História The World I Belong - Capítulo 4


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Categorias Homem-Aranha
Tags Avengers, Homemaranha, Marvel, Parker, Peterparker, Tomholland
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Palavras 6.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Está Acontecendo De Novo


Fanfic / Fanfiction The World I Belong - Capítulo 4 - Está Acontecendo De Novo

Peter não conseguiu pregar os olhos naquela noite, toda a cena se passava em sua cabeça repetidamente, por mais que ele estivesse acostumado a salvar pessoas, ele nunca estava pronto o suficiente para ver seus amigos em perigo. No dia seguinte, ele levantou mais cedo pois acompanhou (s/n) as escondidas por todo o caminho até a escola, queria saber se ela realmente estava segura.
-Cadê sua mochila? –Ned indagou ao perceber que a menina não carregava nada além de um fino caderno e uma caneta em suas mãos.
-Ah... -Ela suspirou, observando Peter se aproximar. -É uma longa história...
-O que é uma longa  história? –Peter perguntou e ela não deixou de notar o quão cansado ele parecia.
-(S/n) está sem mochila. –Ned explicou.
-Ah, sim. –Peter coçou a cabeça. –Nós temos a primeira aula juntos, você pode contar pra gente, se quiser é claro.
-Com certeza eu vou. –Ela assentiu com a cabeça, começando a andar ao lado dos amigos. –Inclusive, vou precisar da ajuda de vocês dois para recuperar toda matéria.
-Vish... lá vem bomba. –Ned fez uma careta.
-Eu fui meio que raptada ontem...  
-O quê!? –Ned quase surtou e Peter fingiu estar surpreso.
-Pois é. –Ela encarou o chão por um tempo, tentando não demonstrar tanta preocupação. –Eu estava saindo do mercado quando fui surpreendida por dois caras enormes, amarrada e jogada num furgão horrível.
-Mas eles disseram o que queriam com você? –Peter perguntou, podia haver algo que ela não contou para o homem aranha por não conhecê-lo.
-Não, eu fiquei tão assustada... achei que eu ia morrer ou coisa pior. –Ela disse, sentindo as lágrimas que tanto tentou evitar desde o momento que se viu fora daquela situação surgirem em seus olhos. Peter não hesitou em puxar a garota para seus braços, passando a mão em sua cabeça, tentando acalmá-la.
(S/n) sentiu um certo conforto conhecido ao abraçar Peter, fechou os olhos e deixou que as lágrimas caíssem de uma vez. Ele a puxou para um canto do pátio, pois estavam no meio do caminho e chamando atenção dos curiosos que passavam.
-Ta tudo bem, você está aqui agora, tudo isso já passou. –Peter disse sentindo um nó na garganta.
-Como você se livrou dos caras? –Ned perguntou, recebendo um olhar de Peter que ele já conhecia, havia sido ele a salvar sua amiga.
-O homem aranha. –Ela respondeu com a voz embargada. –Se não fosse ele, provavelmente não estaria aqui falando com vocês hoje.
-Ei, não diga isso. –Peter suspirou a apertando um pouco mais forte.
-Que cena mais comovente! –A voz de Flash surgiu. –Já está chorando por antecendência? Calma gatinha, o dia do projeto é só na sexta!
-Cala a boca Flash! –(S/n) falou ríspidamente, virando-se para o garoto com uma cara feia. –O mundo não gira em torno de você. –ela secou as lágrimas.
-É! Cala a boca! –Ned apoiou a menina, colocando a mão em seu ombro.
-E se eu não calar? –Ele se aproximou dos dois com um sorriso convencido. –Você rolha de poço vai me fazer calar? Ou você gracinha? –Ele passou a mão no queixo de (S/n) que o olhava com cara de nojo. –Eu definitivamente prefiro você.
-Eu vou. –Peter se enfiou no meio dos dois, fazendo Flash gargalhar. Algumas pessoas que passavam pelo corredor pararam ao redor, esperando uma briga.
Flash pegou Peter pela camiseta, mas ele continuou imóvel o encarando sériamente.
-Tomou coragem no café da manhã Pinto Parker? Ou só está querendo se mostrar pra sua namoradinha? Cá entre nós, você sabe que ela nunca vai olhar pra você dessa maneira, nenhuma menina vai. –Ele completou e então Peter o empurrou, jogando-o contra os armários do outro lado do corredor. Ned nem piscava, nunca havia visto o amigo daquele jeito antes.
-Você vai pagar por isso Parker! -Flash disse, levantando-se e acertando um soco na cara de Peter que revidou com um soco na barriga.
-Parem com isso! –(S/n) gritou histérica, se enfiando no meio dos dois e colocando os braços no peitoral de Peter. –Não vale a pena brigar com ele, ele só quer te ver encrencado porque está com medo de perder pra gente. –Ela continuou, vendo que o supercílio do amigo estava cortado.
-Vai deixar uma menina mandar em você Parker? –Flash provocou novamente, fazendo com que Peter tentasse avançar mais pra frente.
-Hey, relaxa. –Ela disse colocando as mãos no peitoral dele de novo e ouvindo o sinal da primeira aula tocar.
-Deu sorte dessa vez Parker, na próxima não vai ser assim! –Flash disse, se retirando.
Enquanto a multidão de curiosos se dispersava com medo de chegar atrasado na aula, (s/n) se manteve na frente de Peter.
-Você está sangrando... –Ela suspirou. –Vem eu tenho kit de primeiros socorros no meu armário. –Terminou de dizer, pegando o caderno que havia dado a Ned na hora que se meteu na briga. –Ned, alguém precisa ir a aula pra pegar a matéria, corre se não você vai se atrasar.
-Ok... –Ned disse desanimado. –Vejo vocês daqui a pouco! Não esqueçam que o projeto está comigo e eu saio mais cedo hoje!
-Pode deixar! –Ela disse, vendo ele se afastar.

