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História This Best Of Joy - Capítulo 34


Escrita por:


Notas do Autor


Oi oi Gente, tudo bão?

Primeiramente, Feliz Ano Novo (atrasado, mas o que vale é a intenção, rsrs), que 2020 seja um ano incrível para todo mundo!
Segundamente, peço desculpas pela demora; Novembro foi um mês cheio de vestibulares, o que se estendeu para metade de Dezembro, por isso, demorei para postar.... mas agora que estou mais livre, vou poder escrever mais. <3

Espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 34 - Premonições


Fanfic / Fanfiction This Best Of Joy - Capítulo 34 - Premonições

***Michael Pov***

 

O luar ultrapassava o vidro das janelas e iluminava parte da suíte quando resolvi ir à procura de uma taça de vinho. O líquido vermelho despejado na louça transparente possuía um sabor único e delicioso, uma das melhores bebidas que existem. Por força do hábito, andei em círculos pelo quarto, acariciando o pingente que estava em meu pescoço.

A realidade era que eu não conseguia dormir direito. Óbvio que o sono se fazia presente, mas não parecia ser suficiente. Eu me sentia estranho, agoniado, assustado.... algo como uma premonição....

 

Mais um país, mais um hotel, mais um show. Era isso que eu pensava todas as vezes que entrava e saía do jatinho. Alguns meses já haviam se passado alguns meses desde os shows de Munique e, obviamente, eu estava exausto. Porém, sempre quando eu chegava a um novo hotel, a primeira coisa que eu fazia era ir diretamente ao telefone e ligar para o número novo da Agatha. Não demorei para gravar aqueles oito dígitos - também pudera, eu ligava tantas vezes que era estranho eu não lembrar. Era um modo de diminuir, mesmo que um pouco, a saudade dela.

Era quase uma ação automática, mas inevitável. Conversávamos sobre tudo e qualquer coisa, em telefonemas que duravam horas a fio. Dependendo do fuso horário, eu acabava ligando enquanto ela dormia.... isso já causou alguns conflitos pequenos..... mas foram poucos. Mesmo assim, essas ligações não diminuíam nem em vinte por cento da minha saudade. Estar sem ela era como viver um sonho vazio. Aquele ano estava indo bem, mesmo com algumas questões que eu prefiro não comentar, mas sei que não darão em nada, certeza.

- Foi um ótimo show, senhor. - Carl me ajudava a retirar o casaco e o colocou sobre a cômoda.

- Obrigado. - Eu me sentei em frente a penteadeira e, apertando um botão, liguei as luzes. Meus olhos começaram a arder um pouco, por conta da forte iluminação.

 

Me observei no espelho por alguns minutos, notando cada detalhe na minha pele, antes de retirar aqueles incontáveis quilos de maquiagem aplicados sobre ela. O vidrinho de demaquilante estava quase pela metade quando acabei. Tornei ao me observar no espelho, agora "de cara limpa". Michael.... Michael.... refleti.

 

Não é necessário dizer que eu estava exausto, minhas articulações doíam a cada mísero movimento. Já não conseguindo suportar esses incômodos, procurei por um frasco guardado em uma bolsa que portei comigo. Peguei dois comprimidos e os levei a boca, tomando um gole de água para ajudar na ingestão. Como a dor ainda estava intensa, por meio de uma injeção intravenosa, inseri outro medicamento no meu corpo. Sei que isso não é bom, mas eram a única coisa que acabava, em partes, com a minha dor.

- O que será que a Agatha está fazendo agora?... - Pensei em voz alta. Pelo reflexo do espelho, notei que Carl havia se aproximado, parando ao meu lado esquerdo. Ele levantou o braço, observando seu relógio de pulso.

- Provavelmente dormindo. - Ele respondeu, causando uma curta risada em nós dois. - A não ser que ela esteja trabalhando até essas horas.

 

Não pude esconder meu sorriso ao me lembrar do Meu Anjo. Na última vez que nos falamos por telefone, ela me havia contado que estava trabalhando muito - o que era notório em seu tom de voz cansado - e que estava se saindo muito bem. Eu sentia muito orgulho do que ela havia se tornado, tudo o que ela estava recebendo era totalmente merecido. Por conta de tudo isso, decidi não telefonar e deixá-la descansar, também decidindo ir dormir.

 

Aquela estranha sensação continuou no dia seguinte. Foi um pouco difícil ensaiar com esse empecilho, mas tentei não transparecer, porque haviam muitas coisas para fazer. Enquanto ensaiávamos The Way You Make Me Feel, um encarregado chamou-me, gesticulando com a mão direita para que eu me aproximasse. Sua feição não era das melhores, e sua voz era trêmula e um pouco preocupada.

- Michael, precisamos conversar...

 

 

***Agatha Pov***

 

- Estou preocupada.... - Comentei enquanto secava o último prato e o entregando para a minha Avó. - Michael não me liga faz quase três meses...

