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História This is love - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capitulo 15


- Como assim ela não vai? Não podemos apenas a deixar para trás! - A voz Reade já estava alterada enquanto falava diretamente a Keaton, Tasha olhava para Alice sem ouvir uma palavra da discussão, a declaração anterior fora ensurdecedora o suficiente. 

- Vocês não vão deixar Alice para trás... – Ele retrucou. – Ela vai, apenas Tasha ira conosco, você e Ali ficarão. 

- Eu não vou sem a minha filha! – A voz de Tasha saiu tão dura e decida como ela pretendia. 

- Sente-se, será uma longa conversa. – Keaton declarou direcionando suas ordens a Oliver. 

- Não precisa se sentar! - Ela disparou jogando um olhar fulminante a Oliver e voltando o seu olhar a Keaton. - Não será uma conversa longa! 

- Zapata, eu entendo... 

- Não você não entende Jake.... Eu não vou deixa-la! 

- Você não tem muitas opções Natasha! - A voz alta de Oliver fez com que todos se calassem e direcionassem seus olhos a ele, Ali já estava inquieta desde a mudança brusca, de clima familiar para clima de tensão, no ambiente. As vozes agora bem mais elevadas a fez resmungar. - Você pode ficar aqui e por sua filha e seu marido em perigo. Ou pode vir conosco e acabar com isso de uma vez!  

- Acabar com isso de uma vez? - Reade devolveu o questionamento no mesmo tom, e na mesma altura. Tasha continuava calada, a declaração de Oliver a fez contestar suas próprias falas. Não só pelo fato dele a ter questionado, mas a forma que o fez. - Você realmente acha que a partir do momento em que Tasha colocar o pé para fora da cidade Brian vai automaticamente se entregar?  

- Então vamos apenas nos acomodar, e rezar que ele não tente matá-la de novo? Devia parar de pensar só em você. - Oliver disse ironicamente enquanto gesticulava, deixando sua expressão dramaticamente mais presente.  

- Eu estou pensando na minha família... - Tasha parou de ouvir após essa declaração de Reade, e o questionamento que ela mais temia a assombrou. Ela estava pensando em sua família? Seu olhar cruzou com Keaton, e como se ele tivesse lido seus pensamentos e respondido com o olhar. Tasha havia dito a si mesmo que protegeria Alice custe o que custasse, e se isso significava ter que se afastar, assim ela o faria. 

 A vozes elevadas de Reade e Oliver não diminuíram seu ritmo, nem mesmo quando Ali mostrou seu desconforto. A bebê, que agora esticava os braços e chorava sem intervalo, era insistentemente acalentada por Tasha. Os dois homens que ainda gritavam um com o outro, apenas se calaram ao ouvirem a firme e alta ordem de Tasha. - Chega! - Sua voz saíra tão decidida, que até Ali diminuiu seus choros para resmungos baixos.   

- Quanto tempo? - Ela direcionou sua pergunta a Keaton.  

- O que? Tasha? - Reade tentou intervir, mas Tasha não voltou sua atenção a ele.  

- Em quanto tempo eu estarei de volta? 

- Não temos certeza... - Keaton iniciou se aproximando de Tasha, para não ter que elevar sua voz. - Todo o nosso pessoal está direcionado a isso. Tenho certeza que seu marido não vai poupar os recursos do FBI também. - Ele concluiu direcionando um olhar levemente debochado a Reade, que apenas revirou os olhos e tentou se acomodar em seu sofá, por mais que estivesse prestes a explodir. - Com sorte você voltará pra casa em menos de uma semana.  

- Com sorte. - Ela repetiu enfática. - Eu nunca dependi de sorte, não começarei agora!  

Tasha sentou-se ao lado de Reade, seus olhos já diziam muito mais do que ela se arriscaria a dizer. A expressão preocupada estava tão presente na feição dele, que talvez Tasha não tivesse a coragem de falar mais nada.  

- Podemos esperar no carro... - Keaton declarou, interrompendo gentilmente a conversa não verbal dos dois. 

- Não será necessário! - Tasha disse em prontidão e levantado se bruscamente. Reade sentiu uma vontade sufocante de pegar sua esposa e filha e levá-las a um lugar seguro, bem afastado de toda essa confusão.  