-O que deu em você? –Ela disse ao entrar em uma sala vazia ao lado de Peter. –Nunca te vi desse jeito antes. Não que a gente se conheça a muito tempo, mas... você parece uma pessoa calma.
-É, você está certa eu perdi a razão... –Peter disse nada orgulhoso de si, se ele ficasse um pouco mais alterado poderia estragar seu disfarce. –Só que me ferveu o sangue ver você daquele jeito e ele tirando proveito da situação pra inflar o ego dele. –Completou se sentando em uma mesa grande. –E ele ainda falou daquele jeito com o Ned... quem esse cara pensa que é?
-Um idiota. –(S/n) suspirou, se aproximando do amigo com um algodão molhado de álcool na mão. –Isso vai arder. –Ela encostou lentamente o algodão no local e vendo Peter fazer uma careta. –Obrigada... –Ela disse depois de algum tempo em silêncio focada no rosto do amigo e sorrindo fraco. –Ninguém nunca me defendeu antes, não desse jeito. Quer dizer... teve o homem aranha, mas ele é um super-herói e faz isso o tempo todo, não deve ser grande coisa pra ele... –Ela começou a tagarelar, sentindo um certo nervosismo ao notar os olhos de Parker presos aos seus. Ela se perguntava agora se Peter a estava achando uma doida varrida.
-De nada. –Peter corou, deixando um sorriso fraco escapar. –E eu não vou deixar você ir embora sozinha hoje, vou te acompanhar até em casa. –Ele aproveitou a chance para que não precisasse a seguir as escondidas, assim ela se sentiria mais segura e ele um pouco melhor.
-Mas você mora do outro lado de Nova Iorque! –Ela hesitou, jogando o algodão sujo no lixo e pegando o band-aid.
-Hey, isso não é nada demais. –ele disse fazendo (S/n) voltar a olhá-lo. –Eu vou ficar preocupado se te deixar ir sozinha.
-Eu não quero ser um fardo pra você. –Ela suspirou.
-Não vai ser, prometo! É até bom que eu posso te apresentar mais Nova Iorque, te mostrar caminhos novos. –Ele deixou um sorriso sincero estampado no rosto.
-E quanto ao seu estágio na Stark? –Ela cruzou os braços o encarando. –Não quero que se atrase por minha culpa.
-Eu não vou me atrasar, –ele riu, causando a risada de (s/n) também –confia em mim.
-Ok teimoso. –Ela assentiu com a cabeça, bagunçando o cabelo de Peter de propósito, fazendo com que o garoto cerrasse os olhos.
-Hey! É assim que me agradece?
-Estava muito arrumadinho, assim fica melhor. –A menina colocou os braços na cintura, ela realmente o achava ainda mais bonito de cabelos bagunçados. (S/n) achou Peter bonito desde que o viu pela primeira vez, nunca entendeu o motivo pelo qual ele tinha tanto azar com as meninas, mas em todo esse tempo de convívio ela percebera que ele não passava despercebido por todas. Bella amiga de Victoria sempre dava uma desculpa esfarrapada para se aproximar do rapaz, só que ele era tão centrado em seu mundo que parecia não perceber.
-Vou anotar isso! –Para disfarçar que havia ficado sem jeito com o que (S/n) havia dito, Peter resolveu tirar seu casaco. Ele o fez e recebeu um olhar preocupado da amiga.
-Meu Deus! Você não disse que tinha se machucado ontem! –Ela pegou na mão dele para observar o braço que estava enfaixado.
-Não foi nada demais! –O menino deu de ombros. –Eu esbarrei com o braço em uma das estantes da garagem da casa do Ned. Foi só um arranhão, minha tia é que é um pouco superprotetora demais... –Mentiu ele.
-Ah, entendo... –ela negou com a cabeça –se minha tia descobre o que aconteceu ontem eu nunca vou chegar a ter uma vida normal aqui. Isso se ela não me fizer voltar pra casa.
-Você sente saudades de casa? Dos seus pais?
-Só tenho minha mãe... –(S/n) abaixou a cabeça –ela trabalha muito, quase não tinha tempo pra conversar comigo e com minha irmã, o foco dela sempre foi que nós tirássemos notas boas, comigo ela não teve problema, mas com minha irmã... –a menina fez uma careta.
-Irmã mais velha? –Peter perguntou, fazendo (S/n) negar com a cabeça.
-Mais nova –ela mordeu o canto da boca –digamos que nós somos um tanto diferentes... eu sempre utilizei a escola como um método de escape, eu estudo e estudo e me sinto um pouco melhor. Jammie já tem outros interesses, é cercada de amigos e gosta de “curtir a vida”, é o que ela costuma dizer quando minha mãe questiona as notas dela.
-Entendi, e seus amigos lá da outra escola, sente falta deles?
-Eu na verdade só tenho duas –deixou uma risada analasada escapar –eu realmente achava que as coisas iam mudar quando eu chegasse aqui. –ela finalmente retirou a proteção do band-aid, suspirando – e sim, eu sinto.
-Eu também nunca fui cheio dos amigos, sei como é... mas eles que perdem, você é uma menina maravilhosa e inteligente.
(S/n) corou, e então se aproximou mais do amigo para colocar o band-aid, deslizando sua mão lentamente pelo rosto do rapaz. Peter arrepiou-se dos pés a cabeça com o contato e então levou seus olhos para o rosto da menina que estava bem próxima.
-Pronto, agora vai melhorar. –Ela disse sem se afastar e riu, ficando séria ao perceber o olhar de Peter totalmente fixo no seu. Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, aumentando o nervosismo de ambos. (S/n) comprimiu os lábios ao sentir seu coração pular uma batida, estava tentando achar uma forma de quebrar aquele silêncio constrangedor, mas tudo que ela conseguia ponderar era no que Peter estava pensando e porque ela estava preocupada com isso. Já Peter estava confuso, ele sentiu algo familiar aquecer seu peito ao sentir o toque da menina e então lembrou-se das palavras de Flash.
O Sinal da próxima aula tocou, fazendo com que os dois agradecessem mentalmente e sorrissem de forma tímida.
-Não podemos nos atrasar pra outra aula... –ele disse, levantando da mesa.
-Pois é... –(S/n) assentiu –vejo você no intervalo Pete –ela deu um breve beijo no rosto do amigo –e obrigada de novo! –E então saiu imediatamente da sala, deixando Parker completamente atônito.
-Até! –Ele respondeu, deixando um sorriso bobo tomar conta de seu rosto.

