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História They Don't Know About Us - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


Draco POV

Quando eu tinha onze anos, e pela primeira vez disse o nome ‘Harry Potter’ dentro de casa, eu aprendi algo novo sobre minha família.

Algo que eu jamais havia parado para observar com atenção.

Porque ao dizer a eles que tinha esse garoto na escola, que era engraçado, atrapalhado, um pouco distraído e que vivia metido em encrencas, eu era apenas um menino comentando sobre pessoas aleatórias que fizeram parte do meu ano escolar.

Mas então, com o olhar gélido de meu pai, e o som de asco que minha mãe fez, eu percebi que eu não poderia achar Harry engraçado.

Não poderia rir das péssimas piadas que ele contava na turma, com aquele jeito despojado e desinteressado. Não poderia rir de suas imitações de nosso professor Snape, de poções. Não poderia ser amigo dele, mesmo que eu quisesse muito.

Porque inicialmente, essa foi a razão para tocar no nome de Harry perto dos meus pais.

Anterior a isso, eu era o tipo de garoto que achava meus pais heróis. Tinha essa mania de recorrer a eles sempre que algo me assustava, sempre que precisava de uma solução, porque na minha mente eles sabiam de tudo.

E então, poderiam me ajudar a ter uma boa ideia para conseguir ficar amigo daquele garoto tão legal.

Naquele dia, eu percebi que eles não poderiam saber de tudo.

‘Não se misture com gente como eles, Draco’

Depois daquele dia, eu tentei.

Eu juro que tentei, mas as coisas pareciam não funcionar.

Eu não conseguia deixar de rir das coisas que ele dizia nas aulas. Eu não conseguia parar de seguir ele com os olhos. Eu simplesmente era incapaz de ser indiferente a existência de Harry, porque ele parecia fazer tudo girar ao seu redor.

Aquele magnetismo, aquele jeito espontâneo, e agitado.

Eu achava engraçado como os óculos dele estavam sempre quebrados ou perdidos.

Era frequente, no meio da aula, ele simplesmente gritar ‘Meus óculos! Ninguém sai, eu perdi meus óculos!’

E eu conseguia achar engraçado todas as vezes que acontecia, porque ele saia revirando a sala, tateando pelo chão em busca dos ósculos perdidos, com aquele tom cômico que fazia todo mundo explodir em gargalhadas.

Ele vivia em detenção, era verdade. Parecia ter um tipo de prazer bizarro em afrontar o professor Snape, que eu descobri algum tempo depois ser amigo íntimo da família dele.

Harry era birrento, um tanto maluco, espontâneo e estava sempre rindo.

Fazia com que fosse impossível deixar de estar feliz perto dele.

Então eu resolvi, já que jamais poderia deixar meus pais saberem que eu o achava tão brilhante, que guardaria aquele segredo.

Eles nunca precisariam saber.

Eu fantasiava todas as noites em ser amigo dele, em estar em seu grupo, e poder conhecer mais de sua personalidade, mas eram apenas sonhos.

E no mundo dos sonhos, tudo era permitido.

Todas as noites, quando deitava a cabeça no travesseiro, eu imaginava nós dois vivendo como amigos. Imaginava como seria acordar com Harry na cama ao lado, e tomar café da manhã ouvindo suas bobagens engraçadas.

Mas eu verdadeiramente nunca pensei que isso pudesse ser ao menos remotamente possível.

Eram sonhos.

Mas em uma manhã chuvosa de uma terça feira qualquer, correndo para a estufa de herbologia, muito atrasado, simplesmente aconteceu.

Após um tombo catastrófico no chão gelado, vendo os livros em meu braço se espalharem pelo chão molhado, eu fiquei parado ali, tentando me situar, e pensando no que tinha feito para merecer tanto azar.

Eu só voltei a mim mesmo quando vi sapatos um tanto sujos, parados a minha frente, erguendo o rosto a tempo de ver Harry ali, sorrindo com a mão estendida para mim.