Tasha deixou Ali com Oliver, e fez seu caminho para o quarto sendo seguida quase que instantaneamente por Reade.  

- Você não pode ir! - Ele falou a segurando gentilmente pelo braço.  

- Eu tenho que ir. - Tasha respondeu com uma dor pendente na voz. 

- Por que está fazendo isso? Por que está aceitando isso? 

- Eu estou em um impasse Reade. Eu não posso voltar no tempo e mudar as coisas, e não posso levar vocês comigo. -  Ela disse em um suspiro obrigando-se a encara-lo. - Eu estou tentando proteger vocês do melhor jeito que eu posso.  

- Nos abandonando?  

- Reade... - Tasha se aproximou, evolvendo seus braços em volta de seu pescoço o trazendo para perto 

- Me desculpe, não foi o que quis dizer. - Ele tentou se retratar, sua voz quase não era notável, se não fosse pela proximidade, talvez Tasha nem o tivera ouvido.  

- Eu amo você! 

- Eu amo você... Não quero vá. - Reade disse em um fio de voz, com seu rosto colado ao dela.  

- Cuida bem da Ali. - Ela disse tentando se afastar, as mãos de Reade a seguravam firmemente, dificultando a separação de seus corpos.   

Tasha tomou Alice de Oliver, e a segurou com ternura, enquanto observava Reade arrumar sua mala, mesmo que indo contragosto dela, a cada minuto que se passava a ideia de deixar Ali a assombrava mais.   

Não demorou muito para que estivesse com todas as suas coisas prontas e já no carro. Keaton, que descera com as malas, a esperava pacientemente. Oliver aguardava perto da porta, enquanto Tasha se despedia de Ali e Reade, assim como foi doloroso para Oliver assistir aquele momento, foi doloroso para Tasha se separar dos dois.  

Reade demorou seu beijo, com esperança de que isso fizesse com que Tasha adiasse, nem que por segundos, sua partida. Ela ainda tinha Alice em seus braços. E quando ele tomou a bebê pra si, foi como se alguém tivesse arrancando uma parte, necessária e funcional, de seu corpo. O choro alta e desemparado de Alice cortava sua alma quase tanto quanto as lagrimas silenciosas de Reade.  

A viagem inteira, Tasha só conseguia ver o rosto insatisfeito de sua filha, a dor nos olhos de seu marido. Essas imagens estavam tão vívidas em sua mente como as memorias de seu casamento, ou a feição de Reade quando descobriram que seriam pais, a alegria nos olhos dele quando vira Alice pela primeira vez. Tasha se sentiu ridícula por estar revivendo esses momentos, não é como se ela fosse realmente morrer. Pelo menos é o que ela esperava. Tratou de afastar esses pensamentos, reparando que Oliver estava tão preocupado quanto ela, talvez mais assombrado do que preocupado.  

Oliver tinha plena ciência, de que Tasha estava sofrendo as consequências das decisões dele, e isso o atormentava. Sentiu mais empatia e compaixão por Tasha, do que jamais sentira pelo o próprio irmão. Ainda se culpava por ter aceitado esse trabalho, no momento Megan fizera tudo soar tão revolucionário, diferente de todos os outros trabalhos de espionagem que ele já fizera. Deixou se levar pelo discurso sensacionalista de Megan, já deveria saber que tudo que envolve seu irmão é no mínimo duvidoso.  

 

- Até que não é tão ruim assim. - Oliver disse colocando as malas de Tasha gentilmente no chão. Ela não respondeu a declaração apenas perguntou onde era seu quarto e seguiu direto ao cômodo.  

A casa não era de tudo inabitável, pelo contrário, Tasha acharia perfeita se conhecesse a em outras circunstancias. Mas a falta das coisas da Ali espalhadas pelo chão, ou a colônia de Reade perfumando o ambiente inteiro, só a lembravam ainda mais, que não era nem de perto um lar, muito menos o seu. Era apenas um esconderijo, que ela pretendia não ficar muito tempo. Ela se recusou a fazer qualquer refeição aquela noite, como se um protesto fosse fazer alguma diferença a essa altura. Mas não sentia fome, ou sono, ou nada. Sentia apenas um vazio.  

