História These Taming Blues - Interativa - Capítulo 3


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Categorias Skins
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Interativa, Skins
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Palavras 2.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, avisos importantes no fim do capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 3 - Ginger


Fanfic / Fanfiction These Taming Blues - Interativa - Capítulo 3 - Ginger

Merda! Merda, merda, merda!

Mac preso! Por instigar Zara a se matar! Aquilo... Aquilo era assassinato!

Ah, Deus...

Me sentei em um dos bancos da arquibancada ao ar livre da escola e comecei a respirar fundo, de olhos fechados, sentindo o vento no meu rosto. Ok.. Aquele não era o Mac que eu conhecia. Não pela questão de ser preso, isso era quase rotineiro para ele – mas nada que uma conversa com os policiais e alguma ajuda da mãe advogada dele não resolvesse. A verdade era que Mac dormia na delegacia diversas vezes por portar álcool sendo de menor, ou por estar com drogas ilícitas, mas nós sempre dávamos um jeito.

Mas agora... Eu não sabia como ele iria se livrar disso, nem como iria explicar que não falava com Zara há quase um ano, quando o lance deles acabou. Mac não falava nem para si próprio sobre o caso deles – que inclusive acabou de uma maneira nem um pouco agradável. Ele basicamente disse coisas horríveis sobre o que ela deveria fazer com ela mesma.

Mas isso fazia um ano... Eu não entendia como os policias poderiam o manter preso por isso, nem como os advogados tinham provas sobre essa briga. A não ser que... Mac poderia ter mentido para mim. Apenas pensar nisso me fez ficar possessa. Quero dizer, não havia outra explicação. Essa foi a única vez em que ele fez e disse coisas ruins para uma garota. Mac era um santo com nós, tudo por conta de sua irmã Connie. Eu precisava falar com ela.

Respirei fundo três vezes, como eu tinha sido ensinada. Em alguns minutos eu já estava calma, vendo as coisas com mais clareza.

Ok, Mac estava preso porque Zara, sua ex namorada, se matou. Uma namorada que ele nega que já teve, o que pode ser visto como suspeito por aqueles caras. Eu tinha certeza a única vez que ele foi mau com ela foi quando terminaram. E, a não ser que alguém tivesse gravado aquilo, era impossível os pais de Zara terem alguma prova contra Mac.

Olhei para os lados e não havia ninguém lá além de mim e alguns alunos do último ano. As aulas tinham começado há menos de duas semanas e era hilário ver os alunos do primeiro ano. Eles achavam que seria uma nova fase, uma perfeita. Tudo o que eu fazia era rir deles, porque eu tinha dó. Nova fase... Tudo o que mudava era um número para falar a verdade.

Eu bolava um baseado quando ouvi uma voz masculina e grave.

- Tem fogo?

Olhei para cima e ele estava bem na frente do sol. O cara era alto e não magro, mas também não tinha um porte físico. Já no primeiro momento percebi que seria difícil decifrá-lo.

- Sim. – sorri minimamente.

- Legal. – ele murmurou, como se nada fosse importante. Olhou para trás onde duas pessoas o olhavam, de braços cruzados. Franzi as sobrancelhas, sem entender muita coisa. A garota da dupla tinha pele negra, cabelos cacheados e boca avermelhada. Ela olhava para baixo o tempo todo e estava com um cigarro apagado entre os dedos. O outro garoto estava de costas para mim, conversando com a amiga.

- Por que ela não veio pedir? – eu quis saber. Ascendi meu baseado e o encarei. Ele era bonito, eu não podia negar, mas algo me intrigava.

- Tímida. – ele deu de ombros e se inclinou para ascender seu cigarro com o fogo do meu. Acho que fiz uma careta quando senti o cheiro do cigarro dele, porque ele riu cínico. – Tem problemas com a nicotina?

- Eu... – antes que eu pudesse terminar a frase, ele me deu as costas e quase ao mesmo tempo três garotos saíam de dentro da escola e iam em direção à quadra. Apenas dois brigavam, o outro estava atrás, tentando falar calmamente para que eles parassem.

Eu sabia quem eles eram – todos sabiam –, mas eu só não me lembrava dos nomes dos dois que se socavam na grama. Eu tragava calmamente, observando os dois enquanto deitava minha cabeça na mão, no braço que estava apoiado na perna. Jonah Jeremiah, o que tentava fazer com que os amigos parassem de brigar, já havia me contado mais detalhe sobre a amizade deles. O loiro e o outro eram apaixonados pela mesma garota e isso fez que com os “três mosqueteiros” se separassem.

Todos chamavam Jonah de JJ, mas eu achava o nome dele legal demais para não ser dito. Nós costumávamos frequentar a mesma clínica, porém tínhamos médicos e problemas diferentes.