Peter passou toda aula de matemática avançada fora de órbita, uma metade sua pensava em tudo que havia acontecido e a outra metade lutava fortemente contra aquela sensação familiar que sentira naquela sala vazia. Ele havia prometido a si mesmo que ficaria de fora de qualquer coisa que tivesse haver com amor por causa do homem aranha. Não podia arriscar que acontecesse algo parecido com o que aconteceu na noite do baile.
-Droga! –Ele abaixou a cabeça, escondendo-a com os braços ao ver que o professor havia deixado a sala por alguns minutos. Ele sabia que Ned o estava observando da carteira de trás, louco para falar sobre o salvamento de (s/n) e sobre como ele surtou na briga com o Flash, por isso ele chegou atrasado de propósito, apenas para sentar sozinho e fugir um pouco dos acontecimentos atuais. O que não havia dado muito certo.

(S/n) também não conseguiu se concentrar na aula, lembrar do que Peter fez por ela a fazia sorrir, aliás, lembrar de Peter a fazia sorrir. Inquieta, a menina sentia uma espécie de frio na barriga, uma ansiedade louca que fazia a hora se arrastar e foi aí que ela percebeu que talvez estivesse começando a ver seu amigo de forma diferente.

-Hey! –Ned coloca a mão no ombro do amigo ao vê-lo deixar a sala no fim da aula. –Está tudo bem?
-Sim, claro. –Peter afirmou sem olhar nos olhos do amigo que agora seguia ao seu lado até os armários.
-Tem certeza? Porque desde que nós entramos no ensino médio que o Flash te enche o saco e aquela foi a primeira vez que te vi fazer algo do tipo. –Ele disse se encostando ao lado do armário de Peter, que apenas respondeu com um suspiro. Ned continuou encarando o amigo, Parker sabia que ele não iria desistir até conseguir a resposta que queria então deu outro longo suspiro, fechando o armário e olhando o amigo nos olhos.
-Ele foi um idiota, passou dos limites e eu acabei passando também. (S/n) estava mal, eu só... eu só passei dos limites...
-Mas sobre ela... você descobriu quem eram os caras? Porque não me contou antes? Esse machucado foi ontem? –Ele disparou todas essas perguntas sem nem ao menos parar pra respirar.
-Não. Eu não te contei porque você é péssimo ator, ela poderia desconfiar de algo. E... sim! Foi ontem. Podemos ir lanchar agora ou quer continuar com a interrogação?
-Vamos! –Ned mordeu o canto de sua bochecha enquanto mais perguntas se formavam em sua cabeça. Eles voltaram a caminhar pelo corredor cheio de armários, desta vez em direção ao refeitório. –Como foi... é... na sala? –Ele disse passando a mão em seu supercílio para que Peter entendesse do que ele estava falando. –(S/n) ficou brava?
-Não, na verdade ela me agradeceu. –Ele disse encarando o chão ao se lembrar, um pequeno sorriso acabou ficando evidente e isso foi o suficiente para que ele corasse.
-Que legal! Como nos filmes de herói! –Ned disse empolgado. –Só que dessa vez você estava sem máscara Peter, como é ser reconhecido por algo que você mesmo fez? –Ele perguntou mantendo a empolgação e fazendo o amigo o olhar confuso.
-Todas as vezes sou eu que faço, Ned. –Peter não entendeu onde ele queria chegar.
-Sim, mas o crédito sempre fica todo pro homem aranha, desta vez foi diferente... –Ele ia dizendo quando levou um tapa de Peter. –Au! –Ele olhou pra frente e então pigarreou. –Ah...Oi, (S/n)! –Sorriu amarelo.
-Oi... Ned! –Ela riu, achando aquilo estranho. –Então como foi a aula?
-Já tive melhores. –Peter deu de ombros, tentando se manter calmo. –Só consegui pensar no projeto. –Mentiu.
-Nem fala. –A menina suspirou, deixando um sorrisinho leve escapar. –Estou até tendo pesadelos com isso.
-É... –Peter sorriu de volta instantaneamente.
-Posso encontrar com vocês no refeitório? Eu ainda tenho que guardar isso. –Ela disse mostrando o caderno.
-Claro, sem pressa! –Peter respondeu imediatamente, ainda sorrindo. –Quer que a gente te acompanhe?
-Não... não é necessário, obrigada. –Ela parecia um pouco sem jeito agora. –Eu prometo que não demoro! –(S/n) gritou ao se afastar dos amigos. Peter a olhou até que desaparecesse no meio da multidão e Ned apenas deixou um sorriso escapar.
-Eu acho que sei o que está havendo aqui. –Ele disse sem tirar o sorriso de blefe de sua cara.
-Ah é? O que? –Peter perguntou, acelerando os passos na tentativa falha de disfarçar seu nervosismo.
-Qual é Peter! Eu sou seu melhor amigo e eu não te vejo assim desde... –Ned enrolou e Peter fez uma cara de “não diga isso, por favor”. –Liz.
-Isso é impressão sua. –Parker disse, voltando a olhar para o amigo.
-Aquela briga foi duas vezes pela (S/n), não foi? –Ned perguntou, rindo.
-Não! Que? Como assim Ned?
-Óbvio ué! Uma parte por ela estar mal e o Flash chateá-la e a outra por ciúmes... Você está gostando da (S/n)! –Ele quase gritou, empolgado, fazendo Peter ter um mini ataque cardíaco.
-Para de falar isso! –Parker olhou para os dois lados com medo da menina estar por perto.
