História The Wolf Black - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 48
Palavras 1.632
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


esse é um bônus pequeno, apenas para mostrar como o Kook conheceu o Tae. Eu ainda estou pensando em fazer um de como eles chegaram no Leste, mas é apenas uma coisa que eu estou pensando.
boa leitura e desculpe pelos erros ortográficos.

vou dedicar esse bônus a cryst.

Capítulo 2 - Bônus


Jungkook

Em um dia de muita nevasca papai me proibiu de descer o pequeno morro atrás do nosso castelo. O mesmo alegava ser perigoso, por mais que eu já tenha descido com ele muitas vezes antes. 

Minha mãe andava um pouco nervosa esse dia. Ela apenas disse que era por conta da tempestade de neve que estava por vir, pois muitas pessoas não tinham como se proteger adequadamente do frio. Eu desconfiava de que não era isso, mas papai me ensinou a não contrariar. 

Durante o final do ano em um preparativo para a virada, meu avô recebeu a noticia de que um Omega havia nascido. Ele ficou alegre e disse que iríamos reinar todos os outros clãs e que seriamos os mais ricos de qualquer lugar do mundo. Fiquei feliz, pois  meu avô sonhou com isso desde quando havia virado rei, mas papai não gostou da ideia. 

Em meu quarto pronto para dormir minha mãe abriu a porta e disse que precisava me levar para um lugar um pouco longe e que era para eu me vestir com o meu mais grosso casaco porque iríamos passar a noite fora. 

Estava no cavalo de mamãe junto a ela. Papai cavalgava a nossa frente com alguns dos nossos guardas ao seu lado. Quando o dia estava amanhecendo nós paramos em um pequeno vilarejo. As casas ali não eram caídas, muito menos pequenas, elas tinham um tamanho considerado bom e suas paredes eram bem reforçadas. 

Minha mãe me guiou ate uma casa um pouco afastada das ruas, sua coloração era de um amarelo queimado, não gostei da cor. A porta foi aberta por um homem bem forte, poderia dizer que era bem mais forte que papai, mas ele não pode saber disso.  

-entre. Ela esta repousando.

Meu pai foi o primeiro a entrar na casa, logo seguido por mim e mamãe. Por dentro ela tinha um ar aconchegante e cheirava a lírios, suas janelas fechadas pelo vento frio me permitia ver todas as outras casas sendo iluminadas por apenas alguns raios de sol que surgia por entre elas. 

Uma porta fechada no canto da casa me chamou atenção, pois de lá saia um choro de bebê. Meu pai pegou em minha mão e me levou até lá, eu não sabia o porquê estava ali, mas mamãe dizia que era algo que não me deixaria sozinho nunca.

A porta foi aberta me dando a visão de uma mulher sentada em uma cama toda vestida de branco, seus cabelos negros se destacavam ali. Ela segurava algo em seu colo e cantava baixinho, a cantiga parecia ser triste.

-meu filho?

Olhei para o meu pai que me encarava serio. Eu tinha medo quando ele me olhava assim.

-sim pai.

-o trouxe aqui para que você conhecesse alguém.

Encarei mamãe que tinha um sorriso no rosto, a mesma me pegou no colo –por mais que eu tenha quatro anos e não precise de colo ela sempre me pega- me levando até a mulher que agora me olhava com um grande sorriso.

-olá, príncipe Jungkook. Gostaria de conhecer o meu bebê?

Neguei com a cabeça, bebês eram chorões de mais e doíam os meus ouvidos. Eles sempre quebravam meus brinquedos e saiam engatinhando para todo o lado me deixando cansado de correr atrás deles.

Papai e mamãe riam do meu gesto e a mulher sentada na cama também, ora eu só não queria conhecer o bebê.

-venha meu filho, você vai gostar dele.

Minha mãe me colocou sentado ao lado da mulher de cabelos negros que logo colocou o seu filho em meu colo. Não me mexi, pois poderia o deixar cair e papai brigaria  comigo por ser desastrado. Percebi que o bebê estava dormindo e suas mãozinhas estavam agarrando o meu dedo bem forte. Isso me incomodava. Ele tinha um cheiro de morangos com chocolate, era gostoso.

-o nome dele é Taehyung.

-hum...ele cheira a morangos com chocolate

-você sentiu o cheiro dele?

-sim, ele é como a mamãe.

-isso é porque ele é igual a mim, filho. Ele é um Omega-explicou mamãe se aproximando da cama.

Os olhos do bebê foram se abrindo devagar. Seus olhos eram bem claros, pareciam com o da mulher que estava sentada do meu lado. Seus olhos se moviam para todos os lados, parecia que não reconhecia o lugar. O mesmo fez uma carinha de choro bem fofa, seus pequenos lábios fizeram um biquinho que me deu vontade de apertar, mas não fiz, vai que ele chora.

O garotinho finalmente me olhou e  ficou me encarando, podia sentir sua mãozinha apertar mais ainda o meu dedo e sua boca expressar um sorriso quadrado que eu achei muito lindo. Sorri. Até que ele não era um bebê chato.

