História Things We Lost In The Fire - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~millsregina

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Romance, Swanqueen Swan Queen
Visualizações 196
Palavras 1.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Atualização em homenagem à minha nota horrível no enem.

Capítulo 4 - 3. Shelter


Regina correu porta afora, rezando internamente para conseguir alcançar Emma antes da mesma chegar até o carro. A descida até o térreo foi repleta de agonia, diante a demora do elevador. Ao finalmente chegar, correu todo o saguão, arrancando um olhar curioso de George. Praticamente atirou-se no banco do passageiro, quando Emma se preparava para arrancar com seu Audi RS7 Sportback preto.

Emma suspirou, apertando o volante com força.

— Regina, saia. — Emma ordenou, sem tirar os olhos da rua a sua frente.

— Não. — Regina devolveu, petulante. Emma finalmente a fitou. Os olhos ainda estavam naquela tonalidade escura, porém linda. — Eu sei o que você vai fazer, Emma. Por favor, pare. — Regina pediu, o mais calmamente que pôde.

Emma passou as mãos pelos cabelos e fechou os olhos, tentando acalmar-se. Batucou o painel do carro, com suas unhas pintadas de vermelho. Regina nunca admitiria, mas achava aquilo extremamente sexy.

— O que você acha que eu iria fazer? — Emma questionou, e dessa vez, havia um certo brilho de curiosidade em seus olhos.

A rua estava escura, iluminada apenas pela luz da lua, e o relógio do painel marcava 22:57. A pele alva, os cabelos loiros, e o corpo mal coberto pela boxer e pela camisa, estavam escondidos pela escuridão da noite, e apenas os olhos verdes e brilhantes e o contorno de um sorriso lascivo eram visíveis para Regina. Por Deus, como Emma poderia ser tão diabolicamente linda?

Diabólica. Era uma ótima palavra para se referir a Swan. As feições angelicais escondiam tal característica, mas Regina e apenas Regina conhecia Emma como a palma de sua mão para saber do que aquela mulher era capaz.

— Uma tentativa de homicídio, certamente. — Regina respondeu, arrancando uma risada de sua esposa.

— Bem, você está certa. — Emma confirmou e Regina suspirou.

— Me surpreende que você saiba quem é Ariel. Conheci-a depois de você… ir embora. — Regina comentou, num tom de voz baixo e Emma a fitou.

— Eu sei de muitas coisas, Regina. Principalmente quando elas são relacionadas a você. — Regina franziu o cenho e abaixou o rosto, mordendo o lábio inferior. A morena sentiu o rosto corar ao ver a esposa fitá-la tão avidamente. — Você é tão linda. — Emma murmurou, fitando Regina, enquanto acariciava-lhe a face com a ponta dos dedos. Regina não se surpreendeu com aquela mudança brusca de humor de Emma, aquilo era comum. Geralmente, os ataques de cólera de Emma eram curtos, porém, extremamente destrutivos. Era como uma bomba-relógio: imprevisível e totalmente devastadora. Emma entrelaçou os seus dedos aos de Regina. — Coloque a aliança, sim? Não quero ninguém olhando para você. Você ainda é minha, Regina. — Emma ordenou e Regina sentiu os pêlos da nuca arrepiarem-se com o tom possessivo.

— Não pense que perdoei você, Emma. Ainda continuamos da mesma maneira. — Regina afirmou, olhando Emma profundamente.

— Eu sei, mon cher. — Emma murmurou. — Eu terei você de volta nem que seja a última coisa que eu faça. — Emma sibilou, determinadamente e Regina a fitou, em silêncio.

— Vamos subir. Está tarde. — Regina murmurou, depois de um tempo.

— Espere. — Emma chamou, ao ver Regina abrir a porta. A morena a fechou novamente e viu a esposa inclinar-se para trás, mexendo numa bolsa. Emma estendeu o sobretudo para Regina, que rolou os olhos. — Vista. — Ordenou, e Regina obedeceu.

— Feliz? — Questionou.

— Muito. Agora podemos ir. — Emma respondeu-lhe, e novamente recolocou o carro na garagem, entrando no elevador e subindo para a cobertura novamente.

Entraram silenciosamente, tendo cuidado com os cacos de vidro que haviam ali e Regina desfez o laço do sobretudo, largando-o de qualquer maneira em cima do sofá. Emma riu. Regina nunca perdera a mania de espalhar as roupas pela casa.

— Não pense que ficará por isso mesmo. Ariel irá ter o que merece. — Emma avisou, enquanto se servia de um copo de whisky. Regina voltou do corredor que levava até a suíte principal.

— Ela não transou sozinha. — Regina respondeu-lhe e imediatamente se arrependeu ao ver Emma levantar a cabeça e fitar-lhe daquela forma tão… lasciva?

— Eu sei. E é por isso que seu castigo será outro. — Emma murmurou, enquanto tomava um gole de seu whisky.

Regina sentiu o arrepio lhe atingir da cabeça aos pés.

— Emma…

— Shh, vá dormir, Gina. Você precisará acordar cedo amanhã. — Emma cortou, enquanto se aproximava e beijava-lhe a testa carinhosamente. — Amanhã quero ver você com a aliança. — Murmurou, e Regina apenas a observou, antes de virar as costas e seguir até seu quarto. Seus pensamentos estavam a todo vapor, e não foi fácil entregar-se ao sono. Virou-se na cama pelo que pareceram horas, sem sucesso.

Emma continuava sentada em sua poltrona, as luzes apagadas. Seu corpo queimava em desejo por sua mulher, mas não poderia forçá-la dessa maneira. Faria Regina entregar-se a si novamente, de corpo e alma, ou não se chamava Emma Swan.

Era incrível o quanto Regina estava ainda mais linda do que se recordava. Os seios mais fartos, as coxas grossas, a cintura fina, além das feições juvenis. Emma nunca olhara para outra mulher da maneira que olhava para Regina, nunca desejou outra mulher como desejava Regina, nunca amou uma mulher como amava Regina. E isso era um fato.

Todos ao seu redor sabiam o quanto Emma venerava Regina, e o quanto a protegia como uma fera, quando preciso. Qualquer um que ousasse lançar um olhar que fosse para Regina, poderia se considerar morto. Ou pelo menos bem próximo disso.

Emma tomou mais um gole de seu whisky, soltando um gemido frustrado ao ver o copo vazio. Levantou-se e colocou dois cubos de gelo no copo, e o preencheu até a metade com a bebida que era seu segundo vício — depois de Regina.

Ao levar o copo aos lábios novamente, notou a foto na estante de livros, ao lado da televisão. Era a primeira foto depois de seu casamento com Regina. As duas sorriam abertamente enquanto se abraçavam e a Torre Eiffel se fazia presente ao fundo.

Emma andou até o porta-retrato e o tomou entre as mãos, acariciando a face de Regina naquele vidro gelado. Sorriu levemente com as lembranças.

Regina seria sua novamente, nem que aquilo lhe custasse sua vida.


Notas Finais


Não odeiem a bichinha da Emma, a pobre teve seus motivos pra fazer o que fez. Até a próxima!


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