História There For You - Lutteo - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Tags Gastina, Lutteo, Ruggarol, Simbar, Sou Luna
Visualizações 602
Palavras 1.500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem pela ausência, não tava na cidade, por isso não postei, sorry

Capítulo 11 - "Eu tenho que confessar algo"


Fanfic / Fanfiction There For You - Lutteo - Capítulo 11 - "Eu tenho que confessar algo"

P.O.V Luna

23:57, Sexta-Feira.

Cansados. Bêbados. Jogados. Essas são as palavras para descrever como estávamos naquele momento. Ríamos de tudo, contávamos coisas sem sentido e creio que Ámbar e Gastón não estavam conscientes. Já o resto de nós, sim. Eu sou tão acostumada a beber que já não me afeta mais. Não mesmo.

Simón: Galera, vocês vão embora ou vão ficar aqui?

Gastón: Oh cara, óbvio que a gente vai ficar, não tem nem...condição...da gente...di-di-dirigir. – disse e riu.

Nina: Eu acho que esses dois – se referiu a Ámbar e Gastón. – precisam ser carregados. Matteo leva o Gastón pra algum lugar e Simón leva a Ámbar.

Matteo: Por que nós?

Luna: Porque nenhuma de nós duas aguenta carregar nenhum dos dois.

Matteo: Justo. – foi até Gastón, o carregou e subiu as escadas com ele, enquanto Simón levou Ámbar.

Nina: Então, você e o Matteo?

Luna: O que? Como assim “eu e o Matteo?”

Nina: Todos nós percebemos que tem algo rolando entre vocês.

Luna: Se chama amizade, Nina. Somos apenas bons amigos. Tá?

Nina: Vou fingir que acredito. – me olhou maliciosa.

Luna: Ai, Nina! – cruzei os braços e a olhei de olhos semicerrados, até que ouvi os meninos descerem as escadas.

Simón: Vou dormir com Ámbar na cama dos pais de Matteo.

Matteo: E eu coloquei Gastón na cama de casal de hospedes. Nina, vai dormir com ele?

Nina: Vou sim. Você e Luna vão dormir juntos? – a repreendi com o olhar, mas resolvi provocar.

Luna: Por mim, tanto faz. Não seria a primeira vez. – ela me olhou incrédula e sorriu maliciosa. – Puta que pariu, Nina. Eu dormi com ele. Não transei!

Matteo: É, vocês veem malicia em tudo.

Simón: Tá, já chega! Eu vou dormir, vocês se resolvam. Boa Noite!

Todos: Boa Noite, Simón!

Luna: Eu vou dormir no outro quarto de hospedes. Boa Noite! – sorri e subi com Simón, cada um foi para o seu quarto.

 

02:41, Sábado.

Eu me revirava na cama, procurando um jeito de conseguir dormir, mas nada, NADA funcionava. Ter aquela cama enorme toda pra mim, aquilo era ótimo pra relaxar, mas por mais que meu corpo se deixasse entregar, minha mente navegava nas ondas de um tal Balsano. Talvez Nina tinha razão. Talvez existisse algo entre eu  e o Matteo. Mas me faria mal alimentar aquilo, assim, sem fundamento, do nada, de uma hora pra outra. Simplesmente decidir que tínhamos alguma coisa a mais.

Já conversei com Nina e Ámbar sobre essas coisas de namoro em uma típica conversa de garotas. Elas disseram que eu e Matteo tínhamos uma conexão. Elas disseram que shippavam “Lutteo”, algo assim, que inventaram para chamar a mim e ao Balsano como um casal, como se fossemos uma só pessoa.

Olhei para o teto e fechei os olhos, ainda me imaginando nas situações de ontem com o Matteo. Todas as risadas, sorrisos, lágrimas, abraços, todas as minhas caídas sobre ele. Que eu  juro, não eram propositais. Não em sã consciência. Talvez eu quisesse aquilo, e meu corpo tenha feito por mim.

Senti um peso na parte de baixo da cama, pesando apenas um lado do colchão, fazendo com que meu corpo se inclinasse um pouco. Meus olhos permaneceram no teto. Eu não havia escutado a porta abrir ou fechar. Nenhum ruído. Apenas havia sentido o peso sobre meu colchão, porque eu estava nele. Caso contrário...

Dirigi meu olhar para baixo, me sentando na cama, ao ver aquele belo par de olhos castanhos encarar os meus. Não entendi muito bem. Ele apenas fez um sinal com a cabeça para a porta e saiu do quarto, me deixando com cara de tacho. Eu entendi que era para seguí-lo, então, calcei a minha pantufa-chinelo e o segui, cheguei em seu quarto, quando ele fechou a porta e ainda ousou trancar a mesma.

O encarei, perdida. Não entendi o que estava acontecendo naquele momento. Minha mente lerda não me permitia deduzir nada. Apenas me permitia ideias, mas nada concreto. Sem alguma certeza do que iria de fato acontecer.

- Pode tentar me explicar? - disse quase como um sussurro, mas creio que ele ouviu, pois me olhou.