— Você pode matar a aula de herbologia dentro do castelo, não precisa ficar no chão não — Sugeriu, e em um instante todo o azar do dia desapareceu, e eu me vi rindo, mesmo dolorido, molhado e com sono.

Com sua ajuda, me levantei e recolhi meu material, feliz pela simples interação com ele, que tinha um olhar tranquilo e despreocupado.

Harry pegou um livro que havia ido para um tanto distante, e o colocou no meu braço, ainda com um sorriso, e se afastou um passo, colocando as mãos nos bolsos.

— Eu estava indo matar aula na cozinha. Você vem? Ou estava indo para a aula? — Questionou, e naquele minuto eu se quer conseguia pensar na aula.

— Eu nunca fui na cozinha — Comentei, rindo quando ele pareceu indignado, passando um dos braços despreocupadamente por meu ombro.

— Vamos resolver isso. Eu serei seu guia! — Disse, me levando para caminhar junto a si, e com a mão livre pegou a varinha, fazendo um feitiço com grande facilidade para limpar e secar minhas roupas, que até então estavam enlameadas e molhadas pela chuva.

Eu se quer conseguia entender a razão para ele estar agindo como se fossemos amigos, mas aprendi que Harry era assim.

Ele simplesmente chegava e se apossava as coisas, dos lugares e das pessoas.

Aquela foi a manhã que eu mais ri em toda a minha vida.

Ele me levou para a cozinha, me apresentou os elfos e fez um show terrível de malabarismo com tomates, o que definitivamente deu errado.

Mas ele não parou de rir nem mesmo com o cabelo cheio da fruta, e isso automaticamente me fez rir junto, totalmente deslumbrado pela aura dele.

Harry era esse tipo de pessoa totalmente desinibida, ao contrário de mim, e talvez seja por isso que desde o primeiro instante eu o admirava.

Desde o minuto em que me ajudou a recolher os livros, ele não fez qualquer menção em tomar um rumo diferente do meu naquele dia, e eu me vi seguindo ele por qualquer canto do castelo, apenas para prolongar aquele breve e ínfimo momento que estávamos tendo juntos.

Ao fim da noite, eu provavelmente iria fingir que havia sido apenas fruto da minha imaginação, porque não poderia ser real.

Eu não podia, de maneira alguma, me divertir com ele. Gostar de sua presença. Admirar sua risada fácil, ou o jeito que os cabelos dele estavam sempre bagunçados, com aquela sua mania de os despentear com os dedos.

Harry era o tipo de pessoa tão legal, gentil e engraçada que tinha amizade com alunos de todas as casas, e durante aquela manhã, ele me apresentou para qualquer um que passasse por nós.

‘ Esse é Draco, o sonserino’

Então eu fiquei curioso quando, na hora do almoço, ele me guiou para a mesa da grifinória para sentar com seus amigos, e me apresentou de uma forma diferente.

‘Esse é o risadinha’

Eu fiquei com muita vontade de perguntar o significado daquilo, mas me sentia tão envergonhado por estar na mesa da grifinória entre os amigos de Harry, que apenas consegui continuar encolhido ao lado dele, sem me atrever a olhar em volta.

Parte de mim ainda estava muito confusa e assustada, porque havíamos matado todas as aulas do período da manhã, e isso soava tão errado para um aluno certinho como eu!

Mas eu não me arrependi por qualquer momento.

Então, quando ele disse que iria comigo até a sala de Astrologia, que seria minha próxima aula, eu senti certo desapontamento ao perceber que nosso tempo estava acabando.

E, quando entramos em um corredor vazio, eu apenas criei coragem.

— Porque... risadinha?

— Sempre que olho para você, te vejo rindo — Ele comentou, sorrindo de lado, e eu retribui, sem querer dizer que isso sempre acontecia porque ele sempre me fazia rir quando estava por perto, mesmo que não percebesse ou soubesse disso.

—  E... porque?

— Porque, o que?

— Porque agora...? Porque... você está andando comigo, e falando comigo? — Não pude deixar de questionar, examinando a expressão dele, que deu de ombros.

