1. Spirit Fanfics >
  2. There is no lack love >
  3. Uma escolha, uma canção

História There is no lack love - Capítulo 23



Notas do Autor


Boa leitura, seus lindos ❤️

Capítulo 23 - Uma escolha, uma canção


Violetta Castillo

Eu ainda estava parada no mesmo lugar, tentando processar o fato que Leon havia beijado Lara e simplesmente ter achado a informação irrelevante na nossa conversa hoje mais cedo.

- Vou deixar vocês conversarem. - Diego pronunciou-se, levantando do sofá e passando por nós, apertando minha mão levemente antes de sair.

- Meu amor, eu posso explicar. - Leon falou pela segunda vez e eu olhei em seus olhos.

- Explicar que você mentiu para mim? - tentei controlar minha voz, mas foi inevitável não apontar o dedo em seu rosto - Não tem nada para explicar, Leon. Você beijou ela e não se deu o mínimo trabalho de me contar. - caminhei até a mesa de centro e peguei meu celular - Nós conversamos hoje, poxa. - minha voz estava nitidamente magoada, ao mesmo tempo que a raiva não deixava de estar presente.

Desviei do seu corpo que me olhava estático e me movi em direção a porta, mas antes que eu alcançasse a maçaneta, ele segurou meu pulso, fazendo-me olhar em seu rosto.

- Você poderia me escutar? - sua respiração estava descompassada e o tom de sua voz era quase suplicante.

Suspirei vencida e desviei meu olhar do seu. Tenho certeza que se não fizesse isso, meu coração falaria mais alto que a razão. 

- Não tem motivos para você estar brava, ou chateada, ou seja lá o que você estiver comigo. - ele brincou, na intenção de amenizar o clima que havia se instalado - Eu saí irritado da sua casa ontem, bebi muito e acabei tentando beijar a Lara. Não te contei nada, porque nem eu mesmo me lembrei. - voltei a olhar seu rosto, mas sem conectar nossos olhares. - Nunca faria algo que fosse te magoar, você sabe disso.

A expressão em meu rosto estava mais amena. Eu tinha a certeza que suas palavras eram verdadeiras, mas as vozes dentro de minha cabeça insistiam em querer manter minha postura e me fazerem acreditar no contrário.

Leon me olhava com intensidade, aguardando uma resposta e sinceramente, eu não sabia qual dar. Antes que eu pudesse pensar em algo, o interfone do apartamento tocou e ele me soltou, relutantemente, para atender.

Encostei-me na parede e respirei fundo por alguns segundos, fechando os olhos. Leon estava demorando demais na cozinha para atender o interfone, mas assim que a campainha tocou ele passou por mim demasiado rápido, fazendo com que eu arqueasse a sobrancelha mas entendesse tudo no momento em que a porta foi aberta.

"Só pode ser brincadeira" . Meu subconsciente gritava.

- Olá! - Lara cumprimentou Leon com um sorriso e um beijo na bochecha e iria fazer o mesmo comigo, mas eu recuei, fazendo com que seu semblante passasse a ser confuso.

- Isso é sério? - minha voz era sarcástica - Você não cansa? - não tenho certeza do que estava me levando a fazer isso, mas eu só sabia que precisava.

- Violetta - Leon tocou meu braço mas eu puxei-o bruscamente.

- Você já se deu conta que em todas as nossas brigas, discussões ou qualquer notícia que suponha o nosso término ela está sempre envolvida? - acusei, fazendo todo o esforço para não elevar minha voz completamente.

Lara me olhava embasbacada, sem entender o que estava acontecendo e até mesmo sem saber o que dizer.

- Meu amor, não é assim. - o moreno argumentou.

- Vai defendê-la? - ri sarcástica - Quer saber de uma coisa? Já estou farta disso - respirei fundo - Escolhe o que você quer. Ou eu, ou ela. - os olhos esmeralda do homem em minha frente arregalaram-se e eu bati o pé no chão repetidas vezes aguardando uma resposta. Ele achava que eu estava brincando? - Acho que você já escolheu. - arrumei a bolsa no ombro e caminhei pisando firme para fora do apartamento, puxando a porta com toda e completa força que eu tinha, sem me importar se estava chamando a atenção de todo o andar.

Meus pensamentos estão tão confusos e meu coração está completamente apertado, mas há momentos em que a emoção fala mais alto e eu simplesmente precisava falar uma parte do que eu estava sentindo; pareceu o mais certo a se fazer.