-E isso comprova que eu estou certo! –Ned disse, sentindo-se vitorioso.
-Tá... –O menino rolou os olhos, sentando-se na mesa do refeitório. –Na verdade eu não tenho certeza ainda... Acontece que eu não consigo parar de pensar nela desde ontem, talvez pelo ocorrido, nada mais. Eu posso estar confundindo as coisas. Ela é bonita, inteligente, gosta das mesmas coisas que nós e é nossa amiga de verdade.
-Isso só comprova ainda mais que eu estou certo. –Ned riu. –Pensa pelo lado positivo, vocês combinam.
-Se for pra parar pra pensar assim vocês também combinam. –Ele encarou o amigo.
-É, só que não sou eu que ando arrastando uma asa pra ela e nem entrei numa briga...
-Tá bom, já entendi. –Peter suspirou. –Eu acho que estou gostando dela, e daí? É algo que nunca vai rolar. –Ele completou, vendo a feição de Ned mudar imediatamente.
-Gostar de quem? –Uma voz conhecida perguntou atrás de Parker, fazendo com que uma careta se formasse no rosto dele, era (S/n).
-Ninguém! –Ele virou-se imediatamente.
-Ah qual foi Peter, eu acabei de ouvir não se faz de doido... Se quiser eu posso te ajudar, só me diz quem é que eu vou estudar a pessoa antes de tentar te dar conselhos. –Ela terminou de dizer, fazendo Ned arquear as sobrancelhas.
-Nossa... Olha a hora! Estou completamente atrasado pra pegar meus exames. –Ele disse tirando o projeto da mochila e entregando na mão de (S/n). –Vejo vocês no skype!
-Boa sorte Ned! -(S/n) gritou, fazendo com que ele fizesse um joinha com a mão de longe. Agora era só ela e Peter. A menina olhava para seu novo melhor amigo por alguns instantes, tentando afastar de sua mente a ideia de que isso a estava incomodando. Como ela pode cogitar que Peter não tinha uma queda por alguém da escola antes? Que burra! –Eu sei que somos amigos a pouco tempo. Você não precisa me contar nada agora...
-Não é isso, (s/n)! –Peter lançou um olhar de preocupação para ela. –Não quero que pense que não confio em você ou algo do tipo, eu só não sei o que eu estou sentindo ainda. –Ela deixou um sorriso fraco e um pouco triste transparecer.
-Tudo bem... –Ela suspirou. –Só quero que saiba que pode conversar comigo se precisar.
-Obrigado. –Ele sorriu. –É que anda tudo muito confuso agora.
-Amigos são pra isso. –Ela retribuiu o sorriso, colocando sua mão sobre a dele. –E então, vamos ao que interessa... –A menina bateu levemente na lataria do pequeno robô, que era um pouco maior que uma bola de baseball e que estava enrolado em um pano debaixo de seu braço.
-Quanto tempo temos? –Peter analisou seu relógio.
-Não precisamos matar nenhuma aula. –Ela respondeu aliviada. –O Professor Hoover faltou e temos a aula de robótica livre por causa do projeto.
-Ótimo! –Peter sorriu empolgado. –Nós podemos fazer boa parte das coisas aqui na escola e... –ele hesitou –talvez se precisarmos... terminar em algum outro lugar. Provavelmente o laboratório vai estar lotado de pessoas que deixam tudo pra cima da hora e eles podem ver mais do que devem.
-Minha casa! A garagem é perfeita pra isso.
-Ok, então ta de boas. –Ele respondeu coçando a cabeça, um tanto sem jeito. (S/n) pegou-se analisando a forma que ele agia e então tentou focar mais no trabalho.
-Você estava no Ned ontem, certo?
-Hã... sim –ele deixou uma risadinha escapar –claro.
-Então me deixe a par, no que vocês mexeram exatamente?
-É... –Peter gelou por uns instantes, ele havia se esquecido de perguntar ao seu melhor amigo sobre isso –eu esqueci que tinha que telefonar pra minha tia! Já volto!
-Que? Peter?! –(S/n) franziu o cenho, confusa, vendo ele se afastar correndo. –Eu te espero aqui... –bufou ao vê-lo desaparecer no meio da multidão.
-Peter é expert em correr de garotas –a voz que (s/n) menos queria ouvir ecoou bem próxima ao seu ouvido –se acostume.
-Haha! –Ela deixou um sorriso irônico escapar, distanciando-se da aproximação exagerada de Flash. –Pelo menos ele não se intromete onde não é chamado. –Ela disse, observando ele sentar ao seu lado e revirando os olhos. –Pode ficar com a mesa. –Levantou-se imediatamente, sentindo sua mão sendo segurada. –Me solta, Flash!
-O que tem aí debaixo desse pano? Por acaso é o projeto que vai perder pro meu?
-Bom, eu acho que você só vai descobrir se me fizer algo, e cá entre nós... –Ela abaixou para poder olhá-lo nos olhos. –Ambos sabemos que você não tem coragem! –Sussurrou ela de forma debochada para Flash.
-Eu não tenho medo do Peter! –Ele riu. –E ele nem me fez cócegas.
-Aham. –Ela assentiu com a cabeça de forma irônica. –Eu posso ser muitas coisas, mas eu ainda não sou cega.  E eu não estava me referindo a Peter... como diz o ditado: “Cão que ladra não morde”. E eu acho que é exatamente isso o que você é.
-Você se juntou às pessoas erradas, (S/n). –Ele a olhou seriamente e então levantou, deixando o local.
-Nossa! Que medo! Até arrepiei! –Ela gargalhou.