— Eu gosto da sua risada — Ele disse, com um ar de contentamento, e indicou com a cabeça a sala de aula para mim, como se me dissesse para entrar.

Apenas olhei confuso, esperando que ele fosse rir e denunciar mais uma de suas piadas, mas ele pareceu sério sobre isso.

— Eu vou me sentir muito culpado se te fizer perder mais uma aula, risadinha — Insistiu, e eu assenti, ainda um pouco confuso ao caminhar alguns passos na direção da entrada.

— Você vai para aula agora? — Não pude deixar de perguntar no último instante, e ele assentiu.

— Sim. Estava com dor de cabeça mais cedo, por isso faltei as aulas anteriores. Mas me sinto melhor, não quero pegar uma detenção... De novo — Sorriu de lado novamente, dando de ombros — Não se atrase — Indicou a porta outra vez — Te vejo mais tarde.

Ele não me deu tempo de resposta, apenas começou a caminhar para longe, e eu franzi o cenho.

Ele havia feito malabarismo com tomates! Como eu iria imaginar que ele sentia dor de cabeça enquanto gargalhava, no meio de elfos batendo palmas?

Eu entrei finalmente para a aula, mas é claro que pouco consegui prestar atenção.

Minha mente ficava repassando o dia que tive ao lado dele, e a maneira que ele disse gostar do meu sorriso.

Eu não sabia porque, mas isso me deixou meio... mole? Um pouco afetado?

De uma maneira ou de outra, eu tive que passar as aulas seguintes inteiras com o rosto literalmente enfiado no meio dos livros, para que ninguém percebesse que eu não conseguia parar de sorrir.

Quando a última aula do dia acabou, eu me sentia um pouco distante, distraído demais ao jogar meu material dentro da mochila e sair para o corredor, então realmente pulei de susto quando senti alguém chegar do meu lado, pousando o braço no meu ombro.

Era Harry.

Chegou com a maior naturalidade do mundo, passando o braço ao meu redor, e continuou caminhando, tal como se aquilo fosse corriqueiro e nós fossemos próximos daquela maneira.

De uma forma ou de outra, isso me fez perceber que era real.

Harry era real, aquilo estava acontecendo, e eu estava adorando.

Então eu apenas concluí o óbvio.

Se agora era real, e se meus pais haviam imposto que eu jamais deveria me aproximar de Harry, a solução era óbvia.

Eles nunca deveriam saber.

Porque é fato que quando os pais criam proibições ridículas, na realidade não impedem que seus filhos façam aquilo que não desejam. Eles apenas... ensinam seus filhos a mentir.

E eu poderia guardar esse segredo.

Era só uma amizade do colégio.

Bem, foi o que eu pensei.

Quando, nas férias do sétimo ano, três após eu e Harry termos nos tornado amigos, meus pais me apresentaram Astoria, uma garota que estudava na escola, era sonserina e um ano mais nova, eu me senti entrar em pânico.

Era claro no olhar dos meus pais e dos dela, que esperavam algo dessa aproximação.

A garota parecia saber disso tanto quanto eu, e estava totalmente constrangida naquele jantar estranho que foi dado em casa, onde o foco parecia ser apenas nós dois.

Naquele dia, quando deitei na minha cama para dormir, por alguma razão, eu comecei a chorar ao pensar em Harry.

A cada vez que seu rosto vinha em minha mente, eu sentia uma angústia tão grande, que apenas consegui chorar por grande parte da madrugada, sentindo-me horrível ao perceber que nem mesmo isso eu poderia fazer.

Meus pais odiavam que eu chorasse.

Então, com os soluços sendo abafados contra os travesseiros, eu me entreguei totalmente ao desespero e ao medo.

Porque Harry não era só um amigo do colégio.

Com o passar dos anos, nós simplesmente não nos afastávamos. Estávamos sempre juntos, e mesmo que eu fosse muito tímido e introvertido, ele parecia gostar da minha companhia.

