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História They never know - Park Chanyeol - Capítulo 31


Escrita por: e exodus94


Notas do Autor


Me perdoem o horário. Passei o dia fora e só agora de madrugada que consegui concluir esse capítulo gigante.
Espero que gostem, e preparem o coração de vocês!

Obs: Irei revisar o capítulo depois para corrigir os erros que, com certeza, passaram despercebidos já que terminei de escrever às 3 horas da manhã kkkkkkkk então peço desculpas de antemão se virem alguma "pedrada" na língua portuguesa aqui.

Boa leitura!

Capítulo 31 - It's the love shot


Fanfic / Fanfiction They never know - Park Chanyeol - Capítulo 31 - It's the love shot

 

 

Yixing POV’s on

 

 

 

Estacionei o carro porcamente e corri para dentro de casa, dando de cara com meus pais no hall de entrada. Meu pai parecia nervoso e minha mãe estava trêmula. Aquela cena só me deixou ainda mais histérico.

Yixing – Cadê, S/N? – perguntei sem nem sequer cumprimentar os dois.

Chao – Xing, se acalme! Nós...  – a expressão do meu pai era de alguém que havia feito algo muito grave. Ele estava suado, e sua camisa social branca estava suja, sua situação não era das melhores ali.

Yixing – CADÊ A MINHA IRMÃ? – eu estava a ponto de explodir de tanta nervosismo.

Chao – Não sabemos. Eu a procurei por toda parte, mas ela sumiu.

Yixing – Como assim sumiu? O que aconteceu aqui? – fui em sua direção abruptamente, temendo o que poderia ter acontecido.

Yie Ji – Ela descobriu a verdade. – minha mãe se pronunciou pela primeira vez.

Yixing – Que verdade?

Chao – Yixing, S/N é minha filha. Minha filha de sangue. – a explicação rápida me deixou com milhões de perguntas na cabeça, mas não tinha tempo para fazê-las, não agora.

Yixing – O q-que... mas... Por que mentiu para ela? Para todos nós?

Chao – Eu... não sabia como dizer. Sua irmã me odiaria.

Yixing – Com certeza foi muito mais fácil com ela descobrindo desse jeito. Que vergonha, pai! – saí dali com pressa indo em direção ao matagal ao lado da mansão que provavelmente S/N deveria ter entrado. Mais tarde resolveria esse assunto. Precisava encontrá-la.

Passei minutos, ou horas ali correndo/andando de um lado para o outro e nenhum sinal da minha irmã. Gritava seu nome desesperadamente e já estava começando a achar que alguém poderia ter aparecido ali e feito algum mal a ela.

Descansei o corpo apoiando-me sob os joelhos, ofegando muito. Lembrei do número que me ligou hoje, peguei o celular e retornei a ligação, mas a pessoa provavelmente desligou seu aparelho.

Yixing – Droga! – recomecei a caminhar, procurando qualquer sinal dela. Até que algo me chamou atenção ali não tão longe de onde eu estava.

Apressei o passo até lá e reconheci a bota de couro marrom que S/N estava usando na última vez em que nos vimos, mas não era somente aquilo. Havia muito sangue tanto no chão quanto no calçado e eu me apavorei.

Tremia enlouquecidamente e não conseguia sequer pensar em nada. Olhei ao meu redor buscando qualquer resquício de S/N, mas ela não estava ali. Não tinha ninguém ali.

Yixing – O que aconteceu com você, minha irmã? – um pensamento surgiu em minha cabeça, e antes que eu me arrependesse, fiz rapidamente aquilo que precisava fazer naquele momento.

Liguei para Baekhyun, e ele não demorou a atender.

Baekhyun – Hey hyung... a que devo a honra de sua ligação? – seu sarcasmo ecoou do outro lado da linha.

Yixing – Baekhyun, só cala a boca e me ouve – cortei o mais novo antes que ele começasse a série de ironias costumeiras – S/N desapareceu. Eu encontrei a bota dela ensanguentada, e você precisa me ajudar a encontrá-la.

Baekhyun – Espera... espera... – reconheço que falei rápido demais, e não tinha dado a ele tempo para absorver as informações – Está achando que alguém pegou sua irmã?

Yixing – Eu não sei, e é isso que eu quero saber. Me ajuda! – pedi desesperado.

Baekhyun – Onde você está? Me passa o endereço que irei para aí agora. E Yixing... – seu tom de voz soou mais controlado no final.

Yixing – Sim?

Baekhyun – Não chame a polícia. – era um pedido absurdo, mas compreensível. S/N estava envolvida em uma gangue, infelizmente. E chamar a polícia agora também a colocaria em risco.

Yixing – Tudo bem... – aquiesci, e ele logo desligou.

 

 

 

Yixing POV’s off

 

 

S/N POV’s on

 

 

Fiquei sozinha naquele quarto por quase duas horas. Já estava cogitando a possibilidade de que talvez Taemin pudesse ter me esquecido ali.

Tentei me levantar e senti uma forte dor na perna. Tinha um corte bem grande que ia do meu joelho até metade da perna. Provavelmente Taemin tinha dado os pontos que eu pude ver com clareza agora. Ele sempre soube se virar sozinho nessas coisas. Não era à toa que nunca ia ao hospital quando se machucava. Cada ferimento era sanado por ele mesmo.

Puxei a perna problemática, e fui mancando até a janela na tentativa de descobrir que tipo de lugar eu estava. Mas a porta se abriu antes mesmo que eu pudesse abrir as cortinas.

Taemin – Não adianta. As janelas estão vedadas. Quem está fora, não vê quem está dentro. E quem está dentro... – ele sorriu maquiavélico sem concluir a sua frase – Estava planejando fugir, jagiya?

S/N – Não estou em condições para tal. – apontei para a perna e vi o sorriso dele crescer ainda mais em seus lábios.

Taemin – Vai ficar boa logo. Minhas mãos... – ele tocou meu rosto com a mão esquerda – São muito boas no que fazem. – e então deixou a mesma mão escorregar pelo meu pescoço até alcançar meu ombro, se firmando ali até me puxar mais para perto.

S/N – Por que está me ajudando? Você disse que queria me matar. – perguntei fingindo não me importar com a proximidade.

Taemin – Eu quero fazer muitas coisas com você, S/N. Mas no momento, matar não é a primeira delas.  – sua voz rouca me atingiu de uma forma avassaladora.

Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo. As mãos gélidas me tocavam de maneira indecente. Eu fechei os olhos tentando permanecer impassível a aquela provocação.

Taemin – Você está mais resistente do que antes, S/N. Não costumava se fazer de difícil assim. – ele falava enquanto se aproximava mais e mais da minha boca, estávamos praticamente grudados um no outro.

S/N – Eu... Eu... tenho namorado. – respondi em um fio de voz. Estava nervosa e Taemin parecia estar se divertindo com isso.

Taemin – Ah... mas isso nunca foi um problema para você, não é mesmo? Digo por experiência própria. – ele soava sarcástico, mas seu olhar estava com um brilho diferente. Por um segundo, eu pude ver o antigo Taemin em seus olhos. O Taemin que me devorava por um inteiro de maneira apaixonada em todas as noites de amor que compartilhamos.

S/N – Pare, por favor! – implorei, não tinha mais forças para lutar contra aquilo.

Taemin – E se eu não quiser? – ele perguntou me encarando seriamente, e não demorou a fazer nossos lábios se encontrarem, quando sua língua invadiu minha boca vi um sorriso obsceno se formar em seu rosto mesmo durante o beijo.

Eu não reagi. Fiquei paralisada. Era como se ele estivesse beijando uma estátua. Foi então que ele me apertou com mais força ao seu corpo, e o contato das peles derrubou completamente as minhas barreiras. Ele me prendeu com força contra a parede, e eu correspondi seu beijo imediatamente me prendendo a Taemin. Ele tentou me erguer para se encaixar entre minhas pernas, mas eu acabei por gemer de dor por conta do machucado, dessa forma, ele desistiu e optou por me colocar sobre a cama gentilmente.

Taemin estava sendo carinhoso, e isso era estranho para alguém que estava acostumado a transar com brutalidade. Os beijos continuaram, enquanto suas mãos trabalhavam tocando-me de maneira obscena. Senti uma delas penetrar minha blusa e tocar meio seio por cima do sutiã.

Taemin – Tira isso – sussurrou com o ar faltando-lhe nos pulmões. Mas nem sequer precisei me mexer, pois ele mesmo acabou por tirar a peça que o impedia de explorar meu corpo. Nossas intimidades se pressionavam uma contra a outra mesmo por cima do tecido grosso das calças jeans que tanto eu quanto ele usávamos, eu sentia sua ereção e aquilo me causava uma sensação forte no estômago.

