História The Wolf and The Bull - Capítulo 15


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Daenerys Targaryen, Gendry, Jon Snow, Personagens Originais, Sansa Stark
Tags Arya Stark, Game Of Thrones, Gendry, Gendrya, Joe Dempsie, Maisie Williams
Visualizações 131
Palavras 2.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente! Sério, vocês não imaginam como foi difícil publicar esse capítulo antes que completassem sete dias! Minha semana está meio corrida, mas felizmente eu consegui terminar de revisa-lo. Fiz o melhor que pude, espero valer a pena. ♡

Capítulo 15 - The Wall


Fanfic / Fanfiction The Wolf and The Bull - Capítulo 15 - The Wall

“Cada ferida é uma lição, e cada lição nos torna melhores.” Syrio Forel (As Crônicas de Gelo e Fogo - Game of Thrones)

 

Naquela tarde o tempo encontrava-se nublado. As inúmeras pessoas andavam pelas ruas buscando e correndo atrás de seus afazeres, todos eles preocupados com suas próprias vidas. Notava-se claramente que Porto Real era uma cidade ainda mais escoada do que Winterfell.

Arya permanecia sentada sobre a cadeira de madeira próxima a forja, batendo freneticamente seus dedos sobre a pequena mesinha ao seu lado, enquanto mordia sua bochecha interna, pensativa. Seus olhos observavam curiosamente o ferreiro que trabalhava ali. Gendry não a olhou em nenhum momento, e ela não compreendia se era porque ele estava ocupado demais com seu trabalho, ou porque estava chateado com algo, ou com ela.

Não ousaria atrapalha-lo, a vergonha falava mais alto, e sabia também que Gendry nunca gostava que o atrapalhasse quando estava concentrado em seus afazeres.

O touro passava suas últimas horas do dia trabalhando. Além de que, tinha muitas armas e armaduras para concertar, e era sempre bom adiantar seus afazeres. Daewron o ajudava vez ou outra, já que o grisalho era também um dos ferreiros em que o Rei Jon mais confiava. Porém, o trabalho pesado sempre sobrava para Gendry. Helena o “ajudava” trazendo comida vezes ao dia, mas sempre saia ignorando-o totalmente, e com toda razão. No entanto, ele não se importava com a garota Mormont, nem se quer conseguira se convencer que talvez tenha sido grosseiro demais, ou que devia um pedido de desculpas a ela.

Arya odiava toda essa neurose que tomava conta de seus pensamentos, e principalmente sentimentos. Sabia que essas sensações aconteciam somente dá parte dela, já que Gendry demonstrava estar normal diante dela, nem se quer comentou sobre o beijo que trocaram na noite do banquete. Nada daquilo parecia significar algo para ele. Então, por que ela deveria se importar tanto?

A Stark suspirou ajeitando a saia do vestido que ainda usava, observando a Agulha que dessa vez, estava presa sobre si. No entanto, sua atenção fora tirada de si no instante em que a garota de cabelos louros adentrou na forja. Arya imediatamente se recordou dela, no instante em que a viu.

Helena lhe lançou um sorriso reluzente antes de deixar a bandeja de prata sobre a mesa e retirar-se da forja com passos lentos e ao mesmo tempo, pesados. A Stark percebeu no mesmo instante a faísca de falsidade que refletia nos olhos dela. Já fazia dias que Arya controlava sua vontade de seguir o impulso que a fazia querer arrancar com sua Agulha, toda a pele do rostinho angelical daquela loira sem sal. Helena mostrava-se ser muito mais metida e irritante do que Sansa, Daenerys, ou todas as princesas e ladys que já conheceu.

— O que faz aqui sozinha, milady? — uma voz masculina lhe retirou de seus pensamentos. Os olhos cinza tempestuosos dirigiram-se fitando a figura do velho senhor parado a sua frente. Daewron fitava a garota com um sorriso tímido e cansado, enquanto a analisava com curiosidade. — Vocês não estão mais se falando? Por acaso brigaram? — o grisalho voltou a perguntar, observando o rosto apreensivo da jovem menina.

— Não. Mas ele parece estar chateado com algo.

