História This Love - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cailin Russo, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Cailin Russo, Erotismo, Fanfic, Justin Bieber, This Love
Visualizações 244
Palavras 3.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não pude esperar muito para postar esse, porque particularmente gostei DEMAIS deste! Espero que vocês gostem ❤

Capítulo 9 - Lascívia


Fomos andando até a Leicester Square, onde tem vasta variedade de lugares para alimentação.

— Tô com vontade de comer um hamburgão, — Deborah disse, passando a mão na barriga — daqueles bem caprichados.

— Deb, você é meu espírito animal. — eu falei, rindo — Vamos ao Mc Donalds, tenho fome de Big Tasty. 

Entramos na rede de fast food, fizemos nossos pedidos e nos sentamos no mezanino.

— Então, ciumenta. — Deborah murmurou.

— Do quê eu teria ciúmes? — inquiri, irritada.

— Aquela cena lá, da faculdade. A loira sebosinha... tu sabe. — ela explicou, dando um gole em seu copo.

— Não tenho ciúmes disso.

— E aquele olhar irritado?

— Pelo amor de deus, Deborah, não me fale mais disso. — pedi, sentindo os nervos à flor da pele.

— O santo de vocês duas não bateu. — concluiu.

— Deborah...

— Tudo bem, não está mais aqui quem falou. — Deborah disse — Onde está pensando em entregar currículos?

Me detive por um instante. Eu havia lido em alguns jornais que grandes empresas estavam à procura de estagiários. Talvez essa seria uma boa e grande oportunidade.

— A Urban está contratando estagiários com urgência, quem sabe possamos ser efetivadas. — eu citei — A Green&Co também.

— Você sabe onde ficam os polos dessas empresas? — Deborah indagou.

— O polo administrativo da Urban fica aqui paralela à Leicester. Os currículos restantes podemos entregar em algumas lojas ou algo do tipo. — eu disse.

— Fechado. — Deborah assentiu, devorando o Big Tasty em suas mãos.

 

 

Com uma enxaqueca que simplesmente se instalou após o almoço e não saiu mais me perturbou a tarde inteira, era difícil caminhar sem ter a vista turva a cada cinco minutos. Era como se eu fosse desmaiar a qualquer momento. No hall da Urban, eu e Deborah aguardávamos. Sentei-me em um banco e pedi a Deb que me desse um copo de água.

— Não me sinto muito bem. — eu murmurei, bebericando a água fresca no copo descartável.

Ao terminar de beber, um homem alto, de cabelos loiros misturados aos grisalhos parou diante de nós duas. Vestia roupa social, terno, camisa social, gravata e sapatos engraxados, o que lhe dava um ar de importância.

— Vocês são candidatas às vagas de estágio, certo? — ele indagou, com educação.

— Sim, senhor. — eu e Deborah assentimos em uníssono.

— Prazer, James Scott. — o homem apresentou-se — Sou o diretor. Gosto de recepcionar os candidatos. — explicou com um sorriso.

— Deborah Hayes. — apresentou-se, apertando a mão do homem imponente à nossa frente.

— Nicole Atkin. — apresentei-me. O homem pareceu pensativo por alguns milissegundos e indagou:

— Atkin?

— Sim, senhor. Um sobrenome um bocado incomum, eu diria. — eu falei, soltando uma risada curta.

— Sim... é bem raro alguém com esse nome. Porém, bonito. Signfica modernidade, alegria. — ele falou, com propriedade.

Talvez eu fosse morrer de enxaqueca naquele dia e não saberia o significado do meu sobrenome. Ótimo, agora eu sei.

Deborah apressou-se em retirar os currículos da pasta e eu da minha.

— Vocês têm experiência de trabalho? — ele perguntou.

— Sim, já trabalhei como promotora em um mercado e numa loja de departamentos. — Deborah disse, entregando-lhe sua ficha.

— Hum, não, eu... nunca trabalhei. — eu disse, sentindo um pouco de vergonha — Mas estou disposta a fazer o que me pedirem, aprendo fácil.

— Ah sim, que bom! A Urban é uma empresa que lida bem com candidatos sem experiência. Não se preocupe, senhorita Atkin. — senhor Scott disse com um sorriso amigável.

O homem pegou nossos currículos e os guardou em uma pasta transparente que havia por detrás do balcão, na recepção.

— Obrigada pela boa recepção. — eu agradeci, Deborah assentiu.

— De nada. Boa sorte, espero que consigam ser aprovadas. Tenham um bom dia. — o homem finalizou, desaparecendo em seguida pelo corredor de onde havia saído.

