História There goes my hero - Capítulo 24


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Mina Ashido, Momo Yaoyorozu, Ochako Uraraka (Uravity), Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Toshinori Yagi (All Might), Tsuyu Asui
Tags Bakuraka, Inkoyagi, Kacchako, Kirimina, Midotsu, Review, Romance, Todomomo
Visualizações 464
Palavras 4.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Horoooooow peoples
Um filler no meio da historia, pq o que seria uma fã de anime sem fillers?

Capítulo 24 - Troca de corpos! Eu entendo você.


Fanfic / Fanfiction There goes my hero - Capítulo 24 - Troca de corpos! Eu entendo você.

Katsuki Pov’s On

 

O outro dia foi normal, exceto por uma Ochako com cara de amassada correndo pra aula atrasada. Dei risada e fui devagar. Levei uma bronca de Iida e suspirei. Esse dia acabou de começar e eu estou querendo explodir meio mundo. Parecia que tinha durado uma eternidade pra passar a primeira parte da aula. Peguei meu almoço na mesa da Ochako e fui pro telhado. Logo toda aquela turma chegou lá. Gente barulhenta, almocei e desci pra escovar os dentes, sendo seguido por uma Ochako sorridente.

-Heeeey, tem mais sorvete no seu quarto? - Ela perguntou correndo pra me alcançar.

-Não pra você. - eu belisquei o rosto dela e senti uma fisgada. Minha visão embaçou e eu senti um peso enorme nos meus ombros. - Que merda?

-Wow… Eu estou tonta… - Ouvi a minha própria voz falar. Senti algo pressionar a minha bochecha.

-Que porra? - Minha visão voltou e eu dei de cara com botões brancos. Subi o olhar e me deparei comigo mesmo. - MAS QUE MERDA!

-AHHHHHHH SOU EU! - o “eu” gritou.

-Ochako? - eu perguntei.

-Katsuki! - ela retrucou.

-Merda. Venha comigo. - peguei a mão dela e no momento que a toquei ela foi jogada para o ar. - Merda de individualidade!

-Me põe no chão! - ela gritava e se debatia. Pulei e peguei a sua mão. Era estranho e difícil de coordenar os movimentos com esse corpo. As pernas pesavam demais, os ombros doíam e eu estava totalmente dolorido.

-Cale a boca. - Minha barriga começou a revirar. - Que individualidade de merda você tem.

A arrastei até a sala dos professores, nos corredores os alunos ficavam olhando a gente passar, Ochako cobria o rosto com a mão livre, pequenas explosões fazia cócegas na minha mão.

-AYZAWA! - Eu gritei quase colocando o estômago pra fora. Soltei o meu corpo e fui pra lixeira mais próxima.

-Uraraka? - ele perguntou se aproximando e passando a mão nas minhas costas. - O que houve?

-Sensei! Ajuda! - Ochako gritou grudada no teto.

-Hein? - ele olhou confuso e irritado pra cima.

-Algum arrombado… fez a gente trocar… de corpos… - Falei enjoando mais e colocando o almoço pra fora, a sensação era horrível e minha cabeça parecia que ia explodir.

-Ah… - ele entendeu e usou as faixas pra puxar meu corpo pra baixo enquanto eu vomitava.

-Me desca! - Ochako chorou, seu rosto estava corado e ela conseguiu fazer uma expressão que eu não sabia que era possível com o meu rosto.

-Se eu soubesse já tinha feito isso idiota! - eu gritei irritado.

-Junte as pontas dos dedos e imagine o peso voltando. - ela falou e eu juro que eu ouvi um “boom!”. Juntei os dedos e tentei imaginar o peso voltando pro meu corpo. O enjoo foi passando e eu consegui respirar.

-Alguém sabe disso? - Ayzawa perguntou para os outros professores que acompanhavam a novela.

-…. eu sei… - Snipe levantou a mão. - Uma das minhas alunas do departamento geral tem esse individualidade.

-Chame-a aqui. - Ayzawa não estava feliz.

A garota de cabelos roxos veio até a sala, ela pediu desculpa e levou uma advertência. Ficamos sentados lado a lado na mesa do Ayzawa e do All Mitghy. Ochako ficava o tempo todo fechando as minhas pernas. Que saco.

-Não consigo reverter os efeitos, mas não deve durar mais que oito horas.

-OITO HORAS? - Nós dois falamos juntos.

-Não gritem e voltem pra aula. - Ayzawa acenou e nos expulsou da sala.