 

Reade também não comera bem naquela noite, a imagem de Tasha se afastando persistia em aparecer em sua cabeça, se não fosse por Ali tomando grande parte de seu tempo e atenção, talvez ele tivesse se restringido a ficar na cama apenas. Seu coração doía a cada batida, lembrava que sua esposa não tinha nem ao menos previsão de voltar. Dormi foi uma das únicas coisas que ele não fizera, perdera o sono por completo, e mesmo se tivesse um resquício, não dormiria de qualquer jeito, Alice não parava de chorar. Era quase quatro da manhã quando a bebê finalmente cedeu ao cansaço. Reade cochilou por algumas horas, mas sempre acordava assustado, jurando ter ouvido a voz de Tasha o chamar, mas após alguns segundos de consciência entendia, que não passara de um sonho.  

Levantou mais indisposto do que já esteve em toda sua vida. Podia facilmente tirar umas semanas para se adaptar a rotina de Alice, mas sabia que o quanto antes achassem Brian Ahmad, mas rápido Tasha voltaria para casa. Reade aprontou a bebê, colocando uma roupa de abelhinha, era a favorita de Tasha. Arrumou tudo que precisaria para passar o dia inteiro no escritório. 

- Sorte nossa, que a mamãe tenha ensinado ao papai como usar isso. - Reade disse tomando o sling nas mãos, e o guardando na bolsa, Ali apenas o encarou e voltou a resmungar. Após arrumar tudo e estar com Alice pronta, ele seguiu se caminho para o escritório.  

Fazia seu caminho para o laboratório de Patterson, sendo parado de minuto em minuto, por algum funcionário aleatório elogiando a beleza e fofura de Alice. “Ela não é tão fofa assim, gritando as três da manhã!” ele pensava, mas sempre respondia com um sorriso doce ou um “obrigado”.  

- Ei, Alibelinha! - Patterson exclamou de imediato quando viu Reade adentrando o laboratório.  

- Alibelinha? - Ele questionou antes mesmo de cumprimentar ela ou Rich, que fazia caretas, na esperança de arrancar um riso de Alice. 

- É um apelido fofo e engraçado. - Ela disse se aproximando e direcionando toda sua atenção a bebê.  

- Fofo e engraçado como o seu primeiro nome? - Ele rebateu, fazendo com que Patterson revirasse os olhos e Rich caísse em uma gargalhada que logo cessou. 

- Espera! Por que Alibelinha está aqui? É o dia de “Traga seu bebê para o trabalho”? E onde está Tasha?  

- Na verdade. Esse é exatamente o porquê de eu e Ali estarmos aqui. - Reade iniciou, e explicou aos dois amigos tudo o que tinha acontecido, os deixando preocupados. 

Como era de se esperar, Patterson e Rich se colocaram a postos e começaram uma busca incansável. Não que, já não estivessem procurando pistas como doidos. Mas agora tinha ficado bem mais pessoal.  

Tasha passara o dia inteiro em seu quarto, indo uma vez ou outra olhar a janela da sala de estar, mas sempre que percebia a presença de Oliver voltava sua toca. Alguns dias se passaram, nada havia mudado, com exceção de Tasha, que estava cada vez mais distante de si mesma. 

 O olhar perdido que ela mantinha deixava Oliver em agonia. Faltava dois dias para completar uma semana, que Tasha estava no esconderijo. Ainda era bem cedo quando Tasha ouviu passos apressados pela casa, em um fio de esperança ela acreditou que seria o fim de toda aquela tortura, levantou-se rapidamente, e desceu as escadas. Para seu desanimo encontrou Oliver preparando o que parecia uma arma de caça, mas Tasha sabia que era um rifle profissional, com uma potência que deixaria qualquer caçador aterrorizado pelo resto da vida.  

- O que está fazendo? - Tasha o questionou fazendo o ter um sobressalto, era a primeira frase que ela direcionava a ele, desde que chegara lá. Oliver se manteve em silêncio, e assim que se recuperou do susto voltou ao que estava fazendo. Tasha não repetiu sua pergunta, apenas o encarou de onde estava. Mas mudou sua abordagem quando ele fez que sairia.  

- Oliver! Onde está indo? 

- Terminar o que comecei... - Ele respondeu tão vago quanto ela esperava. 

- O que você quer dizer com isso?  

- Tasha, eu não tenho tempo para explicações...  