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Era Lee Taemin ali, sob o meu corpo, me beijando e me tocando indecentemente, preenchendo o vazio que ele havia deixado. Poderia dizer que aquilo era mais uma ilusão minha, mas não... Era real. Ele realmente estava ali, e eu estava completamente entregue.

Taemin – Senti sua falta – ele disse baixo, e meu coração ousou falhar.

Não! Era mentira! Tudo isso era uma maneira de me machucar.

S/N – Pare! – empurrei ele que se jogou para o outro lado no colchão rindo como um perfeito idiota – Não faça isso de novo!

Taemin – Você é esperta! Nem me deixou me divertir mais um pouco. – senti seu olhar em mim, mas eu me recusava a fitá-lo enquanto fazia chacota de mim. Estava magoada demais para isso – Espera! Não se mexa – ele se aproximou e eu o encarei assustada pensando que ele estava preste a continuar sua brincadeira, quando na verdade ele só ajeitou o curativo em meu supercílio – Está sangrando. Venha, levante! Devo cuidar disso antes que infeccione.

Eu estava enlouquecendo ou o que? Esse cara é doido varrido! Ao mesmo tempo em que viro uma piada, sou como sua paciente que merece sua atenção e cuidados.

Ele me ajudou a sentar na cama e correu para uma caixa de primeiros socorros. Fiquei observando-o enquanto ele ia e voltava. Taemin era louco, disso eu não tinha dúvida. Mas parecia muito pior do que eu me lembrava. Talvez o período no hospício tivesse mexido com o psicológico dele de verdade.

Quando começou a limpar o ferimento, eu mantive meus olhos fixos nele. Tão bonito, nem parecia que vivia em uma mente tão conturbada.

Taemin – Você passou por muita coisa hoje. – ele disse com a voz rouca. Ele ia me aconselhar agora? Ah, faça-me o favor – Eu imaginei que você tivesse ido para casa e cheguei a tempo de ver você saindo daquele jeito. Não pude deixá-la sozinha.

S/N – Por que está fazendo isso? Você não liga a mínima para mim.

Ele acariciou meu rosto novamente, mas dessa vez tinha afeto em seu olhar. Eu estava acreditando nisso, acreditando naquele Taemin carinhoso que estava cuidando de mim sem esperar nada em troca.

Taemin – Não podia ignorar a minha jagiya correndo perigo – havia ironia em sua voz outra vez. Me arrependi de ter, por um minuto, acreditado em sua falsa preocupação. Afastei sua mão, e tentei me desviar dele, mas fui impedida de me afastar.

S/N – Vai me manter em cárcere privado até quando? O que pretende com isso? – perguntei rispidamente.

Taemin – Eu salvei você e é assim que me agradece? Sua ingrata. – ele retrucou grosseiro, e novamente senti pavor dele. Queria ir embora. Queria ver meu irmão. Temia que aquilo fosse acabar de uma maneira trágica.

S/N – Por favor, me deixe ir embora. Você não precisa de mim. Os meninos estão bem sem mim.

Taemin – Não. Você vai continuar com a gente. Uma vez dentro, nunca mais fora, lembra disso? – lembrava, e como lembrava.

 

 

Flashback on

 

 

Eu estava amarrada e amordaçada no quarto daquele homem. Seus olhos estavam fixos no celular. Reparei em seu semblante e como ele parecia relaxado diante daquilo.

 Ele tinha os cabelos tingidos de loiro, os lábios carnudos, era bem magro e usava muitos brincos e piercings em suas orelhas. Aquele ser era perigosamente sexy.

O que eu estava pensando? Achando o meu sequestrador sexy... eu deveria ter enlouquecido de vez.

Ele se sentou no piano, e passou a tocá-lo como se eu não estivesse ali. Demorou algum tempo até que eu ouvisse a sua voz.

Taemin – Você sabe o que vai acontecer, não é? – falou enquanto continuava tocando piano. Eu não disse nada, não tinha como dizer. Ele parou de entoar a canção e virou-se em minha direção. Um sorriso mordaz e indecente brotou em seus lábios – Uma vez dentro, nunca mais fora.

Ele caminhou até mim, e eu arregalei os olhos em resposta. Esperava que ele fizesse algo para me ferir, mas ao invés disso, ele tirou o pano que me mantinha calada, e tocou meus lábios suavemente.

Taemin – Eu não consigo parar de olhar para você. Que tipo de bruxaria você usou contra mim? – sua respiração batia em meu rosto suavemente.

S/N – Você não vai me deixar ir? – questionei chorosa.

Taemin – Amanhã você irá. Mas... Eu estarei sempre por perto. – com as costas da mão ele passou a acariciar meu rosto – Como eu disse... Uma vez dentro da minha vida, nunca mais fora dela.

O silêncio se fez presente entre nós dois. Apesar de estar enfeitiçada pelo homem, não podia negar o fato de que eu estou sendo sequestrada por ele, e não sabia de fato o que ele iria fazer comigo.

S/n – Você pode me dar um pouco de água? – foi a primeira coisa que me veio à cabeça, o surpreendendo.

 

 

 

Flashback off

 

 

 

Taemin tinha um celular em mãos. Ele estava sentado na poltrona próxima a cama, parecia meu carcereiro ali. Aquela cena era idêntica ao dia do meu sequestro. Foi exatamente assim que ficamos, a diferença é que eu não estava amordaçada dessa vez.

S/N – Tae... – o chamei como no passado e ele me fitou surpreso, eu tratei de mudar a postura rapidamente – Digo, Taemin. Eu estou com sede.

Taemin – Não acha que vou cair nessa de novo, não é? – ele se lembrava também. Eu não podia acreditar que depois de tantos anos ele ainda permanecia com as memórias tão vivas dentro de si.

S/N – Não estou planejando nada. Só estou com sede. – ele me olhou com olhos semicerrados. E depois de alguns segundos, levantou-se praguejando baixinho.

Taemin – Não tente fazer nada. – ele me avisou antes de sair do quarto. Eu levantei o mais rápido que pude indo até o celular que ele jogou na poltrona em que estava sentado.

S/N – Vai droga! – estava bloqueado, eu chutei algumas combinações que não foram compatíveis – Inferno! – joguei o celular no mesmo local de antes, e voltei para cama. Fui burra em acreditar que ele deixaria o celular desbloqueado assim?

Um nó se formou em minha garganta. Tudo parecia desmoronar ao meu redor, e eu não conseguia mais raciocinar. Com tudo o que estava acontecendo em minha vida, eu ainda estava sendo sequestrada mais uma vez por Lee Taemin. O desespero se fez presente, e algumas lágrimas escorregaram em meu rosto. Peguei um relógio que estava na mesinha ao lado da cama e joguei bem longe com uma vontade imensa de gritar.

Taemin – Yah! – ele presenciou meu surto e veio até mim rapidamente com o copo de água na mão, estava raivoso, mas quando viu minhas lágrimas, toda a sua raiva abrandou-se – O que está acontecendo?

S/N – Eu sou uma idiota! Tudo isso é culpa minha! Eu causo problema para todo mundo! – eu falava rápido demais para ser compreendida.

Taemin – Para com isso! Odeio esse vitimismo! Você não era esse tipo de pessoa! – Taemin parecia frustrado em me ver sendo tão fraco. Ele estava certo: Definitivamente, eu não era assim.

S/N – É, mas eu mudei!

Taemin – Tô vendo, e pra pior. – o deboche estava de volta em sua voz.

S/N – Eu sou um ser doente, Taemin. Eu machuco quem eu amo, e sabe por que eu faço isso? É carma.

Taemin – Qual é? Entrou para o espiritismo agora? – ele continuava debochando, mas eu ignorava porque não podia sequer ouvir as palavras dele com clareza.

S/N – Eu pago pelos pecados cometidos por outra pessoa. Eu fui fruto de uma traição e por isso eu magoo todo mundo. Está no meu sangue, enraizado.

Taemin – Do que você está falando? – ele me fitou franzindo o cenho.

S/N – Eu sou filha do meu pai com uma amante. Entendeu? – expliquei nervosa, e ele riu fraco. Fiquei perplexa com sua reação. Mas não tive tempo de resposta, já que ele parou subitamente de rir, e me encarou sério.

Taemin – E por que acha que isso seria sua culpa? Pior do que isso... Acha que isso justifica as coisas que você faz com as outras pessoas? Isso é uma questão de caráter. Seu caráter e o do seu pai. Ambos foram escrotos com as pessoas que mereciam respeito.