Leonard Vargas 

Permaneci alguns segundos sem reação após ver a silhueta de Violetta bater a minha porta com força, mas logo ficou claro o que eu precisava fazer.

Sem tempo para perder ou até mesmo para tentar entender o que havia acabado de acontecer, sussurrei um pedido de desculpas para Lara, passando pela porta e observando o corredor. Vi um resquício da sua bolsa no elevador e corri o mais rápido que pude, apertando no botão para que a porta não fechasse e observando seu semblante levemente surpreso.

Ela estava encostada na parede no canto do elevador e desviou o rosto ao me ver. Apertei no botão para que o objeto permanecesse parado no andar por mais tempo,  aproximei-me de seu corpo e segurei seu rosto com uma de minhas mãos, fazendo com que não fosse capaz ela desviar o olhar enquanto o braço ficava em torno da sua cintura, colando nossos corpos.

- Nós não terminamos de conversar. - não precisei fazer esforço algum para que nossos rostos estivessem próximos e minha respiração já estivesse completamente descontrolada. Também não fiz esforço algum para esconder todas as sensações que me acometiam sempre que me aproximava dela.

- Já falei tudo que eu queria e você também. Pelo que vi, a nossa conversa encerrou. - sua respiração estava mais acelerada que o normal, mas eu só sabia disso porque havia aprendido a decifrá-la muito bem.

- Acredita em mim quando digo que não me lembro de absolutamente nada do que aconteceu ontem. - acariciei seu rosto com o polegar, olhando seus olhos castanhos.

O silêncio que pairou dentro daquele cubículo metálico era completamente sufocante. Violetta não fez questão de se afastar ou de quebrar nossos olhares, como havia feito mais cedo. No entanto, também não se esforçou em dar-me uma resposta e aquilo estava me matando.

- Eu sempre acreditei que você nunca faria algo para me magoar, Leon. Mas você escolheu ela. - a mágoa era completamente presente em sua voz.

Eu entendia o ponto de vista de Violetta, ou pelo menos me esforçava para entender; mas era difícil fazer uma escolha brusca, em questão de dois segundos.

- Não escolhi ninguém - acariciei sua cintura com o braço que estava lá - Você não me deu tempo para processar o que havia acontecido ou sequer permitiu que eu dissesse uma única palavra. - vi ela rir baixinho e um lampejo de esperança me atingiu - Por favor, não me deixa longe de você mais uma vez. - minha voz estava falha e tenho certeza que meus olhos estavam marejados.

Mais uma vez, obtive o silêncio. Algumas pessoas dizem que um silêncio vale mais que mil palavras, porém eu tenho que discordar desta frase de todas as maneiras possíveis. O silêncio que aguarda uma decisão nunca vai ser bom; este, machuca, dilacerando qualquer resto de esperança que possa haver dentro do nosso ser.

- Nunca quis ficar longe de você. - ela segurou em meu rosto e soltei a respiração que estava prendendo ao ver o seu sorriso. - Mas não vou pedir desculpas pelo que aconteceu agora há pouco. - suspirei. Por hora, não me preocuparia com isso.

O sorriso que iluminava minha face era maior que tudo e tenho certeza que ela havia percebido; nossos rostos atraíram-se como imãs; nossas respirações já estavam completamente misturadas, mas ainda havia uma distância milimétrica que nos afastava.

Meus olhos estavam nos seus lábios entreabertos e eu não fazia a mínima questão de esconder isso. Deixei que um gemido rouco escapasse dos meus lábios quando ela finalmente findou todo o espaço existente entre nós.

Era uma batalha única travada entre nossas línguas, uma das melhores batalhas da minha vida, posso elencar. Nossas línguas em perfeita sincronia, completando-se e transbordando todo o amor que tínhamos à compartilhar.

O corpo de Violetta encostou-se na parede do elevador, com minhas mãos firmemente presas em sua cintura, enquanto suas mãos buscavam alguns fios de cabelo em minha nuca, o que me fez sorrir entre o beijo.

- Você tem noção estamos dentro de um elevador? - ela sussurrou quando o ar veio fazer falta.

- Não me importo. - ataquei seus lábios mais uma vez, sem me importar se alguém entraria e nos olharia estranho, eu só precisava sentir aquele sabor adocicado mais uma vez, o mesmo que me levava a loucura, o mesmo pelo qual eu sempre fui apaixonado, o mesmo pelo qual eu não negava ser completamente viciado.


Notas Finais


Ai ai, como eu amo esses dois ❤️

Espero que tenham gostado!
Beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...