História Thirty days of solitude - Capítulo 9


Escrita por: e Joaopedro99

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Suicide
Visualizações 4
Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capitulo 9


Pov. Alec
 Eu tinha que parar aquela briga de qualquer maneira, meu pai e Logan iriam se matar ali mesmo.
- Chega os dois, Logan senta ali . - Fala Henrique entrando no meio.
 Logan obedeceu sem contestar, acho que até ele sabia que estava perdendo o controle, eu não quis chegar perto do meu pai, e me mantive longe de Henrique, meu pai não podia saber que eu era gay.
- Alec como tudo aconteceu? - Pergunta minha mãe me tirando dos meus pensamentos.
- Eu cheguei e já tinha acontecido, não sei o que aconteceu direito. - Falo com os olhos cheios de lágrimas só de lembrar.
- E aonde você estava? - Pergunta meu pai parando em minha frente.
    Eu pensei em mentir, e quando olhei pra trás e vi Henrique me olhando eu soube que ele entenderia se eu mentisse, mas não seria justo com ele.
- Eu tinha saído com o Henrique.- Falei sem temer.
  Ele me olhou estranho, mas pela primeira vez não perguntou nada apenas virou e se sentou, minha mãe fez o mesmo.
 Eu sentei ao lado deles, de frente para Henrique e Logan. Eu olhava pros dois como se tentasse ver se estão bem, mas por algum motivo Henrique não olhava pra mim era como se o fato dos meus pais estivessem ali o deixasse desconfortável.
- Já está tudo pronto pra transferência? - Foi a única coisa que escutei meu pai falar com um dos médicos.
Eu sabia que as ofensas que aconteceram entre Logan e meu pai não sairiam baratas, e quando Logan souber que meu pai vai transferir Luna isso vai ser pior.
- Alec podemos conversar? - Henrique estava parado na minha frente com uma cara que me parecia triste.
  Me levantei sem falar qualquer coisa, tudo em volta parecia me impedir de sequer olhar para ele.
- O que aconteceu Henrique? - Pergunto no canto da sala.
- Só queria ver se está bem! - Por mais que eu estivesse fingindo que a gente não tinha nada, ele se preocupou.
- Me desculpa por fazer isso com você. Se pensar bem não é o que uma pessoa que ama faria. - Ele abaixou a cabeça quando eu falei.
- Eu entendo seu medo, só não esqueça quem você é! - Ele fala se virando pra volta pro seu lugar.
- Henrique, antes de voltar você precisa avisar o Logan que meu pai vai tirar Luna desse hospital é provável que seja no mais tardar da noite. - Ele não olhou na minha cara, apenas foi pro seu lugar.
     Fui pro banheiro e entrei num box pra começar a chorar, a pessoa que amo lá fora e eu pra fingir ser quem não sou estou simplesmente fazendo como se ele não estivesse lá.
- VOCÊ ACHA MESMO QUE VAI TIRÁ-LA DAQUI ? - Era a voz do Logan, fui correndo até lá.
  Quando entrei no saguão vi meu pai e Logan de novo encarando um ao outro, só que no olhar dr Logan só tinha uma expressão de morte.
- Você só é um garoto idiota, se entrar no meu caminho não o perdoarei . - Ouvir meu pai falando aquilo me deu calafrios.
- Não me faça rir, o papai cuidadoso baixou agora é? Você nunca enxergou seus filhos, não sabe nem quem eles são. - Logan falou olhando pra mim.
  Automaticamente meu pai também olhou, eu fiquei paralisado e sem saber o que falar, como se qualquer coisa que eu fizesse fosse me matar.
- Você se acha o sábio que conhece meus filhos, deve ter sido largado pelo seus pais pra estar tentando ensinar um. - Meu pai estava indo longe demais e até eu podia notar isso.
  Um silêncio mortal se instalou no lugar, Henrique não se metia de jeito nenhum e eu queria falar algo, mas não tinha forças.
- Eu amo a Luna e quero muito protegê-la, mas não vou pensar duas vezes em matá-lo se tentar tirá-la de mim! - O tom de Logan era calmo mas muito assustador.
- Pai, deixe ela ficar aqui é o que ela gostaria. - Falo de cabeça baixa.
- Você como sempre sendo um covarde, né Alec? - Meu pai diz rispidamente.  
  Meu olhos se encheram de lágrimas e eu sabia que era verdade, mas não sabia como mudar isso.
- Não abre essa sua maldita boca pra falar dele assim, SEU MERDA ! - Quando vi Henrique tinha metido um murro na cara do meu pai.
- PARA HENRIQUE. - Eu falo abraçando ele em um ato de desespero.
      Meu pai se levantou pronto pra revidar, mas dois seguranças chegaram e o seguraram. Um outro segurança me separou de Henrique e começaram a levar eles pra fora.
        Eu fui correr atrás dos dois, mas Logan me puxou, o olhar dele me dizia pra ficar. Eu entendi Luna precisava de mim ali e se eu também fosse expulso meu pai poderia fazer qualquer coisa que quisesse.
- Eu vou proteger ele, mas Luna precisa mais de você aqui. - Logan disse e logo depois saiu correndo atrás dos seguranças. - CUIDE DELA!

