História The Wolf And The Sheep - Capítulo 1


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Categorias Alec Benjamin
Personagens Personagens Originais
Tags Alec Benjamin
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Palavras 2.230
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Lá estava ela, Jenny, dentro de seu quarto, sozinha, morrendo por dentro. Tudo porquê quis provar do prazer de ser infinita. Estava sozinha, não possuía ninguém, seus pais já morreram, seu melhor amigo, sua melhor amiga, sua inimiga, seu namorado, todos já morreram. E ela tem noventa anos com cara de dezenove. Não comia, não bebia, como não morria, não precisava se alimentar, possuía dinheiro por causa de sua família, e ainda há milhões de reais a espera no banco para ser usado.

Estava se preparando para sair novamente, não tinha nada para fazer, nem ninguém para visitar. Logo indo para o parque, se sentando na grama, e se encostando na árvore, e colocando os fones, que eram a sua única companhia eterna. E fechou os olhos, fazendo um ritual que já era comum, imaginar se tudo fosse diferente, pensando que se não fosse tão tola, não estaria nessa situação miserável e repugnante, por pensar na sua péssima decisão, acabou por descer uma lágrima, e mais uma, e mais outra. Só parou ao ouvir uma voz.

- O que uma moça bonita como você faz chorando?

Estava paralisada, sem falar nada, sem se mover, apenas observando o garoto a sua frente.

- Me desculpe se eu te assustei, apenas fiquei preocupado ao ver-te chorando. A proposito, meu nome é Logan. - Se apresentou estendendo a mão para a moça a sua frente aperta-se. -

- Por que se preocupas com alguém que nem conheces? - Perguntou Jenny abaixando a cabeça. -

- Porquê gosto de ajudar, e qual é o seu nome?

- É Jenny.

Ele esperava a conhecer melhor, e poder se tornar amigo da moça. E ela esperava que ele fosse embora, não queria se apegar a mais ninguém para depois sofrer com a perda. 

- Jenny...bonito nome, assim como a dona. - Ruborizada, ela olhou para ele, e percebeu os traços do garoto, olhos azuis como o oceano infinito, pele bronzeada, e cabelo castanhos, e um lindo sorriso contagiante. -

- E-eu vou indo...- Disse Jenny levantando batendo em suas roupas para sair a grama. -

- Posso acompanhaste?

- Eu acho melhor não.

- Mas esta a ficar tarde, e é perigoso uma mulher andar sozinha!

- Mas.....ok.

E o jovem de olhos azuis acompanhou a jovem, enquanto ele falava de assuntos aleatórios, ela ouvia com atenção, e sempre que lhe fazia uma pergunta respondia com pocas palavras. O jovem vendo como ela era fechada, se interessou mais por ela, queria desvendar seus mistérios, descobrir seu passado.

- Quantos anos você tem Jenny?

- Eu tenho dezenove. - Pronunciou com a voz baixa e uma vontade de chorar, mas se controlou. -

- Ah, eu tenho vinte, sou mais velho.

" Tão ingênuo, tão inocente." 

-  Mas então Jenny...e seus pais? - Essa pergunta abalou a moça, a fazendo parar bruscamente, mas logo de voltou a sua postura. -

- Eles morreram.

- Oh...e-eu sinto m-muito p-por isso.

- Não sinta, isso não tem nada a ver com você. - Respondeu friamente. - Além do mais, pessoas morrem o tempo todo, é normal!

O garoto ficou pasmo com essa resposta, nunca pensou que aquela garota podia ter esse tipo de pensamento, não que não fosse normal pessoas morrerem, mas falar do pais mortos assim, com tanta calmaria, indiferença, mesmo que eles fossem ruins ou não.....é meio estranho. Se os filhos gostassem ou não dos pais, isso traria um remorso, vontade de não tocar no assunto, mas ela...tratou o assunto com frieza.

- Ok...eu perdi os meus em um assalto.

- Entendi, não precisa tocar no assunto se não quiser.

- Não, tudo bem. Foi na premiação do meu pai, por desenvolver o primeiro Corante de Anilina Sintético. Mas chegaram os assaltantes e meu pai tentou defender todos nós, mas acabou levando um tiro, e por azar, minha mãe estava atrás de meu pai, assim a bala atravessou o corpo de meu pai e perfurou a corpo da minha mãe. A ambulância chegou...mas eles não conseguiram chegar a tempo no hospital. E eu morei com a minha vó até ter idade para morar sozinho.

- Não precisava contar do seu passado.

