História The world is still beautiful - Capítulo 13


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Palavras 4.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoitas ❤

Bom, primeiramente devo justificar a minha prolongada ausência por aqui. Eu não estava me sentindo muito bem ultimamente e isso afetou de forma direta minha criatividade, minha disposição e todo o resto. Mas eenfim, ninguém tá aqui pra ler desabafo rsrs

Sem mais delongas, boa leitura

Capítulo 13 - O lado Nerobasta da vida


Fanfic / Fanfiction The world is still beautiful - Capítulo 13 - O lado Nerobasta da vida

Elizabeth ficou o encarando sem reação por alguns minutos tentando processar tudo que estava acontecendo. Teria entendido errado? Estarossa havia mesmo a pedido em casamento?

—Quer que eu repita? — ele perguntou com um sorriso brincalhão ao ver a confusão dela.

—S-Sim… d-digo, não! — ela gaguejou balançando a cabeça — i-isso é um grande mal entendido… tenho certeza que..

Ela falava sem parar coisas que não faziam muito sentido até que ele percebeu pra onde ela estava desviando o olhar o tempo todo. Estarossa sorriu um pouco mais uma vez e se abaixou na frente de Esmeralda.

—Perdão, princesa. Eu devia ter perguntado pra você primeiro — pegou a mãozinha dela enquanto a garotinha o encarava curiosamente — você aceita que eu me case com a sua mãe? 

Elizabeth engoliu um seco e já ia impedí-lo quando Esmeralda soltou a mão dele e cruzou os bracinhos na frente do corpo com uma expressão de brava. A albina suspirou aliviada esperando uma negação da mesma, dessa forma teria uma boa desculpa para recusar.

—E então? O que me diz, princesa?

—Meralda aceita — fez um biquinho.

—Mesmo? — ele sorriu e Elizabeth quase caiu pra trás de decepção.

—Mas tem conção

—Que condição, princesa?

—Meralda só aceita se Rossassama comprar casinha pra Hawk — disse séria. 

—Negócio fechado — ergueu a mão para a garotinha e ela a apertou toda sorridente — você ouviu? Ela já disse sim — ele sorriu pra Elizabeth de forma irritante.

—N-Não! I-I-Isso não vai acontecer! Ninguém aqui vai comprar casinha pra ninguém!

—Ah… mama… deixa! — Esmeralda implorou — diz sim! Diz sim, mama!

—Amorzinho, a mama… — Elizabeth suspirou tentando manter a calma — Estarossa-sama, o senhor é um homem muito gentil mas infelizmente não posso aceitar sua oferta. Eu… eu… 

—Relaxa, você não vai perder seu emprego por causa de uma besteira dessas — ele disse simplesmente — o único que perdeu algo aqui fui eu.

—Perdeu? O-O que, Estarossa-sama?

—Minha dignidade — disse com um sorriso calmo e Elizabeth corou — mas não faz mal, tenho o resto da vida inteira pra te convencer. 

—Eu achei que ela ia dizer sim. Já tinha até me preparado pra jogar os confetes… como aquele filme do cara que fica rico — uma voz grave suspirou.

—Droga… — Estarossa resmungou e revirou os olhos.

—Isso não é filme de romance, imbecil — Derrieri riu se aproximando do grupo. Atrás dela vinham Galand e Monspiet — olá, pessoas. Estarossa, qual sabor de chocolate você quer que a gente compre pra te ajudar a afogar as suas mágoas? 

—Derrieri — Monspiet censurou. O platinado não disse nada, apenas passou reto por eles e foi em direção ao seu carro.

—Você me decepcionou, Elizabeth — Galand choramingou todo dramático — mas, tudo bem. Todo mundo me decepciona mesmo.

—Tio Galão! — Esmeralda correu pra ele, feliz por poder vê-lo de novo — Meralda sentiu saudade! Meralda não tem mais que ir embora?

—Não, Esmeralda — ele a abraçou de volta — Esmeralda e a mamãe ficam com a gente agora.

—Eeeehh!!! — comemorou.

—Por que ia embora? — Derrieri perguntou desconfiada.

—E-Eu? B-Bom, por nada… e tudo ao mesmo tempo…

—Você feriu o orgulho dele como homem… — ela suspirou se referindo a Estarossa — mas por sorte eu estava aqui pra assistir — sorriu malvada.