Nos encaramos por cinco minutos e as bochechas do meu corpo esquentaram. Ochako se abaixou e fechou os dois botões da minha blusa que eu abri.

-Quer me sufocar vadia? - eu abri os dois botões.

-Meu corpo, minhas regras. - ela suspirou. - Sem olhar, sem tocar, sem apalpar.

-O que eu iria apalpar? - eu puxei a blusa pra frente e pude ver uma renda preta e vermelha, antes de ver duas mãos forçarem a blusa pro corpo. - Oh, não é que você é tímida?

Uma dor forte veio no meu baixo ventre e eu me curvei.

-Que porra é essa? - Eu gemi de dor.

-Isso se chama cólica, meu amor, bem vindo ao corpo de uma mulher. - ela se abaixou e sorriu cinicamente.

-Eu tinha que trocar de corpo bem nessa época? - Eu amaldiçoei Ochako e fiquei agachado no chão. Eu tinha vontade de me encolher numa bola e ficar deitado.

-Eu estou ótima. - Ela riu e acariciou meu cabelo, aquilo deixava as coisas mais fáceis. - Ajuda não é?

-Uh…- Murmurei ainda com dor, senti minhas bochechas ficarem quentes, mas por incrível que pareça aquele carinho simples fazia com que a dor ficasse menor. Dois caras do departamento de estudos gerais passaram e ficaram nos encarando. - Que merda.

-Vamos pra sala. - Ela apoiou o meu corpo. Ficava mais fácil de andar e de suportar. Não acredito que ela passava por isso todo mês. Chegamos na sala e todos ficaram nos encarando.

-Não fale nada ou eu te mato! - eu a ameacei e fui pro seu lugar.

-Uraraka-san? - Deku me perguntou e eu virei o rosto.

-Vá a merda Deku. - eu murmurei

-Eh? - ele me encarou pasmo. Me larguei na cadeira e meu corpo me fez me contorcer de dor. Satou ficou me encarando.

-Perdeu o cu na minha cara? - eu reclamei e ele levantou uma sobrancelha. A aula trocou e eu não estava mais aguentando a dor. - Midnight-sensei eu estou naqueles dias posso ir na enfermaria?

-Hã… claro Uraraka. - Midnight sabia da troca e só aceitou.

-EU VOU TE ESFOLAR VIVO! - Ochako gritou do meu lugar e eu mostrei a língua pra ela.

-Bakugou sente-se. - Ela mandou enquanto eu saia.

Caminhei até a enfermaria.

-Recovery Girl.

-Ola criança.

-Estou com… como é o nome? Cólicas. Posso ficar deitado um pouco? - Eu sentia o meu baixo ventre se contorcer de novo e deu uma vontade de chorar. Ela parou por alguns segundos e então entendeu a situação.

-Claro, - ela mexeu na gaveta e me deu um comprimido vermelho com aspecto oleoso. - Tome isso e vai se sentir melhor.

-Uh, Obrigado. -Tomei o comprimido e tirei os sapatos deitando na maca.

O corpo da Ochako era estranho, pesava nos ombros e doía. Suspirei fechando os olhos. tinha um negocio me incomodando, passei a mão e senti um ferro no meio dos peitos. Ah… sutiã. Senti minhas bochechas ficarem quentes e puxei o lençol pra cima, tentando dormir um pouco.

 

Katsuki Pov’s Off

Ochako-Pov’s On

 

Me sentei e senti minha bochechas ficarem vermelhas vivas.

-Bro, ta tudo bem?

-Uh. - Resmunguei e voltei a fazer as anotações no caderno do Katsuki, como a letra dele é bonita. Li as anotações, caralho ele é um gênio. Tentei acompanhar o raciocínio dele, mas era demais. Resolvi anotar tudo o que a Sensei falava.

-Kacchan? Kacchan? - Ouvi alguém chamando e cutucou meu ombro.

-Hã? - virei pra ver Kaminari parado atrás de mim.

-Você não tá me escutando cara? Ou ta me ignorando? - ele perguntou.

-Desculpa, eu estava concentrada. - Pedi desculpas e eles me olharam estranho.

-Você tá bem bro? - Kirishima me perguntou de novo, merda, eles vão descobrir. senti minhas mãos suarem. E bom! explosão.

-AI CARALHO!- reclamei segurando a mão. - Que merda de individualidade.

A aula passou sem mais nenhum imprevisto, exceto algumas explosões aqui e ali por conta da individualidade do Katsuki que eu ainda não sabia como controlar. Meus ouvidos estavam zunindo quando o sinal da setima aula tocou.