Peter chegou totalmente esbaforido ao lado de (s/n), principalmente depois de ter visto Flash.
-Aquele idiota te fez algo? –Perguntou preocupado, analisando o rosto da menina.
-Que nada Pete. –Ela deixou um sorriso transparecer em seu rosto ao notar a preocupação dele. –Não tenho medo dele.
-Vem, vamos pro laboratório! –Ele disse e institivamente pegou a mão da garota, fazendo com que ela deixasse um sorriso bobo escapar, sentindo o frio na barriga voltar com tudo.

Algumas horas depois, o laboratório começou a encher como Peter temia, então eles resolveram mudar de lugar. (S/n) ligou para sua tia, que os esperou com um delicioso lanche e então voltaram a trabalhar, dessa vez na garagem.
-Nem acredito que isso está dando certo! –Ela disse com brilho nos olhos, ao ver que o robô desviava dos obstáculos colocados na sua frente.
-É, ele basicamente está terminado. –Peter sorriu, satisfeito. –Só precisamos do nome. –Ele olhou para a menina.
-Verdade. –Assentiu.
-E então? –Ele perguntou, fazendo ela se surpreender.
-Ah! Você quer que eu diga o nome?
-Nada mais justo, você escolheu o inseto e trabalhou duro nele.
-Você e Ned também trabalharam duro nele. –Ela sorriu, tentando disfarçar que ficava totalmente sem jeito quando Peter focava o assunto nela.
-Nós queremos te dar essa honra. –Ele insistiu. –Como um presente de boas vindas ao clube.
-É? E esse clube tem nome? –(S/n) desviou o assunto.
-Que tal grupo dos perdedores? –Peter brincou, fazendo a menina rir.
-Tá aí... gostei da referência.
-Ao Flash? –Peter brincou novamente, mesmo sabendo que ela se referia exatamente ao filme “It a coisa”.
-Nós podíamos unir o útil ao agradável. –Ela disse gargalhando e desviando o olhar para o robô ao notar que Peter ainda a olhava.
-E então, qual o nome? –Ele perguntou, voltando seu olhar ao pequeno robô que estava parado no chão.
-Que tal “Xpider”?
-Com certeza! –Ele assentiu com um sorriso sincero. –Ned vai adorar também. –Parker ficou sério segundos depois, os dois estavam frente à frente agora. –Posso te perguntar algo?
-Claro.
-Você disse que o homem aranha te salvou, certo?
-Sim.
-Você o conhecia antes de ontem?
-Pessoalmente não –ela colocou a mão na cintura.
-Já ouviu histórias? Você é fã?
-Acho que todo mundo que tem televisão em casa conhece ele. –Ela deixou um sorriso divertido escapar, não entendia onde Peter queria chegar. Se perguntava se ele era um grande fã do garoto aranha, membro de algum fã-clube ou algo do tipo. –Não posso dizer que sou uma fã... eu o admiro muito, agora principalmente depois de ter salvado a minha vida... mas nunca fui membro de fã clube ou algo do tipo.
-Você escolheu o inseto por causa dele? –Peter insistiu, fazendo-a entender.
-Ah...Porque? Ciúmes? –Brincou ela, o fazendo pigarrear.
-Claro que não... Só uma curiosidade. –Ele pressionou os lábios.
-Eu realmente gosto de aranhas, mas agora que você falou... me parece uma ótima homenagem a ele. –Ela sorriu, lembrando-se de seu salvador. –Você o conhece pessoalmente?
-Eu? –Parker arregalou os olhos, olhando para o chão e em seguida para a garota. –Bom, de vista.
-Estagiar na Stark deve ser maravilhoso. –Ela sorriu imaginando. –Você já conheceu muitos super-heróis lá?
-Alguns. –Ele afirmou com a cabeça.
-E como fez pra conseguir um estágio lá? –Perguntou, guardando as ferramentas na caixa.
-Tony Stark foi até minha casa. Eu me inscrevi pra uma bolsa e ele aprovou...
-Ual! Quando eu penso que você não pode parecer mais genial. –(S/n) lançou um olhar de admiração para Peter, fazendo com que ele ficasse sem jeito. Os dois foram interrompidos pelo toque do celular do menino.
-Oi! –Ele atendeu imediatamente, agradecendo em sua cabeça.
-E o projeto? –Era Ned.
-Finalmente terminado!
-Sério?! Não brinca! Ah cara como eu queria estar ai!
-Como foi com os exames?
-Nada de diferente. –Ele deu de ombros. –Onde você está?
-Na casa de (S/n). –Peter disse, olhando para a amiga.
-Oi Ned! –Ela gritou para que ele a ouvisse e Peter colocou no viva voz.
-Acabei de chegar em casa, podemos nos falar por skype? Assim vocês me mostram o robô.
-Claro a menina assentiu.