E em todas as vezes que eu perguntava como ele queria ser amigo de alguém tão calado e quieto, ele dizia a mesma coisa;

‘Eu gosto do seu sorriso’

No começo eu achava que ele dizia isso por gostar de ter alguém rindo das coisas que ele dizia, e o achando hilário. Talvez fosse algo que fizesse bem para seu ego?

Mas Harry, até mesmo o sempre sorridente e agitado Harry, tinha seus dias mais quietos e mesmo nesses, ele vinha para perto de mim.

Ainda que fosse apenas para ficarmos em silêncio um ao lado do outro.

E eu não percebi.

Não soube quando, ou se era apenas desde sempre.

Não soube como, ou se não havia razões para isso.

Mas, em algum momento chorando escondido no meu quarto, eu entendi porque a ideia de jamais poder ser visto ao lado dele doía. Eu entendi porque ficava chateado de não nos vermos nas férias. Entendi a razão para ficar tão triste quando ouvia meu pai falar mal de sua família, e como me magoou ele saber tão pouco de mim a ponto de me apresentar uma garota.

Descobrir que estava apaixonado por ele foi uma das piores dores que eu senti, porque no mesmo momento em que descobria esse sentimento, eu também sabia que ele era proibido.

Não importava para meus pais o quanto ele me fazia bem. Não importava a eles como meu coração acelerava quando os olhos verdes focavam em mim, e ninguém nunca iria se importar com como estar com Harry me deixava feliz.

Ninguém tinha visto o meu esforço para não me apaixonar por ele, ninguém me via lutando com a alegria que enchia meu coração ao apenas pensar naquele garoto.

Então quando as aulas retornaram, eu havia decidido romper com isso de uma vez.

Eu tentei, com todas as minhas forças, passar reto por ele no expresso a caminho de Hogwarts.

Mas ele pareceu confuso ao ver que eu iria lhe ignorar, e me segurou pelo pulso, e seu toque foi o que bastou para aquela avalanche de sentimentos vir com força.

Eu apenas consegui olhar para ele, sem nada dizer, sentindo meu lábio inferior começar a tremer conforme eu segurava o choro, e nesse ponto meus olhos tinham tantas lágrimas que eu quase não o enxergava com clareza.

Ele pareceu entrar em pânico ao ver que eu estava quase chorando, e soltou meu pulso quase como se houvesse sido o culpado.

Harry moveu o corpo para olhar dentro de uma cabine que ficava a nossa esquerda, e ao ver ela vazia, passou os braços ao redor da minha cintura e me puxou para dentro.

Eu já fazia um esforço sobrenatural para não começar a chorar, e ver ele diante de mim parecia fazer todo o meu coração doer.

Então quando, após entrar comigo na cabine, Harry fechou as cortinas e me abraçou contra o corpo, eu apenas me deixei levar pelo choro, me agarrando nele como se pedisse ajuda.

Eu me sentia como uma âncora, que havia afundado e jamais poderia vir a superfície novamente.

— Eu vou me casar — Havia dito, baixinho, com a cabeça afundada no ombro dele, e senti como seu corpo se tencionou imediatamente.

— Casar? De onde veio isso? Eu nem sabia que você namorava! Draco, você tem só dezessete anos! — Sua voz não escondeu a surpresa, e isso me fez sentir os olhos encherem de lágrimas de novo.

— M-meu pai marcou um casamento — Contei, ainda soluçando, sentindo ele começar a fazer carinho no meu cabelo, talvez para me acalmar — O nome dela é Astoria, ou qualquer coisa parecida. Eu conheci ela na semana passada, e... meu pai disse que vamos nos casar.

— Ele ficou maluco? Draco! Casamento arranjado é coisa de filme! De ficção! Isso não pode acontecer! — Disse, me puxando para sentarmos, afinal ainda estávamos em pé abraçados desde o momento que chegamos.

Me encolhi contra ele, ainda querendo um pouco mais de sua presença, porque talvez fosse a última vez que a teria.

— Você quer se casar com a Astoria-ou-qualquer-coisa-parecida?

Neguei com a cabeça, ainda choroso, me sentindo um pouco patético e ele suspirou.

— Então não case. Apenas diga ao seu pai que...

