História Thirty days of solitude - Capítulo 10


Escrita por: e Joaopedro99

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Suicide
Visualizações 3
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capitulo 10


          Pov. Luna

      Eu sentia algo frio ser passado pelo meu corpo, podia ouvir algumas vozes baixas, mas não conseguia distinguir as palavras direito. Ouvi meu nome ser falado algumas vezes.
- Alec? – Murmurei sentindo minha garganta seca. Minha cabeça estava doendo e eu me sentia tonta e sonolenta por causa dos medicamentos. – Eu preciso de água...
 Algo foi colocado em meus lábios e eu senti a água descer pela minha garganta aliviando a secura de minhas cordas vocais. Suspirei cansada e abri os olhos, minha visão ficou um pouco desfocada por causa da claridade repentina, mas em pouco tempo me acostumei com a luz e vi uma loira sorridente e estonteante curvada sobre mim.
- Você está bem, querida? Como se sente? – Sua voz era aguda e irritante, mas forcei um sorriso e perguntei onde meu irmão estava.
  A mulher ignorou minha pergunta e se virou de costas para mim começando a arrumar algo em uma mesa que havia ali. Forcei meu corpo para cima e depois de alguns minutos de esforço e dificuldade consegui me sentar. Só então vi as pessoas que estavam no quarto comigo.
- Pai? Mãe? – Perguntei incrédula. Meu pai estava na porta com uma expressão prepotente e superior, minha mãe estava sentada no sofá com as pernas cruzadas e um olhar frio e duro e logo ao seu lado estava Alec. Ele estava com a cabeça abaixada e as mãos cobriam seus olhos. – Alec? O que está acontecendo aqui? Cadê o Logan? E o Henrique?
 Nenhuma de minhas perguntas foi respondida, minha mãe não fez questão de olhar para mim e Alec continuava na mesma posição, não havia se movido sequer um centímetro. Por incrível que pareça, meu pai foi quem resolveu sanar ao menos parte da minha curiosidade.
- Você já está estável Luna, o médico apenas recomendou alguns dias de observação e isso não precisa ser feito aqui. Nós vamos te transferir para um lugar melhor. O lugar certo para você. – Meu pai sorriu e se aproximou para dar um beijo na minha testa.
 Senti um calafrio correr pela minha espinha quando seus lábios tocaram minha pele. Meu pai não era de demonstrar muito carinho, algo muito errado devia estar acontecendo. Suspirei novamente, sentia meu corpo fraco e dormente. Sem contar com o sono que eu sentia constantemente.
- Cadê o Logan, Alec? – Novamente foi meu pai a responder a pergunta.
- Seu namoradinho não está aqui, Luna. Ele não liga para você! Quando vai notar isso? – Suas palavras foram ditas lentamente como se ele quisesse me acertar com cada uma delas. – Ele te largou nesse hospital sem nenhum apoio e foi embora sem nem ao menos perguntar sobre seu estado.
 Aquilo foi como uma facada no meu coração. Meu pai sorriu e voltou para a porta. Ele parecia nervoso, olhava para os lados como se conferisse algo. Dois homens vestidos de branco pararam na frente do quarto e conversaram brevemente com meu pai. Os vi assentindo e olhando para mim logo antes de entrar com uma maca e um médico.
- O que está acontecendo? – Perguntei e por mais uma vez fiquei sem respostas. – Alec? Por favor...
  Meu irmão finalmente levantou o rosto para mim. Sua expressão estava dura como uma máscara. Seus olhos estavam frios e não demonstravam nenhuma solidariedade ou empatia por mim. Ele murmurou um pedido de desculpas ao mesmo tempo em que a enfermeira loira se voltava pra mim com uma agulha imensa.
- O que está acontecendo? – Perguntei dessa vez mais alto. Lágrimas involuntárias começaram a escorrer pelo meu rosto. Tentei me levantar, mas os dois homens que antes estavam quietos me seguraram em um aperto forte e dolorido. Um deles estava apertando o corte em meu braço, o que me fez gemer de dor. – ME SOLTEM!
 Comecei a me debater freneticamente, e isso fez com que eles me apertassem mais forte ainda. Virei meu rosto para pedir por ajuda, vi que meu pai estava conversando com o médico enquanto assinava algo em uma prancheta, minha mãe estava olhando para a janela como se nada estivesse acontecendo ali. Alec era o único a me olhar, seus lábios estavam apertados em uma linha dura e ele balançou a cabeça e saiu dali como se não aguentasse permanecer mais nenhum segundo naquele local. Comecei a gritar e me debater mais ainda a enfermeira sorriu para mim enquanto estendia a agulha e batia o dedo indicador nela.
- Escândalos são para garotinhas assustadas, querida. Não seja assim. – Ela disse e posicionou a agulha no meu peito, próximo ao coração. – Você só irá sentir uma picadinha de leve...
  Ela enfiou a agulha sem delicadeza alguma e se afastou voltando a mexer na mesa. Primeiramente meu coração começou a acelerar, depois senti meu corpo ficar mole e dormente. Um pequeno zumbido enchia meus ouvidos impedindo que eu ouvisse com clareza. Os dois homens me soltaram e eu tentei me mexer, mas meu corpo parecia pesado demais para a gravidade.
 Fui levantada e depositada em uma maca, começaram a me empurrar pelo hospital rapidamente. Meu pai estava ao meu lado e segurava minha mão, mas eu não sentia realmente seu toque. Minha visão começou a ficar embaçada e eu cada vez me sentia mais sonolenta.
- O que você está fazendo comigo? – Perguntei quando finalmente paramos. Levantaram minha maca e me colocaram no que presumi ser a ambulância. Minha voz estava fraca, mas me esforcei para me manter acordada e falar novamente. – Me responda...
Meu pai agora estava sentado ao meu lado, ele se curvou em minha direção até estar perto o suficiente de meu ouvido.
- Estou te levando para o lugar onde gente de sua laia realmente pertence.
  Antes de apagar por completo pude ver Alec parado do lado de fora sem fazer nada para impedir meu pai de me levar dali.