— E como você saberá se não for falar com ele? — Daewron a encorajou com um sorriso calmo.

— Não, pois eu tenho coisas muito mais importantes para me preocupar.  — ela respondeu, observando o homem a sua frente fitá-la com um olhar apreensivo. — Agora que meu irmão é o rei e o mundo está em paz, eu poderei finalmente me juntar aos Patrulheiros da Noite, na Muralha.

— O que você disse? — dessa vez quem se pronunciou foi Gendry, tomando para si e atenção de Arya e Daewron.

— Que Jon é o rei agora... — ela repetiu. Daewron apenas retirou-se da forja deixando os jovens sozinhos com seus assuntos.

— Não estou me referindo a isso. — ele deixou seu martelo de lado, aproximando-se da Stark que agora também se mantinha em pé. — Como assim você vai para a Muralha? — o garoto indagou, fitando-a com um semblante entristecido.

— Isso foi uma decisão que eu acabei de tomar. Meu sonho sempre foi ser uma lutadora, e me juntar aos Corvos Negros, junto ao meu irmão. — Arya explicou calmamente. — E agora que Jon não é mais um deles, a Muralha precisa de mais homens bons, como eu.

— Mas você não é um homem. — o rapaz respondeu, deixando-a pensativa com aquela contestação.

— Você entendeu o que eu quis dizer. — ela respondeu simplesmente. Sabia que não era permitido a entrada de mulheres na Muralha, mas não se importava, ela sabia que lutava muito melhor do que muitos homens por ai, e poderia ser uma ajuda aos Patrulheiros, como um dia seu irmão foi. Sem contar com o fato de que, quase toda a sua vida fora confundida com um garoto.

— Você está ficando louca se acha que eu deixarei você partir. — ele retrucou, contradizendo-a com seu jeito relutante.

— Você não pode me impedir. — aquilo fora tudo o que Arya conseguiu pensar em dizer, e pode observar o semblante entristecido ser imediatamente substituído por uma expressão séria. “Irritação” era o que se passava no olhar dele.

Gendry passou um de seus braços pela cintura dela, conduzindo-a pela forja, mesmo com a relutância dela, continuou obrigando-a a acompanha-lo. Levou-a em direção ao ponto mais profundo daquele ambiente, indo para o mais distante das pessoas que passavam pelas ruas.

— Eu tenho certeza que seu irmão não irá permitir, e nem a sua irmã! — disse ele observando-a com um olhar irritado.

— Eu sempre sei como convencer o Jon. — ela insistiu. — E eu sei que ele não me impediria de ir.

Gendry suspirou passando a mão sobre seu rosto, tentando manter-se calmo, nem ele mesmo compreendia como aquela garota conseguia tira-lo do sério em poucos minutos de conversa. O silencio tomou conta do ambiente em poucos segundos. Ele não tentou refuta-la, pois sabia que era inútil tentar discutir com Arya.

— Eu não quero que você vá... — ele disse em um tom baixo, mais para si mesmo do que para ela. Porém, os ouvidos atentos da loba captaram perfeitamente aquelas palavras, e ela não deixou passarem despercebidas.

— Por quê?

Aquela pergunta o fez ser tomado novamente pelo silencio constrangedor. Ele não sabia como responder aquela questão que ela indagava. Gendry engoliu em seco seu orgulho, antes de responder a garota que olhava com um olhar apreensivo.

— Eu passei meses procurando por você, foi uma tortura... Não consigo me imaginar longe de você novamente.

Ela corou levemente com aquela frase. Aquelas palavras fizeram o coração de Arya ser preenchido com o elemento dos Targaryen: o fogo. E não gostou nenhum pouco daquelas sensações que seu coração insistia em se entregar.

— Isso não será um problema. Você já tem alguém para casar-se, assim nunca se sentirá sozinho.

As feições dele imediatamente foram tomadas por um semblante carregado de dúvidas. Depois de longos segundos refletindo sobre aquela frase sem chegar a nenhuma conclusão, ele questionou.

— O que?

Arya engoliu em seco, abaixando seu olhar e tentando manter sua postura firme.