—D-Derrieri-sama acha que ele me odeia?

—Possivelmente — balançou os ombros em completo descaso — mas veja pelo lado bom, você não foi despedida. 

—Derrieri-sama é bem… otimista — engoliu um seco. 

—Acredite querida, ele vai sobreviver — balançou os ombros em descaso e entrou em seu carro — Galand, você dirige!

—Eu odeio você — resmungou.

 


~●●●~

 

Antes que Estarossa tivesse a chance de entrar em casa, Merascylla o atacou na porta.

—Onde você estava que não atendeu minhas ligações?

—Céus, vocês realmente não tem casa? — perguntou mal humorado.

—O que ele tem? — perguntou e Monspiet tampou a boca de Derrieri e Galand antes que ambos dissessem alguma merda — ok, só não esqueçam de me passar a fofoca mais tarde. Bom te ver de novo, Elizabeth.

—O-Oi — gaguejou.

—Oi, tia Xixila! — Esmeralda acenou.

—Oi bebê — jogou um beijinho pra ela e voltou a ficar séria — é o seguinte, temos problemas.

—Me conte uma novidade — o prateado revirou os olhos — a campanha outra vez?

—Sim e não — sorriu tendenciosa — temos uma notícia boa e outra ruim, qual quer ouvir primeiro?

—A boa — balançou os ombros em descaso — tem que ter pelo menos uma hoje.

—Ok — sorriu satisfeita — Ryudoshel está aqui. Ele disse que deu tudo certo e só está te esperando pra discutirem os ultimos detalhes do projeto. Ele disse que foi tudo muito bem aceito entre os Quatro arcanjos e todos concordaram em te ceder parte do monopolio deles. Claro que isso exigira algo em troca.

—Perfeito — abriu um pequeno sorriso e tirou a chave do bolso, apertando um botão que travou as portas de sua Mercedes automaticamente — Galand, se lembrou de trancar seu carro?

—Sim. Por que está me perguntando isso?

—Estou adiando a má notícia — respondeu indiferente — Merascylla?

—Então… — suspirou — como todos sabem, Ryudoshel mora com sua família um pouco longe daqui. Logicamente ficará hospedado na sua casa.

—E onde isso é uma má notícia? — arqueou uma sobrancelha — ele é meu convidado, nos conhecemos a muito tempo. 

—Esse não é exatamente o problema — mordeu o lábio inferior.

—Quer ir direto ao assunto? É por isso que eu que tenho que manipular a informação — Derrieri disse impaciente.

—Querida, a casa não é sua!

—Nem sua também!

—Querem parar com isso? — Galand bufou — ainda nem peguei a pipoca!

—O que foi, Merascylla? — Estarossa perguntou entediado.

—Ryudoshel trouxe uma bagagem com ele. Uma das mais pesadas e irritantes devo destacar — ela respondeu — você provavelmente não vai gostar nada disso mas terá que lidar com ela pelos próximos dias se quiser fechar o acordo.

—Ela? 

—Vou te dar uma dica: começa com "Ne" e termina com "robasta".

—Espera aí, não fala! — Galand ergueu o dedo indicador tentando formular uma resposta rapidamente — Hermenecreuza?

—Exatamente — a rosada revirou os olhos.

—Se ficar olhando pros peitos dela você será um homem morto — Derrieri disse inocentemente enquanto entrava em casa.

—O mesmo vale pra você — Merascylla olhou feio pra Galand e seguiu atrás dela.

—Amigos, chegou a hora de nossa provação — Galand engoliu um seco e saiu puxando Monspiet com ele — viva aos peit… digo, à amizade fraternal com direito a abraços.

—Às vezes me pergunto como Merascylla ainda não te matou.

Estarossa ainda suspirou mais duas vezes antes de entrar em casa pra enfrentar seu novo desafio. Continuava se questionando se queria realmente ser prefeito mas afastou tais pensamentos e abriu a porta da frente. 

À primeira vista, Elizabeth não soube bem o que pensar a respeito da mulher sentada ali na sala. Mas no momento em que ela abraçou Estarossa sem pensar duas vezes com aqueles peitos assustadoramente grandes, algo dentro dela ameaçou ser colocado pra fora. Provavelmente o único pão que ela tinha comido

Nerobasta tinha cabelos rosados sedosos, seios absurdamente fartos e um sorriso espontâneo circulado por um batom rosa chiclete. Totalmente o oposto de Elizabeth. Isso sem falar das roupas elegantes cheias de decotes e com certeza caras se contrastando a um tecido meio azulado e um pouco gasto que Elizabeth chamava de vestido.