— Eu não posso mais ser seu amigo — Disse, impulsivamente, e ele piscou, surpreso.

— O que? Porque ele não quer você perto de mim? Ok, eu te fiz matar aula, mas foram só onze vezes e nem é como se você ficasse menos inteligente por isso, e...

— Eles não sabem sobre nós — Falei, totalmente apavorado, e ele me olhou sem entender.

— O que?

— Eles não sabem que somos amigos — Falei, abaixando a cabeça, encarando minas próprias mãos — Meus pais não gostam dos Potters. Eles não gostam de ninguém. E... não querem que eu seja amigo de... gente como você. É o que eles dizem. Eu nunca contei que... Eu nunca disse nada sobre você — Confessei, me sentindo culpado por isso, e ergui o rosto para ele, que parecia surpreso.

— Seu pai vai te obrigar a casar, e você nem pode escolher seus amigos? Draco, apenas diga a ele...

— Eu não posso! Eu... não posso Harry, não posso! Eu vou me casar, e nós não...

— Tudo bem, tudo bem. Se acalme — Falou ao ver que eu voltaria a chorar de novo — Esse é nosso último ano. Podemos ser amigos até o fim da escola. Não podemos? Fomos amigos até agora — Sugeriu, e eu o olhei um tanto receoso, vendo-o sorrir gentilmente.

— Eu... acho que sim.

— Então nós vamos ser amigos enquanto pudermos, tudo bem por você?

— Eu... eu não sei.

— Eles não sabem sobre nós — Repetiu o que eu havia dito — E não precisam saber. Tudo bem?

— ... Sim — Sussurrei, e isso fez toda a conversa morrer.

Harry não me perguntou sobre o casamento, e não insistiu sobre falar com meus pais.

Ele apenas me abraçou, e passou o caminho todo para a escola com os braços me cercando, como uma forma de passar segurança.

O fato é que, daquele momento em diante, nós realmente vivemos nossa amizade como se fosse a última vez.

Eu e Harry nos tornamos ainda mais próximos, e várias vezes ele ia dormir comigo na sonserina, usando sua capa da invisibilidade.

Ficávamos até tarde conversando na minha cama, com vários feitiços de silencio ao redor para ninguém desconfiar, e sempre adormecíamos lado a lado, dividindo o travesseiro.

Ele parecia fazer questão de estar comigo, e de alguma forma isso me assustava ao mesmo tempo que confortava.

Assustava, porque eu não sabia como iria conseguir seguir adiante, uma vez ciente de como me sentia sobre ele. Assustava porque eu iria me casar no final do ano.

Mas me confortava ter ao menos aqueles últimos dias ao seu lado.

As vezes que nós rimos juntos, as vezes que aprontamos, as brincadeiras, os dias de sol, as aulas conjuntas, as fugidas para a cozinha, os passeios em Hogsmeade, os voos de vassoura, os jogos de quadribol...

Tudo passava, nesse momento, como um flash em minha mente.

A cada passo que eu dava, era como se uma parte de mim morresse. Como se uma parte de mim apagasse os momentos felizes com Harry.

Olhando ao redor, eu só conseguia pensar ‘Eles não sabem sobre nós’

Porque ninguém sabia que eu estava me casando com alguém que eu não amava, e nunca amaria.

Eu parei ali, diante de todas aquelas pessoas, vendo os olhos dos meus pais sobre mim, e soube que eu ao menos poderia chorar.

Pessoas choravam em casamento.

Mas eu não poderia ser uma.

Astoria apareceu no meu campo de visão, com aquela música doce tocando ao fundo, e a cada passo que ela dava na minha direção eu sentia como se todas minhas razões para ser feliz houvessem acabado.

E como uma memória distante e triste, eu ouvi em minha mente a risada de Harry, e percebi que minha única fonte de felicidade seria uma triste lembrança, do que eu poderia ter sido.

Eu nunca mais seria feliz.

E eles nunca iriam saber sobre nós.


Notas Finais


Feliz 7 de setembro!
Até a próxima!


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