Pov. Logan

- Logan acorda! Logan! Acorda porra! – Senti mãos firmes me empurrando. Abri meus olhos e vi Henrique na minha frente. Seu rosto estava vermelho e tinha uma veia saltada em seu rosto, ele estava com raiva e isso não significava uma coisa boa.
- O que aconteceu? – Perguntei levemente confuso. Pude notar que estava em um quarto do hospital. – A última coisa da qual me lembro é de vir aqui me encontrar com Alec, ele disse que Luna estaria aqui.
- Porra! Porra! Porra! – Henrique gritou com raiva e deu um murro na parede. – Filho da puta!
 Meus sentidos logo despertaram e eu pulei da cama, quase caindo por causa da tontura que senti. Levei à mão a cabeça constatando que estava com uma puta dor de cabeça.
- Cadê a Luna? Porque eu sinto como se tivesse com uma ressaca filha da puta? – Perguntei olhando para os lados. Aos poucos eu podia sentir meu corpo despertar e meu cérebro voltar a funcionar normalmente.
- Você foi dopado, caralho! – Henrique gritou, eu nunca o tinha visto com tanto ódio. – Vai saber a porra que deram pra você apagar assim! - Henrique gritava e derrubava as coisas.
- Que porra tá acontecendo aqui, Henrique? – Perguntei sentindo um frio estranho na barriga.
- Eu fui traído! Ele me enganou! Ele nos enganou! Como ele pode fazer isso comigo? – Henrique falava rápido e sem parar.
- Ele quem? – Perguntei já temendo a resposta.
- Alec! – Henrique gritou e então me encarou com olhos tristes. – Alec nos traiu. Levaram Luna.
Eu não podia acreditar que eles conseguiram tirar ela de mim sem eu ter a mínima chance de protegê-la, mas eu não ia deixar isso barato.
- Vamos pra casa dela! - Henrique me encara com um olhar estranho mas não contesta.
Entramos no carro e quem dirigiu foi Henrique por que eu não tinha cabeça pra isso, só conseguia pensar que eu me vingaria de todos.
- O que vamos fazer Logan? - O olhar de Henrique demonstrava toda sua tristeza. Era como se ele tivesse morrido, seus olhos estavam tristes e sem vida.
- Vamos acha-la, e eu tenho uma pergunta para fazer pro Alec. - Quando falei o nome de Alec ele abaixou a cabeça, mas manteve os olhos na pista.
Quando chegamos na casa eu arrombei a porta sem nem pensar e preparei três cadeiras quando entrei.