 Observei Logan correr até perdê-lo de vista. De repente senti uma forte falta de ar, era como se todo o oxigênio do meu corpo tivesse sido roubado. Levei as mãos até minha garganta e tentei puxar ar desesperadamente, mas mesmo assim me sentia sufocado.

- Alec? - Virei assustado e vi minha mãe com um olhar preocupado. - Meu Deus! Alec? Eu vou chamar algum médico! - Ela se aproximou de mim e colocou a mão no meu ombro.

 Seu toque foi como fogo para mim.Senti minha pele queimar e meu estômago revirar de nojo. Não aguentei e vomitei ali mesmo.

- Que nojo Alexander! - Minha mãe gritou escandalizada. - Pensei que estava passando mal, mas vi que é apenas um teatrinho pra chamar atenção. Vou fazer algo mais útil, como ver como seu pai está no meio daqueles dois brutamontes.

 Minha mãe virou as costas pra mim e me deixou ali ajoelhado no chão diante uma poça de vômito e dezenas de olhares curiosos direcionados a mim.

- Você está bem? Precisa de um médico? - Um homem perguntou pra mim. Ele era alto e negro, a pele escura e brilhante como chocolate derretido. Seus olhos eram pretos combinando com seu cabelo. Sua beleza era encantadora. O homem estendeu a mão para mim e me ajudou a levantar, logo depois fez um gesto com as mãos chamando dois funcionários para limpar o chão.

- Eu estou bem. - Falei com a voz fraca. Aos poucos podia sentir o ar circulando pelas minhas narinas novamente. - Foi um ataque de ansiedade, eu tenho isso às vezes…

- Entendo. - Ele disse sem parar de me encarar. Só então notei o quão bem vestido ele estava. Usava um terno preto e sapatos lustrosos, em seu peito pude ver um crachá de identificação.

- Trabalha aqui? - Perguntei afobado. - Por favor me ajude a ver minha irmã! Ela está internada e não querem permitir visitas! Por favor…

  Minha voz estava fraca e meus olhos marejados. Eu não aguentava mais demonstrar tanta fraqueza assim.

- Me siga. - O homem disse. Pude perceber que ele não era alguém de muitas palavras, mas apesar do jeito estranho parecia ser uma boa pessoa.

Andamos rapidamente pelo hospital, informei para ele em qual andar Luna estava internada e pegamos um elevador. O silêncio estava muito constrangedor, então decidi falar algo.

- Obrigada por me ajudar… Eu estou passando por um momento difícil e…

- Não precisa se explicar, Alec. - Ele disse calmamente me interrompendo.

- Não lembro de ter dito a você meu nome. - Eu falei desconfiado. O homem olhou para mim e sorriu.

- Chegamos ao seu andar. - Ele falou na hora exata em que as portas do elevador se abriram. - Pode entrar direto, eu já deixei sua entrada liberada na recepção.

 Sai do elevador e me virei a tempo de ver as portas fechando e o homem arrancando o cartão e jogando no chão. Quando viu meu olhar sobre si, o homem sorriu e acenou. Um sorriso que me causou calafrios apesar de eu não saber porque.

  Resolvi ignorar aquele episódio e segui andando até o quarto 210. Parei na frente da porta encarando os números na placa de metal. Respirei fundo e sequei meus olhos limpando os resquícios de lágrimas estava na hora de ser forte e eu seria, por Luna.

 Entrei no quarto e uma rajada de vento frio me atingiu. Fechei a porta e fui até o ar condicionado para aumentar a temperatura. Estava muito frio ali dentro. Parei na frente da cama de Luna e senti um aperto no coração ao encará-la.

- Estou tão ruim assim? - Me assustei ao ouvir sua voz fraca, não havia notado que ela estava acordada.