-Kacchan, você está bem? -Deku veio ver como eu estava.

-Estou Deku-kun. - resmunguei e massageie a minha mão.

-Deku-kun? - Todo mundo fez junto.

-Ah é… - pensei mais em ser como o Katsuki e falei com toda a raiva que eu tinha - Vai se foder Deku

-Kacchan? - Deku me olhou de lado e eu comecei a rir descontroladamente.

-Tá eu não consigo fazer isso. - recuperei o fôlego e todos me olhavam em descrença, nessa mesma hora Katsuki entrou na sala de aula, eu olhei pra minha blusa aberta, eu conseguia ver a borda do meu seio.. - Feche esses botões seu depravado!

-Vá se foder. - Ele caminhou lentamente até o meu assento. Mineta olhava pro meu decote e eu fiquei puta. Levantei abrindo caminho e fui até ele.

-Não, vá me foder. - eu briguei e fechei os botões da minha blusa. - Meu corpo. Minhas regras, caralho Katsuki!

-Ochako! - Ele tentou apertar as minhas bochechas, mas agora eu sou mais de dez centímetros maior que ele. Ele ficou bravo - Abaixa aqui pra eu te beliscar!

-Não nanico! - Eu apertei as bochechas do meu corpo e lágrimas de dor saíram dele. - Agora entendi por que você faz isso.

-Fa ah berfa! - ele falou e os nossos amigos estavam ao nosso redor.

-O que ta havendo aqui? - Mina perguntou.

-Katsuki e eu trocamos de corpos. - Falei largando um Katsuki vermelho e com lágrimas nos olhos, ele me chutou de leve.

-Seu corpo é estranho, eu estou com vontade de comer doces desde que cheguei aqui! - Ele reclamou emburrado se largando na minha cadeira de pernas aberta. Parou alguns segundo e olhou pro Mineta fechando as pernas com força.

-Isso explica. - Deku deu um suspiro aliviado. Ele se aproximou de nós.

-Ochako-chan.. - Minha amiga chamou.

-Sim? - Virei pra Tsuyu.

-Isso é confuso, mas como você acabou nessa situação, kero? - ela questionou.

-Culpa desse esquentadinho. - Olhei feio pra ele e ele segurava a barriga. Eu sou boazinha demais e…. eu sei como são as minhas cólicas. - Desculpa, dói muito?

-Pra caralho. - ele resmungou de cabeça baixa.

-Desculpa. - fiz um carinho nos cabelos, isso sempre me ajudava quando eu estava com cólica. Minha mãe fazia quando eu era mais nova. Katsuki aproximou mais a cabeça da minha mão e encostou a testa no tampo da mesa. - Não é tão ruim quanto parece.

- É muito estranho ver o Kacchan ser tão… amável. - Deku falou olhando pra gente.

-Vá se foder. - Katsuki gemeu de dor.

-Eu sei como meu corpo funciona e isso ajuda. - Me posicionei na frente de Katsuki peitando o Deku - Algum problema Deku-kun?

-Não… nenhum… - ele se desculpou. Caralho como é estranho sentir emoções tão fortes.

-Foi mal, é o estressante esse negócio. - eu suspirei e um boom saiu das minhas mãos fazendo com que eu desse um pulo assustada e depois caísse na risada.

Nos levantamos e começamos a sair em direção aos dormitórios, graça aos deuses Katsuki não tinha aulas extras hoje e nós fomos liberados das aulas de treino por conta do festival escolar. Katsuki andava do meu lado com as duas mãos na barriga. Carreguei a bolsa dele e a minha. Incrivelmente eu me sentia super forte, poderia levantar o mundo se eu quisesse.

-É o inferno. Me lembre de nunca mais zoar com uma garota. - Ele olhou pro Kirishima, ele assentiu com a cabeça. Depois seu olhar voltou pra mim. - Cara a sua vida é um inferno.

-É, mas pelo menos na sua geladeira tem sorvete. - Eu sorri e comecei a avistar os dormitórios.

-Então até quando vocês vão ficar assim? - Deku perguntou e já levou um vai a merda, muito gentil do Katsuki.

-Sensei disse que em média umas oito horas - Virei meu pulso e notei que estava sem relógio, peguei o pulso de Katsuki e olhei as horas. Suspirei pesado. - Mais quatro horas desse inferno. O que foi? Lembram que é o meu corpo certo?