- Mas foi bom relatar isso com alguém depois de tanto tempo. - Disse o acastanhado expressando um pequeno sorriso ladino. -

- Bom chegamos. - Disse Jenny, após pararem em frente a uma casa bastante sofisticada para alguém que mora sozinha. - Bom.......até mais.

- Espera! - Disse puxando seu pulso antes da moça entrar em sua casa. - Me passe o seu número, para nós conversarmos.

A jovem queria recusar o pedido, mas pensou e resolveu aceitar e dar o seu número para o jovem a sua frente. Logo deixando o seu número para ele logo se despediram. E entrou em casa se jogando no sofá, pensando em como sua vida pode mudar por causa desse garoto, mas retirando esses pensamentos de sua mente, se levantou e foi para cozinha preparar algo para comer.

Após comer e arrumar a cozinha, subiu para seu quarto e foi tomar um banho. Adentrou a banheira, relaxando seu corpo e limpando sua mente de quaisquer pensamentos, mas o garoto de mais cedo apareceu em seus pensamentos, logo pensando em como pela primeira vez em anos, sentiu a vontade de conhecer melhor pessoa. Mas quando percebeu aonde seus pensamentos estavam a chegar, não tardou de se retirar da banheira e colocar um pijama, se deitando na cama pegou o controle e colocou na Netflix, logo colocando um filme qualquer,  adormecendo com a TV ligada.

Três meses depois

Exatamente três meses haviam se passado, mesmo que involuntariamente, Jenny se aproximou e Logan, assim como Logan se aproximou de Jenny. E, o garoto se sentiu atraído por Jenny, ele sentia que precisava dela, e ela podia sentir o mesmo, mas não queria ter que aguentar  o ver partir em algum momento, o único problema...era que o coração falava mais alto naquele momento.

E agora, neste mesmo momento, os dois estavam em uma cafeteria, e foi aí, neste dia, que Logan teve certeza de seus sentimento, e resolveu compartilha-los com sua "amiga". Mas esperaria que estivessem em um outro local.

E assim foi, conversa jogada fora, e eles seguiram caminho para o parque.

- Jenny. E-eu gostaria de contar uma coisa. - Falou nervoso, e criando forças para não sair dali correndo, e torcendo para que a coragem resolvesse não fazer uma viajem de última hora como de costume. -

- E o que seria Logan?

Ele se ajoelhou.

- Desde o momento que te vi embaixo daquela árvore, eu me senti atraído por você, e eu pensei: "Eu preciso falar com ela". E com o tempo, eu percebi que queria ter você por perto, ao meu lado, eu queria você para mim. Eu percebi te amar, como nunca amei antes, eu percebi que necessito de você ao meu lado, você me completa. Eu quero que me entenda, que compreenda o que eu sinto. O como eu me derreto por dentro quando você sorri, quando você está feliz, depois dos meus pais, você apareceu, e roubou minha atenção. Então eu vou resumir: Eu te amo! - Declarou, já com lagrimas nos olhos, mas não de tristeza, mas sim de felicidade. - Então eu digo: Eu te amo, eu te amo, eu te amo mais que tudo, eu morreria por você, eu seria fraco por você, eu seria infeliz por você, mas tudo porquê eu não quero que esse lindo sorriso que eu demorei a conquistar, não suma. - Assim que terminou, ele levantou e pegou uma caixinha vermelha aveludada. - Você aceita namorar comigo Jenny?

Ela estava pasma, a pessoa na qual ama, estava se declarando para si, e ela estava emocionada, com os olhos marejados, ela pulou para os seus braços e o abraçou, como se fosse a última coisa que ela faria.

- Eu aceito, eu te amo mais que tudo, eu adoraria passar a vida ao seu lado.

E eles se beijaram, o primeiro beijo deles, e todos ao redor aplaudindo o lindo casal.

Ela penso que finalmente depois de um tempo, ela finalmente seria feliz, e com alguém que a ame.

 

 

 

Um tempo se passou, o casal agora morava na enorme casa de Logan, eles eram felizes. Parecia um conto de fadas, era tudo tão perfeito, eles respeitavam um ao outro, não tinham segredos, eram honestos, e eles ainda não fizeram sexo. O motivo? Ele queria um momento especial, que estava prestes a chegar. Mas por enquanto não acontecia nada de mais, mas eram felizes assim.

Ela estava voltando da academia, e ele a esperava. Logo que adentrou em casa, ela notou que estava tudo arrumado, e silencioso. 