- Oliver! - Tasha o chamou com a voz tão elevada, e o comportamento tão agridoce como na primeira vez que se conheceram. Mas naquele momento a voz elevada não era direcionado a ele, o olhar frio e indiferente que ele vira nos olhos dela, não existia mais. A evolução de sua amizade com ela, apenas o fazia se sentir mais culpado.  

- E então? - O olhar urgente que Tasha o lançou, enquanto o questionava com a mão firme segurando persistentemente o braço de Oliver. Apenas uma olhada para ela foi o suficiente, para que toda a resistência que ele sentia de contar a ela verdade sumira.  

Tasha viu a expressão de Oliver se adiantar nas palavras. Deu um passo cuidadoso para trás, e esperou que ele contasse, o que estava lutando tanto para esconder. 

- Foi culpa minha... Brian está atrás de você por minha causa. Eu não me impus quando deveria e agora ele acha que pode manipular tudo e todos com quem me importo. - Tasha ouviu a declaração de Oliver, e continuou tão confusa como estava antes. - Nunca devia ter deixado Megan me convencer.... Eu sabia que era uma péssima ideia... 

- Do que você está falando?  

- Tash, eu sinto muito. – Oliver disse se aproximando carregando tanta culpa nos olhos a deixou assustada. 

- Oliver, eu te aconselho a ser bem mais especifico.... - Ela respondeu com um tom duro, dando um largo passo para trás.  

- Meu nome é Oliver Ahmad... - A declaração deixou Tasha em um choque de realidade por alguns segundos, mas em nenhum minuto se quer, ficou com medo de Oliver, ele levava mais dor em sua expressão do que agressividade ou ódio.  

- Meu pai, Ravi Ahmad era um dos grandes protestantes na Turquia, quando ele morreu eu voltei para Chicago com minha mãe, Brian por outro lado, além de ter o lado explosivo e autodestrutivo de nosso pai, ficou por lá até uns dois anos. Eu mudei meu nome Johnson, e cortei todos os tipos de relações com a minha família após a morte de minha mãe. - Oliver falou como se de alguma forma, estava tentando achar desculpas, ou talvez compaixão da parte dela. Nem ele sabia ao certo.  

- Brian e Megan me recrutaram pouco tempo depois que ele chegou da Turquia. No começo era só roubar alguns documentos, investigar políticos e diplomatas. Um trabalho não tão diferente do que eu fazia na CIA 

Tasha arqueou as sobrancelhas em concordância a última frase.  

- Mas as coisas ficaram mais complicadas quando Megan começou a deixar pontas soltas em grande parte dos trabalhos que fazia, com Keaton e você na cola dela, eu precisava fazer de tudo para mantê-la segura, não só de vocês, mas também de Brian. Fiz de tudo para entrar no caso, ganhar sua confiança. E consegui. - Ele disse as últimas palavras com um sorriso fraco que logo se tornou uma feição melancólica. 

- Onde Megan está? - Tasha questionou temendo pela segurança e bem estar da mulher, que um dia já chamara de amiga.  

- Ela está bem. Segura! Bem longe de Brian. - Ele disse com firmeza enquanto vestia sua jaqueta, não havia se esquecido do compromisso. - Brian acha que é sua culpa, e eu não neguei ou concordei... - Tasha não ouviu mais nada que Oliver disse em seguida, a ideia de que ele poderia evitado tudo isso, apenas dizendo a verdade a todos a deixava com vontade de voar em seu pescoço.  

- Mas resolverei isso! De um jeito ou de outro... - Oliver disse fazendo seu caminho até a porta, virou-se apenas para olhar, uma última vez, Tasha. Que se manteve imóvel, em pé ao lado da poltrona. 

Tasha não tentou impedi-lo, apenas o olhou com frieza e fez seu caminho até o andar de cima. Deitou em sua cama e tentou fazer sentindo de tudo o que acabara de ouvir, com sua cabeça girando, Tasha fechou os olhos, desejando que tudo fosse só um pesadelo.  

Oliver foi até seu carro, e em menos de trinta minutos, já estava na cidade. Fez uma rápida ligação para Brian, e jurou por seu pai morto que estava com Natasha Zapata. O irmão questionou a mudança repentina de Oliver, mas não o suficiente para negar um encontro, se Oliver estava mesmo com Natasha como dizia, Brian pagaria pra ver.  

