História Thirteen Reasons Why - Capítulo 1


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Categorias Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Tags Primse, Reasons, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Está fanfic é baseada em "13 Reasons Why"; mas você não será prejudicado caso ainda não tenha assistido a série ;).
Espero que gostem galera, boa leitura a vocês!

Capítulo 1 - Introdução


Fanfic / Fanfiction Thirteen Reasons Why - Capítulo 1 - Introdução

     Eu tinha sonhado com ela novamente. Assim como ontem. E na noite anterior. E na anterior. Isso estava acontecendo com mais frequência que eu imaginava ser possível. E não só durante as noites. Eu provavelmente estava pirando, mas, ela estava em todos os lugares, como um fantasma me assombrando. Eu podia sentir sua respiração; ouvir seu coração batendo. Escutar sua voz na minha cabeça. E, de alguma forma, eu não queria que isso acabasse, quer dizer... Que ela fosse embora de forma definitiva. Se passaram apenas duas semanas e eu já sentia a falta dela... 

Eu a conheci antes que qualquer um na pequena Oxnard pudesse sonhar. Ela tinha vindo para cá no verão, veio visitar a avó, Margareth, que era uma velha - literalmente e muito velha - moradora da vizinhança. Sua casa fica à dois quarteirões da minha. E, algo que intermediava nossas vivendas era uma lanchonete chamada "Burger Land"; onde se vendia o melhor milkshake da região. Foi onde nos encontramos pela primeira vez, tínhamos 12 anos na época...

- Dylan! - um grito capturou-me de minha frenesi.

Custei a identificar a voz, o mundo parecia aos avessos.

- O quê? - retornei o grito, que vinha de trás da porta do meu quarto. Era ela, lógico, a minha mãe.

- Dylan, chegou uma correspondência para você. - ela disse - Posso entrar?

- Pode. - eu disse, sem conseguir esconder meu desalento.

A porta se abriu lentamente, fazendo um rangido insuportável na madeira da porta se esfregando contra o chão.

- Olá, querido. - ela disse, amorosa. E preocupada. - Tudo bem com você?

- T-tudo sim. - menti - Está tudo... normal.

- Ahn. - ela exalou, sem disfarçar a insatisfação.

- Que tipo de correspondência? - perguntei, para mudar de assunto.

- Eu não sei. - ela tirou um pacote de trás das costas, e conferiu a embalagem - Aqui não diz o remetente.

- Oh. - eu disse e caminhei até ela, forçando um sorriso - Eu posso ver?

- Claro, querido. - ela disse me passando o pacote de suas mãos. Era uma caixa de sapatos com um papel de embrulho pardo, com algumas etiquetas adesivas rosa e azul. Estranho, eu não estava esperando por nenhuma encomenda ou algo do gênero.

Examinei. E por final, eu realmente não fazia a menor ideia do que era e de quem havia me enviado.

- Eu não faço ideia do que seja. - murmurei e joguei a caixa para longe - Vejo isso depois.

- Você ainda está de pijama, Dylan. - adverteu-mr minha mãe - Trate de se arrumar, você vai se atrasar para a aula.

- Okay. - falei, sem a mínima vontade de me arrumar. De ir para a escola. Sem me importar em perder aula ou não. Dane-se.

Ela analisou minha expressão e finalmente disse:

- Te espero lá em baixo, para o café.

- Tudo bem, mãe. - suspirei desanimado.

Ela saiu e fechou a porta, sem esconder o descontentamento e preocupação com o meu estado. E ela sabia o porquê. Todos os pais estavam sendo instruídos a conversar com os filhos sobre a depressão e o suicídio. Como se isso adiantadas alguma coisa. Mas não adiantava. Não adiantaria. Não mais. Ela já tinha ido embora.

Me joguei na cama, sem a mínima vontade de me arrumar. E sabendo que por final teria que me render as vontades - e obrigações -, impostas por minha mãe. Eu estava juntando coragem para me levantar da cama, quando meus pés esbarraram com o imprestável pacote - sem remetente, sem endereço, sem nenhuma informação.

Chutei-o com os pés para fora de seus alcances. Talvez com força demais.

Pois ele fez um baque violento, e um bramido dos vários aparatos lá dentro extremeceram.

Com isso, minha curiosidade foi despertada. Com um salto eu já estava fora da cama; tratei de pegar a caixa e examina-la novamente.

Eu ainda não fazia a menor ideia do que era, mas agora estava curioso.

Rasguei a embalagem, sem nenhum tipo de delicadeza. Era uma caixa de sapatos rosa. Com mais adesivos. Havia um adesivo lacrando as extremidades da caixa. Ele indicava as iniciais: P.P

Meu coração palpitou mais forte, aquelas iniciais tão constantes. Desgrudei o adesivo com o máximo de cuidado que pude para não danificar o mesmo.

Quando a caixinha finalmente ficou sem o lacre eu estava a beira de ter um infarto. Retirei a tampa de papelão lentamente. Dentro do pequeno paralelepípedo haviam saco-bolhas, e por de baixo deles, um tipo de aparatos estranhos. Pequenas e frágeis caixinhas de acrílico, transparentes, que deixavam a mostra, dentro mesmo de sua estrutura, um pequeno rolo de fita. Eram 7 delas - todas muito bem decoradas com florzinha de tinta, ou esmalte de unha. Eu mal podia acreditar que era fitas. Fitas K7. Quando eu poderia imaginar que alguém ainda utilizava isso.

A pergunta saltou novamente dentro de minha cabeça, como trovões: quem as enviou? Algo em mim deixava aquilo diferente... as iniciais. Pareciam tão abstratas como um nevoeiro. Algo ali era familiar. Familiar demais. Mas eu não sabia identificar.