Estávamos de volta às calçadas movimentadas da Leicester. A enxaqueca havia amenizado um pouco, mas não havia sumido de todo.

— Muito bonito o significado do seu sobrenome, senhorita Atkin. — Deborah falou, imitando o diretor da Urban.

— Achei interessante o fato de ele conhecer esse sobrenome e saber o significado. Pouca gente conhece. — falei — De Atkin que eu já vi apenas eu e minha mãe.

— Vai que ele conhece outros Atkins...

 

 

Eu e Deborah conseguimos entregar todos os currículos em lugares com vagas abertas. Entretanto, minha saúde já dava sinal de exaustão. Despedi-me de Deborah e quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi encher a banheira com água morna e relaxar. A enxaqueca havia piorado num nível absurdo. Após o banho, fiz chá e depois, adormeci no sofá, vendo série. Acordei as três da manhã, após ter sonhos confusos.

— Que dor... — murmurei, pegando um copo de água na janela. Abracei meu corpo na tentativa de me aquecer, com o vento que irrompeu pela janela da cozinha.

Fui para minha cama e deitei-me numa tentativa de descansar novamente e talvez melhorar a tempo de ir para a aula pela manhã. Em cima da cômoda, o casaco de Justin e o perfume fortíssimo que exalava pelo pequeno quarto. Peguei-a e a cheirei. Era como se ele estivesse ali, à minha frente. Mero desejo. Atirei para longe o casaco, vendo o mesmo pousar sobre o corredor. Virei-me para o outro lado e adormeci.

 

 

Ontem não fui à faculdade. Minha cabeça parecia uma granada prestes a explodir, dores intensas na fronte, que ficavam latejando e me arrepiando a cada cinco minutos. Levantei-me cedo, disposta. Fiz minhas higienes, tomei um banho quentinho, vesti-me, Peguei uma banana na fruteira e saí de casa comendo. Decidi ir andando para a universidade. Após um longo dia deitada sem quase mexer um músculo, eu precisava tirá-los do armário. O céu estava azul, como um quadro pintado, coisa rara na Inglaterra.

Girls like girls like boys do... — cantarolei juntamente com os fones de ouvido, aproveitando a rua semi-vazia.

O dia começou bem. Eu esperava que ninguém fosse estragá-lo. Quarta-feira, tenho compromissos marcados com senhor Bieber. Espero que não tenha guardado rancor da minha pessoa desde segunda.

Após vinte minutos de caminhada tranquila, cheguei ao campus. Entrei pelo lado leste do campus, o que me fez andar um pouco mais até chegar ao bloco de Ciências Sociais. Retirei um cigarro do maço e o acendi, tragando-o com força. Ao aproximar-me do bloco, visualizei ao longe Justin e seus amigos. Não quis passar próximo, então tive que driblar alguns veteranos montando barraquinhas para alguma apresentação.

Subi rápido a escadaria do bloco. Esperei pelo elevador e subi. Ao chegar na sala, fitando alguns adiantados, acomodei-me confortavelmente, com meus fones e meu caderno aberto na mesa à minha frente. Alguns minutos depois, pelo canto do olho e vi a silhueta de Justin irromper pela sala. Caminhou pelas fileiras e sentou-se ao meu lado.

— Bom dia, mocinha. — ele falou. Pude sentir seu sorriso amigável e bem humorado nas palavras.

Olhei para Justin. O sorriso estava lá. Sorri para ele.

— Bom dia, mocinho. — respondi.

— Não veio ontem por quê? — ele indagou.

Uh, ele notou minha ausência.

— Enxaquecas muito intensas. Passei o dia inteiro deitada. — justifiquei.

— Mas já se sente melhor? — ele indagou, falando em seguida — Quis mandar mensagem, mas não quis incomodar.

— Sim, não se preocupe, estou muito melhor. — eu falei, sorridente.

— Vai hoje para Woodbridge, certo? — questionou.

— Sim, mesmo esquema de sempre. — eu falei.

Justin assentiu com um sorriso no rosto. Era impressão minha ou ele aparentava estar mais feliz do que o costume? Teria acontecido algo?

— Maria perguntou por você na segunda-feira. — ele falou.

— Ele é uma pessoa muito querida.

Justin colocou a mão na minha coxa e a deslizou lentamente até chegar em meu joelho.

— Ela chegou para me acalmar em uma fase muito conturbada da minha vida... — ele falou, olhando para o celular em suas mãos — Sou grato a ela.

Fase conturbada. Quais foram os acontecimentos que marcaram essa fase? A curiosidade teria que esperar por mais intimidade. Seriam os boatos que Ashley havia me falado?