O garoto loiro, que usava brincos e tinha uma risada que me lembrava a do Mac, socou o outro e o fez sangrar demais. Então eu vi um isqueiro voando para longe dos três e percebi que ele tinha acertado o moreno com aquilo. Jonah tinha meu dito o nome deles, mas às vezes minha mente ia para outros lugares e eu nunca mais lembrava de certas informações.

O cara que foi atingido estava ferido de verdade, mas não parou. Chutou o saco do outro, o que eu achei golpe baixo. Eles começaram a gritar um com o outro e se xingar enquanto trocavam socos e chutes: “Eu entreguei ela pra você, cara. Eu cedi a garota que eu amava”. Essa frase foi a gota d’água para mim. Aquilo me irritou de tal maneira que ela impossível explicar. Você não cede uma pessoa e eu podia garantir que a garota não era "algo" para ser cedido.

Desci as escadas e passei por perto deles, pegando o isqueiro do chão. Era azul marinho e muito pequeno.

- Legal... – murmurei para mim mesma e sorri para Jonah, guardando o isqueiro no bolso. Consegui sentir os olhares dos outros dois garotos. – Eles ainda estão brigando por aquela garota?

Ele balançou a cabeça positivamente daquele seu jeito, meio perdido, ansioso e nervoso. Dei de ombros e um beijo na bochecha dele.

- Isso é patético... – disse para mim mesma, porém acho que os garotos ouviram, por que mais tarde Jonah me contou que Freddie e Cook (só então lembrei de seus nomes) ficaram levemente desconfortáveis.

Eu realmente não poderia ligar menos.

Cheguei em casa em pouco tempo. Apaguei o cigarro antes de passar pela porta. Minha avó via TV, e não questionou o motivo de eu estar em casa naquele horário. Ela assistia o jornal e a foto de Mac estava na tela, enquanto um repórter falava.

- Ele fez isso mesmo? – meu avô perguntou atrás de mim, saindo da cozinha. Carregava um copo de água para dar pra esposa, antes de um beijo na testa.

- Não. – respondi. – Houve algum engano. Alguma coisa de errada aconteceu.

- Jane é advogada, não é, Ginger? A mãe de Cormac. – minha avó se levantou do sofá e passou a mão pelos meus cabelos, para me confortar.

Aquilo me deixou com um sentimento estranho. Uma mistura de saudades e repulsa. Ela costumava a fazer essas coisas comigo quando eu era menor, mas hoje não era a mesma coisa. Eu sabia que algo ou alguém a tiraria de mim e era melhor eu estar preparada para quando acontecesse, não é...? Esse pensamento já era involuntário, mas eu dei um passo para trás e sorri para ela, olhando para o chão em seguida.

- A Sra. Hughes vai dar um jeito. – afirmei. – Ela sempre dá. É um negócio da família, entendem?

Os dois sorriam, mas meu avô encarou meus olhos como se quisesse decifrar algo, mas tinha certa dificuldade. Devo dizer que me orgulhava disso. Não acho que me sentiria confortável enquanto as pessoas pudessem saber o que eu estava sentindo apenas olhando para mim. Mac costumava dizer que eu tinha “resting bitch face”, enquanto, na verdade, eu só não demonstrava pelas expressões faciais o que se passava dentro de mim. Não era algo que eu forçava, sabe.

- Vou dormir um pouco. – informei os dois enquanto subia as escadas em direção ao meu quarto.

- Já estudou para sua prova dessa semana? – meu avô quis saber, gritando da ponta da escada para que eu o ouvisse.

- Já! – gritei em resposta, mentindo e entrando debaixo das cobertas. Eu precisava recarregar as energias para ir ver Mac.

Acordei algumas horas depois, com três chamas perdidas de Connie. Eu estava quase retornando quando recebi uma mensagem dela: Ele está em liberdade condicional. Minha mãe conseguiu um acordo com um juiz. Mac vai ser julgado em uma semana.

Suspirei aliviada e me sentei na ponta da cama, brincando com o chão com os dedos do pé. Estava gelado demais. Peguei meu celular e liguei para Connie. Enquanto esperava ela atender, percebi que meu quarto precisava de algumas mudanças. Os tijolos na parede apareciam um pouco e os posters das bandas e filmes que eu gostava estavam ficando velhos e com uma textura estranha. Talvez porque eu os encarava todos os dias eu tinha essa impressão, mas eu precisava mudar.

- Oi, Ging. – Connie disse quando me atendeu. – Recebeu a mensagem?

- Sim, recebi. – coloquei no viva voz e joguei o celular na cama enquanto tirava a roupa. – Se arruma que daqui a pouco passo aí.

Coloquei a mesma camisa xadrez de sempre por cima de uma camiseta dos Smiths, meus jeans claros e o All Star de cano alto que estava sujo até demais.