A casa estava com s luzes apagadas, e apenas uma trilha de velas iluminava o local, e essa trilha levava até o quarto deles. E ela foi ate o quarto, achou que estava vazio, até sentir braços rodearem sua cintura, e uma venda em seus olhos sendo colocada, se assustou, logo pensando ser um estuprador, ficou nervosa, mas aquela voz, em seu ouvido, tirou toda sua preocupação.

- Shii, sou eu, não se preocupe...apenas aproveite o momento

Ele disse.

E ela obedeceu, caindo nas suas palavras, ela se entregou de corpo e alma. Naquela noite, não foi sexo...eles não fizeram só uma transa de casal...eles fizeram amor.

Suas vidas eram boas, sem nenhum problema, eram perfeitas.

Perfeitas até demais.

Nenhuma vida é perfeita...e se estiver, desconfie, algo está errado.

Cinco meses depois

Oito meses, ia fazer oito meses de namoro, ele estava feliz, e ela também, suas vidas não tiveram nada de mais, estava perfeita. Mal esperavam que o destino estava a planejar algo.

Ele pediu para que ela o encontra-se na frente da praça onde ele havia a pedido em namoro. Lá estava ela, assim que o viu, sorrio, ele estava lindo, arrancando suspiros das garotas, deixando Jenny com ciumes, mas sabia que seu namorado a amava verdadeiramente.

- Oi minha flor. - Disse e deu um leve selar em sua namorada. -

- Oi, você está lindo.

- Você também. Então...o real motivo para chama-la até aqui. Eu queria saber...- Se ajoelhou. - Você aceita casar-se comigo?

- E-eu...

- Você?! - Perguntou já aflito com a resposta. -

- Eu aceito.

- Sério? Aí meu Deus, eu ou o homem mais feliz do mundo.

- E eu a mulher mais feliz do mundo

Ela estava tão feliz que nem lembrava de sua maldição eterna, e esse era o problema.

Eles aproveitaram, comemoraram, e chegou a hora deles irem para casa, eles já haviam atravessado a rua, mas ele voltou para pegar a boneca que a garotinha tinha deixado cair. 

Péssima escolha

Um carro veio, ele não viu, e o carro passou o atropelando, e sua amada gritando para que sai-se dali, mas era tarde demais. A pancada foi forte demais, todos pararam, e correram até ele.

 Ela estava em cima de seu corpo, orando, clamando, implorando, para que abri-se os olhos, ela não queria acreditar que seu noivo estava morto.

Mas o destino a lembrou...lembrou que alguma hora ele iria embora.

Ela olhou para frente, e o viu.

A pessoa que causou tudo isso, mas em um piscar de olhos, ele despareceu.

Ela foi para casa, e pós-se a chorar.

Ela chorou.

Chorou por dias.

Tudo por que não podia morrer com ele


Todo mundo tem que envelhecer
Até Jenny
Ela tem apenas dezenove, jovem e ingênua
Ela quer encontrar uma maneira de ser infinita
Lutar contra a ciência e o definhar, e ser eterna
Garotinha tola que tentou viver para sempre, viver para sempre
Vendeu sua alma para comprar um pouco de prazer, o prazer amargo
Garotinho perverso que tentou roubar seu tesouro, pelo prazer amargo
Agora estão amaldiçoados para sempre
Amaldiçoados juntos
E se você pudesse ver
O olhar nos olhos dela
O lobo usava a ovelha
Como um disfarce perfeito
E ela não consegue acreditar
Que ela caiu por suas mentiras
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
E conforme ela ficou um pouco mais velha
Olhe para Jenny
Agora ela tem noventa
Ainda aparenta dezenove
E tudo que ela sabe fazer é sobreviver
Permanecendo viva
Agora ela está chorando
Porque ela não está morrendo
Garotinha tola que tentou viver para sempre, viver para sempre
Vendeu sua alma para comprar um pouco de prazer, o prazer amargo
Garotinho perverso que tentou roubar seu tesouro, pelo prazer amargo
Agora estão amaldiçoados para sempre
Amaldiçoados juntos
E se você pudesse ver
O olhar nos olhos dela
O lobo usava a ovelha
Como um disfarce perfeito
E ela não consegue acreditar
Que ela caiu por suas mentiras
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
E se você pudesse ver
O olhar nos olhos dela
O lobo usava a ovelha
Como um disfarce perfeito
E ela não pode acreditar
Que ela caiu por suas mentiras
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço
Ele prometeu para sempre
Mas ela nunca soube o preço

Alec Benjamin

The Wolf And The Sheep


Notas Finais


Essa história não teve um final feliz, mas mesmo assim, obrigada por lerem.


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