Como eles terminaram o projeto mais ou menos umas 18:30 da noite a tia de (S/n) insistiu para que Peter jantasse lá. (S/n) agradeceu mentalmente por sua tia ter se esquecido da história da mochila graças a ele que surgiu como a distração perfeita! E então quando o jovem foi embora, ela aproveitou para se trancar em seu quarto, pensando no dia que tivera e em tudo o que estava acontecendo em sua vida: Peter, o projeto, o sequestro misterioso.

-“Cheguei em casa.” –Uma mensagem de Peter chegou, fazendo com que ela sorrisse instantaneamente, colocando uma almofada em sua cara. Apesar de todas as preocupações que tinha, uma em particular estava tomando conta de toda sua mente. Não conseguia parar de pensar em seu melhor amigo e não conseguia evitar os sorrisos bobos que surgiam ao receber uma mensagem dele ou ao se lembrar de algo em que ele estivesse envolvido.

Peter na verdade não estava em sua casa, mas sim na casa de (S/n). No exato momento em que enviou a mensagem, ele olhou pelo vidro da janela do quarto dela cautelosamente para ter certeza de que ela estava sozinha. Ao comprovar isso, se preparou para bater no vidro. Ele estava de cabeça pra baixo quando sua mensagem foi recebida pela jovem e não deixou de notar sua reação.
-Foco Peter! –Ele falou para si mesmo, batendo levemente 3 vezes no vidro.

(S/n) levantou-se assustada e parou na frente da janela, vendo uma pessoa que esperava não ver tão cedo, era o homem aranha. Ela franziu o cenho, se aproximando da janela com cautela e então o viu pular e ficar de pé em sua sacada, ele tinha algo familiar em suas mãos, era sua mochila. A menina resolveu então abrir a janela para que ele entrasse.
-Desculpe pelo horário inconveniente, mas achei que fosse querer isso de volta. –Ele disse estendendo a mochila para ela.
-Como... como você...? –Ela não conseguiu terminar a frase.
-Um mágico nunca revela seus truques. –Ele sorriu por debaixo da máscara ao ver a cara de surpresa da menina que franziu o cenho depois de ouvir sua frase.
-Você salvou minha vida duas vezes, obrigada! –Ela deixou um sorriso de alívio evidente, pegando a mochila e colocando-a em cima da cama.
-De nada! –Ele fez uma continência para ela. –Esse é o meu trabalho. –Completou, virando-se para a janela novamente e preparando-se para ir embora.
-Espera! –Ela quase gritou, tampando sua própria boca em seguida e fazendo ele virar. –Tem algo que eu quero te mostrar.
Peter ficou imóvel enquanto a menina se abaixou e puxou uma pequena caixa debaixo da cama, era a caixa que tinham guardado o projeto.
-O que é isto? –Ele se fez de desentendido.
-Meu projeto da escola. –Ela respondeu, tirando ele da caixa e o ligando. –O nome dele é Xpider, e graças a você vou poder apresentá-lo nessa sexta.
-Legal... O que ele faz?
-Assim como você, ele também pode ajudar na segurança. Esse olho aqui é uma câmera, ele pode filmar por horas, e envia as imagens pro celular do dono, ele também serve como brinquedo para crianças e tem reconhecimento facial, avisa quando alguém estranho se aproxima.
-Muito interessante! –Ele disse, observando o pequeno robô se movimentar pelo quarto. –Você parece ser uma menina muito inteligente.
-Obrigada! –Respondeu sem jeito. –Mas o mérito não é só meu, meus dois melhores amigos me ajudaram, somos um grupo.
-Aqueles que você comentou sobre ontem? –Ele perguntou e ela apenas assentiu com a cabeça.
-Talvez você conheça um deles... Peter, Peter Parker! Ele é estagiário na Stark, um menino muito inteligente. –A menina disse e Peter agradeceu mentalmente por estar com o seu traje, pois se não ficaria evidente o quão vermelho ele havia ficado.
-Não... sinto muito, são muitas pessoas lá...
-Ele é mais ou menos do seu tamanho. –Ela disse o medindo mentalmente e franzindo o cenho. -Branquinho dos olhos castanhos e cabelos castanhos...
-Não me lembro. –Ele negou com a cabeça, fazendo a menina parecer um tanto desapontada.
-Que pena. Ele é muito legal.
-E você? Como está se sentindo depois daquilo?
-Um pouco assustada, confesso. –Ela suspirou. –Mas estou melhorando... meus amigos estão me ajudando... inclusive o Peter, ele me trouxe pra casa hoje e se voluntariou a vir me buscar amanhã antes da escola.
-Ele parece se preocupar com você...
-É... ele até me defendeu de um idiota na escola hoje. Queria poder fazer algo para agradecê-lo, mas não sei o que.
-Aposto que pra ele sua amizade já é o suficiente. –Ele foi sincero ao dizer, mesmo sabendo que ela jamais imaginaria que era ele.
-Sim! E esse é mais um dos motivos pelo qual eu queria poder fazer algo por ele. –Ela disse, ouvindo um barulho na porta, alguém estava batendo.
-(S/n) está acordada? –Sua tia perguntou do outro lado da porta.
-Sim! Já vou! –Ela gritou, olhando para o herói em sua frente. –Obrigada de novo! –Ela sussurrou pouco tempo antes de vê-lo partir.
-Tava conversando com alguém? –Sua tia franziu o cenho, olhando para dentro do quarto.
-É... eu tava conversando com o Peter por Skype. –Ela balançou o celular que estava em sua mão. –Então, o que queria?
-Ah, claro! –Juliet sorriu. –Seu tio chegou agora do trabalho e ele te trouxe isso. –Ela apontou um saco gorduroso de papel em sua direção. –Diretamente da Califórnia.
-Meu Deus! Como eu estava com saudades de comer esse hambúrguer! –Sorriu com a empolgação nítida.
-Foi uma forma de te pedir desculpas por não ter voltado pra casa ontem. Ele está de folga na sexta e acho que vai comigo assistir seu projeto no colégio. –Ela terminou de dizer e a menina assentiu com a cabeça.

