História Their story - Capítulo 6


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Categorias The 100
Tags Clarke Griffin, Clexa, Lexa Woods, The 100
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Palavras 1.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem tanto desse capítulo quanto eu gostei, sério, me diverti horrores escrevendo esse negócio kkkkk
(E não, não é um de comédia)
・ω・

Capítulo 6 - Confrontos


O caminho da volta para o acampamento foi um pouco complicado, visto que estava consideravelmente mais escuro do que quando saíram. Elas usaram a luz da lua para se orientar (além da luz da lanterna de seus celulares, é claro) e chegaram em segurança ao seu destino, após alguma resistência por parte das árvores. Não se falaram muito mais naquela noite, pois os campistas foram mandados para cama mais cedo, assim como os funcionários – algo sobre um dos professores de música ter ficado com o pênis preso em um dos instrumentos, vai entender. Contudo, nos dias seguintes, elas ficaram bem próximas. Ficavam juntas depois do horário de suas aulas, às vezes passavam a noite no quarto de Lexa, às vezes no quarto de Clarke (e, por passar a noite, deve-se entender realmente só dormir. Não deixem suas mentes poluídas trabalharem agora). No entanto não estavam namorando. Não no sentido completo da palavra. Sim, é verdade que definitivamente eram mais que amigas, mas nenhum compromisso sério havia sido assumido por aqui, temos que respeitar isso. 

Enfim, esse estado que beirava a perfeição durou até quase o fim do período do acampamento, mais especificamente, até a penúltima noite em que os funcionários deveriam ficar lá.  O período de férias dos campistas chegara ao fim, então eles haviam deixado o local na manhã anterior, o que deixou os funcionários lá por mais um tempo para organizar tudo o que precisava ser organizado. Depois daquilo, os voluntários poderiam retornar a suas casas, enquanto os funcionários que realmente eram pagos, ficariam no lugar para mantê-lo até as próximas férias. 

Aquela ocasião havia sido temida por Clarke por um bom tempo, pois poderia significar o fim do que quer que seu relacionamento com Lexa fosse. Ela não sabia se continuariam com aquilo quando suas vidas retornassem ao habitual. Quer dizer, não seria muito difícil. Os planos de Clarke eram entrar para a faculdade de sua cidade mesmo, pois essa possuía o melhor curso de artes que o estado tinha a oferecer e, de acordo com o que ela havia descoberto recentemente, era lá que Lexa estudava. Os prédios em que moravam nem eram tão distantes, o que facilitaria muito. Mas o que isso facilitaria afinal? Elas não tinham nada definido e nem sequer falaram sobre isso durante todo o tempo que tiveram antes do fim do acampamento. Talvez o que tinham ali era apenas algo casual que acabaria quando saíssem do Arkadia. Talvez. 

Clarke pretendia falar sobre tudo isso com Lexa naquela noite, mas ela não conseguia encontrar a garota. Depois do jantar ela havia dito que iria para o quarto arrumar suas coisas para voltar para casa, mas Clarke não encontrou-a lá. A garota, então, foi perguntar se alguém a havia visto. De acordo com Lincoln, que era a fonte de todo o conhecimento naquele lugar, ela tinha saído pela trilha que geralmente usava para caminhar. Ele acrescentou que também não via Roan há algum tempo, o que serviu para deixar Clarke mais preocupada do que já estava. Ela decidiu ir procurá-la por conta própria, o que, de acordo com seus amigos, era uma ideia terrível. Bellamy até a ofereceu para acompanhá-la (porque a esse ponto eles já tinham feito as pazes), mas a garota recusou, alegando que não queria incomodar, já que ele provavelmente precisava arrumar suas próprias coisas. Então ela foi, sozinha, procurar por Lexa. 

A luz da lua estava bem forte naquela noite – era lua cheia – então Clarke quase não precisou utilizar seu celular para iluminar o caminho. Quase. 

A garota andou por quase dez minutos sem encontrar absolutamente nenhum sinal de vida naquela trilha, o que foi meio assustador. Não tão assustador, no entanto, quanto realmente encontrar um sinal de vida. 

A situação se desenvolveu da seguinte forma: 

Ela estava andando a passos rápidos usando a luz da lanterna para procurar nos arredores da trilha, quando uma voz a fez parar subitamente. 

– Oh, e olhe quem chegou para deixar a ocasião ainda melhor! – gritou uma voz masculina que parecia bem alterada por álcool. 

Era Roan, que estava parado com uma garrafa quase vazia de vodka. Próxima a ele, estava Lexa, que parecia estar tensa, quase pronta para entrar em um batalha. Quando Roan disse aquelas palavras ela se virou e, ao ver Clarke, sua expressão mudou do clássico nada para um pouco de pânico. 

– Você não pode ficar aqui, Clarke. – ela pediu com certa urgência na voz. 

– Não, não, não. – interferiu Roan – Por favor, fique. Vamos lá, Lexa, não exclua-a de nosso encontro. 

Clarke não se atrevia a dizer nada. 

Roan começou a se aproximar da garota, mas Lexa se colocou entre eles, o que o fez rir de um jeito meio maníaco. 

– Isso é tão fofo! – ele estava falando muito alto – Você vai protegê-la, Lexa? É isso que você faz? Você protege aqueles que ama?! Isso não parece certo...

Lexa não disse nada e também não se moveu, continuando entre eles.