Taemin disse cada palavra de maneira ferina, e eu senti como se uma navalha me cortasse. Ele tinha razão. Eu estava fantasiando, procurando justificativas para meus atos insanos. Eu poderia não gostar de estar ali, mas ter falado aquilo para Taemin antes de contar para outra pessoa, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Ninguém teria a coragem de me dizer aquele verdade. Talvez Baekhyun tivesse, mas não vem ao caso.

Taemin – A água que você pediu. – ele ergueu o copo para mim, e eu aceitei, bebendo o líquido de uma vez só, tentando pôr em ordem os meus pensamentos, e controlar minha respiração.

E então, mais uma vez, o silêncio se fez presente entre nós dois.

 

 

S/N POV’s off

 

 

Kai POV’s on

 

 

Kyungsoo estava silencioso. Tinha acabado de chegar de algum lugar e não me dissera nenhum Oi, ele estava estranho mas não perguntei nada. Deveria ter seus motivos.

Nossa paz acabou quando Baekhyun entrou no apartamento batendo a porta como de costume. Kyungsoo levantou-se da mesa espantado.

Kai – Qual seu problema com a minha porta? – questionei me espreguiçando no sofá.

Baekhyun – Jongin, você ligou ou falou com Taemin hoje? – ele estava desesperado demais, e várias coisas se passaram em minha cabeça.

Kai – Não. O que houve? – perguntei me erguendo rapidamente.

Baekhyun – S/N... ela sumiu, e está ferida. – ele despejou a notícia rapidamente, e de súbito eu fiquei completamente congelado.

Kyungsoo – Ele a pegou. Eu tenho certeza. – Kyungsoo falou, fazendo com que eu e Baekhyun nos entreolhássemos.

Kai – Quem?

Kyungsoo – Taemin. Foi ele! – sorri ladino. Estive com Taemin o dia todo ontem, como ele teria tempo para isso?

Kai – Não. Taemin prometeu ficar longe dela. Ela nem sabe que ele está vivo.

Baekhyun – Por que está dizendo isso com tanta certeza?  - Baekhyun continuou encarando Kyungsoo com curiosidade.

Kyungsoo – Porque ele foi atrás dela ontem e contou toda a verdade.

Kai – Mas que diabos! – não podia acreditar naquilo - Por que Taemin fez isso? Eu pedi para que a deixasse em paz, ele... ele...

Baekhyun – Se Taemin tiver mesmo pego a S/N agora, podemos ter certeza de que, por enquanto, ela está bem.

Kyungsoo – Yixing disse que ela pode estar ferida. E se foi ele? – Kyungsoo estava muito preocupado. Eu assistia os dois discutindo, mas meu pensamento estava nela. Parece que o pesadelo estava prestes a começar agora.

Baekhyun – Não sei se foi ele quem a machucou. – ele deu de ombros - Yixing só encontrou sangue na bota dela.

Kyungsoo – Não precisa ser gênio para suspeitar que ele tenha feito isso, não é mesmo?

Kai – Eu vou ligar para aquele puto agora! – disse de repente assustando os outros. Se fosse verdade eu acabaria com ele. O telefone chamou diversas vezes até a chamada ser recusada – Ele não atende!

Baekhyun – Claro! O que você esperava? Que ele atendesse e dissesse que está com ela e podemos ir busca-la quando quisermos? – Baekhyun tinha que agir assim naquele momento?

Kai – Só cala a porra da boca, e vem comigo! – fui em direção a porta batendo os pés no chão raivosamente.

Baekhyun – Pra onde, porra? – ele me seguiu com passos rápidos.

Kai – Vem logo! – quando me virei para fechar a porta, vi o nosso caçula caminhar atrás de nós -  Kyungsoo não... Você fica, caso o mimado do Chanyeol aparecer por aqui.

Ele pareceu consternado, mas não disse nada.  Kyungsoo era muito prestativo, mas muitas vezes agia com certa inocência e impulsividade. Não dava para agir com ele por perto, não quando a vida de S/N estava em risco.

 

 

**

 

 

 

Quando Baekhyun estacionou o carro no casebre em que Taemin se escondia aqui em Itaewon, eu busquei pela arma dele no porta-luvas.

Baekhyun – Hey, idiota! O que tá pensando que vai fazer com isso? – o Byun perguntou ao me ver colocar o revolver na cintura.

Kai – É só por precaução. – ele me encarou com os olhos semicerrados desconfiando da veracidade das minhas palavras. Eu não pretendia atirar em Taemin. Só assustá-lo se fosse necessário.

Descemos do veículo em silêncio e seguimos em direção ao local. Tudo parecia estar como antes, Baekhyun observava calado, mas eu sabia o que ele deveria ter milhares de perguntas em sua mente.

Kai – Ele não ficou aqui por todo esse tempo – disse como se lesse os pensamentos do mais velho, ele me olhou curioso pelo resto da história – Antes Taemin ficava na casa de Choi Siwon. Veio para cá quando as coisas começaram a se complicar.

Baekhyun – Ou seja, quando S/N apareceu. – ele concluiu, e eu assenti. Todos nós fomos avisados por Siwon do quão enlouquecido Taemin estava quando soube que ela tinha voltado. Ao ponto de precisar escondê-lo em uma casa no meio do nada.

 Os degraus de madeira velha rangiam, logo estávamos diante da porta pintada de azul. Eu peguei a chave extra em meu bolso e abri a porta.

Estava tudo escuro como normalmente ficava. A única claridade vinha do segundo andar da casa que era onde Taemin mais passava tempo. O som do piano começou a entoar pela casa. Subimos a escada, e eu “por precaução”, pus a mão sobre a arma, não tirando-a da minha cintura.

Antes de entrarmos no lugar onde vinha o som, o piano fez o som grave, provavelmente Taemin havia batido com as mãos nele.

Taemin – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – ele sentiu minha presença antes mesmo que pudesse ter me visto. Surgi na porta do quarto e o vi sentado no piano de costas para nós.

Kai – Taemin... Onde está S/N? – perguntei com insegurança.

Taemin – Você está vendo ela aqui por acaso? – olhei ao redor do quarto. Tinha uma caixa de primeiros-socorros na cama, pedaços de algodão sujo de sangue, uma seringa, e um copo vazio ao lado da cama.

Kai – Você está machucado? – eu sabia que ele não estava, Taemin deveria ter usado aquilo para cuidar de S/N, com certeza. O ouvi respirar profundamente com impaciência.

Taemin – Que diabos está fazendo aqui, e por que trouxe esse idiota? – questionou autoritário ainda de costas.

Baekhyun me deu uma leve cotovelada, quando o olhei, ele me indicou algo com seus olhos, na direção esquerda do quarto. Onde havia uma poltrona. Nela estava a bota ortopédica que S/N esteve usando por todo esse tempo.

Kai – Viemos atrás de S/N. E sabemos que você a viu. – expliquei tentando me manter firme.

Taemin – O que o faz pensar isso? – ele finalmente se virou para nós, sorrindo diabólico, mas seu sorriso morreu rapidamente em seus lábios, e a expressão séria que se apossou da sua face era assustadora.

Kai – Taemin... Por favor, eu só quero vê-la e mais nada. – precisava apelar para o lado sensível dele, se é que ele ainda tinha. Taemin parecia ter perdido esse lado há tempos, mas talvez se envolvesse S/N, ele poderia manifestar sua sensibilidade – Yixing contou a Baekhyun que ela desapareceu, e provavelmente está ferida. Eu só quero ter certeza que ela está bem para poder avisar a ele. Confia em mim, por favor?

Taemin – Confiar em você? Como poderia? – o Lee questionou com um sorriso ladino – Vocês dois me traíram.

Kai – Isso foi no passado – retruquei claramente aborrecido pela ingratidão dele – Eu salvei você. Baekhyun tem mantido o seu segredo, e nós temos feito tudo o que você nos pede. Como ainda pode desconfiar de nós dois?

 Ele pareceu ficar pensativo. Baekhyun estava nervoso, mas creio que eu estava muito mais. Taemin estava realmente beirando a loucura. Depois de tantos anos com seu monstro controlado, bastava estar ao lado de S/N e ele se transformava completamente.

Depois de algum tempo, ele olhou para uma porta não tão longe dali. Parecia um closet ou algo do tipo. E então olhou para mim. Entendi o que ele queria dizer.