— Deve ser bom ter alguém presente sempre para você. — eu deixei escapar. Não posso negar que era sempre nessas horas que eu sentia falta de uma família ou de alguma pessoa próxima a mim todos os dias.

— É... eu sou mais próximo de Maria do que dos meus pais. — ele falou, num fio de voz — Eles moram em Londres mas estão sempre viajando a negócios pelo mundo todo. Nesse momento, estão no Rio de Janeiro, em reunião com uma grande empresa brasileira.

— Você deve sentir falta deles... — eu murmurei.

— Às vezes... minha mãe enche muito meu saco às vezes, ficamos dias sem falar um com o outro. — ele contou — Meu pai também, porém minha mãe consegue ser mais chata.

A cada frase dele, mais minha curiosidade aumentava.

— Qual o motivo disso tudo? — perguntei.

— Ela reclama da minha irresponsabilidade com algumas coisas. — ele falou, travando o maxilar em seguida. O assunto tinha chegado ao fim.

A professora adentrou a sala com uma expressão séria no rosto, como sempre. Início da aula.

 

 

No intervalo da aula, Justin informou que precisava comparecer à reitoria para resolver algo. Desci para comprar algo para comer, me dirigindo à cantina. Chegando lá, Peter estava sentado em uma das banquetas comendo uma generosa porção de salada de frutas.

— Hey, Nicole, bom dia. — ele cumprimentou, sorridente.

Sorri de volta para o moreno e fiz meu pedido. Ao tê-lo em minhas mãos, me dirigi até Peter e o cumprimentei.

— Tudo bem? — ele indagou, me dando um beijo no rosto.

— Sim e com você? — respondi, dando uma mordida no sanduíche em minhas mãos.

— Tudo ótimo. — ele falou, indagando em seguida — Vai fazer algo hoje?

Vou para a casa do seu amigo. Se é que vocês ainda são amigos.

— Hum... eu vou fazer um trabalho. — murmurei.

— Ah, aquele trabalho que Justin comentou... entendi. Então era trabalho mesmo. — ele constatou, dando uma risada.

— Como assim "então era trabalho mesmo"? — inquiri, fazendo aspas.

— Eu e os rapazes tiramos sarro porque pensamos que vocês tinham um encontro, iriam ficar, transar. — explicou.

— Não, não fizemos isso. Nós realmente estamos fazendo o trabalho. — murmurei — Por quê acha que iríamos fazer isso?

— Porque é o que Justin faz. — ele falou, comendo em seguida.

Porque é o que Justin faz. Isso martelou em minha cabeça por segundos e provavelmente iria ficar lembrando disso o resto do dia.

— Bom, pelo menos era o que ele fazia. Ele era conhecido como o mais mulherengo do nosso grupo. — emendou — Agora, parece que mudou de vida, na verdade, parece outra pessoa.

Por quê estaria eu aliviada escutando aquilo?

— Deve ser impressão sua. — eu falei.

— Então todos estão com a mesma impressão. — ele falou, rindo alto — É sério, ele mudou bastante. Parece que ele se tornou o paizão do grupo e está sempre tentando nos disciplinar.

Tomei um gole do suco de laranja fresco e olhei em volta, Justin se aproximava lentamente. Até tocar em meu ombro.

— Estavam falando de mim? — indagou — Pararam de falar quando eu me aproximei.

— Não. — eu e Peter mentimos.

Bieber continuou com a mão posicionada em meu ombro e deslizou pela minha nuca e acariciou meus fios de cabelo.

— Você não vai mais no futebol, não? Precisamos de um atacante e você é o melhor. — Peter comentou — Ricardo é horrível como atacante.

— Tira o português da jogada, coloca ele no banco. Sábado tô de volta no Cambridge. — Justin falou, batendo no peito com um sorriso orgulhoso — O melhor jogador do time tá de volta, baby.

— Ah é... — Peter disse com desdém — Nicole, por quê você não vai lá um dia ver os jogos? Posso te ensinar a agarrar as bolas. — ele falou, dando um ar de duplo sentido, emendando depois — Eu sou o goleiro.

— Hum, parece ser legal, gosto de futebol. Quem sabe algum dia eu... — falei, sendo interrompida por Bieber.

— Não.

Mandão. Pisquei para Peter em sinal de confirmação.

— Dez e sete. Preciso voltar para o laboratório de informática. — Peter informou, olhando para o relógio em seu pulso.

— Tudo bem, vai lá. — Justin disse, cuprimentando-o com um toque de mãos. Peter deu a volta e me deu um beijo no alto da minha cabeça, murmurando um "tchau, Nicole".