— A filha do Daewron. — ela disse receosa.  — Todos dizem que você já passou da idade de se casar. Ela vive te trazendo comida na forja e você nem mesmo a afasta.

— Eu não a afasto porque sua comida é boa, pois nem todos aqui se alimentam tão bem como você, milady! — ele a retrucou, aparentemente irritado.

— Você gosta dela? — a Stark questionou em um fio de voz, mantendo-se firme, preparando-se pela pior resposta.

— Isso não interessa, não a você.

— Eu sou a princesa de Westeros, tudo o que acontece aqui me interessa! — Arya decretou, cruzando os braços sobre o peito. Mas ao contrário do que ela esperava, ele não respondeu, deixando-a entristecida e pensativa.

Naquele instante, ela soube que Sansa estava errada. Gendry não gostava dela, pois ele queria a filha do ferreiro. A bela garota de cabelos louros que possuía qualidades e habilidades femininas que se encaixavam perfeitamente nos “padrões” dele. Por que ficava mexida com isso? Sentia-se uma idiota, sabia que não tinha motivos para ficar triste, pois o touro era apenas seu amigo, sempre fora. Aquele beijo não significou tanto assim para ele, como significou para ela. Naquele momento, Arya desejava mais do que tudo ir para o mais distante dele, e tornar-se uma dos Corvos do Castelo Negro, onde nunca mais o veria.

— Quer saber, você pode ficar com quem quiser, eu não me importo!

Arya viu os olhos azuis do garoto se alargar antes dela lhe dar as costas. Ela caminhou com passos precisos, dirigindo-se em direção à saída, preparada para voltar ao castelo e apagar de vez aquele touro estúpido de sua mente. No entanto, antes que ela pudesse partir ele a impediu, enlaçando a cintura com ambos os braços, prendendo-a contra si.

— Eu não quero a Helena. — Gendry disse rapidamente.

Arya engoliu em seco, não sabia se queria que ele continuasse a frase ou não. E tudo o que ela fez foi manter-se em silencio. Sentindo a emoção tomar conta de seus sentimentos aos poucos... “Malditos sentimentos”. Eram sensações inexplicáveis que ela nunca sentiu em toda sua vida. Já estava cansada de fingir sem ninguém, e tentar controlar o que sentia. Eis então que ela o abraçou com tanta força, que quase o enforcou, prendendo-o contra si com tanta força, como se fosse uma extensão do seu próprio ser.

— Desculpe.

— Pelo que? — ele questionou segundos depois, apertando-a entre seus braços.

 Ela não respondeu, nem mesmo ela mesma sabia por qual motivo estava se desculpando. Arya não queria pensar muito sobre todas aquelas coisas que martelavam a sua mente. Concentrava-se apenas em sentir a força dele naquele abraço, que não vinham somente dos músculos adquiridos, e sim da maturidade que ele exalava. E pela primeira vez, ela não se importou em baixar sua guarda, pois ali nos braços dele, ela se sentiu verdadeiramente segura.

Lentamente, a Stark desfez o abraço e o fitou. Ela sabia que ele também sentia... Todos aqueles sentimentos que estavam afogando ambos com palavras não ditas e toques não dados.  Aquela barreira que Gendry não ousava quebrar, pois sabia que não era ninguém parar aproximar-se de Arya da maneira que queria. Ele nunca teve ambições de tornar-se um Cavaleiro da Guarda Real, ou alguém acima de um ferreiro... A única coisa que desejava ter era ela. E sabia que sendo apenas um ferreiro nunca seria o suficiente para uma das filhas de Eddard Stark.

O beijo que ela lhe deu fora inesperado, apesar de ter sido apenas um pequeno selinho que durou poucos segundos. Os doces lábios macios da garota tocaram os seus em um curto e rápido estalo, um mínimo contato que foi o suficiente para deixa-lo insano. Arya esperou ansiosamente por segundos imaginando um beijo como o que trocaram noites atrás, mas decepcionou-se ao vê-lo se afastar logo em seguida.

