom dele era mais sombrio- sobre... a sereia do lago, a morte de Phill e de como seu pai vai ser a próxima vítima.



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