Caminhei com passos lentos até a porta, e percebi de relance que Taemin sorria para mim e para Baekhyun. Tinha medo do que ele estava planejando. E se fosse alguma armação? Fitei Taemin antes de abrir a porta do lugar, e ele desviou o olhar de mim. Naquele momento, tive certeza de que não estava planejando nada. Estava me permitindo aqui a contragosto.

Assim que abri a porta, eu a vi amarrada em uma cadeira. Estava adormecida, ou dopada por ele. Rapidamente me agachei a sua frente, tocando o seu rosto tentando fazê-la acordar.

Kai – S/N... S/N... acorda, por favor! – ela começou a abrir os olhos lentamente e demorou a me reconhecer. Quando finalmente o fez, ela me encarou com um misto de surpresa e alívio, vi algumas lágrimas brotarem neles.

S/N – Kai... Kai... – ela murmurava.

Kai – Tá tudo bem agora. Calma – eu sorria para ela tentando tranquiliza-la, enquanto a desamarrava. S/N tremia – Eu estou aqui com você – selei nossos lábios rapidamente e a abracei, no entanto não demorou a sentir seu abraço torna-se tenso. Ela tinha visto Taemin se aproximar por trás de mim;

Taemin – Chega! Você disse que queria vê-la, e não... tocá-la. – o Lee estava mais bravo do que antes, e sua voz saía rasgada pela garganta – Vaza daqui!

Me levantei ajudando S/N a ficar de pé ao meu lado, e coloquei-me na frente dela, pondo toda a minha altura para protegê-la da visão de Lee Taemin.

Kai – Ela vai embora comigo. – falei firmemente.

Taemin – Vocês não vão tirar ela de mim! – parecia uma criança malcriada dizendo aquilo.

Kai – Ah não? – saquei a arma da minha cintura, apontando na direção dele. Taemin sorriu sarcasticamente, se viu derrotado por um momento, e achava graça da própria burrice – Baekhyun, tira ela daqui!

Assim que Baekhyun pegou S/N pelo braço e começou a levá-la em direção a porta eu senti como se aquilo estivesse sendo fácil demais, ele poderia estar tramando algo.

Taemin – Eu confiei em você. Me traiu outra vez – disse de supetão.

Kai – Você não precisa dela. Já tem tudo o que você queria. Colocou o Chanyeol à frente dessa enrascada, logo tudo irá acabar do jeito que planejou.

S/N – O que... – a voz baixa de S/N surgiu, e eu me xinguei mentalmente por ter dito aquilo antes que ela deixasse o quarto – O que pretende fazer com Chanyeol?

Taemin me olhou com o mesmo sorriso e olhar de psicopata, e eu quis ter força para dar um tiro nele e acabar com seu cinismo.

Taemin – Vou mandá-lo para o sacrifício, S/N! – ele falou o nome dela de uma forma extremamente irônica.

S/N – Você não pode fazer isso com ele! – ela estava extremamente aborrecida – Se você machucá-lo, eu... eu... eu te mato, seu animal!

Taemin – Eu não vou fazer nada com Chanyeol. – ele piscou para mim e voltou a olhar S/N com uma falsa piedade em seu olhar – Mas alguém vai, infelizmente!

S/N – SEU CANALHA... – ela veio em direção a nós dois, e eu me apavorei com sua aproximação repentina.

Kai – BAEKHYUN, TIRA ELA DAQUI! – gritei para o mais velho, que finalmente conseguiu dominar S/N em seus braços.

S/N – EU NÃO DEIXAR CHANYEOL FAZER O QUE VOCÊ QUER, EU JURO! -Taemin aproveitou o momento de distração e segurou a arma, conseguindo tomá-la de mim, e por fim, usou o braço para me prender pelo pescoço apontando a arma para minha cabeça. S/N ficou completamente paralisada – Tae... Taemin... por favor, solta ele!

Baekhyun – Taemin, cara... Para com isso! Solta o Kai! – o Byun pediu tentando manter a calma no local – Nós estamos do mesmo lado.

Taemin – Não quando querem tomar o que é meu! – ele destravou a arma, e eu engoli em seco – Vocês não vão levar S/N de mim!

S/N – Tudo bem, tudo bem, eu fico. Por favor, deixe-o ir. – ela disse em desespero.

Taemin – Não finja que se importa com esse idiota, S/N. Todos nós sabemos que ele não passa de um brinquedo na sua mão.

S/N – Só... deixa o Kai ir embora, por favor! – ela falava nervosamente, seus olhos brilhavam das lágrimas que ela tentava segurar.

Taemin me jogou no chão, mas ainda mantinha a arma na minha direção. Senti meu braço doer com o tombo e continuei de olhos fechados enquanto gemia de dor.

Taemin – Por que não conta pra ele, S/N? Conta para ele o que o Chanyeol é pra você.

 A frase me fez olhar rapidamente para S/N, ela estava pálida, completamente sem reação. O que Chanyeol era para S/N? Até então sabia que a única ligação entre eles era o Donghae. E Chanyeol jamais falou sobre ela quando estava conosco.

Kai – S/N... O que... Do que ele tá falando?

S/N – Kai... Eu... – os lábios dela tremiam.

Tamein – Vai, para com esse teatrinho logo. Ele já tá acostumado a ser o outro.

S/N – CALA A BOCA! – ela gritou com Taemin desnorteada, as lágrimas até então presas começaram a jorrar como uma cachoeira, ela tornou a olhar para mim, vendo meu olhar interrogativo. Não tinha como ela fugir disso. Não tinha como ir embora dali sem que ela me dissesse.

Taemin – Conte para ele. Conte e eu os deixo ir, S/N. – se vendo sem saída, ela finalmente abriu a boca para dizer o que estava sendo obrigada.

S/N – Eu e o Chanyeol estamos juntos. – não conseguia acreditar naquilo que meus ouvidos ouviam. Aos poucos me levantei do chão, tentando compreender a explicação curta que tinha me dado. Eu e Baekhyun, que estava ao lado dela, estávamos boquiabertos.

Baekhyun – Espera aí, mas você não era noiva do irmão dele? – sua boca abriu em um perfeito O, mas seus olhos bordavam certa malícia em sua face – Caralho, que safada!

S/N – Eu ia te contar, eu só...

Kai – Quando? – a interrompi bruscamente usando o meu tom mais ferino possível – Depois que a gente transasse naquele dia? – ela fez que não com um movimento de cabeça, deixando as lágrimas caírem com mais força – Quer saber, S/N? Ainda bem que isso não chegou a acontecer, se não eu seria um completo idiota agora.

Taemin – Ah, Kai... Não seja tão modesto. – o sarcasmo de Taemin se fez presente no ambiente outra vez – Você não seria... Você É um completo idiota. Todo esse trabalho e ainda assim não ser o escolhido pela donzela... tsc tsc, tão bobo.

Droga! Ele tinha razão! Ele sempre tinha! Um bobo, eu fui e continuo sendo um bobo nas mãos dela.

Antes que Taemin despejasse o seu veneno, eu os deixei para trás, saindo dali sem sequer me importar se ela viria ou não. Eu apenas queria ficar longe de S/N.

 

 

Kai POV’s off

 

 

S/N POV’s on

 

 

Baekhyun – Vem! – Baekhyun segurou minha mão, me puxando para fora dali.

Eu não conseguia sequer pensar em mais nada. Estava completamente arrasada com a forma como Kai tinha descoberto sobre mim e o Chanyeol. Antes eu não sabia que eles tinham sequer qualquer ligação, então parecia mais fácil contar. Mas na realidade... de qualquer forma seria complicado. Kai tinha sentimentos fortes por mim, e em todos os anos eu nunca dei a mínima para o que ele sentia. Independente de com quem fosse, conhecido ou não, eu causaria mais dor a ele.

Baekhyun – S/N, vem logo! – comecei a caminhar sendo ajudada por ele.

Taemin – Não! – a voz cortante de Taemin ecoou no quarto – Ela não vai a lugar algum! – Baekhyun se virou para ele preocupado, estava sem o Kai, como enfrentaria Lee Taemin? – Qual é Baekhyun? Você odeia, S/N. Por que quer ajudá-la agora?

Baekhyun – Taemin, por favor, S/N está ferida, ela precisa ir ao hospital. – Baekhyun respondeu ignorando o último questionamento do outro.

Taemin – Não precisa, eu já cuidei disso.

Baekhyun – Mas você não é médico. Ela precisa ser medicada corretamente. Eu posso levá-la. – ele tentava argumentar contra o outro.

Taemin – Eu quero S/N perto de mim.