- Posso. Se senta. – eu me sentei em sua cama.

Senti minha mão tocar o cobertor verde limão que havia em cima de sua cama, junto com uns lençóis espalhados. Sua cama estava uma completa bagunça. Ele logo se sentou de frente pra mim, na cama, me fazendo o olhar.

- É que...eu não conseguia dormir. Minha cabeça está uma bagunça.

- Maior do que a da cama? – ele me olhou com uma interrogação na cabeça, eu apontei para seus lençóis desarrumados e ele riu.

- Sim, sim. Enorme. Mais embolada do que o nó que existe na minha garganta. – ele me disse e eu o olhei, engolindo seco as palavras que pareciam ter entrado em minha garganta. Era bastante estranho.

- E sobre o que seria essa bagunça? Esse nó embolado e enorme que você tem na garganta?

- Eu não sei se deveria te falar sobre isso.

- Esse é o motivo para que me chamou aqui, não é? – ele assentiu. – E então? – seus olhos ficaram olhando para outra direção. – Matteo, sabe que pode me contar tudo o que quiser, não sabe?

- É, é. Eu sei, Luna. Mas não é algo tão fácil assim de falar... – parou de falar e logo reiniciou. – Por que estava acordada?

- Nós na minha garganta, já estavam fazendo uma trança. Já tem um tempo que não tenho insônia mas ela voltou à tona desde aquele dia. – ele me olhou perguntando. – O dia em que meu tio me bateu, e você viu.

- Ah, esse dia.

Silêncio.

Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, e virou o “som” daquela hora da madrugada. Mas a coisa estava tão séria, tão difícil, que resolvi me pronunciar, Odiava essas situações.

- Mas, Mauricinho, não mude de assunto. O que é essa coisa que tira o seu sono?

- Eu tenho que confessar algo. Mas o problema é...não é tão simples assim, quanto parece.

- Conte aos poucos, comece de onde quiser, leve o seu tempo. Eu apenas quero saber não importa o horário.

- Tá, tudo bem. Eu...eu vou te falar. – suspirou.

Uma.

Duas.

Sessenta e sete vezes.

Suspirou sessenta e sete vezes, antes de dirigir uma palavra a mim. Parecia algo sério demais, que começou a me preocupar. Cogitei que seria uma noticia, daquelas que de tão ruim, você teria coragem de poupar a pessoa para o resto da vida dela, se fosse possivel. A forma como ele me olhava e tomava fôlego, estava me deixando ansiosa, perdendo a paciência que parecia que havia restado em mim. Por mais inacreditável.

- Quer desembuchar logo? – falei perdendo o meu tom calmo, controlado, seguido por uma bufada, enquanto Matteo me encarou, se aproximando.

Senti seu nariz roçar em minha pele, mais especificamente, em meu pescoço, fazendo eu me arrepiar, enquanto sentia sua mão quente segurar o lado oposto de meu rosto. Não entendi muito bem aquela demonstração de carinho, mas era gostosa e eu estava meio que curtindo.

- Pode ir direto ao ponto? – eu falei, já mais impaciente do que nunca, enquanto Matteo esboçou um sorriso, seguido por olhares intercalados entre os meus olhos e a minha boca.

Senti a carne macia de seus lábios tocar a minha, e apenas correspondi o gesto, inclinando me um pouco pra frente, jogando um por cento do meu peso no corpo dele. Encarei os fatos. Ele estava finalmente realizando meu desejo momentâneo. Aquele que eu tanto esperava.

Ele me colocou em cima dele, carregando nossos corpos para a parte de cima da cama, me fazendo até sentar em seu colo. Nossas bocas ficaram separadas por apenas alguns míseros segundos.

Decidi tomar posição e pedi passagem com a língua, ele cedeu. Era um beijo calmo, sem fúria, sem aquela luta por espaço. Apenas aproveitávamos para conhecer cada cantinho da boca um do outro, era um beijo sem ser aquele alvoroço todo que estou acostumada quando sinto desejo ou atração por alguém.

O meu desejo por Matteo não transformou aquilo tudo em uma pegada ofegante, como foi com Gastón na balada, sem contar que eu o peguei depois de umas boas doses de vodka.

Senti meus dedos se entrelaçarem nos de Matteo, e sem cessar o beijo, ele me consertou em seu colo. Sua boca desceu até meu pescoço, onde o mesmo depositou apenas alguns selinhos, logo depois, voltando a beijar minha boca.

O mesmo afagou meus cabelos com uma mão, ainda com a outra entrelaçada na minha, e colou mais nossos corpos, se possível. Continuei o beijo com intensidade, sem calor, sem aquele tipo de fogo, apenas...o fogo, o calor do momento que ali percorria.

O quarto exalava os nossos desejos, que pareciam não ser saciados, mesmos com a intensidade do beijo, mesmo com tudo aquilo misturado. Eu parecia não me sentir satisfeita com aquilo, por mais que fosse ótimo. Por mais que fosse, se não o melhor, um dos melhores beijos de minha vida.


Notas Finais


<3


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