—Estzinho! Como senti sua falta! — ela disse numa voz melodiosa. Até a voz da rapariga era linda. Podia isso?

—Oi, Nerobasta — ele respondeu simplesmente a abraçando de volta de forma mais ‘branda’. Estava cansado de mandar ela parar com aquele apelido idiota mas não adiantava muita coisa.

—Olá, Estarossa. Obrigado por atender meu pedido — Ryudoshel estendeu a mão pra ele amigavelmente.

—Eu que agradeço — o platinado aceitou o gesto — é uma honra pra mim trabalhar com os Quatro Arcanjos. Espero que tenham sido bem recebidos.

—Sim, Merascylla nos recebeu. A propósito, sua casa é linda.

—Obrigado — sorriu. 

—Rossassama! É de verdade? — Esmeralda puxou a perna da calça dele, apontando para Nerobasta.

—Sim, ela é bonita, não é? — ele a pegou no colo, fingindo brilhantemente que Esmeralda não estava se referindo aos peitos de sua hóspede.

—Hm — Esmeralda murmurou desconfiada para ela, sem concordar nem discordar.

—Não sabia que tinha filhos — a rosada disse num tom entre cinismo e decepção.

—Não é minha filha. É filha da empregada — ele respondeu e colocou Esmeralda no chão. A pequena aproveitou a deixa para procurar seu cãozinho, que por acaso estava no colo de Merascylla. Por algum motivo Elizabeth sentiu um baque no peito com a última frase dele.

—Tio, eu quero aquele dog! — um garotinho apontou.

—E quem é esse? — Estarossa perguntou.

—Esse é o Miguel, filho do meu irmão — Ryudoshel apresentou.

—Faz tempo que não vejo o Mael — cruzou os braços — como ele está?

—Bem — sorriu — na verdade, ele mandou lembranças. Infelizmente não pôde vir comigo, ele gostaria de estar aqui pessoalmente.

—Tio! Tio! — Miguel insistiu.

—Miguel, se comporte — disse sério pra ele.

—Qual é, Ryu? — Nerobasta defendeu o pequeno — é só um cachorro!

—Que pertence a outra pessoa — ele olhou feio pra ela e em seguida sorriu para seu anfitrião — me perdoe pelo transtorno, podemos começar uma reunião em particular agora?

—Claro, vamos lá pra cima e…

—Estzinho, será que você não para de trabalhar? — Nerobasta fez bico — faz muito tempo que não venho à Danafor, quero ir ao clube!

—Aqui estão as chaves do meu carro — ele enfiou a mão no bolso e as pegou — tente não amassar ele muito, ok? Acabou de ser limpo.

—Estzinho! Eu não quero ir nadar sozinha! Você tem que vir comigo!

—Nerobasta, não estamos aqui pra nos divertir — Ryudoshel suspirou. Sua irmã costumava dar um trabalho dos grandes todas as vezes que o acompanhava pra onde quer que fosse.

—Tio! Nadar! — Miguel ajudou.

—Rossassama leva Meralda? — a garotinha pediu, soltando o pobre cachorrinho em liberdade.

—Estarossa, não se sinta obrigado a isso. Me perdoe novamente pelo comport…

—Relaxa, Ryudoshel. Acho que Nerobasta tem razão — ele sorriu — estou mesmo precisando esfriar a cabeça. Você tem tempo?

—Sim, mas… sua agenda não está cheia? 

—Às vezes é necessário abrir pequenas exceções. Já trabalhei demais nas últimas semanas.

—Yes! Obrigada, Estzinho! — Nerobasta se jogou nele outra vez e deixou uma marca brilhante de batom em seu rosto. Algo dizia no fundo de Elizabeth que aquela mulher tinha colocado batom cremoso de propósito. 

—Bom, já que você diz… — Ryudoshel balançou os ombros em descaso e sorriu — acho que iremos ao clube.

—Perfeito — Derrieri concordou.

—O que está fazendo?

—Chamando Gloxinia e Dolor. O que mais? — arqueou uma sobrancelha — Zeldris tem pavor de claridade então ele sem dúvida vai recusar. Devo chamar o Fraudrin?

