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História This is Us - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi gente 💕

Obrigada pelos comentários e pelos favoritos, significa muito pra mim 😍

Espero que gostem desse capítulo, é o penúltimo.

Ainda não corrigi, então desculpa se tiver algum erro 🤪

Beijos e boa leitura <3

Capítulo 4 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction This is Us - Capítulo 4 - Capítulo IV

❝ Spread your wings and fly away

Fly away, far away

Spread your little wings and fly away❞


 

— Nossa, esse sanduíche é duca! — Murmurei enquanto limpava os farelos da boca e Roman franzia a testa.

— “Duca”? — A boca dele formou um biquinho e sua testa lotou-se de vincos.

Estendi a mão e não consegui evitar, já estava tocando o cantinho do lábio carnudinho dele.

— Hmm… Ficou sujo — Me justifiquei antes que ele achasse que eu era uma tarada prestes a atacar sua boca — E duca é uma expressão brasileira, quando a gente acha que uma coisa é boa a gente fala “do caralho”. E duca é uma abreviação menos extravagante.

Ele me encarou sério por alguns segundos antes de cair na gargalhada. 

Estávamos organizando os livros de literatura inglesa e faltavam só uns vinte para terminar de catalogar quando Aaron chegou com alguns sanduíches de salsicha com molho e cervejas. 

— Você é um achado, Amanda — Ele encostou a cabeça em uma estante e meu coração disparou. Acima dele estavam os livros de romance policial dos autores de letra S. Coincidentemente eram os livros de Sidney Sheldon, meu autor preferido do gênero. — Isso é uma coisa boa? — Perguntei mordendo o lábio inferior. Os olhos dele foram atraídos diretamente para esse movimento, mas rapidamente ele desviou o olhar.

— Significa que você é “duca”.

Foi a minha vez de gargalhar e quando tombei a cabeça para trás uma fileira de livros caiu sem aviso em cima de mim.

— Ai! — Afaguei o alto da cabeça porque um dos livros que caiu era as crônicas de gelo e fogo, livro maior do que a bíblia e pesado pra caramba.

— Ai, Amanda — Pisquei algumas vezes quando Roman acariciou o alto de minha cabeça e segurou uma mecha de meu cabelo em uma mão — Está doendo?

“Estava doendo sim. Meu corpo inteiro doía. Doía desejar tanto um homem que eu acabara de conhecer.”

— Não, nem machucou — Menti. Ainda latejava e eu tinha certeza de que estava sentindo um galo se formando — Hm, vamos voltar ao trabalho?

— Sim senhora — Ele bateu continência me fazendo rir e nós dois carregamos alguns livros até o balcão. — Posso colocar uma música enquanto a gente termina de catalogar?

Fiz que sim com a cabeça enquanto ele conectava o seu Ipod na caixinha de som que ficava perto do caixa.

— Hmm, Roman, o vovô torcia para o seu time? — Perguntei enquanto me debruçava sobre o computador e tentava entender a linguagem do sistema — Ele vivia dizendo que não perdia os jogos de futebol daqui por nada. 

— Ele não só torcia, como era um torcedor fanático — Ele explicou depois de apertar um botão na caixa de som — Sempre estava acompanhando o bvb em todos os jogos.

Roman continuou a falar, mas eu não estava mais ouvindo nenhuma palavra. Meu queixo estava no chão no momento em que o piano inconfundível da introdução de Spread your wings começou a tocar na caixa de som e meu coração martelou de forma furiosa dentro do peito.

— Mandy? Tá tudo bem?

Um sorriso abriu espaço em minha boca e apontei para o som.

— Essa era a nossa música preferida. O meu avô cantava pra mim quando eu era uma menininha…

— Desculpe. Eu não queria deixar você triste — Ele estendeu a mão, mas hesitou, deixando o braço pender ao lado do corpo — Eu adoro essa música… Ela… Me traz paz.