— Precisamos ir para a sala também. — eu falei, terminando de comer meu sanduíche.

Justin tirou a mão de meu ombro em menção de voltarmos para a sala. Subimos pelas escadas e todos os alunos já haviam ido para suas devidas salas, deixando o recinto completamente deserto. À penumbra da arquitetura gótica, tentei subir mais rápido, mas minhas pernas teimavam em não obedecer.

— Está fugindo de mim? — escutei Justin questionar subindo atrás de mim — Aliás, belo traseiro.

— O quê? — eu perguntei sentindo a indignação nascer na garganta.

Em resposta, senti mãos na minha cintura me pressionando contra a parede. Antes de atacar minha boca, passou a língua por seus lábios e sussurrou:

— Porra, por quê você faz isso comigo?

De seguida, beijou-me de forma selvagem, encostando sua pélvis na minha. Senti a mesma esquentar. Suas mãos passearam pela minha cintura e deslizavam pelos meus glúteos, apertando-os com volúpia. Sua boca era extremamente boa, seus lábios experientes me beijando com prática. Bieber apoiou uma perna na escada e em seguida, puxou-me para ainda mais perto,quase em seu colo. Sua mão passou pelo meu pescoço e segurou minha nuca. Tentei assumir o controle do beijo, eu queria mostrar a ele que eu também conseguia fazer tudo isso. Deslizei minha mão pelo seu abdome coberto apenas pelo casaco de tecido fino, sentindo as ondulações. Em seguida, puxei de leve seu lábio inferior, beijando em seguida. 

Fomos interferidos pelas senhoras limpeza, que subiam a escada fofocando sobre algo. Justin parou o beijou e sorriu com timidez.

— Vamos logo, não quero ganhar falta. — ele falou, abraçando-me pela cintura.

Subimos até o quarto andar e andamos rápido até a sala. No meu rosto, o sorriso semelhante ao de uma criança que havia acabado de ganhar uma sacola cheia de doces. 

 

 

A aula passou rápido e logo todos os alunos foram liberados. Justin e eu andamos até seu carro e entramos. Por mais que eu pedisse para que ele não pegasse tão pesado no acelerador, ele não obedecia. Em menos de vinte minutos, chegamos na sua casa.

— Quase infartou, não é? — ele comentou rindo, completando — Que bom que não pegamos trânsito.

— Você acha que a vida é uma franquia de Velozes e Furiosos. — murmurei, pegando minha bolsa no banco de trás.

Adentramos o enorme casarão de Justin, no hall, caminhando com preguiça, vinha a gata de Justin, com a cauda tremendo, em sinal de felicidade. Aproximou-se do dono e roçou em suas pernas.

— Diana, está feliz em ver o papai? — Justin falou, recebendo a gata em seu colo, tendo um ronronar preguiçoso em troca.

Diana? Esse era o nome da gata?

— O nome dela é Diana? — eu indaguei, desconfortável, acariciando a cabeça da bichana.

— Sim, minha mãe que escolheu, em homenagem à princesa Diana. — ele explicou — Por quê? Não gosta desse nome? — ele questionou, rindo.

Não quis estragar a situação contando que minha mãe tinha o mesmo nome que a gata dele. Causaria um clima tenso e de desconforto, eu não queria isso. Ignorei-o e continuei acariciando a cabeça da gatinha.

Andamos pelo longo corredor e escutamos Maria dizer da cozinha, exalando felicidade pela voz:

— Que bom que vocês chegaram! Estou arrumando a mesa.

Justin me conduziu até à cozinha, onde encontramos Maria em meio a panelas, pratos, talheres e um cheiro magnífico no ar. Ela limpou as mãos no avental e veio cumprimentar-me:

— Menina Nicole, que linda está hoje! Tudo bem com você? Senti sua falta na segunda-feira!

— Obrigada, Maria! — agradeci, retribuindo o abraço carinhoso da senhora — Não pude vir na segunda, precisei resolver uns assuntos.

— Ah, mas que bom que veio hoje! Preparei um calamar maravilhoso, receita da minha mãe!

Minha cabeça se tornou em um ponto de interrogação. Provavelmente isso foi perceptível, porque Justin veio e me explicou:

— Calamar é lula grelhada e o que Maria faz é simplesmente maravilhoso.

Pessoas ricas e suas comidas ricas.

Nos assentamos à mesa e comemos todos juntos. Maria falou de sua infância no interior e de tudo o que aprendeu com a mãe dela. Contou que precisou trabalhar cedo para ajudar a manter a casa, já que seu pai havia falecido e apenas sua mãe trabalhava para sustentar quatro filhos. Era incrível ouvir Maria e era bonito olhar para Justin, que prestava total atenção com um sorriso nos lábios, mesmo que provavelmente tenha escutado aquelas histórias outras vezes.