Ao chegar em casa, Peter lembrou que Ned havia o ligado no momento em que estava ocupado, então ele se jogou em sua cama e telefonou de volta para o amigo, enquanto brincava de acertar sua bola de baseball repetidas vezes na parede.
-Pensei que tinha acontecido algo. –Ned reclamou.
-Eu encontrei a mochila de (s/n) e fui entregar. –Peter disse, como se não fosse nada.
-E como ela reagiu?
-Ficou surpresa, mas agradecida. –Peter sorriu, lembrando-se da conversa que teve com a jovem.
-Isso é obvio né.  –Ned resmungou. –Quero detalhes! Você acha que ela preferiria você ou o homem aranha? –Ele perguntou, fazendo o amigo franzir a testa.
-Somos a mesma pessoa, Ned...
-É, mas ela não sabe! Essa é a graça de ser um herói, você podia beijá-la como homem aranha pra saber se realmente sente algo por ela.
-Bom, ela demonstrou um certo interesse pelo homem aranha, mas não dessa forma... –Peter parou de acertar a bola na parede para passar a mão pelo rosto. –Mano...! Eu estou tão ferrado!
-Realmente... –Ned riu –mas eu ainda não jogaria esse plano fora.
-Sabia que ela nos considera os melhores amigos dela? –Peter ignorou o comentário do amigo.
-Sério?
-Aham, ela comentou sobre nós pro homem aranha. –Ele suspirou. –E ela me contou, pra mim Peter Parker, –ele apontou para si mesmo -um pouco sobre a vida dela na outra cidade...
-E como era? –Ned jogou-se em sua cama.
-Tinha poucos amigos, uma mãe exigente, uma irmã popular...
-Você acha que algo ruim já aconteceu com ela? Por isso é tão fechada desse jeito?
-Eu não sei Ned. –Peter que continuava encarando o teto, deixou um suspiro escapar. –Vamos dar tempo ao tempo... vou tentar dormir agora, estou cansado.
-Tá, mas amanhã quero detalhes sobre como você recuperou a mochila.
-Pode deixar! –Peter riu, desligando o celular.