Baekhyun – E ela vai ficar. Eu mesmo vou me certificar de que ela irá retornar para você sã e salva. – não sabia se aquilo era só uma desculpa, ou ele realmente faria aquilo comigo? Não dava para acreditar em Baekhyun. Não depois que ele me convenceu a entrar nessa usando a minha vontade de vingança pela morte do Taemin, quando sabia que ele estava vivo esse tempo todo.

Taemin caminhou lentamente até mim, nossos rostos estavam quase colados. De relance, vi o punho de Baekhyun se fechar. Eu prendia a respiração à medida que sentia a respiração dele em minha face.

Taemin – Você vai. – ele murmurou – Mas deve continuar na equipe – ele finalmente se afastou de mim e eu pude voltar a respirar – Quero que você arquitete cada detalhe do plano que o seu amante vai te explicar melhor sobre. E... – ele fitou Baekhyun – Mantenha ela bem longe do Chanyeol. – e tornou a olhar pra mim – Eu não quero ver os dois juntos, entendido?

Que direito Taemin tinha de me afastar do meu namorado? Quem ele achava que era? Queria dizer qualquer coisa, mas naquele momento eu tinha que reprimir minha raiva e aproveitar a brecha que ele nos deu. Baekhyun me puxou pela mão e eu o segui, mas então ouvimos o barulho da arma sendo desbloqueada de novo, e paralisamos.

Taemin – Baekhyun... – ele chamou o Byun que virou-se e deu de cara com a arma em nossa direção. Mas Taemin sorriu brincalhão e virou a arma, entregando-a a Baekhyun pelo cabo.

Baekhyun tomou o objeto e tornou a me puxar pelo corredor, até que eu finalmente estava fora daquele lugar horrível.

Baekhyun – Ali, vem! – ele apontou o Audi e de longe vi o Kai no volante, ele virou o rosto quando viu que eu me aproximava.

Baekhyun me ajudou a sentar no banco de trás e sentou-se ao meu lado rapidamente. Eles tinham pressa e eu sabia porquê. Tinham medo de que Taemin mudasse de ideia.

Baekhyun – Sem chilique agora, Kim. Vai direto para o hospital! – Kai revirou os olhos, ligou o importado de Baekhyun e seguimos o caminho.

 

 

 

S/N POV’s off

 

 

Kai POV’s on

 

 

 

Estava sentado na cadeira da sala de espera. Baekhyun tinha ido a algum lugar no hospital, eu apenas permaneci ali, pensando em tudo o que havia escutado.

Aquilo foi um sinal claro de que eu precisava superar o meu passado com S/N.

Desde que voltou a Coréia, foi como se todos os meus sentimentos voltassem à tona e eu não fiz nada para impedir, porque cheguei a acreditar que ela pudesse ser minha um dia. Mas ao invés disso, eu estava convivendo com o cara que realmente tinha o coração dela por todo esse tempo. Nem podia me sentir traído.

- O senhor desejar ver a paciente? – uma enfermeira perguntou e eu ia negar rapidamente, mas algo fez com que eu me segurasse. Eu queria vê-la. Eu prometi que cuidaria dela, mas estava muito magoado. Não tinha como amenizar isso.

Kai – Eu quero... – foi como se a resposta saísse automaticamente.

Ela estava de olhos fechados. Parecia muito mais magra do que antes. Não tinha a aparência mais saudável do mundo, mas ainda era linda.

Fiquei parado ao seu lado na cama e ousei tocar em sua mão. No mesmo momento, ela abriu os olhos e pareceu incrédula em me ver ali.

S/N – K-Kai... – tirei minha mão da sua rapidamente – Não pensei que tivesse ficado.

Kai – Eu chamei o seu irmão, estava esperando ele chegar. – o semblante dela tornou-se ainda mais triste.

S/N – Eu sinto muito por tudo isso. Eu... Não sabia que você conhecia o Chanyeol, achei que pudesse ser menos doloroso quando te contasse. – podia ver a sinceridade em seus olhos.

Kai – Nunca seria menos doloroso quando eu sou louco por você há tanto tempo. - ela fechou os olhos como se lutasse internamente contra seus próprios pensamentos.  

S/N – Por favor, não torne isso mais difícil. – ela pediu com a voz entrecortada, provavelmente estava segurando as lágrimas.

Kai – Não vou. Fiquei tranquila – dei o sorriso mais falso que pude – Não vou ficar entre vocês dois. – não houve tempo para que ela me respondesse, pois um chinês desesperado entrou ali e nos interrompeu.

Yixing - S/N .... Minha irmã! – ele abraçou S/N repentinamente – Que susto você deu! Graças a Deus está bem!

Ela ainda olhava para mim, e eu sorri fechado para ela. Yixing percebeu que tinha atrapalhado nossa conversa e ficou sem graça.

Yixing – Desculpe, eu...

Kai – Tudo bem, eu já estava de saída. – olhei para a face da mulher que eu amava e sabia que seria a última vez que me permitiria sentir-me daquele jeito olhando para ela – Tchau, S/N!

Ela ia dizer algo, mas eu não deixei. Virei as costas rapidamente, lutando para sair dali sem olhar para trás.

Yixing – Kai! – parei, no entanto, permaneci de costas para os dois – Obrigado!

Não respondi, me limitei a sair dali o quanto antes. Não tinha motivos para ficar ali, nem para cuidar de S/N. Não que deixasse de me importar, mas precisa fingir que aquele amor não me afetava mais. Um mentira dita mil vezes, acaba se tornando verdade.

 

 

**

 

 

Baekhyun – Está indo embora? – ele surgiu do nada no corredor do hospital assim que saí do quarto de S/N.

Kai – Já fiz a minha parte! – retruquei frio.

Baekhyun – Eu vou ficar. Preciso levá-la para minha casa.  – parei de caminhar encarando Baekhyun com os olhos semicerrados.

Kai – Por que vai levar S/N para sua casa? – estava suspeitando de suas intenções.

Baekhyun – Porque ficará segura comigo.  – ele sorria brincalhão - Hey relaxa... Eu não vou ser o terceiro.  – revirei os olhos com a brincadeira fora de hora do Byun, e apenas segui meu caminho sem responde-lhe nada.

 

 

 

Kai POV’s off

 

 

 

Três dias depois...

 

S/N POV’s on

 

 

 

Tao – Olha, eu tenho que dizer... esse apartamento é maravilhoso! – Tao elogiava a casa de Baekhyun enquanto nós organizávamos as coisas na mesa – Muito melhor do que o muquifo onde vocês me deixaram nesses últimos dias.

Kyungsoo – Pelo menos você não precisou suportar o Kai de mal humor. Está realmente insuportável a convivência com ele – eu sabia porque Kai estava assim, mas não queria comentar naquele momento. Meu coração apertava só em saber que ele estava tendo um momento ruim por minha causa.

S/N –Viemos aqui para trabalhar, não foi? – cortei a conversa e eles me olharam surpresos. Aquele era o papel do Baekhyun, não o meu.

Tao – Ihhh... Dois dias convivendo com a poc baixinha e já tá igualzinha a ele. Com certeza transaram. – ele fez pouco caso com a minha seriedade.

Kyungsoo – Estou começando a acreditar nisso. – Do Kyungsoo também estava achando graça da situação.

S/N – Parem com isso! Não é hora para brincadeira! – retruquei brava.

Baekhyun – S/N, está certa. Não é hora para brincarmos, e a única poc aqui é você, seu merdinha! – Baekhyun apareceu, e não posso mentir que me senti aliviada com sua presença.

Tao – Pelo menos eu não escondo isso, gato! – respirei fundo impaciente, e Kyungsoo percebeu minha tensão. A situação era séria, e eu não estava com humor para piadas ou troca de ofensas.

Kyungsoo – Tudo bem, vamos as novidades... – ele abriu alguns sites de pesquisa e eu li o nome Yoon Kyunsang em alguns artigos. Muitos falavam sobre o assassinato recente e a forma como foi morto. Chanyeol era muito astuto, fez parecer que tudo não passou de um acidente – Parece que não tem muita coisa sobre ele depois do seu sumiço.

S/N – Então vamos mais para trás. Não importa o que ele fez nesses últimos anos, eu quero saber o passado dele. Deve haver algo para explicar toda essa merda. – Kyungsoo me obedeceu de imediato, e pesquisou mais sobre o defunto, passamos por bastante coisa até um artigo nos prender a atenção. – Espera! Volta um pouco. – ele subiu a barra de rolagem do notebook e eu me vi perplexa com a fotografia – Dongsun...

De repente, várias ideias rondaram por minha cabeça. Sempre desconfiei do caráter de Dongsun, mas não sabia ao certo até onde ele poderia ser tão ruim. Ainda não tinha certeza do que estava pensando, mas não poderia descartar essa hipótese.