No entanto, antes que ela pudesse dizer algo, a Stark surpreendeu-se ao sentir os braços fortes a envolverem ainda mais, e em um movimento único, a colocar sentada sobre a mesa mais próxima, de frente para ele. O touro buscou seus lábios novamente, unindo suas bocas rapidamente, iniciando um beijo lascivo e envolvente. Suas mãos rumaram pelas pernas dela, passando os dedos sobre a seda fina daquele vestido, subindo a longa saia da veste até a altura da metade das coxas, sentindo a garota em seus braços estremecer com aquele ato.

Arya não sabia mais o que era certo ou errado, apenas entregou-se totalmente aquele beijo que lhe aquecia o coração, deixando-se levar pelas carícias do rapaz que lhe tiravam totalmente o fôlego.

A mão de Gendry rumou pela fina cintura, passando pela lateral de seu corpo, subindo até os seios cobertos pela seda do vestido. Ele escorregou os dedos descendo pelo mamilo coberto, sentindo a quentura da pele dela através da roupa. Enquanto sua outra mão repousava sobre a nuca dela, trazendo-a para si, enquanto afagava os sedosos cabelos, sentindo os curtos fios enroscarem em seus dedos.

Arya ofegava entre o beijo a cada nova carícia. As mãos da Stark subiram rapidamente pelo peitoral definido, desfazendo rapidamente os laços de sua túnica de couro. Ambos desejavam, mais do que tudo possuir um ao outro, os beijos tornaram-se ainda mais intensos, quase desesperados, e as carícias cada vez mais frequentes. Era como se o oxigênio não lhes fizesse falta naquele momento intenso.

Suas bocas se encaixavam unicamente, enquanto provavam o sabor dos lábios um do outro. Arya arfou por um momento, quando sentiu a língua quente adentrar sua boca e se enlaçar na sua. De alguma maneira, aquilo a fazia se sentir em chamas, e não era diferente com ele. Gendry queria senti-la ainda mais, queria muito mais do que apenas aquele contato. Não se importaria se Daewron ou Helena adentrassem na forja e o pegasse com a princesa de Westeros naquela situação, nada o faria parar o que estava fazendo. Naquele instante, ele teve a certeza que a amava e a queria mais do que qualquer coisa. “Ficar com ela” era o que mais desejava, com todas as suas forças.

Então, eles pararam o beijo apenas para recuperar o fôlego que o contato intenso roubou de ambos. Mas não se afastaram totalmente, continuaram próximos, com os corpos colados, ambos ofegantes.

— Seria desrespeitoso, se eu te mostrasse tudo o que desejo fazer com você... — Gendry murmurou ainda de olhos fechados, próximo de seus lábios, resgatando o pouco de lucidez que lhe restava. Pensou em afastar-se, mas seu corpo não permitiu, toda a aura doce que existia envolta dela não permitia.

As mãos da garota ainda seguravam os cordões da roupa dele. Naquele momento, milhares de coisas passaram-se pela mente de Arya, mas ela não sabia o que dizer. A pressão do corpo dele junto ao seu, e os braços que agora afugentavam rodeando seu corpo foram o suficiente para deixa-la nas nuvens como uma donzela apaixonada, esperando seu galã na torre mais alta do castelo.

O som da porta de madeira abrindo-se os alertou, mas não fora o suficiente para fazê-los se separar, nem mesmo o som de passos aproximando-se. Já era tarde demais quando notaram a presença de Jon Snow, Sor Davos e outros três soldados, parados na forja, estáticos como estátuas de pedra.

Ao ver a figura do rei, Arya e Gendry afastaram-se rapidamente, mantendo-se em pé diante dos homens que os olhavam com um olhar monstruoso, exceto Jon. A expressão do Snow era neutra, e aquilo era o que mais preocupava Arya. Não conseguir saber exatamente o que passava pela cabeça de seu irmão a deixava ainda mais nervosa.

No entanto, ela não era tola em não saber o que acontecia com homens que se metiam com uma das duas irmãs do rei.

— Sor Davos. — Jon pronunciou-se depois de longos minutos, chamando o homem grisalho que o fitou no mesmo instante. — Por favor, acompanhe a minha irmã até o castelo.


Notas Finais


Uiui, Jon “imponente” na área. 0.0 E agora? Teorias? Hahaha!


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