Depois de comer seu lanche, (S/n) resolveu chamar suas amigas Heloise e Claire para uma conversa no Skype, não falava com as meninas desde que havia começado o projeto.
-Ora, ora... Olha quem resolveu aparecer... –Heloise disse, sarcástica como sempre.
-Pois é. –Claire concordou, fazendo a menina rir.
-Aposto que arrumou umas amigas “gênias” na escola e nos trocou. –Heloise fez drama.
-Que nada meninas. –(S/n) rolou os olhos. –Terminei meu projeto hoje.
-Aquele que você tava fazendo com os dois meninos que conheceu? –Claire perguntou e (S/n) afirmou com a cabeça.
-Peter e Ned. –A menina sorriu. –Eles são muito legais! Agora não fico mais só naquela escola.
-Que bom, mas pelo menos quando era sozinha tinha tempo pra gente. –Heloise brincou. –To zoando. Eles são tipo... super nerds?
-Eles são parecidos comigo, gostam das mesmas coisas...
-Ah então são. –Claire disse arrancando a risada de Heloise. As três eram amigas, mas elas tinham gostos diferentes, uma das poucas coisas que as meninas tinham em comum era Harry Potter.
-E vocês, falaram muito de maquiagem na minha ausência? –(S/n) perguntou rindo, ela sempre costumava a boiar na conversa das amigas, e o pouco que aprendeu de maquiagem foi com elas.
-Aham, comprei uma coleção de pincéis maravilhosos! –Claire disse, e ela riu. Claire era a louca dos pincéis, ela tinha coleções e mais coleções de pincéis em casa.
-O que eu perdi essas semanas aí na Califórnia? –(S/n) perguntou, sentindo saudade de casa.
-Nada de muito diferente, as coisas na nossa escola antiga continuam as mesmas. –Heloise revirou os olhos. –Mas... você não sabe quem perguntou por você.
-Quem?
-Josh Carter.
-Mentira?! –(S/n) riu surpresa.
-É, você teve que deixar o estado pra esse idiota te notar. –Claire rolou os olhos.
-Eu acho que ele só está sentindo falta das ajudas em física. –(S/n) riu, ela passou grande parte do ano passado tendo uma queda por Josh, só que ele nunca a notou realmente.
-Não sei, ele pareceu decepcionado demais. –Claire fez uma cara engraçada.
-Tanto faz. –(S/n) deu de ombros –estou vivendo uma outra vida agora.
-Ui, olha ela... toda renovada! –Heloise brincou. –Quem é o garoto? Ai meu Deus! É um dos nerds?
-Que? –(S/n) não conseguiu conter a risada tímida. –Não. Estou vivendo um dia de cada vez. –Ela disse tentando convencer a si mesma que era verdade.
-Sei... –Heloise fez uma cara de desconfiada.
-Vocês não sabem o que me aconteceu essa semana. –Ela disse antes que alguma das amigas lançasse outra pergunta difícil de responder. –Não contem pra ninguém, eu quase fui sequestrada e o Homem aranha me salvou.
-Mentira? –Claire abriu a boca incrédula.
-Infelizmente não é uma mentira. –Ela rolou os olhos. –Agora eu tenho medo até de comprar pão.
-E como o homem aranha é? Ele é mesmo aquilo tudo que aparece na TV? –Heloise balançou as sobrancelhas, fazendo (s/n) pressionar os lábios pra segurar sua risada.
-Digamos que é melhor.  –ela respondeu tímida.
-Agora faz sentido “vivendo um dia de cada vez” –Heloise negou com a cabeça. –Eu me jogaria de um penhasco se ele estivesse próximo.
-Ele te carregou pelas teias? –Claire perguntou, fazendo (s/n) concordar com a cabeça.
-Foi assustador.
-Meu Deus! Que romântico! –Claire suspirou e (S/n) riu imediatamente. –Igual nos filmes, o herói salva a mocinha e depois os dois se apaixonam. –Ela continuou.
-Não... nada disso. –(S/n) negou com a cabeça. –Por mais gostoso que ele seja, não é pra mim namorar um super-herói. Imagina que loucura!
-Loucura é você não querer namorar um super-herói! –Heloise disse indignada.
-Eu ia ter ataques de pânicos diários de tanta preocupação –ela mexeu em seus cabelos encarando o teclado do notebook por um tempo –e eu...
-E eu? –Claire perguntou.
-Eu não sei. Nada muito importante. –A menina deu de ombros, checando seu celular.
-Eu sabia! –Heloise gritou. –Quem é ele? Não adianta esconder, quero detalhes...
-Eu só comecei a me sentir assim... –(S/n) deixou um sorriso desanimado escapar –ele obviamente gosta de outra.
-Ah não... de novo não. –Claire lançou um olhar triste para a amiga.
-Meu carma.
-Ele tem uma namorada? –Heloise perguntou.
-Não, mas eu ouvi ele comentar que gosta de alguém.
-Ah pois então você ainda tem chance, é só investir.
-Tudo que eu menos preciso agora é um drama escolar, Heloise. –(S/n) olhou para a tela do notebook. –Eu só preciso focar mais nos estudos que eu esqueço disso.
-Se tu focar mais nos estudos você vai virar uma Wikipédia. –Heloise rolou os olhos. –É adolescência! Você só vive ela uma vez, quando você ficar velha vai ter todo tempo do mundo pra ler livros.
-Quem é ele? –Claire perguntou. –É um dos meninos? –(S/n) apenas balançou a cabeça positivamente.
-Sabia! –Heloise bateu palmas. –Então ele é um dos seus, não vai ser difícil conquistá-lo.
-Acontece que eu não vou conquistar ninguém, –a menina bufou –eu não quero.
-Não me faça ter que ir pra Nova Iorque. –Heloise cerrou os olhos. –É o desajeitado né?
-Sim, Peter.
-É, quando você descreveu ele naquele dia ele parecia bem o seu tipo mesmo.
-Eu quero ver uma foto! –Claire gritou empolgada. (S/n) desbloqueou o seu celular imediatamente e então colocou na foto de contato de Peter.
-Ai meu Deus! Ele é fofo, eu imaginava aqueles nerds iguais os de filme. –Heloise observou.
-Ah, vocês ficariam fofos juntos. –Claire disse. –Pensa direitinho amiga.
-Tá... mas agora eu quero não pensar. –Ela negou com a cabeça mesmo sabendo que não conseguiria parar de pensar nele. –Eu preciso dormir, vejo vocês depois!
-Bye! –As meninas disseram em coro.
-Vê se não some de novo! –Heloise disse pouco antes da amiga desligar.



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