Oliver marcou o encontro em um ponto vazio da cidade, afinal, seria um tipo de encontro que quanto mais discreto melhor. Estava posicionado com sua arma de alto alcance em punho, quando viu Brian entrar em seu campo de visão. Sentiu uma angustia tomar seu corpo por completo, sua mão tremia como nunca antes. Percebeu então que uma aniquilação seria no mínimo desumano, decidiu enfrentar o irmão frente a frente, como nunca tivera coragem antes.  

- Oliver, onde está sua amiga? - Brian questionou intrigado. 

- Eu acho melhor mantermos esse assunto entre nós, sabe? Só família. - Oliver se aproximou lentamente, mantendo uma das mãos em sua arma de trabalho.  

- Corta essa Olie, precisamos acabar logo com essa confusa, queimas as pontas soltas... - A fala de Brian foi interrompida pelo barulho alto do tiro, ele não soube exatamente de onde o tiro tinha vindo, sentiu o peso de seu corpo chocar-se contra o concreto duro.  

- Sinto muito Brian, mas você parece ser a única ponta solta. - Ele disse se aproximando ao corpo quase desfalecido de seu irmão, com algumas lagrimas que persistiam em escapar de seus olhos. - Adeus irmão.  

Oliver demorou mais do que pretendia, apenas entrou no carro depois de abraçar por uma última vez seu irmão. Dirigiu ainda um tanto anestesiado com acontecimento.  

Assim que entrou na casa ouviu os passos apressados de Tasha, indo em direção a ele. 

- Acabou... Pode voltar para casa agora! - Oliver disse sentando-se, uma onda de medo e alivio atingiu Tasha, a deixando imóvel. Ela apenas encarou a arma que ele colocara em cima da mesa, e a jaqueta ensanguentada que ele ainda vestia. 

- Você o matou? - Ela perguntou, mas já sabia exatamente a resposta, apenas precisava de uma confirmação. Que logo recebeu quando Oliver assentiu lentamente, seus olhos estavam marejados e suas mãos tremulas. Tasha sentiu sua dor, que era tão iminente, sentiu uma onda de culpa tomar parte do seu corpo, estava tão focada em sua própria dor, que desconsiderou todo o resto. Ficar longe de Alice e Reade, com certeza era uma tortura, mas Tasha não era única que estava sofrendo as consequências das decisões de outras pessoas.  

Seu pensamento ainda estava longe, quando foi trazida de volta pela presença de lagrimas silenciosas de Oliver. A primeira reação de Tasha foi se abaixar, ficando à altura dos olhos dele, segurando seu rosto firmemente, o forçando a encara-la. - Eu sinto muito! - Tasha declarou com a voz firme e o olhar sincero, as lagrimas de Oliver não eram mais silenciosas, se tornaram uma mistura de dor, alivio e desespero, nem mesmo ele conseguia distinguir seus sentimentos na hora. Não fora a primeira vez que Oliver teria matado alguém, mas seu trabalho na CIA não o fazia ir a campo muito, apesar de um ótimo atirador. Seu pai o ensinara desde muito pequena como se portar com uma arma, apesar de seus ideais radicais prejudiciais, ele ensinara coisas relevantes aos seus dois filhos. Oliver sempre fora mais próximo de sua mãe, concordava com sua forma de lidar com o mundo e seus desafios, e acreditava que o jeito explosivo de seu pai apenas afetava a ele mesmo e as pessoas que se importavam com ele, infelizmente Brian havia herdado todos as más qualidades de seu pai. Um dos grandes motivos de ter se afastado de Brian, com exceção de alguns trabalhos que fizeram juntos, o fato de Brian ter convencido Oliver a admitir-se na CIA, e Megan, nada mais os ligava.  

Ainda assim, a dor que Oliver sentia era inestimável, não apenas chorava pela perda de seu familiar, mas pelo fato de que ele mesmo o tirara a vida. Tasha o deixou chorar até que ele estivesse pronto.  

- Vamos sair daqui. - Tasha falou com a voz doce, o guiando até o carro, o colocou no banco do passageiro e volto para pegar suas coisas. Estava sentindo a dor de Oliver, mas o sentimento de alivio, por saber que logo estaria em casa era dominador.  


Notas Finais


SZSZSZ


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