- Já te vi em estados piores irmãzinha. - Eu disse soltando uma risada fraca. Era mentira. Luna estava mal como eu nunca havia visto.

  Seu corpo estava pálida como papel e era possível ver todas suas veias roxas e azuis, muitas delas espetadas com tubos que carregavam remédios. Seus braços estavam enfaixados e havia um curativo no seu pescoço.

- Você nunca mentiu bem, Alec. - Ela disse rindo, mas sua risada se transformou em murmúrios de dor logo depois. - Espetaram todas as veias do meu corpo e eu sinto tudo doer.

- Sinto muito. - Eu disse e dei a volta na cama para ficar ao seu lado. Sentei na poltrona que havia ali e me inclinei para segurar sua mão. Estava fria como a de um cadáver.

- Sente muito por o que? Por eu ser tão inútil ao ponto de nem conseguir tirar minha própria vida? - Ela disse ironicamente e riu de novo. Uma risada seca e fria.

- Você é inútil sim! - Luna arregalou os olhos e soltou sua mão da minha. - Inútil por ser tão hipócrita! eu to com raiva Luna! Muita raiva! Como pode fazer isso comigo? O que você tem na cabeça? ia me deixar sozinho no mundo? Nós só temos um ao outro porra! - De repente eu surtei, estava falando tudo que estava entalado desde quando a encontrei desacordada na casa de Logan.

- Alec eu…

- Cala a porra da boca que agora você vai me escutar! - Gritei e ela se encolheu na cama. - Você sempre me deu forças Luna! Sempre me motivou a lutar e enfrentar a droga da depressão! Como pode não lutar por si mesma? Você sempre disse que o suicídio não era a solução…

- Alec…

- Não! - A interrompi novamente. - Não venha com “Alec” pra cima de mim. Eu não acredito que você ia me abandonar… Você ia me deixar à mercê das crueldades da mamãe e do papai…

- ALEXANDER CALA A BOCA AGORA! - Ela gritou fazendo com que eu congelasse no lugar. Nos encaramos por alguns minutos e logo começamos a rir.

- Você falou igual à mamãe. Só ela me chama de “Alexander”. - Eu disse ainda rindo. Luna estava rindo também, mas logo parou por causa da falta de ar. Suas mãos foram parar na garganta onde o curativo estava.

- Isso dói tanto. - Ela disse e suspirou voltando a me encarar. - Me desculpe por isso Alec. Eu nem sei o que dizer… Às vezes a escuridão te consome tanto que a única saída, e a única luz que você vê é a do fim da vida. Do suicídio. - Luna falou isso tão baixo que se eu não estivesse ao seu lado não teria ouvido.

- Desculpe por ter falado com você daquela maneira. Eu só quero que saiba que estou aqui com você. Por você. Somos eu e você contra o mundo esqueceu? - Falei a frase que sempre falamos um para o outro e Luna sorriu.

- Eu e você, Alec. - Ela disse e ficamos calados por mais alguns minutos. - Agora temos o Logan e Henrique também. - Luna sorriu ao falar o nome de Logan e isso me fez rir.

- Você está apaixonada por ele. - Eu disse rindo.

- Não estou. - Ela falou e pude ver seu rosto ganhar uma leve coloração.

- Não foi uma pergunta, você está. - Luna revirou os olhos e bocejou.

- Esses remédios me dão sono. - Ela disse piscando lentamente.

- Luna… - Segurei sua mão para chamar sua atenção. - Antes de dormir preciso que me prometa algo.

- O que? - Ela disse sonolenta.

- Nunca mais irá tentar tirar sua vida! Por favor, me prometa! - Implorei. Luna virou o rosto e sorriu pra mim.

- Eu estou bem, Alec. Estou bem como nunca estive antes. Isso não irá se repetir. - Luna disse e sorriu pra mim. Seus olhos estavam escuros e fixos. Eu podia ver neles a mentira. Luna não estava bem e aquilo estava longe de acabar.

  Alguns minutos depois Luna adormeceu, com a mão ainda na minha. Sua respiração estava ritmada e ela dormia tranquilamente. Mesmo com todos os machucados ela estava ali tão… Tão viva! Foi então que eu soube que teria que fazer algo. Eu não poderia deixar Luna acabar com sua vida assim. Não posso e não vou.

 Soltei sua mão da minha e lhe dei um beijo na testa. Logo depois sai do quarto e peguei meu celular digitando o número da pessoa que eu menos queria falar naquele momento. Depois de três toques a ligação foi atendida.

- Pai? Já sei o que fazer para tirar Luna desse lugar.


 



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