- Querida.... - Vovó guardava a peça de louça, virando-se para mim ao fechar o armário. - Ele deve estar muito ocupado, artistas são assim...

- Pode ser.... - Cruzei meus braços em meio a um suspiro. Na minha cabeça, eu tentava acreditar nessa possibilidade, entretanto, era muito complicado. - Mesmo assim, eu me preocupo....

 

Não vou mentir, eu não conseguia acreditar nessa possibilidade que, para mim, era muito suspeita. Michael falava comigo pelo menos uma vez a cada país novo visitado por ele, e pelas minhas contas ele já havia chegado e ido embora de uns sete. Novamente meu coração acelerou e, com ele, a ansiedade.

Faziam já alguns meses que eu havia me mudado, e mesmo que eu conseguisse me virar bem, Vovó me visitava frequentemente. Isso foi, de certa forma, bom; eu tinha alguém para conversar. Ela possuía respostas para tudo, até além, isso me acalmava muito. Se eu não tivesse projetos para resolver, muito provavelmente eu surtaria.

 

Lá pelas 22:30, para relaxar após longas horas de trabalho árduo, decidi beber um pouco de vinho. Bastava virar para a direita e andar poucos passos, logo eu chegava a minha "adega"; não era daquelas chiques que cobriam a parede inteira... na realidade nem uma adega era - estava mais para um espaço vazio numa estante que uma adega -, haviam dois vinhos que recebi quando me mudei, mas possuía seu charme.

A estante se localizava ao lado da televisão, e por algum motivo, o aparelho me chamava a atenção. Fiquei encarando meu reflexo naquele espelho convexo e escuro, tentando entender aquela sensação, no mínimo, curiosa.

Deitei-me no chão sobre o tapete bege, podendo sentir a textura do tecido por um pequeno espaço no pijama. Apoio minha cabeça nos braços, ficando com a visão unilateral do teto da sala. Mesmo já morando naquele apartamento há quase dois anos, eu ainda não acreditava que isso havia acontecido. Tornei a pensar na vida, tanto em relação ao passado quanto ao futuro. Lembrei de mim, ainda com pouca idade, a deitar na grama macia do jardim da agora casa dos meus avós, olhar para o céu e imaginar o que o futuro me reservava. Em meio a tantos pensamentos, acabei dormindo.

 

- Pesadelo On –

 

Eu estava deitada sobre uma rocha dura. Diferente de todos os meus sonhos, aquele lugar não possuía cores além de preto e branco. Apenas eu possuía uma certa coloração mais forte, o que diminuía enquanto eu andava. Também não havia nada. Ao observar o espaço ao meu redor, encontrei Michael à beira de um precipício; por um minuto senti meu coração parar.

- Pare! – Gritei no impulso. Ele apenas mexeu levemente a cabeça. – Você não é louco de fazer isso!

- Eu não aguento mais.... – Sua voz chorosa ecoava aos quatro ventos. – Eles estão me machucam....

- Quem?..... - Seus olhos estavam rubros e vazios, enquanto uma lágrima caía de cada um deles. Michael estava imóvel e, aos poucos, esfriando.... ele parecia estar.... - Michael?....

 

Ele não me respondia, parecia estar longe. Não aguentei e comecei a chorar, enquanto eu o abraçava por trás, a fim de tentar aquecê-lo novamente. Logo eu me senti ser observada e perseguida, como se tubarões estivessem nos rondando. Era angustiante e assustador!

- DEIXEM ELE EM PAZ!

 

- Pesadelo Off -

 

Meu grito saiu como se rasgasse meus pulmões e garganta, consequência da força que coloquei minha agonia para fora, enquanto meu corpo se arrepiava. Presumi ser o vento, mas as janelas estavam fechadas e trancadas.

Por causa dessas sensações turbulentas, demorei para perceber que já havia amanhecido, na realidade, já se passava das dez e meia da manhã - um horário atípico para mim. A claridade, por algum motivo, era o que eu menos queria ver, ainda mais após daquele pesadelo.

Parei para refletir por alguns minutos: por que o Michael não me ligou?, Será que ele está bem?, Esse pesadelo seria minha resposta?  .... Eu espero que não....

 

Ao levantar minha cabeça, a primeira coisa que vi foi a televisão. "Será um sinal?".... Pensei. Minha mão coçava para pegar o controle e ligar o aparelho, porém, o medo era maior. Medo do quê? Não sei; porém, inspirei fundo para pegar o controle e expirei lentamente na hora de apontá-lo em direção a TV. Pense positivo, Agatha.... Pense positivo!.

 

Últimas notícias: O cantor Michael Jackson é acusado de molestar um garoto de treze anos. Segundo o próprio, isso já tem acontecido há quase um ano...

 

 

 


Notas Finais


E aí, gostaram?

Até a próxima!


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