—Derrieri — Galand riu — o clube que nós vamos... É o do Fraudrin.

 


~●●●~

 

—Derrieri, qual é a desse maiô extremamente cavado e especialmente desenhado para acabar com o psicológico de alguém? — Merascylla perguntou analisando o maiô preto de sua amiga. Sem dúvidas ela amava preto.

—Eu não sei de nada — sorriu maliciosa e se espreguiçou.

—Essa mulher ainda vai me matar — Monspiet suspirou desolado.

—Espero que esteja falando desta mulher aqui, porque se estiver falando da Miss Silicone, teremos um problema — ela rosnou.

—Qual é a desse ciúme todo?

—Então quer dizer que colocou essas tirinhas que você chama de roupa de banho só pra chamar a atenção do menino Pieto — Galand coçou o queixo — boa! Essa é minha garota. Mas você está conseguindo a atenção de mais gente, acho que o tiro saiu pela culatra — riu.

—Acredite em mim, saiu exatamente como planejado — sorriu colocando o óculos de sol e esticando as pernas na espreguiçadeira listrada.

—É um ciclo — Merascylla riu — acho que ela quer te fazer ciúmes.

—Se eu disser que está conseguindo, vocês acham que ela para? — perguntou sincero.

—Não.

—Então não estou dando a mínima — Monspiet sorriu com infantilidade e tirou a camiseta.

—Ulalá — Merascylla mordeu o lábio inferior.

—Tira o olho daí, querida — Galand e Derrieri disseram ao mesmo tempo.

—Credo, gente! Paz e amor — sorriu inocente — miga, não era você que tava por cima da situação agora a pouco?

—E quem disse que não estou? — sorriu convencida — mas se você ficar olhando você morre. Vou tatuar um “Propriedade de Derrieri. Não se aproxime” quando ele estiver dormindo.

—Me lembrarei de dormir com os olhos abertos — ele brincou.

—Quem disse que é pra você rir? Quem falou que é pra achar engraçado? Meu querido, eu estou falando sério. Não estou achando a mínima graça. Inclusive nem falando com você eu tô.

—Menos, Derrieri. Bem menos, quase nada — Galand riu.

—Você fica uma gracinha quando está brava — Monspiet riu e se deitou em outra espreguiçadeira, colocando os braços atrás da cabeça — principalmente quando está com ciúmes.

—Olha só, eu não tô gostando do seu tom — apertou os olhos pra ele — e nem dessa sua pose convidadita. Pode se sentar como um mocinho bem educado e vestir uma roupa. Vai se cobrir, seu meliante!

—Só se você fizer isso pra mim — sorriu irritante.

—Vou te cobrir na porrada, seu pervertido do cacete — disse com um sorriso assustador.

—Calma, Derrizinha — ele piscou pra ela e a fera se levantou furiosa com o objetivo de matar.

—A gente separa a guerra ou só finge que não conhece? — Merascylla perguntou enquanto ambos se preparavam para o combate. Antes que Derrieri pudesse estrangular seu namorado, ele segurou as mãos dela e ela acabou desequilibrando e caindo em cima dele — beleza, a gente finge que não conhece. 

—Só tentem não fazer uma criança no meio de um clube familiar, ok? — Galand disse antes de se virar e acompanhar Merascylla em seu disfarce.

—Estamos atrasados? — Gloxinia perguntou se aproximando. Atrás dele, Dolor carregava uma bolsa grande de praia, uma boia de flamingo e um guarda-sol.

—É o Dolor por baixo de todas essas coisas ambulantes? — Merascylla riu.

—Pobrezinho, tão escravizado — Galand se compadeceu.

—Eu só queria entender pra quê uma bolsa desse tamanho — o moreno choramingou.

—Querido, sabia que meu cabelo resseca um milhão de vezes mais no verão? — tirou os óculos de sol dramaticamente — o que vou fazer se isso acontecer?

—A chance de seu cabelo ressecar é zero — Galand disse — a chance de a Derrieri ficar um dia inteiro sem falar com o Monspiet é infinitamente maior.

—Não, isso já é impossível.

—Ouvi meu lindo nome! — a loira se levantou de cima de seu pobre “encosto”, se lembrando que estava pistola com ele — não quero papo com você.