*********** 1 hora depois ***************
- O que aconteceu aqui? - Escuto a voz da mãe de Luna.
Vi ela e Alec entrando olhando de um lado para outro com uma cara de espanto.
- Desculpa não consegui controlar a força na hora de entrar. - Falo dando uma risada.
- Logan é você? - Alec pergunta ao identificar minha voz.
- Se eu fosse vocês eu sentaria. - Falo sem muito assunto.
- O que você pensa que tá fazendo? - Alec fala em um tom mais alto assim que me vê na sala.
- Eu quero os dois sentados agora. - Henrique fala colocando uma arma na cabeça de Alec.
Eles se sentaram e o olhar de Alec era repleto de um medo bem evidente. A expressão de Henrique era muito triste e eu estava ficando com dó dele.
  Amarramos os dois nas cadeiras e eu pedi que Henrique fosse pra cozinha um pouco, por mais que ele seja forte ver a pessoa que você ama presa e prestes a ser torturada não seria uma boa coisa.
- Onde ela está Alec? - Perguntei sem rodeios.
- Meu pai que a levou, então eu não sei. - Ele fala de cabeça baixa.
- Então perguntei para a pessoa errada. - Falo dando um riso. - Onde ela está Marisa?
- Pra que tudo isso? - Ela pergunta olhando nos meus olhos.
- Por que tiraram ela de mim e sei que não foi pro seu bem.
Escutei o carro do pai de Luna parando na frente da casa e vi Henrique voltando pra sala ele também havia escutado.
- Acho que o alvo principal chegou! - Falo dando uma risada ironica.
Ele entrou e quando me viu sua expressão fechou completamente, não me contive e comecei a rir.
- É melhor você sentar antes que eu resolva matar os dois. - Falo levantando da cadeira em que estava.
- O que você pensa que está fazendo? - Ele fala em um tom alto.
- Ué não é óbvio? To livrando a casa dos insetos. - Falo vendo Henrique amarrando ele.
- Henrique, pega a faca grande na cozinha pra mim, por favor. - Falo me agachando perto de Marisa.
- Você está tentado por medo? - Fala o pai de Luna.
- Sabe George, sua boca pode acabar sendo a causa de sua morte. - Falo com um olhar sério.
- Logan, por favor não faz nada. - Alec pede chorando.
- Você não tem esse direito! - Fala Henrique entrando na sala com a faca.
- Vou perguntar mais uma vez, onde ela está? - Grito pegando a faca.
- Não é da sua conta! - George grita.
- Sua arrogância aparece mesmo você estando vulnerável, é incrível. - Falo rindo.
Eu estava rindo, mas por dentro a preocupação pra saber onde Luna estava começou a me paralisar, cada segundo me sufocava.
- Vamos fazer assim, cada minuto que se passa eu vou fazer um corte diferente na sua espos . - Falo fazendo o primeiro corte.
Ela fecha os olhos com toda força e geme baixo, ele se remexe na cadeira e a cara de ódio pra mim já era evidente.
- Pelo jeito você não gostou. - Falo rindo alto, mas me sentindo mal por estar fazendo isso com a mãe de Luna.
- Chega! - Henrique explode.
 Ele seguiu até o pai de Luna e em um ato rápido enfiou a faca de cozinha na perna de George. Fiquei surpreso com sua atitude e todos repararam.
George deu um grito e aquilo era reconfortante pra mim.A sede de matá-lo aumentava cada vez mais.
- Ela está no hospital Santo Anjo! - Ele falou aos berros.
- O hospital psiquiátrico? - Pergunto não acreditando.
- Lá mesmo, agora que já sabe saia daqui.
- Com prazer. - Falo fazendo mais um corte em Marisa.
- POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO? - Alec pergunta.
- Sabe Alec, você traiu as únicas pessoas que te amavam, Henrique e Luna estão sofrendo por sua culpa. Me responda como é ser sozinho agora? - Falo isso agachando em sua frente para olhar diretamente nos seus olhos.
Ele chorava e eu pude sentir sua tristeza, mas não me comovia por que a raiva que eu estava sentindo era maior.
- Alec é gay e Henrique era seu namorado. Quero que vocês saibam disso. - Falo olhando pros pais dele.
- Desculpa! - Alec fala baixinho.
- Luna te ama tanto e você fez isso!  Henrique te ama tanto e mesmo assim você o traiu! Você está sozinho porque escolheu isso. - Falo me levantando.
- Vamos Logan, Luna está esperando a gente. - Henrique diz.
- Agora se me dão licença, vou salvar a pessoa que eu amo!

 



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