Todos estavam encarando a forma que eu estava segurando o pulso de Katsuki. Ao menos foi isso o que eu pensei até olhar pra ele. Katsuki estava com as bochechas vermelhas e lágrimas não derramadas esperando a oportunidade. Meu coração bateu mais rápido e eu soltei a mão dele.

-AIMEUDEUSDOCEU -Eu falei rápido e tudo junto. - Me perdoa!

-Por que caralhos eu to chorando? - ele perguntava esfregando o rosto com força pra que as lágrimas não viessem. Suspirei e dispensei meus amigos.

-Vão na frente. - Assim que eles saíram Katsuki se debulhou em lágrimas, peguei o lenço no meu bolso e ajudei ele a limpar o rosto. - Olha, desculpa, eu não queria ter trocado de corpo com você. Eu não queria que estivesse com os hormônios a flor da pele, eu não queria te fazer passar por isso.

-Tudo bem, não é culpa sua. - ele fungou e as lágrimas pararam. - Mas é uma bosta ser mulher.

Afaguei os cabelos dele, ele assoou o nariz de uma forma nojenta. Eu dei risada.

-Sim. Mas tem suas vantagens. - Sorri e ele fez uma careta.

-Não consigo ver nenhuma. - ele resmungou, seu rosto estava vermelho, mas pelo menos não parecia que ele ia chorar. Peguei minha carteira e deixei as bolsas com ele.

-Vá pro meu quarto que eu te mostro. - falei pra ele indo em direção a saída da U.A., Katsuki entrou no prédio e eu consegui ir até uma loja das Eleven 7 e comprar muitas porcarias para a gente, voltei com as duas sacolas cheias de doces e comidas prontas.

-Bakugou, onde você vai? - Todoroki me encarou com as sacolas e com a pressa que eu estava.

-Desculpa todoroki-kun, emergência! - Eu gritei entrando no elevador e indo até o nosso andar.

Não sem antes ouvir um pasmo “Todoroki-kun?”. Bati duas vezes e entrei no quarto escuro. Abri um pouco as cortinas, liguei o ar-condicionado e vi um Katsuki encolhido na cama com dor.

-Como você está?

-Com dor. - Ele se sentou, minhas meias estavam espalhadas assim como os meus chinelos.

-Quer trocar de roupa? - perguntei pra ele. Me abaixei no closet procurando algo bom de vestir.

-Querer até quero, mas é o seu corpo. Não acho isso justo. - Ele murmurou corando. - Ah! Seu corpo têm reações demais.

-Eu sei. Vamos eu te ajudo. - Estendi uma bermuda folgada e gostosa de usar pra ele. - Sobe isso por baixo da saia.

Ele fez isso e seu rosto iluminou.

-Não preciso mais me preocupar em ficar com as pernas fechadas! - ele brincou e eu ri. Peguei uma blusa confortável.

-Mantenha os olhos bem fechados. - falei. Katsuki fechou os olhos com força. Engoli seco e abri os botões da minha blusa da U.A. tirando ela. - Isso é tão estranho.

-Você fala isso pra mim? - ele reclamou. Abri o sutiã e tirei e ele deu um gemidinho bem baixo. Minhas bochechas esquentaram e eu enfiei a blusa folgada nele.

-Pronto. Pode abrir. - ele abriu os olhos e olhou pra minha blusa velha.

-Não sabia que você gostava do justiceiro. - ele se arrumou na minha cama de pernas cruzadas. Parecia bem mais confortável do que antes, suas mãos mexiam sem parar nos meus pés.

-Eu gosto de quadrinhos. - Suspirei e peguei as sacolas, virando elas em cima da minha mesa. - A vontade.

-Posso mesmo? - ele questionou.

-Meu bem, eu estrago meu corpo todo mês. Vá fundo. - Peguei o controle da t.v. - Quer assistir algo?

-Hum… você gosta de Naruto? - ele perguntou abrindo um saco de chocolates crocantes.

-Não muito, mas se é o que te vai fazer feliz eu assisto contigo. - falei rindo e sentei nos pés da minha cama enquanto ele ficou com ela inteira pra si.

Devemos ter passado uns quatro episódios de Naruto shippuden, Katsuki me contou a história toda animado, seu rosto se iluminava quando ele falava de algo que gostava, ele me contou tudo, desde o que eram os “Kages(coisa que eu ri demais quando ele falou), até os tipos de elementos para os jutsus (coisas que eu ainda não entendi). De repente a porta foi aberta.