Baekhyun – O padrasto do Chanyeol? Mas... Que ligação eles poderiam ter?

 Empurrei Kyungsoo, que não reagiu a isso, e me apossei no notebook. Pesquisei mais e mais, e parecia ter levado vários minutos ali.

Kyungsoo – Aqui diz que eles tinham uma parceira no passado. O pai de Kyunsang foi sócio na indústria têxtil de Dongsun, e deixou o negócio pro filho quando morreu. Mas então eles romperam a parceria e...

S/N – Kyunsang saiu na merda – finalmente as ideias estavam se organizando na minha cabeça – Isso só pode significar uma coisa.

Baekhyun – O que?

S/N – Lee Dongsun é o chefe. – Baekhyun riu nasalado, e Kyungsoo arregalou os olhos. Atitude diferentes, mas sentimentos iguais. Ambos estavam chocados – Kyunsang tinha motivos para traí-lo, isso explica porque se virou contra Taemin. Ele queria tirar tudo do velho, e fez isso.

Baekhyun – Mas Taemin já tinha roubado o chefe. Se Kyunsang queria ver o outro na miséria, não era mais fácil deixar tudo como estava? – ok, era uma pergunta válida. Pensei mais um pouco, até ter uma resposta provavelmente correta.

S/N – Não. Porque ele queria o dinheiro. Ele queria o dinheiro de Dongsun, e Jungsoo queria as propriedades. Eles se uniram e tiveram o que queriam.

Tao – Viada, você me orgulha com essa inteligência. – o comentário de Tal me fez sorrir ladino.

Kyungsoo – Então se Lee Dongsun é o chefe, e Jungsoo perdeu as propriedades para outra pessoa, significa que tem alguém mais esperto do que o velho na jogada? 

Baekhyun – Significa que tem alguém passando a perna nele. – BINGO! Os meninos pareciam estar finalmente entrando na minha linha de raciocínio.

Kyungsoo – Quem poderia ser? Essa pessoa tem que ser bem próxima a ele.

Baekhyun – A mãe do Chanyeol? - arregalei os olhos com a suspeita absurda de Baekhyun.

S/N – Youngmi esconde algum segredo, mas não acredito que tenha a ver com isso. – respirei fundo completamente frustrada por não conseguir pensar direito – Vamos descobrir isso da maneira mais antiga possível.

Baekhyun – Como?

S/N – Colocando os soldados em campo. Precisamos investigar a mansão de Jungsoo. Vou ligar para Yixing e pedir que procure saber quando Jungsoo, ou Leeteuk, voltará para sua casa aqui em Seul. Faremos isso antes que ele retorne.

Baekhyun – E sobre Chanyeol, como resolveremos a situação dele? – esse era um assunto que eu estava tentando evitar até o momento.

S/N – Não quero que ele participe disso.

Kyungsoo – Você sabe sobre o Chanyeol? – o mais novo perguntou de repente e eu finalmente me lembrei que ele não fazia nenhuma ideia sobre meu envolvimento com o guitarrista. Resolvi que ele merecia saber.

S/N – Então... Kyungie... Lembra que eu te falei que estava com alguém? – pela minha expressão, ele semicerrou os olhos aguardando que eu prosseguisse – Então... esse alguém é o Chanyeol.

Kyungsoo – O QUE? Mas que porra... S/N... você... Meu Deus! – ele estava tão chocado que eu quase ri da forma como estava com os olhos arregalados.

S/N – É isso. A garota do Taemin é a namorada do Chanyeol.

Tao – Miga... quando foi essa orgia? Desembucha! – fitei os três que esperavam pelos detalhes da história e pensei que contar logo tudo de uma vez acabaria com as perguntas.

S/N – Eu traía o Donghae com o Chanyeol desde que cheguei a Coréia. Eu não fazia ideia que ele estava envolvido nisso tudo. E desde que Taemin apareceu eu ainda não consegui falar com o Channie. E nem sei se devo.

Baekhyun – Você ouviu o que Taemin disse. Tem que ficar longe do Chanyeol. – Baekhyun tentava me alertar.

S/N – Não posso me esconder para a vida toda. Além do que, preciso convencê-lo a parar com essa merda. – isso eu sabia que seria difícil.

Kyungsoo – Não dá para fazê-lo parar, S/N. Chanyeol sabe quem é o chefe, e se ele for o padrasto dele, com certeza ele tem motivos muito maiores do que a gente pode entender. – COMO ASSIM?

S/N – Como Chanyeol sabe e vocês todos não? – perguntei realmente curiosa pela explicação.

Baekhyun – Porque Taemin só contou para ele. Eu ouvi os dois combinando sobre cortar as pernas do desgraçado.

S/N – Isso só me confirma que Lee Dongsun é realmente o chefe. E que eu tenho que tirar o Chanyeol dessa.

Baekhyun – Boa sorte tentando. Juro que não vou te proteger nessa. Você está avisada quanto a isso. – eu estava curtindo ter o Baekhyun tão preocupado comigo. Estávamos nos entendendo, afinal.

S/N – Serei cuidadosa. Prometo! – dei um beijinho na bochecha de Baekhyun, que surpreendeu a todos na sala. A última coisa que ouvi foi Kyungsoo dizer...

Kyungsoo – O que foi esse beijo?

Era minha forma de agradecer por tudo o que ele estava fazendo. Baekhyun se mostrou super cuidadoso comigo nesses últimos dias, e eu me recuperei bem rápido graças a ele.

Mas no que dizia respeito ao Chanyeol, isso sou eu quem precisa resolver.

 

 

**

 

 

 

O sol já estava se pondo quando ouvi alguém destrancar a porta do apartamento. Me levantei do sofá esperando pela pessoa que logo entraria ali, e assim que sua presença onipotente preencheu o local, eu senti como se não pudesse mais respirar.

Chanyeol – S/N... – ele estava muito surpreso em me ver ali – Eu tenho te ligado há dias. Você... Você sumiu – ele se aproximou, me olhando de cima a baixo, seus olhos se demoraram na minha perna enfaixada – O que aconteceu com você? Onde esteve?

S/N – Eu... – precisava dizer parte da verdade agora, não podia ser totalmente direta – Eu fui para casa naquele dia, e... Descobri algo sobre mim... – pigarrei – Sobre quem eu sou... que acabou me machucando.

Chanyeol – O que descobriu?

S/N – Eu não sou adotada, Chanyeol. Eu sou filha do meu pai com uma babá do Yixing. Meu pai descobriu que minha mãe ia embora com a filha dele, e me levou embora consigo. E durante alguns anos mentiu para Yie Ji sobre eu ser uma órfã. Creio que ela acabou descobrindo e por isso passou a me tratar tão mal.

Chanyeol – Isso explica muito. Mas... – ele se aproximou de mim e tocou meus ombros – Seu pai não é uma pessoa ruim. Certamente mentiu para te proteger.

S/N – Eu venho tentando fugir das mentiras que as pessoas me contam, mas onde quer que eu vá elas me perseguem. – ele sentiu a indireta e tirou as mãos de mim imediatamente.

Chanyeol – Eu não menti para você. Eu só te escondi essa parte da minha vida para te proteger. – ele falava como se aquilo fosse amenizar.

S/N – Mentir, omitir... dá no mesmo. Ambos me magoam. – retruquei e ele me fitou com olhos semicerrados.

Chanyeol – Você jamais olharia para mim da mesma forma se eu te contasse.

S/N – Como não, Chanyeol? Você sabe o que eu fiz. Por que eu trataria você diferente se não sou a pessoa mais limpa do mundo para te julgar?

Chanyeol – Eu matei uma pessoa. – ele confessou, e não foi como se aquilo me chocasse.

S/N – ERA POR ISSO QUE TINHA QUE TER ME CONTADO, DROGA!

Chanyeol – O que queria que eu dissesse? “Ah, oi querida. Vou viajar com Sehun para provocar um acidente de carro que vai matar um babaca!”??? – ele pronunciou aquelas palavras de maneira ferina - Acha que eu diria isso?

S/N – Você me disse que não fazia mais essas coisas. Todas aquelas vezes em que você sumia da mansão, eu achava que tinha desistido de mim e estava me ignorando, quando na verdade você estava com essas pessoas ruins. Prometeu a Junmyeon que jamais faria isso de novo.

Chanyeol – Eu sinto muito por tudo isso, nunca quis causar dor a você e muito menos ao hyungs, mas era preciso.