— Hoje em dia, o menino Bieber é meu filho postiço. — ela falou, rindo, colocando a mão sobre a dele. Justin beijou carinhosamente a testa de Maria, fazendo a senhora sorrir ainda mais.

Após o almoço, subimos para a biblioteca, dispostos a fazer o nosso trabalho com total dedicação.

— De acordo com meu planejamento, se fizermos com foco, conseguimos fazer até o septuagésimo slide hoje. — Justin disse, rolando o mouse pela tela do computador — Depois faltam apenas trinta slides.

— "Apenas trinta". — eu murmurei, fazendo aspas com os dedos.

 

 

O sol estava se pondo, deixando a sala num tom alaranjado. Após uma tarde ocupada, fazendo pausas apenas para comer os petiscos que Maria trazia para nós, conseguimos entrar na etapa final do trabalho. Arrumei meus materiais e ajeitei minha bolsa em meu ombro.

Maria já havia ido embora, como fazia todas as quartas-feiras. Descemos as escadas e fomos até a garagem, onde o carro estava estacionado.

— Escolhe uma playlist para escutarmos no trajeto. — Bieber falou, emprestando-me seu celular.

Abri o Spotify e coloquei uma playlist que eu tinha salvo no aplicativo algum tempo atrás. A batida lenta de I'd Love To Change The World encheu o carro. Justin acomodou-se ao volante e comentou:

— Gostei, hein?

O trajeto de volta fora tão rápido quanto o de ida para Woodbridge. Um pé pesado no acelerador e sinais abertos, vinte minutos de viagem até Cambridge.

Quando ele parou no meio-fio, começou a tocar Starboy. Talvez o clima perfeito para uma despedida.

— Obrigada, mais uma vez, pela carona. Fico devendo mais essa. — eu falei, encarando-o ao volante. Ele ficava extremamente sexy na penumbra, seus olhos misteriosos sobre mim.

— Pode crer que tá me devendo muitos amassos em troca dos favores. — ele murmurou, mordendo o lábio inferior.

Era extremamente bom, de alguma forma, escutar tais frases que saíam da boca de Justin. Sorri, fingindo estar "sem jeito" e me inclinei para beijá-lo. Tomei a iniciativa do momento. Justin correspondeu o beijo, devolvendo os movimentos com vontade, tirando as mãos do volante e as levando para minha cintura. Ele me beijava lentamente, como se tudo houvesse parado por um instante e no momento, só existia eu e ele. O beijo lento deixou o clima muito mais sensual e carregado de lascívia, juntamente com a música, começando a excitar-me. Quando Justin parou o beijo, levou sua boca até meu ouvido, onde sussurrou, com voz rouca:

— Nicole, você é extremamente boa.

Após dizer tais palavras lentamente, beijou meu pescoço lentamente e desceu até chegar em meu ombro, eu estava ofegando, segurando seu pescoço e os curtos cabelos de sua nuca, esperando o que poderia acontecer. Distribuiu beijinhos por toda a extensão de meu pescoço e subiu novamente para meus lábios, onde beijou com avidez, tão lento, explorando cada movimento e prazer que aquele momento proporcionava.

— Boa noite. Vai lá. — ele murmurou, mordendo os lábios inferiores, ao parar de me beijar.

Merda. Eu estava prestes a cometer uma loucura. Não sabia se agradecia ou se ficava chateada por ele ter interrompido o momento que já estava ficando muito quente.

— Boa noite. — eu falei, dando um sorriso rápido, deslizando para fora do carro e fechando a porta. Do lado de dentro, Justin continuava me fitando através do vidro fumê. 

Entrei para dentro do condomínio, com as pernas bambeando. O elevador abriu as portas e eu entrei, refletindo. Eu estava suada, meu coração acelerava e a respiração se tornava mais profunda só de pensar no que estava prestes a acontecer se continuássemos nisso. Na sinceridade, eu, Nicole Rose Atkin, estou louca para ir mais a fundo nisso. E eu odiava a mim mesma por ter esse desejo nascendo dentro de mim. 


Notas Finais


Não me matem! Eu também tô no aguardo de um hot explosivo (que muito em breve terá), mas é preciso que existam essas "preliminares" para encaminhar pro trepa-trepa KKKKKK Gostaram? Espero que sim, comentem muito!

👉Playlist da fanfic: https://open.spotify.com/user/ester.guedes/playlist/46esDxUYQNSaN0nGN3sjob

BEIJOOOOO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...