—A dois segundos você estava se esfregando nele como se ele fosse um pé de manga cheinho de fruto maduro — Merascylla riu.

—Você se esfrega em pés de manga cheinhos de fruto maduro?

—Abafa o caso.

—Enfim, qual é a razão de estarmos aqui? — Gloxinia perguntou enquanto Dolor fazia um coque em seus cabelos — ai, D! Está muito apertado!

—Então faça você mesmo — cruzou os braços. O ruivo se virou pra ele com um biquinho e ele suspirou vencido — ok, ok — revirou os olhos.

—Então, onde estávamos? — Gloxinia perguntou.

—Olha cara, você tá num relacionamento abusivo — Galand bateu a mão no ombro de Dolor.

—Galand, por que não vai descobrir como se tornar um pé de mangá cheio de fruto maduro e se manda daqui? 

—Nós estamos aqui por causa daquilo — Merascylla apontou.

—Uh! A nova piscina do parque? Fraudrin nos falou sobre ela.

—Não, imbecis! Aquilo — apontou novamente — peitos gelatinosos e flutuantes na água, cabelos de algodão doce…

—Querida, você tá julgando quem? — Derrieri riu e encarou Monspiet mortalemente — olhe para aquele biquini absurdamente cavado e irá conhecer o poder da minha fúria.

—Derrieri, você tá julgando quem? — Merascylla imitou.

—Mulheeeer! Onde tu arrumou esse maiô? — Gloxinia disse impressionado — me fala que não foi na King's outfitt.

—Na verdade não… eles não são especialistas em roupas de banho. Gosto de comprar vestidos de festa lá — a loira respondeu — abriu uma loja ali perto da…

—Gente, foooco — a rosada lembrou — algodão doce bem ali.

—Qual? Eu tô vendo vários — Derrieri implicou.

—É o seguinte, Elizabeth foi deixada pra cuidar do tal sobrinho do Ryudoshel e da Esmeralda. Enquanto isso a ridícula da bola de basquete não deixa o Estarossa em paz — completou.

—Qual é a do novo codinome?

—Deve estar se referindo aos seios — Gloxinia apalpou o ar.

—Dá pra chamar isso de recalque? — Galand perguntou.

—Só se estiver querendo conhecer a morte — a rosada sorriu assustadora — por acaso tem problemas com tamanho M?

—Amor, isso daí é PP — Derrieri debochou e ganhou uma olhada fuzilante — não tá mais aqui quem falou — sorriu inocente. 

—Qual é o plano? — Dolor perguntou enquanto o coque de Gloxinia escorria pela milésima vez — você não tem… sei lá, uma presilha?

—Ficou louco? Meu cabelo vai ficar todo marcado!

—Ok, madame — revirou os olhos.

—Pensei que a gente podia criar um — a rosada sorriu inocente.

—Você não pensou em nada, não foi? — Derrieri arqueou uma sobrancelha.

—Na verdade, trouxe uma roupa de banho para Elizabeth — Merascylla mostrou uma sacola de loja — quer ver? Você vai amar!

—Claro — bateu palmas de empolgação. A outra tirou duas peças da sacola, a parte de cima era verde com tirinhas e estampado florido. A parte de baixo era da mesma cor, porém sem estampa — simples, versátil e lindo. Como não vi isso antes?

—Você tem milhares de biquínis — revirou os olhos — mas sempre escolhe os que vão condenar o Monspiet até o fim do dia.

—Verdade — balançou os ombros em descaso.

—Hei! 

—Bom, o lance desse biquíni é que é discreto o suficiente para não parecer que está tentando seduzir o Estarossa mas bonito o suficiente para seduzi-lo mesmo assim — disse.

—Querida, essa frase é minha — Derrieri disse convencida — Sabe, Estarossa já fica seduzido com qualquer coisa que ela vista, mesmo que seja um pano de chão... ou algo do tipo. Afinal foi suficiente pra fazê-lo a pedir em casamento no meio do nada. Enfim, qual é o plano pra fazer ela usar isso? 

—ELE A PEDIU EM CASAMENTO? — Gloxinia e Dolor disseram juntos, fazendo o coque se desfazer outra vez.

—Merda — ela mordeu o lábio, se arrependendo por ser tão falante — hei! Quem aí gosta de pão?

—De qualquer forma, pegaremos ele de jeito — Merascylla sorriu maldosa — ele não irá resistir a isso.