– Ei, Clarke! – ele curvou-se um pouco para o lado para fazer contato visual com ela – Você não deveria se envolver com ela. Certo, Lexa? – ele se aproximou de Lexa, ficando com o rosto a centímetros do dela – A única coisa que sabe fazer é destruir. Ela vai se aproximar de você, talvez até pense que a ama, mas no final vai ser como sempre. Ela vai matá-la e sair ilesa. 

Assim que Roan terminou essa frase, ele foi surpreendido por um soco em seu queixo que quase o fez cair de costas. Cambaleou, dando alguns passos para trás, tentando se estabilizar e, quando conseguiu, deu um sorriso muito bizarro, com a boca repleta de sangue. 

– Fico feliz que tenha feito o primeiro movimento. – ele disse e depois cuspiu sangue no chão – Seria descortês de minha parte começar uma briga do nada. – ele, então, voltou-se para Clarke e jogou para ela a garrafa que tinha em mãos dizendo – Segure isso para mim, querida. E, se não quiser se machucar, fique de fora. 

Lexa olhou para Clarke, meio que confirmando que ela não deveria intervir. 

O que se sucedeu em seguida foi quase muito rápido para ser acompanhado. Roan avançou para cima de Lexa, preparando-se para dar um chute, que ela aparou com o braço, empurrando-o para trás e avançando. O homem foi atingido no pescoço e caiu. Lexa não se moveu enquanto ele estava no chão e, em uma velocidade surpreendente, Roan se levantou e a atacou. A garota se preparou para aparar seu ataque com a mão e, nesse momento, Roan sacou uma faca. Ela, então, se desviou do golpe, mas ele avançou novamente, dificultando os movimentos de Lexa. 

Ao ver a faca, Clarke concluiu que não poderia ficar parada observando e foi na direção dos dois, visando acertar a cabeça de Roan com a garrafa. No entanto, Lexa viu o que ela pretendia fazer e gritou para que ela ficasse longe. Ela pareceu tão desesperada ao ver Clarke – muito mais do que quando viu a faca – que a garota não teve o que era necessário para continuar. Ela simplesmente parou e continuou a ver Roan tentando ferir Lexa. 

Desviar-se das investidas daquele homem ficava mais difícil a medida que o corpo de Lexa ia se cansando e ela logo concluiu que não seria capaz de manter aquele ritmo. Então, em um movimento inesperado para Roan, ela segurou a lâmina da faca com sua mão e, ignorando a dor que explodiu com o corte, usou a mão livre para acertá-lo no rosto. O homem foi jogado no chão com a força do golpe e, enquanto estava caído, a garota chutou sua mão que segurava a faca, fazendo-a cair em algum lugar próximo. 

Assim que perdeu a faca, Roan levantou-se e investiu contra Lexa, atingindo-a no estômago com toda sua força. A garota foi arremessada para trás e caiu com as costas no chão, momentaneamente incapaz de respirar. 

Clarke moveu-se para socorrê-la, mas Roan colocou-se entre elas, dessa vez segurando um grosso galho quebrado, que parecia perigosamente pontudo. Ele parou perto da garota, que ainda tentava recuperar o fôlego, e segurou sua arma como se fosse uma lança, parando-a perto do pescoço da vítima.

– Você finalmente vai sentir a dor que ela sentiu. – ele disse, parecendo estar prestes a começar a chorar – A justiça finalmente será feita. 

Lexa continuava imóvel enquanto ele falava. 

– Você sabe como funciona, certo? Sangue deve ser pago com sangue. 

Com essas palavras, Roan ergueu sua “lança” e iniciou o golpe que tencionava atravessar o pescoço da garota. 

Clarke se sentiu como se seus órgãos internos tivessem se desmanchando e ela fosse desabar sem vida a qualquer segundo. 

Lexa, que até então tinha estado inerte esperando o golpe final, rolou para o lado o mais rápido que pôde, fazendo com que a arma, que quase a havia acertado, acertasse o chão ao seu lado e, aproveitando o momento, entrelaçou suas pernas nas de Roan, derrubando-o com um só movimento. Tendo ele caído e soltado sua arma, ela imobilizou-o com o corpo e segurou em seu pescoço a faca que ele mais cedo tinha usado (ela conseguiu pegá-la enquanto Roan estava falando). 

– Vai me matar agora? – ele perguntou, com o mesmo sorriso maníaco de mais cedo. 

Ela não disse nada e não se moveu. 

– Vamos, Lexa, você sabe que quer. Dê a mim o mesmo destino que deu à Costia. 

– Eu não matei Costia, Roan. – ela disse finalmente – O pai dela o fez, e você sabe disso. E eu não quero matá-lo.

Ela tirou a faca de perto do pescoço de Roan e fincou-a no chão ao lado do rosto dele. 

– Se você quer ser como o homem que tirou a vida da garota que você amava, vá em frente. – ela se levantou – Não vou pará-lo. 

Lexa, então, deu as costas para Roan e foi caminhando calmamente em direção a Clarke. 

O homem permaneceu deitado no chão enquanto as duas seguiam o caminho de volta para o acampamento e, pelo que Clarke pôde ver, ele estava chorando. 

 


Notas Finais


Bom, aí termina a saga do Roan, basicamente.
Ele cumpriu bem seu papel de vilão aí kkkk


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