- Vamos fazer o que?

- Não faço ideia, Connie, mas só nós duas, ok? Sem Mac dessa vez.

Ouvi a respiração pesada dela do outro lado da linha e sorri aliviada quando Connie murmurou um “ok”. Desci as escadas correndo e gritei pro meu avô, perguntando se ele emprestava o carro. Quando ele respondeu que sim, eu já estava lá fora, destrancando a porta do carro antigo que eu amava. Havia um toca-fitas ao invés do rádio. Meus avós eram muito indies. Coloquei uma fita do Bowie e a primeira música começou altíssima: como era o jeito certo de ouvir. Life on Mars?

Eu cantava enquanto dirigia até a casa dos Hughes. Como sempre fazia com Mac, estacionei não na rua à frente da casa, mas a do lado, onde a janelas do quarto dele e de Connie ficavam. Apertei a buzina duas vezes e depois de algum tempo, vi Con andando rapidamente até mim. Ela saíra pela porta da frente. Estava inteira de preto. Blusa preta, shorts preto e agora o cabelo estava preto também, e mais curto. Um corte reto acima do ombro. Combinava com ela. Parecia que era tão natural aquela cor nela. Como se algo finalmente expressasse por fora o que ela era por dentro.

Oh man! Wonder if he'll ever know

He's in the best selling show

Ela entrou no carro e se sentou ao meu lado.

- Oi. – sorriu para mim e eu retribui. Era sempre assim. Nos olhávamos mais do que deveríamos. – Hm, eu fiz uma coisa pra você...

Ela começou a procurar algo dentro de sua mochila jeans cheia de bottons.

- Era pro trabalho de Jornalismo. Eu estou no clube de Jornalismo, você sabe, não sabe?

Murmurei que sim, mas eu só prestava atenção em como seu cabelo estava bonito daquele jeito. Um dos ombros dela estava de fora e era possível ver que usava um sutiã de renda. Para a surpresa de todos: preto.

- Aqui! – ela me entregou uma fita. Ela tinha feito uma capa. “De C. para G. – uma tentativa falha de um trabalho de jornalismo”. Havia desenhos de planetas, estrelas, luas e alienígenas. Ela desenhou um David Bowie simples, que eu só identifiquei por conta do raio vermelho e azul em seu rosto.

A olhei com a respiração um pouco falha e sorri, mas Connie ascendia um baseado e não estava me olhando. Ela sabia que eu não me importava em fumar em ambientes fechados, sabia meus livros favoritos e das viagens que eu gostaria de fazer. Virei amiga de Connie antes de ser de Mac. Eu me distanciei dela por motivos... Ah, eles realmente não importavam mais.

Virei a fita e ela havia listado as músicas que tinha colocado ali. Era engraçado como ela não seguiu nenhuma lógica ao selecioná-las:

Everybody Wants To Rule The World dos Tears For Fears; Love Will Tear us Apart Again, Joy Division; There’s a light that never goes out, dos Smiths; Sweet Little Jean e Cigarette Day Dreams, de Cage the Elephant; Asleep, dos Smiths de novo; Hey, do Pixies; Cigarette, da Marika Hackman – uma cantora que eu nunca tinha ouvido falar até então. Joe Tex, These Taming Blues do Phosphorescent; Where is my mind, novamente pelo Pixies. A última música que eu li foi do Bon Iver, Skinny Love.

Assim que li o nome dessa, levantei meu olhar para Connie de novo e ela me fitava ansiosa, mas não queria demonstrar. Eu larguei a fita e tirei o baseado da mão dela, selando nossos lábios suavemente. Quando me afastei, ela me olhava com as sobrancelhas erguidas e um sorriso levemente cínico, como se me desafiasse ou quisesse explicações. Aquela garota não esquecia o passado. Eu teria que a ensinar.

- Depois falamos disso, ok? – murmurei e, dessa vez com mais certeza, a beijei de novo, justamente quando Starman começou.


Notas Finais


Algumas coisas aconteceram e eu queria compartilhar com vcs:
1- Umas três ou quatro notificações de mensagens que enviaram para mim apareceram, assim como comentários enviados, mas que eu nunca acho. Eu clico na notificação e não vai pra lugar nenhum. Então se vc mandou alguma coisa e eu não respondi ou sei lá, manda de novo, por favor :)
2- Vou colocar um prazo de um mês e meio para fechar as fichas, porque preciso ver todos os personagens pra encaixar numa história, aí se chegar um muito tarde não vou ter o que fazer com ele
3- Obrigada pelo carinho de todos vcs e por confiarem em mim para escrever seus personagens e ideias <3
Isso aí, o que acharam desse capítulo??
Não sejam leitores fantasmas, viu kkk
Vejo vcs no próximo bjss


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