A cabeça de Aaron apareceu na porta acima da escada e um misto de curiosidade com preocupação estampava seu rosto. Sorri e acenei suavemente para tranquilizá-lo. Ele me olhou por alguns segundos  e sorriu antes de desaparecer para dentro do apartamento de novo.

— Não precisa se desculpar. Você só me pegou de surpresa… — Procurei pelo controle e apontei para o som, a voz de Freddie Mercury ganhando mais altura — Eu tenho muitas boas lembranças dessa música.

Roman mordeu o lábio sem parar enquanto parecia querer falar alguma coisa, mas acho que assim como eu, era tímido.

Era uma antítese muito genial, sexy e agradável, aliás. Um homem tão imponente, grande e bonito daquele jeito ser tímido.

Era como ter o melhor dos dois mundos.

Ah, e ele gostava de livros e tinha bom gosto para música.

Sem dúvida o meu avô sabia muito bem que Dortmund faria bem para mim. Que velho danado!

— Mandy? — Ele estendeu a mão, e meus olhos pousaram nas tatuagens escapando para fora da manga da blusa. Eu passaria um dia inteiro escolhendo qual daqueles rabiscos era o meu preferido — Quer dançar comigo?

— É claro — Segurei sua mão e Roman me puxou junto a ele, e nossos corpos balançaram ao som do ritmo cálido daquela música que tinha tanto significado em minha vida.

No solo da guitarra, Roman me girou e eu dei um gritinho quando ele me puxou de volta, meu coração competindo com a bateria de quem era mais alta quando nossos rostos ficaram frente a frente.

 

Pull yourself together

'Cos you know you should do better

That's because you're a free man

 

Fiquei na ponta dos pés para colar minha testa na dele e pude sentir sua respiração ofegante fazendo par com a minha.

A presença do meu avô nunca esteve tão forte antes, e eu podia sentir sua alegria. De alguma maneira, Roman e ele se tornaram amigos antes de eu vir para cá. As almas solitárias daqueles dois homens tão diferentes se uniram com um propósito desconhecido e agora Roman estava ali.

O homem que parecia ter saído das páginas dos livros que lotavam as prateleiras ao meu redor.

— Amanda?

Meus olhos estavam fechados e nossos corpos juntos ainda  balançavam devagar mesmo quando a música havia acabado. Eu não queria abrir os olhos e quebrar o encanto.

Pela primeira vez em muitos anos eu sentia que pertencia a um lugar. Aquela livraria era o meu coração, pulsando e batendo com vigor. Era a minha vida.

Nunca pertenci à minha família, mesmo tendo o sangue deles. Nunca fui como meus irmãos gêmeos e nunca me contentei com a vida endinheirada e pomposa que os alegrava.

Aquela livraria foi a melhor coisa que me acontecera.

— Hmm?

— Quer assistir ao jogo de sábado?

Meu sangue correu mais rápido nas veias quando suas mãos se abrigaram em minha cintura e uma delas pousou em meu quadril.

— Hmm, claro. Você vai estar no gol, certo? — Abri os olhos e ele estava me fulgurando.

— Certo. — Ele brincou com uma mecha de meu cabelo entre seus dedos, e não resisti a me segurar em seus ombros fortes.

— Era só isso que ia me dizer? — Ergui as sobrancelhas com expectativa e ele me encarou alguns segundos antes de sussurrar algum palavrão na língua nativa dele e inclinar o rosto colando o nariz no meu.

Será que eu conseguiria ouvi-lo com meu coração batendo tão alto?

— Não, não… Eu queria dizer uma coisa, mas…

Não deixei que ele terminasse. Segurei sua nuca e grudei meus lábios nos dele, que se moldaram tão perfeitamente aos meus que jurava que podia ouvir o sino dos anjos acima de nossa cabeças.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, obrigada por ler e até o próximo e último capítulo 💙

Um beijo <3


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