S/N – Não, não é! – eu me aproximei dele e segurei seu rosto entre minhas mãos - Você me disse que não precisava disso, que fazia aquilo para se divertir. Você não precisa de nada disso, Channie. Olha pra mim! Pode se divertir comigo. Vamos embora, meu amor. Por favor! Vamos fugir e nunca mais olhar para trás. Esquecer tudo isso.

Chanyeol – Amor, eu... – aquilo doía nele, podia ver em seus olhos. Chanyeol me escondia algo além disso, e aquilo estava o torturando por dentro - Me perdoe, mas eu não posso ir. Não agora. Sei que prometi fugir com você, mas preciso terminar isso antes.

S/N – Por que, Chanyeol? – minha voz saiu como um sopro.

Chanyeol – Porque é minha obrigação.

S/N – E se eu for embora sozinha? Você vai me deixar ir só para cumprir sua obrigação? – ele me olhou com seus olhos redondos e grandes e eu podia dizer que vi algumas lágrimas ameaçarem cair.

Chanyeol – Eu tenho palavra, S/N. – ele disse baixo.

S/N – VOCÊ TAMBÉM ME DEU SUA PALAVRA. – já não conseguia mais conter aquele sentimento estranho crescendo dentro de mim. Era um misto de desespero, medo, e frustração. Respirei fundo, tentando controlar aquela sensação ruim e dar o primeiro passo que ele não queria dar - Tudo bem se é isso o que você quer... Acho que está na hora de ir embora!

Antes que eu pudesse sair, Sehun abriu a porta do apartamento e ficou perplexo em me ver ali.

Sehun – Opa... Eu atrapalhei alguma coisa? Oi maluquinha! Fico feliz eu te ver por aqui. É sério! Chanyeol estava um porre por causa do seu sumiço, pelo menos agora o humor dele vai melhorar. – ao perceber que estávamos os dois sérios, ele se deu conta que não era hora para brincar - Ou não.

S/N – Oi, Sehun! – o cumprimentei mal humorada - Com licença! – tentei desviar dele, mas fui pega de surpresa sendo segurada pelo pulso – Hey, me solta!

Sehun – Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que eu conheço você. – a suspeita dele me fez olhar para Chanyeol que mantinha a mesma expressão em seu olhar. E se Sehun se lembrasse de ter me visto em algum lugar no passado? Chanyeol poderia ter me visto também, ou... E se ele só estivesse “jogando verde”?

S/N – Ah é? Não me diga! Solta meu braço, Sehun! – falei firme.

Sehun – Você ia muito em Hongdae há alguns anos? Eu acho que já te vi por lá.

Sim, eu ia, mas não ia contar aquilo, e muito menos explicar o que fazia lá. Era muito inoportuno e eu não estava mais com cabeça para discutir com ninguém. Fitei Chanyeol atrás de mim, e ele tinha os olhos mais tristes do mundo.

Não tinha coragem para dize-lhe mais nada, e por esse motivo, apenas me soltei de Sehun e fui embora calada. Sentindo uma profunda dor em meu peito.

O amor de Chanyeol não era suficiente para ir embora comigo deixando tudo para trás como ele mesmo havia me pedido para fazer há algum tempo. Ele quis que eu fosse para qualquer lugar, apenas tendo como certeza os sentimentos dele por mim. Agora eu agradecia a Deus por não ter ido. O amor dele não era real. Nada foi real.

 

 

S/N POV’ off

 

 

 

Chanyeol POV’s on

 

 

Sehun – Por que deixou ela ir embora? – estranhei ver Sehun tão aborrecido.

Chanyeol – Você não deveria ficar feliz com isso? Afinal você não a suporta. – dei de ombros, tentando não me mostrar cabisbaixo pelo o que acabara de acontecer.

Sehun – Tá, não preciso fingir dizendo que gosto dessa guria. Mas é só porque eu acho que ela tem algum segredo, e eu acho que isso pode ferrar com você. – ele foi sincero, contudo eu não podia dizer que sabia o segredo de S/N. Não podia falar sobre aquilo que ela confiou somente a mim – Só que eu acho que você fica mais na merda sem ela, e como amigo não posso ignorar isso. Se ficar com ela te faz feliz, é o que você deve fazer.

Chanyeol – Nesse momento, eu preciso que ela fique em segurança. Quanto mais longe ela estiver daqui, mais fora do alcance do Donghae ela estará. É o tempo em que eu resolvo tudo.

Sehun – Não acha que está indo um pouco longe com isso? Antes você sequer se importava com as merdas do Kai. Não é porque Taemin surgiu dos mortos que somos obrigados a isso.

Chanyeol – Uma vez dentro, nunca fora, esqueceu?  – respirei fundo antes de dizer aquilo que vinha me machucando nesses últimos dias – Eu vi a forma como ele olhou para S/N. Senti algo muito ruim em relação aquilo. Prefiro cumprir suas ordens, e depois ir embora com ela, do que correr o risco de uma tragédia acontecer.

Sehun -  E é só por isso mesmo? – ele perguntou desconfiado. Apesar de sermos muito próximos, Sehun não sabia o que eu sei, e não podia contar-lhe. Muita coisa estava em jogo, e se Taemin me pediu aquilo, algo me dizia que eu tinha que fazer – Você nem sequer pretende investigar o que houve com Taemin. Abaixou a cabeça de tal forma que está deixando essa loucura te cegar.

Chanyeol – Entenda de uma vez que eu estou fazendo aquilo que acho certo. Preciso resolver minhas pendências antes de partir com S/N.

Sehun – O que aconteceu para você mudar de ideia tão rápido?

Chanyeol – Não quero que essa história machuque mais pessoas que eu amo, Sehun. Por favor, sem mais questionamentos. – pedi e me afastei da sala sem dizer sequer uma palavra. Fui para a cozinha, encostando meu corpo na parede fria. Estava exausto. Corpo, mente e alma... completamente desgastados.

Já tinha muita gente ferida com isso, e eu temia que S/N se tornasse mais uma. Jamais me perdoaria se algo acontecesse. Ela estaria segura longe de mim.

Enquanto isso, eu faria o que fosse para derrubar os gigantes daquela história.

UM POR UM.

 

 

 

 

**

 

Uma semana depois...

 

 

 

 

“Transferência realizada com sucesso, pocs. Podem me pagar tudo o que devem! Beijos, ZiTao”

 

Chanyeol – Onde vocês conseguiram esse cara mesmo? – perguntei assim que Kai terminou de ler a mensagem do tal hacker.

Kyungsoo – Alguém nos indicou. – entendi que esse alguém certamente era a garota do Taemin, que eles tanto insistiam em manter em segredo de mim e do Sehun, como se eu ou ele fossemos perigosos para essa criatura.

Chanyeol – Sei. – dei de ombros.

Sehun – Afinal de contas, o que viemos fazer aqui? – Sehun questionou com um tom de desconfiança

Kyungsoo – A... A garota...  – ele se segurou depois de quase falar o nome da menina - Ela disse que, de acordo com a fonte dela, Jungsoo estaria aqui hoje. Ela queria que a gente viesse aqui para investigar a mansão, mas os rapazes acharam melhor que viéssemos pegá-lo, e leva-lo para galpão. Taemin estará lá.

Kai – Não sei se sequestrar Jungsoo pode ser uma boa ideia. – Kai tirou as palavras da minha boca. Finalmente iriamos concordar com algo.

Kyungsoo – Temos o dinheiro dele, e ele não sabe disso ainda. Com certeza ficará bem inofensivo quando se ver cercado. Eles disseram que vão torturar ele, até fazê-lo falar tudo.

Chanyeol – Aposto que essa ideia ridícula foi do Baekhyun. E o puto nem sequer veio com a gente.

Kyungsoo – Ele está com Taemin. – o mais novo tentava defender o idiota.

Sehun – Provavelmente estão no meio de um threesome com a garota, e a gente aqui se fodendo. – Sehun estava mais afiado do que nunca.

Chanyeol – Não duvido disso. – apoiei o comentário maldoso do meu amigo.

Kai – Parem com essa merda! – Kai nos cortou. Ele estava estranho desde que nos reunimos na semana passada. Mal olhava na minha cara e ignorava minhas perguntas – Precisamos de foco agora. Primeiro, vamos analisar o local, e depois entramos. Não podemos nos arriscar.

Kyungsoo – E eu? O que eu faço? – Kyungsoo perguntou preocupado com qual seria seu papel ali.

Chanyeol – Estaciona aqui e espera a gente. Fica de olho em qualquer movimento estranho, e... Não entre. – alertei o menor que apertos os lábios um contra o outro, nada satisfeito com a ordem que recebera.