O cheiro dele ficou um pouco forte e o mesmo fez um bico começando a chorar. Desesperei-me.

-mamãe o que eu fiz? Porque ele está chorando?

-não se preocupe príncipe Jungkook, ele apenas está com sono. Você poderia o fazer dormir?

-como faz isso?-olhei para a moça ao meu lado.

-apenas o balance devagar, sim?

Balancei a cabeça concordando e olhei para o bebe que chorava ainda mais. O ajeitei em meus braços e o balancei devagar fazendo o mesmo parar de chorar e fechar os olhos rapidamente. Seu cheiro foi ficando fraco e suas duas mãozinhas agora apertava a minha mão que fazia carinho em sua bochecha, ele estava gostando.

Dentro de mim sentia uma coisa estranha. Não sabia o que era e me parecia ser algo bom, pois me dizia para não o soltar e nem o deixar sozinho.

Mamãe pediu para que eu devolvesse o bebê à mãe dele que ela precisava conversar comigo. Fiz isso contragosto, eu não queria o soltar.

-Jeon? Lembra quando disse que um dia você iria precisar marcar seu Omega?-ela estava sentada em uma cadeira do lado de fora da casa enquanto eu estava em pé a encarando

-sim.

-pois agora é hora de você o marcar, meu filho. Taehyung é seu Omega.

-mas ele é um bebê. Não posso o marcar.

-querido, você é um Lúpus e você sabe os poderes que tem não é mesmo.

-sim mamãe.-disse um pouco baixo.

Eu sabia o que era e as vezes quando ficava com raiava eu machucava as pessoa sem querer. 

-e você sabe que ele é seu Omega porque sentiu isso não é?

-eu senti.

-e você não gostaria que alguém o marcasse se não fosse você não é?

Eu cruzei os braços irritado. Ela não pode dizer isso, ele é meu. Eu não vou deixar ninguém marcar o meu bebê. Só eu posso fazer isso. Olhei para a minha mãe que me olhava com um sorriso no rosto, eu não achei graça disso.

-vejo que não gostou da ideia. Mas isso pode acontecer. E irá se você não o marcar agora, seu avô vira atrás dele e fará isso.

-não mamãe, o vovô não pode porque ele é meu. Eu vou embora com ele antes que o vovô faça isso- disse super bravo.

-calma querido, eu apenas disse que isso possa ser uma possibilidade. Você conhece o seu avô, e sabe como ele é, não? Você gostaria de ver o Taehyung sofrer?

-não. Ele não vai sofrer, eu o protegerei.

-então o marque. Ele sempre estará ao seu lado e você poderá o proteger.

-mas ele pode morrer mãe. Ele é um bebê.

-sim, mas a marca será no braço e não no pescoço igual ao da mamãe.

-então se eu o marcar eu posso levar ele comigo? Assim eu posso proteger ele do meu avô.

-por agora não, ele precisa da mãe para alimentá-lo. -sorriu

Eu cruzei os braços novamente e fiz um bico. Eu quero levar o Tae comigo.

Quando voltamos para dentro da casa, papai conversava com o homem que abriu a porta e ele parecia preocupado. Minha mãe me guiou de volta ao quarto onde a mulher já não estava mais na cama e sim ao lado da mesma ajeitando o Tae para que ele não caísse. Fui para o seu lado e sorri ao encontrar o bebê de olhos abertos e  o mesmo sorriu para mim quando me viu. Oh ele é muito fofo.

-você pode marca-lo quando estiver pronto príncipe  Jungkook.

Olhei para a mãe de Tae e a mesma sorria para mim. Voltei meu olhar para os meus pais que estavam na porta junto com o homem que conversava com meu papai e encarei o Tae. Ele irá gostar de ser marcado por mim? Será que vai doer? Eu não quero que ele chore de dor.

Respirei fundo sentindo o cheiro de morangos com chocolate, iria adorar sentir esse cheiro por muito tempo. Abri minha boca revelando meus caninos não tão grandes iguais aos de papai e me aproximei do pequeno braço de Taehyung, ele sorriu para mim novamente e isso me fez o morder. Foi ouvido o seu choro alto e sôfrego, dentro de mim parecia que minhas células estavam passando mal, pois elas pareciam dançar em agonia e a sensação esquisita começar a passar por todo o meu corpo. Meus olhos ficaram bem mais focados, meus dentes cresceram mais um pouco e o quarto agora cheirava a hortelã com canela bem forte. Meu pai colocou as mãos em meus ombros e sorriu me fazendo guardar os meus caninos e encarar Tae que ainda chorava.

-olhe a marca, ela é uma lua com dois triângulos na ponta- disse a mãe de Tae.

-é a marca da realeza e lupina- papai sussurrou para mim.

-ele pode te ouvir agora querido- disse mamãe.

Encarei mamãe e ela sabia o que eu queria dizer. Olhei novamente para Taehyung que estava chorando um pouco mais baixo agora e mexia as mãozinhas agoniadas.

Agora você está protegido e eu não o deixarei sozinho.


Notas Finais


obrigada por lerem.


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