—A mente feminina me assusta — Monspiet engoliu um seco.

—Sabe, Merascylla. Eu te amo muito e espero que a gente nunca brigue — Galand fez um coração com as mãos — que acha da gente assinar um contrato que te proíba de me provocar quando estivermos brigadas? 

—Pobrezinho — sorriu pra ele — não mesmo, quero mais é que você sofra — disse inocentemente.

—Essa frieza afastou todo e qualquer calor desse ambiente.

—Menos o fogo do seu rabo — Gloxinia corrigiu. 

—Enfim, vou fazê-la vestir isso — Merascylla disse e recolocou seus óculos de sol.

—Já disse que esse óculos te deixa parecida com um moscão gigante com cabelos de algodão doce? 

—Já te lembrei que não assinamos nada e eu posso muito bem te fazer dormir no sofá? — ela sorriu lindamente e pegou sua sacola — até mais, galera! Vejo vocês depois que eu subor… digo, convencer a Elizabeth.

—Ela vai aprontar alguma — Dolor disse. 

—Vai mesmo — Gloxinia concordou — hei, cadê meu coque?

 


~●●●~

 

Elizabeth estava sentada perto da piscina infantil vigiando as crianças com o rosto apoiado nas mãos. Tentava garantir que nenhum dos dois afogasse o outro, afinal Esmeralda parecia não ter se dado tão bem com Miguel quanto se deu com HJ. Aí estava uma presença que sairia bem a calhar naquele momento: Diane e seu filho. Qual a probabilidade de ela estar ali por perto naquele mesmo clube com sua criança numa hora daquelas? Bom, quase zero. Ela comentou algo sobre estar evitando sair muito de casa em dias de semana da última vez que foram jantar. O parque não estava tão cheio, era verdade. Afinal, quem iria nadar em plena terça feira? De fato não parecia muito sensato.

Estar no clube não era necessariamente o que a aborrecida, mas por outro lado, a presença de Nerobasta a incomodava profundamente. Queria aquela mulher asquerosa e desumanamente linda fora dali mas ao mesmo tempo tinha medo do que aconteceria quando ela se fosse. Afinal Estarossa havia pedido Elizabeth em casamento e ela recusou, como seriam as coisas dali pra frente? 

Não foi surpresa ter sido apresentada como empregada, afinal esta era sua profissão. Mas no fundo estava um pouco chateada por esse ser o único título com o qual ele a apresentou.

—O que você estava esperando? — perguntou pra si mesma. “Você recusou um pedido de casamento, sua besta!”.

Ela sabia que queria aquilo. Queria casar com ele pra impedir que mais um de seus filhos crescessem sem um pai, mas sabia que esse sentimento não seria o bastante para manter uma relação. Tudo ainda era muito vago na cabeça dela, ambos saíram algumas vezes, se beijaram e até fizeram sexo, mas como saber se ela o amava? Poderia fazer qualquer uma destas coisas com outra pessoa, certo?

Não, não poderia ter feito com mais ninguém além dele. E tinha medo de admitir isso.

—Olá, Elizabeth! — Merascylla se sentou perto dela — tudo na paz?

—Hm… Ah! Sim, Claro! — se despertou de seus devaneios.

—No que estava pensando? 

—Em nada — sorriu.

—Bom, eu trouxe algo pra você — mostrou uma sacola — é uma roupa de banho. Quer experimentar?

—É-É-É que eu não u-uso nada assim e…

—Entendo — deixou a sacola de lado — como vai o bebê? 

—C-C-Como você s-sab… d-digo, que bebê? — gaguejou e Merascylla sorriu maldosa — m-me passe a sacola.

—Você entende rápido — ela brincou e a entregou pra ela — mas falando sério agora, está tudo bem?

—Eu estou ótima, obrigada por perguntar — sorriu — mas pelo amor de tudo que é sagrado pra você, não conte isso pra ninguém!

—Por que?

—Por favor, Merascylla-sama!

—Certo — suspirou — não precisa me chamar de Merascylla-sama quando estivermos apenas nós, ok? — sorriu — se precisar de qualquer tipo de ajuda eu estarei aqui. Juro de dedinho que ninguém ficará sabendo.

—Muito obrigada — disse com os olhos lacrimejando — e-eu fico muito grat…

—Calma, mulher. Não precisa chorar — riu — se Derrieri estivesse aqui ela estaria te dando uma bronca daquelas.

