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História The Young, The Scrappy And The Hungry - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Um


Começou com Alex e John.

A maioria das pessoas teria adivinhado isso – eles todos eram próximos, mas todo mundo que passava mais de dois segundos perto dos dois podia dizer que aquele era o show Alex e John, com os longos debates na Central Park e os protestos que paravam ruas e os beijos apaixonados que faziam homofôbicos chorar, e os trotes no meio da noite, sempre que eles estavam entediados.

É, o resto deles também iria se tornar um grupo colado no futuro. Uma família, de todos os jeitos que realmente importavam, aonde nenhum dos relacionamentos importava mais do que o outro, e ninguém amava ninguém mais do que o outro. Mas Alex e John. O amor deles sempre foi um pouco mais romântico e na cara do que o resto. Menos silencioso, e mais o tipo eu vou subir em um telhado para poder gritar pro mundo o quanto eu te amo.

No começo, porém, como todo relacionamento começava, os dois eram apenas desconhecidos cujos caminhos, de alguma maneira, se cruzaram.

Alex estava feliz. Ele tinha descoberto esse café: era só um lugarzinho esquecido em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, velho e empoeirado e sem nenhum WiFi, imagine só. Nem o 3g dele funcionava, ali, e não era uma surpresa que o lugar estivesse quase que vazio. Quando ele entrou lá pela primeira vez, ele também não esperava muita coisa.

E então ele experimentou o expresso deles pela primeira vez.

Ele era um universitário. Sua dieta se resumia a Cup Noodles e Cup Noodles apenas, e seu lema era “dormir é desistência, café é força e trabalho é liberdade”. Era tão difícil encontrar um café que pudesse se comparar ao que ele tinha de volta na ilha de onde vinha. Aqui na América tudo era Starbucks e Frapuccinos e mais caramelo do que cafeína, e não ajudava em nada a o dar energias.

Aquele lugar era bom. Aquele lugar era forte.

Ele estava feliz, aquele dia.

Então, logo depois de sair da fila com seu café, no momento em que se virou, ele deu com tudo com um desconhecido, derrubando todo seu expresso pelando na blusa branca do homem. É claro. O mundo simplesmente não podia deixar Alex ter nada de bom na sua vida. Ele assobiou de surpresa, xingando, e foi pegar um monte de papel em uma das mesas para passar pela blusa do cara desconhecido.

Foi quando ele percebeu.

O cara estava rindo.

Algo se revirou no estômago de Alex, porque a vida, ela era séria. Com o atual governo, ela era cada vez mais triste e perigosa. Mas esse cara, ele ria como se não tivesse uma preocupação em todo o mundo, com covinhas e dentes brilhantes e um milhão de sardas, tirando os papeis da mão de Alex e limpando a si mesmo. Ele parecia um pouco chapado.

Esses últimos tempos, Alex não via muitas pessoas rindo, felizes de verdade, a não ser que elas tivessem chapadas demais para perceber tudo de ruim que estava acontecendo ao redor deles.

“Ei, cara,” o menino o disse, “não se preocupa.”

E talvez isso tivesse sido tudo. Um encontrão, um acidente, uma despedida. Coisas como essas aconteciam tantas vezes, ao longo de nossas vidas, e elas normalmente não levavam a nada. Mas então John, cujo sorriso só tinha aumentado enquanto olhava para o moletom de Alex, se apresentou, e disse que ele também ia para a mesma universidade que Alex. Ele disse que ele poderia pagar outro café para Alex, pelo espirito escolar.

Tudo poderia ter acabado ali, mas Alex disse sim.

John, ele tinha um grande coração. Ele não tinha criado para ter um, Alex ia descobrir mais tarde, não com seu pai político que, em grande parte, ganhava dinheiro se aproveitando de bairros da periferia. John não tinha razão para estar se aproximando de um imigrante com umas visões meio anarquistas tentando fazer um nome para si mesmo. Ele não tinha, e, ainda assim, ele se aproximou.

E ele ficou.

Ele ouviu as ideias de Alex. Ele discutiu com ele. Alex podia respeitar isso, desde o começo. Desde o primeiro momento, ele podia respeitar o quão delicada a mão de John era enquanto ele o guiava de volta para a fila para pegar outro café.

Porque, John, ele tinha um grande coração, apesar de sua criação.

Tudo poderia ter acabado ali, mas não poderia, realmente. Alex, afinal de contas, sempre se interessou por grandes corações e mentes afiadas mais do que se interessou em qualquer outra coisa no mundo.


Notas Finais


Essa só vai ser uma série de pequenas vignettes sobre todo mundo se conhecendo e, bem, virando uma família, como diz na sinopse. Eu ainda acho meio estranho escrever sobre figuras históricas, mas eu tô entediada e ouvindo Hamilton muito esses últimos dias, então isso tá aqui.

Obviamente, vai ter Lams. Eu não shippo muitas outras coisas em Hamilton, e por um lado seria legal ver mais o lado do amor platônico e as amizades entre os personagens, mas eu também gostaria de me desafiar escrevendo outros casais. Seja romântico ou só amizade, me digam quais duplas vocês querem ver se conhecendo que essas vão ser as primeiras que eu vou escrever.


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