Puxei as fitas, para eu. Por sorte eu tinha um walkman - ou por destino, já que eu nunca havia utilizado aquela bugiganga antes, ela estava guardada desde o meu último aniversário. O meu walkman não era um dos mais atuais, era, mas não era. De qualquer forma eu nunca toquei uma fita antes. Nem imaginaria comprar uma porcaria dessas enquanto eu podia ter todas as músicas no mp3. Mas quanto ao walkman que ganhei de aniversário... deixa para lá.

Pluguei... ou seja lá como se chama colocar para rodar o áudio das fitas. Demorou alguns segundos paro áudio realmente começar. Primeiro uns chiados. E depois finalmente a voz.

"OLá, aqui é..."

Meu coração saltou da boca aquele momento. Eu reconhecia a voz. Era ela! Como era possível? Era ela! ELA!

"Sou eu, a Pippa. Bom, Philippa Primse. Não. Não, você não está ficando louco e nem é um engano. Eu garanto. Isso eu posso prometer a vocês. Eu não tenho motivos para mentir."

Sua voz estava serena, calma.

"Se eu fosse você já iria preparar a pipoca. Acomode-se porquê a história será longa"

Oshh, Pippa, o que está fazendo? Ela gravou isso antes de morrer? Gravou uma mensagem?

"Estou aqui para contar a história de minha vida... Ou melhor, de como ela chegou ao fim."

O que?

"Bom eu tenho uma boa notícia a vocês, bom, você meu ouvinte em particular. Quero dizer, individualmente. Considere como um pós-credito, foi feito especialmente para você."

Ela dizia entusiasmada, eu sentia falta daquilo.

"Oh, Pippa, nós estamos vivos merda, temos tempo para escutar você, vá direto ao ponto!"

Ela fingia uma voz irritadiça.

" Okay. Serei breve."

Arfou, e eu pude escutar sua respiração, como se estivesse perto de mim. De verdade. Bem perto de meus ouvidos.

"Se você está escutando isso, é porquê você foi cruel comigo. Foi do mal. Porquê não percebeu as coisas ao seu redor. Foi cruel sem perceber. - sua voz parecia esgotada e abatida. Soltou um suspiro e depois continuou, com uma voz fria - "É tarde demais para mudar... E esconder. Não há engano, eu prometo! Por que uma garota morta mentiria?"

Como assim? Eu? O que eu podia ter feito a Pippa? Eu... Eu era a causa de sua decisão... Me senti aéreo, em outro planeta. Sem equilíbrio.

Houve uma breve pausa, e agora sua voz estava ameassadora.

"Não perca seu tempo quebrando este aparato ou do que queira chamar. Essas fitas. Não vai adiantar quebrar ou fazer qualquer coisa. Tenho alguém de minha confiança, que tem a cópia dessas fitas e irá divulgá-la a mídia caso vocês não cumpram essas as exigências" - risadas abafadas, divertida - "Agora a coisa ficou boa!"

Então uma pausa.

"São 13 pessoas. Treze porquês." - falou, séria - "E neste jogo de confidências só existem duas regras... - sua voz estava baixa e atraente, e me odiei por pensar isso - " Você escuta as fitas. E passa para frente."

O que? Treze? O que essas pessoas fizeram a Pippa? Eu era uma delas? Eu era uma delas!

"Então... Vamos começar a nossa aventura? Quem está comigo?" - seu senso de humor estava macabro, não era assim quando a conheci. - "Bom, minha vida sempre foi pacata. Se não contar com as separações e as vezes UFC dentro de minha própria casa... Mas vocês não querem saber disso não é? - outra pausa - Que se dane! - xingou - "Agora terão que me ouvir." - Eu queria. Eu queria conhecer mais sobre ela - " Eu nasci em aqui em Oxnard." - Como assim? Eu... todos sempre pensaram que a Pippa era de Washington. Eles diziam. Que era uma garota de classe alta, até um dos pais ficar desempregado. O pai. Até ele ser demitido por justa causa. - " Meus pais se divorciaram quando eu tinha 2 anos. E depois voltaram. E acho que ainda são casados... Ah, e ele é um militar caso queriam saber." - na escola diziam que eles eram separados, e que a mãe de Pippa traía o pai. Que o pai militar a rejeitou a filha. Eu nunca botei fé nisso... E agora sei que é mentira. - "Eu voltei para Oxnard há um ano. Porquê a cidade não é tão pequena... E é um lugar bom para se morar." - houve uma pequena pausa. E de fundo barulho, Como algo caindo - "Oh, droga." - outra pausa - "Mas enfim, vamos ao que interesse. Devem estar curiosos para saber quem é o protagonista da primeira fita. A PRIMEIRA! "

" Eu tinha acabado de chegar a cidade. Na Oxnard Union High School District não havia ninguém mais falada do que eu. Logo no meu primeiro dia de aula... Não precisou de muito tempo, foi quase amor a primeira vista. Senhorita Smith uma passo a frente. Minha primeira amiga em Oxnard, minha melhor amiga Meggie... Nunca pensei que fosse fazer isso comigo. Me trair assim. Éramos amigas. Eu te considerava uma irmã!"

"Mas eu descobri o seu segredo. Está preparada para contar aos outros 12 membros desse clube secreto?"

Uma pausa.

"Espero que esteja." - um suspiro - "Você é o meu primeiro motivo".

  

Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não se esqueçam de favoritar e comentar xD
Beijos, vejo vocês no próximo cap!


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