—Onde está Derrieri-sama? — limpou as lágrimas. 

—Provavelmente torturando Monspiet em alguma parte deste clube com seu maiô desumanamente decotado — ela riu.

—Claro — Elizabeth fungou com um sorrisinho — eles parecem se dar muito bem.

—Quase sempre — deu de ombros — às vezes tentam se matar mas tudo volta ao normal depois de um bom esfrega no pé de manga.

—Quê? 

—Deixa pra lá… mas voltando ao assunto, quem é o pai? — Elizabeth ficou calada por alguns segundos, encarando a piscina à sua frente — é o Estarossa, não é? 

—Hm — concordou abaixando a cabeça — não sei o que eu estava pensando quando eu… quando nós…

—Me diga que foi uma daquelas noites loucas que parecem do tipo me taca na parede e me chama de lagartixa — disse empolgada.

—Merascylla-sama! — repreendeu envergonhada.

—Deu sorte de eu estar sozinha perguntando essas coisas. Poderia ser bem pior — ela riu — aliás, o que eu disse sobre o “sama”?

—Perdão, foi o costume. 

—Não vai contar pra ele? — perguntou por fim.

—Não — pôs uma das mãos protetoramente sobre o ventre — não quero que se sinta obrigado a ficar comigo só por isso.

—Não é “só” por isso — Merascylla corrigiu — você não fez o bebê sozinha, é dever dele cuidar também.

—Não se ele não souber — disse séria — Merascylla-sa…, Merascylla, sei como são as pessoas ricas. Irão desprezar uma criança indefesa e frágil por ser um filho fora do casamento e ainda por cima com uma empregada. Vão magoá-lo… e não posso suportar essa ideia. Além do mais, o que será de Esmeralda? 

—Como assim?

—O pai dela morreu — respondeu — não posso exigir do Estarossa que a trate como filha como vai tratar o bebê. Isso se hipoteticamente ele aceitasse, claro.

—Acho que você pode se surpreender — ela sorriu — de qualquer forma estarei aqui para o que precisar. Não se sinta obrigada a usar o biquíni mas acho que devia dar uma olhada nele.

—Obrigada — sorriu — pode ficar de olho nas crianças por mim por favor? Vou colocar rapidinho.

—Sem problemas — ela respondeu calma e assumiu o lugar dela. 

Elizabeth foi até o banheiro mais próximo e se trocou rapidamente. Ainda se sentia um pouco desconfortável por estar em roupas tão reveladoras mas parou ao ver ao longe as de Nerobasta. A rosada usava um biquíni holográfico na parte de cima que deixava seus peitos enormes quase cem por cento à mostra. A parte de baixo era preta e extremamente pequena, coberta com uma canga de tule preta que deixava o visual ainda mais convidativo. 

O estômago dela se embrulhou com a cena. Ambos estavam de óculos de sol, sentados em cadeiras uma ao lado da outra. Nerobasta lia uma revista de fofoca e Estarossa uma de negócios. Pareciam perfeitos um para o outro, desde o visual perfeitamente produzido até os charmosos óculos de sol que não tiravam de jeito nenhum. Estarossa ficava lindo de óculos escuros, mas estava os usando perto da pessoa errada e isso fazia tudo perder a graça. 

Chegou em um ponto em que a rosada começou a puxar assunto, se apoiando no braço dele diversas vezes e sorrindo espontaneamente como se ele estivesse contando a piada do século. O sangue de Elizabeth começou a ferver e o coração acelerada sem parar, mas o que podia fazer? Não conseguia nem parar de assistí-los, que dirá fazer alguma coisa.

Foi aí que Nerobasta o puxou pra dizer algo em seu ouvido, provavelmente algo idiota até… mas ela puxou o rosto dele para o seu e o beijou. Por trás daqueles óculos extremamente caros, Elizabeth pôde ver a rosada a encarando com um deboche visível enquanto beijava um homem que com absoluta certeza não era dela. Era como se ela estivesse dizendo com um olhar “está vendo, empregadazinha? Você perdeu”. E o fato de ele não ter resistido foi apenas a cereja do bolo.


Notas Finais


Olá novamente!! Espero que tenham gostado do capítulo #EhOCrimeEhNois
Beijão ❤


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