-Ochako, você me empresta…. Katsuki? - Mina entrou e analisou a cena, uma luz surgiu e ela ligou as peças.. - AH VOCÊ ESTAVA DE TPM QUANDO TROCARAM DE CORPOS!

-Bingo. - suspirei.

-Pobre Katsuki. - ela murmurou e sentou do lado de Katsuki passando as mãos nos cabelos dele. - Agora eu entendi a cena lá fora.

-Vá a merda. - ele resmungou tomando um grande gole de achocolatado. Ele se afastou dela e sentou mais próximo a mim

-Pare de ser um chato. - reclamei e me alonguei. Ouvi estalos vindos das minhas costas. - Ah eu preciso ir no banheiro. Quanto tempo falta pra essa troca acabar?

Ele balançou o pulso e olhou o relógio.

-Duas horas.

Ambos suspiramos e nos encaramos.

 

Ochako Pov’s Off

Katsuki Pov’s On

 

Ochako não era de toda má. Na verdade é uma das poucas pessoas que eu gosto, mas ficar dentro do corpo dela por oito horas… não é legal. Eu tinha sensações estranhas que eu nunca tinha experimentado. Tinha mais emoções do que eu podia lidar. Eu entendia algumas emoções, mas não quando todas eram jogadas em cima de mim de uma vez só. Desde que entrei no quarto da Ochako eu senti tristeza, raiva, desejo, fome, tédio, ansiedade, crise existencial, mais tristeza, culpa, mais desejo, sono, irritação, enjoo, mais fome. Isso em menos de 20 minutos. Eu juro que nunca mais vou implicar com uma garota de tpm.

-E se vocês conseguiram se adaptar com as individualidades? - Mina perguntou ainda sentada do meu lado, ela começou a mexer no cabelo do meu corpo. - INCRIVELMENTE MACIO!

-Minaaaaa-chan! - Ochako reclamou rindo. - Mais ou menos, estou tendo que secar as mãos de meia em meia hora pra não explodir nada.

-Depois que entendi como funciona a individualidade da Ochako foi fácil. - Comentei me esticando pra pegar uma barra de chocolate. Eu detesto doces, mas estou com muito desejo de comer.

-Tó. - Ochako esticou a barra pra mim e minhas bochechas esquentaram

-Obrigado. - peguei e sentei comendo um pedaço, estendi pra Mina. - Quer?

-Aceito. - ela quebrou uma tira e começou a mastigar. - Você é surpreendentemente educado quando não está gritando e mandando os outros se foderem.

-Eu fui bem educado sabia? - retruquei e senti as lágrimas virem. - Ah qual é? Ochako como eu lido com o seu corpo?

-Desculpa. - Mina arregalou os olhos.

-Não, tudo bem.- Limpei as bochechas e continuei comendo chocolate. Era estranho, quando eu ficava frustrado eu nunca chorei, enquanto isso a Ochako chora fácil. Eu raramente corava, enquanto isso nessas seis horas que estou no corpo da Ochako eu devo ter corado mais o toda a minha vida. Era diferente as reações nesse corpo.

-Ochako, você tem as… Pessoal, kero? - A sapa maluca entrou no quarto e ficou olhando pra nós três. - Ainda não mudaram de corpo, kero?

-Ainda não Tsu-chan. - Ochako resmungou e eu me ofendi.

-É tão ruim assim ficar no meu corpo? - Perguntei.

-Não, é só que eu me sinto mal deixando você lidar com a dor. Eu não consigo fazer nada! - ela explodiu gritando. - Desculpa. Me sinto impotente sem poder te ajudar.

-Ah… - Olhei para as garotas e ambas se retiraram do quarto. - Olha, não é culpa sua.

-O caralho que não é. -Ela estava explosiva.

-Oe. Calma- Eu segurei seus ombros, minhas mãos eram muito pequenas pra isso. - Foi Minha culpa Ochako. Eu que fui grosso sem motivo com a menina do departamento geral. Você foi envolvida nisso por que estava comigo. Para de ser idiota okay?

Olhai pra cima e seus olhos estavam fechado, ela respirou fundo e se acalmou.

-Foi mal. É difícil saber o que eu to sentindo aqui. - Ela botou a mão no peito. - É muito difícil ser um cara.

- É mais difícil ser uma garota. - discuti com ela. - Sendo um cara pelo menos você sente uma emoção por vez, não uma enxurrada de emoções misturadas e algumas desconhecidas.

-Não fale assim das minhas emoções. - ela brigou comigo. - Eu estou cansada. É estranho essa troca de consciências.

- Yay.