Sehun – É, seu pela-saco. Vê se não atrapalha a gente de novo! – Sehun reclamou de alguma situação que eu não me lembrava no momento.

 

Quando Kyungsoo parou o carro, nós três descemos indo em direção a mansão de Jungsoo. Se ele estivesse ali, nós o encontraríamos logo.

Sehun – Não acham estranho não ter um segurança nessa porra? Quer dizer, o cara é milionário e não tem ninguém para proteger ele? – Sehun disse assim que atravessamos o portão, sem dificuldade alguma.

Kai – Tao desativou as câmeras de segurança. Provavelmente alguém estava vigiando, então não é como se estivesse sem segurança de fato.

Chanyeol – Não estou gostando disso aqui. Vamos embora!

Kai – Não! Taemin disse que só deveríamos sair daqui quando pegássemos Jungsoo.

Chanyeol – E você faz tudo o que Taemin manda, não é? – dizer isso, foi como ativar o modo vulcão no Kim, que partiu para cima de mim com toda raiva que tinha em si. Ele me empurrou e eu o empurrei de volta, e fizemos isso por mais três vezes.

Kai – Seu merda! Você não sabe o quanto eu estou doidinho pra ferrar com essa sua cara de playboy metido a besta. – ele despejou as palavras com ódio.

Sehun – Yah, yah... Para, para com isso! – Sehun se colocou entre nós dois para nos separar - Seus otários, que porra foi essa? Se Taemin descobre que os dois estão brigando agora, ele vai acabar com vocês.

Eu não entendi porque Kai havia explodido daquele jeito, mas de certo não devia provocá-lo mais. Estávamos em uma missão.

Chanyeol – Vamos continuar. – disse ao me recompor.

Entramos na mansão e não tinha ninguém ali. Era suspeito. Suspeito demais. Seguimos para a biblioteca onde encontramos diversas caixas empilhadas. Algumas abertas e outras não. Uma delas estava com o nome de uma das casas noturnas que Taemin tinha roubado.

Vasculhei a caixa, e o remetente estava com o endereço da minha casa, e em meu nome.

Chanyeol – Mas que porra é essa? – comecei a mexer nos papeis que haviam ali dentro.

Sehun – Que foi? – meu dongsaeng se aproximou curioso. Kai ficou de longe enquanto eu e Sehun analisávamos os documentos.

Sehun – Isso quer dizer que roubaram Jungsoo usando você? – era mais uma afirmativa, do que um questionamento.

Chanyeol – Essa é a porra da minha assinatura. – observei a minha letra no papel timbrado.

Sehun – Você não se lembra de ter assinado isso?

Chanyeol – Claro que não, pelo amor de Deus. – ri forçado daquela pergunta. Óbvio que não. Agora fazia ainda mais sentido! Taemin sabia que eu tinha o direito das propriedades porque fui usado como um idiota naquela história.

Quem poderia ter me colocado nessa situação?

Kai – Galera... – olhamos para a direção de onde Kai estava nos chamando, ele estava olhando para uma estante cheia de livros – Estão sentindo isso?

Sehun – Que horror? Quem morreu aí? – ele disse tapando o nariz diante do odor forte vindo daquela direção.

Chanyeol – Deve ter uma passagem aí atrás. – começamos a jogar todos os livros no chão e encontramos um cofre pequeno, ele estava fechado.

Sehun – Será que ele matou um hobbit e jogou aí dentro? Não é possível esse cheiro horrível vindo de um lugar tão pequeno.

Kai começou a colocar alguns códigos e nenhum bateu. Enquanto isso, eu analisava o local, e vi um quadro que me despertou a interesse. Era uma pintura de uma mulher e um bebê ao lado de Jungsoo. Embaixo estava escrito “Junior, 06.11.05”.

Aquele demônio tinha um filho?

Chanyeol – Tenta isso: 061105. – assim que ele fez a combinação a portinha abriu revelando uma quantidade enorme de diamantes, que caíram como uma cachoeira.

Sehun – PUTA QUE PARIU! Esse cara tinha tudo isso aqui? – Sehun ria como uma criança numa loja de doces.

Kai – Vamos levar. Pega a mala! – Sehun fez o que Kai mandou rapidamente. E no período em que os dois roubavam Jungsoo, eu continuava seguindo o odor que permanecia grudado pelas estantes de livros.  Um deles me chamou a atenção apenas pelo título.

 “O médico e o monstro: O estranho caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde”.

Sem nenhuma noção do que encontraria pela frente, peguei o livro da estante e de repente ela se abriu revelando uma parede com uma porta vermelha.

Os meninos se aproximaram de mim imediatamente boquiabertos.

Kai – Que previsível! – ele debochou.

Sehun – Cristo, parece a passagem para o inferno. E acho que o diabo morreu aí dentro... – ele tapou o nariz mais uma vez - Que cheiro desgraçado de ruim é esse, mano?

 Forcei a maçaneta, mas ela não se abriu. Então resolvi chutar a porta que se arrebentou e o mau cheiro se intensificou, todos nós tapamos o nariz com a mão.

Sehun – Ah, caralho! Acho que Jungsoo morreu aí dentro – o comentário de Sehun não poderia ser descartado. O odor realmente era como o de um cadáver.

Ergui a mão para Kai, e ele me passou a lanterna. Quando mirei para o que tinha ali dentro meu sangue congelou.

Chanyeol – Não... Não é Jungsoo. É o... – antes que eu concluísse, o mais novo fez um som de espanto com a boca.

Sehun – Merda! É o irmão do Junmyeon, caralho! – o choque deixou com que nós três ficássemos ali parados, apenas olhando aquela cena.

Kai – Usamos Yesung na arapuca contra Kyunsang, ele foi a nossa isca. Isso quer dizer que... – Kai tentava raciocinar e eu acompanhava seus pensamentos.

Chanyeol – Isso aqui é uma armadilha.

Sehun – Puta merda, o Kyungsoo... – Sehun nos lembrou do outro que estava lá fora, e era o único desarmado entre nós.

Kai – Vamos logo! – seguimos Kai que corria feito louco para proteger o amigo que deixamos para trás por acreditar que ele ia nos atrapalhar. Só rezei para que chegássemos a tempo.

 

 

 

 

Chanyeol POV’s off

 

 

*******************

 

 

Os meninos ainda estavam dentro da mansão. Kyungsoo já estava ficando cansado de esperar no carro. Não era a primeira vez que servia de motorista, eles sempre diziam que ele era o que mais parecia inofensivo e então ninguém desconfiaria dele.

Ele continuou no veículo, até que resolveu sair um pouco para esticar as pernas. Quando abriu a porta, bateu em uma senhora que vinha andando na calçada.

Kyungsoo – Ah, me desculpe! A senhora está bem? – ele se curvou e se aproximou da mulher na tentativa de ajuda-la, mas ela se afastou bruscamente. Parecia que ela estava assustada com alguma coisa.

 - Se eu fosse você eu sairia daqui. – a velha disse repentinamente.

Kyungsoo – Perdão?

- Essa casa é mau assombrada. E fede que nem peixe podre – a mulher disse em um tom assustador e se afastou rapidamente, sem dar chance de Kyungsoo questionar.

Ele se aproximou do portão. Sua curiosidade era maior do que qualquer ordem que os meninos haviam lhe dado. Abriu o portão gigante e adentrou a mansão. Ouviu passos atrás de si e de repente outro som lhe chamou a atenção.

- NÃO! - a voz de um dos meninos ecoou. Um tiro foi disparado pela arma de Sehun, mas errou o alvo. Kyungsoo estava no meio de um fogo cruzado e não podia fazer nada a não ser tentar se esconder. Mas antes que sequer tentasse sentiu algo arder em suas costas.

A última coisa que conseguiu ver foi Kai em sua direção balbuciando coisas que não podia ouvir. Estava fraco demais para ouvir. E então... tudo ficou escuro, como se estivesse adormecendo.

 

 

 

 

 


Notas Finais


AI NÃOOOO! Não me matem! Alguém tinha que levar um tiro aqui hoje, então né... apenas desculpem essa autora que adora uma tragédia.
Enfim, isso é tudo por hoje pessoal!

Ahhh... antes que me esqueça, fiz um Curious cat para quem quiser falar sobre a fanfic comigo por lá também, além daqui dos comentários, eis o link:

https://curiouscat.me/byunsbaby

também me sigam no twitter se quiserem, meu @ é dazzlingexol, não falo muito por lá por causa da correria do dia a dia, mas irei seguir todos de volta.
Beijinhos e até mais!


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