História The world is not peaceful - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobos, Magia, Mistério, Revelaçoes, Sobrenatural, Sobrevivencia
Visualizações 6
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem vindos de volta para mais um capítulo dessa aventura.

Capítulo 2 - A floresta é minha casa


Fanfic / Fanfiction The world is not peaceful - Capítulo 2 - A floresta é minha casa

7 anos depois...

 

 

- Venha. - Faço gestos com as mãos chamando. - Não se preocupe, eu não vou te machucar. - Insisto ainda em chama-lo mas um rugido me tira a atenção.

Me viro rapidamente e vejo ela atrás de mim, me olhando como se eu fosse a suspeita de um crime grave. Minha reação foi dar um sorriso tentando disfarçar o susto que levei.

- Eu só... eu só estava chamando ele para conhecer a nossa casa. - Tento fracassadamente dar explicações plausíveis do porquê eu estava falando com um gato. - Ta bom, eu estava falando com um gatinho.

Logo após eu terminar de falar me virei para olhar para o gatinho novamente mas ele já havia sumido, então retornei meu olhar a ela, que ainda estava parada me olhando, parecia que estava me verificando, fazendo um check-in para ver se eu estava inteira, o motivo eu realmente queria muito saber, mas logo essa curiosidade imensa por respostas foi água abaixo quando uma flecha por pouco não me acertou, meus reflexos eram bons o bastante para perceber uma flecha se aproximando a quilômetros de distancia e conseguir desviar sem me machucar, ela acertou na árvore logo atrás de mim. 

Me posicionei novamente e foquei minha visão na direção que a flecha veio, consegui ver muita coisa, não sabia muito bem o que era, eles estavam em pé, eram parecidos comigo, diferentes dela, eles estavam olhando diretamente para nós, olhei para o lado e comecei a correr, ela me acompanhou como sempre, atrás de mim, zelando pela minha segurança, ao mesmo tempo que corria virava meu rosto para tentar ver se eles ainda estavam lá, talvez um ataque surpresa não seria nada mal, mas ela nunca me deixava me aproximar, toda vez que eu tentava ela se jogava com o corpo na frente e rugia muito alto para mim, aquilo me assustava e eu corria, toda vez, talvez ela só quisesse mesmo me manter em segurança.

Depois de muito tempo desviando de flechas e árvores chegamos na caverna, eu gosto dela, mas eu não conseguia fazer nada lá dentro, literalmente, parece que tem algo que bloqueia uma parte de mim quando estou lá dentro, eu gosto muito mais da parte externa da caverna do que da interna.

Toda vez que acontecia essas coisas a gente fica escondidas lá dentro durante dias, até notar que o ambiente está seguro, livre daqueles que nos atacam, e que tentam me ferir.

Na maioria das vezes, as coisas que tentam nos atacar são diferentes daquilo que eu vi hoje, esses eram diferentes, eles eram parecidos a mim, não se pareciam igual ela, igual o gatinho que vi mais cedo, eles tinham... 

- Aaaaa! - Grito de raiva. 

Ela correu até onde eu estava ver o que tinha acontecido, apenas fiquei quieta a encarando, eu sabia que ela estava furiosa comigo por eu ter gritado, isso iria atrair a atenção deles fazendo com que nos encontre, mas isso me deixa muito irritada, o fato de eu não saber tudo o que eu quero falar, eu não sei muitas coisas, as poucas coisas que aprendi foram para sobreviver, apesar de que ninguém mais fala comigo nessa floresta, eu sou a única que sabe falar, mas mesmo assim não sei de tudo, e não querem me contar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- As vezes não é tão ruim ser a única a saber de uma coisa que ninguém mais sabe, eu me sinto... única.  - Converso comigo mesma enquanto ando pela floresta, carregando uma cesta com algumas frutinhas, é delas que eu sobrevivo, e ela não sabe pegar, então quem tem que pegar sou eu mesma, hoje é um desses dias.

[ Barulhos estranhos

Me escondo rapidamente atrás de uma das árvores, fico escutando atentamente o que estão falando, tentando entender na verdade e não conseguia, por isso resolvi me aproximar, senti algo me arrastando de volta para trás, me virei rápido e notei que era alguém como eu, era forte e me segurava meu braço com tanta força que me machucava, me balancei na intenção de me soltar, não deu certo.

Eu lembro quando ela me orientou sobre usar minha força apenas para me proteger, isso é usar para me proteger não é?

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! - Gritei o mais alto possível, fazendo com que anunciasse que eu estava em perigo e fez com que meu corpo automaticamente liberasse algum tipo de feitiço contra quem me segurava, deixando-o imobilizado, talvez até ferido demais para conseguir viver mais um pouco.

Ouvi vários uivos vindo da floresta logo após meu grito, lembro também quando ela me orientou sobre ouvir vários uivos, é sinal de que ou alguém está em perigo, ou eu estou em perigo, e que se ouvisse algum dia era pra correr do perigo, ou ajudar quem estivesse em perigo. É claro que eu que estava em perigo, então não é tão difícil saber que depois do grito que dei, se até a floresta inteira escutou, os outros provavelmente também escutaram, é minha hora de correr.

Olhei para trás uma última vez para ter certeza de que isso não era apenas mais um sonho estranho que eu tenho toda vez, e corri, corri o mais rápido que pude, eu sei que quando eu chegasse na caverna ou iria receber algum castigo ou ela iria ficar brava por eu não saber me cuidar ainda.

Acho que mais uma coisa que iria para minha pequena lista de travessuras que já cometi é dormir fora da caverna, pois eu com certeza não volto hoje para lá, eu sei que isso é uma coisa ruim de se fazer, pode acontecer muitas coisas em uma noite, mas eu sou muito forte e preciso provar que sei me cuidar sozinha.

 

 

Depois de algum tempo correndo pela floresta encontrei o lugar perfeito para passar a noite, vou chegando mais perto e me deito sob a árvore, ela tem uma vista muito boa para a lua, é como um...

- Gatinho? - Me levanto e exclamo assustada olhando para o gatinho. - O que faz aqui, gatinho? - Pergunto na esperança dele responder, sei que isso nunca vai acontecer. - Tudo bem, você pode dormir aqui comigo hoje, a floresta é minha casa. -  Um silencio toma conta do ambiente.

O gatinho vem para perto e deita no meu colo, ele dorme enquanto passo minhas mãos em seu pelo, igual aos dela, só o tamanho dos gatinhos são diferentes, meus olhos começam a se fechar lentamente, alguns segundos depois eu já não conseguia mais mante-los abertos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acordo assustada com vários uivos se manifestando pela floresta inteira. 

- O que é que está acontecendo?... - Me pergunto enquanto escuto todos aqueles uivos em sincronia.

 

 

 

 

 

 



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