Ficamos em silêncio por um tempo, Me deixei cair nas pernas dela por causa de uma cólica. Ochako estava acariciando os meus cabelos e eu só conseguia pensar em como isso era bom.

- Oe… Ochako… - Eu Olhei pra cima por um momento e ela me olhou.

- Sim…

- Eu…. - aquela fisgada de novo e eu estava olhando a Ochako. Minhas mãos estavam enfiadas no cabelo dela, meu deus como era macio. Dei um sorriso de lado - Voltamos.

Ela apalpou os próprios peitos.

-Graças a deus vocês estão aqui! - ela deu risada e eu relaxei.

-Bem vinda de volta ao seu corpo. - Falei pra ela tirando a cabeça dela do meu colo.

-Me espera. Vamos descer. - Ela sorriu e colocou as pantufas, e pegou uma muda de roupa.

Descemos e todos estavam na sala esperando a gente.

-E ai? - Kirishima me perguntou.

-Estamos de volta. - Ochako gritou e se jogou nos braços das garotas. - Eu nunca senti tanta falta dos meus peitos subnutridos!

Mina parou e apalpou os próprios e deu ombros.

-É, não quero ficar sem eles.

-Meu deus! - Resmunguei e fui pro banheiro. - Graças aos deuses que isso acabou. Ser mulher é um saco.

-Imagino Bro. - Ouvi Kirishima concordar comigo.

Pensei no dia que eu tinha tido e em como a Ochako nunca tinha ficado tão inútil desde que eu conheço ela. Cara eu sou um molenga.

 

Katsuki Pov’s Off

Ochako Pov’s On

 

-Primeiro eu preciso de um banho quente e demorado. Meu deus Coitado do Katsuki. - falei para as minhas duas melhores amigas enquanto entrávamos no banheiro.

-E aí, como foi ser um garoto por um dia? - Mina me perguntou através da porta do banheiro.

-Foi estranho. Tu não sente bem as coisas, é difícil se expressar e… bom… tem aquilo também. - Aproveitei e tirei a minha roupa jogando dentro do nicho.

-Aquilo? - Mina me encarou enquanto tirava a bermuda e jogava de qualquer jeito num nicho próximo ao meu.

-Ereção! - Eu falei e as duas ficaram de boca aberta. Tsuyu parou no meio de uma dobra da calça dela. Fui até o banho e liguei o chuveiro. Mina veio atrás de mim.

-Sério? - Ela perguntou.

-Sério! Acontece do nada e é muito estranho. - Eu arrepiei. E comecei a esfregar minhas pernas.

-Deus me livre. - Mina falou e virou pra Tsuyu - Tsu-chan lava as minhas costas?

-Kero. - Ela assentiu e ajudou Mina a lavar as costas. - Mas fora isso como foi ser o Bakugou-Kun?

-Foi diferente, estranho, ele não sente bem as coisas. por exemplo eu amo vocês, mas não conseguia dizer isso. Eu gritei com vocês… não foi por querer - Me desculpei com elas.

-A gente entende, é algo estressante. - Mina falou jogando água nas costas e se virando pra ajudar a Tsuyu a lavar as costas. Apoiei minhas mãos no banquinho de plástico e olhei pro teto.

-Mas sabe, acho que agora eu entendo um pouco melhor do Katsuki. E eu tenho quase certeza que eu gosto dele do jeito que ele é.

-Gosta é? - Mina me olhou de forma maliciosa.

-Gosto, ue. Da mesma forma que gosto de vocês duas. Sua Idiota. - Brinquei e me enxaguei pra entrar no ofurô. - Mas falando sério, coitado dele.

-Coitado. - as duas falaram juntas e entraram na água comigo

. Me contaram o que eu perdi ficando de babá do Katsuki e logo a conversa fluiu com gosto. Terminamos o banho e eu fui pra sala pra me juntar com meus amigos. Katsuki também estava lá e de banho tomado também. Ele estendeu um chá com cheiro doce.

-Tó. Minha vontade por doces passou. - Peguei o chá agradecida, eu sentia as pontadas de cólica. Ele ficou me encarando por um tempo.

-O que foi? - Perguntei bebericando o chá.

-Você é forte, só isso.

-Obrigada?

-De nada - Ele levantou e subiu. Olhei para os meus colegas sem entender e Kirishima estava com mais cara de ponto de interrogação do que eu.

Katsuki, por que você é tão difícil de entender?

 

Ochako Pov’s Off


Notas Finais


TAM TAM TAM


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