História This Love Is a Curse - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, MCR, My Chemical Romance
Visualizações 98
Palavras 9.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meus Crosfiltinianos! *-----------*
Olha quem teve a cara de pau de aparecer depois de logos dias. Alguém ainda interessado na bagunça dessa cidade?
A gente capenga mas não para né! O capítulo está grandinho, mas o próximo está consideravelmente pequeno perto desses últimos gigantes.
Bom deixa eu avisar, fiz uma pequena alteração no capítulo anterior, não foi nada muito grande apenas acrescentei os tênis de Gerard na cena em que Frank tira a roupa dele, uma pequenina falha técnica que foi consertada hihihi acontece né :)
O cap de hoje está cheio de altos e baixos, muitas coisa inesperadas e polêmica é o que não falta. ;)

Então é isso! Eu estava cheia saudade de vocês <333

Boa Leitura!

[Obrigada pelos favoritos e comentários <3333]


* ATENÇÃO ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÃO DE CENAS FORTES, NENHUM PENSAMENTO OU AÇÃO DOS PERSONAGENS A SEGUIR TEM O OBJETIVO DE INCENTIVOS INADEQUADOS AO LEITOR.*

Capítulo 28 - Duas Ereções e Uma Saia Justa


O restante da madrugada passou como um trem que avança uma estação. E quando os Crosfiltinianos pensaram que poderiam aproveitar mais dez minutos, ou séculos, em suas camas, os despertadores berraram os alertando de que tinham obrigações.

Diferente de todos os outros, o pobre despertador de Frank estava completamente mudo. Isso porque certa vez o dono fez questão de tacá-lo na parede ao que ousou o acordar em um dia de mal humor. Depois dessa data o coitado nunca mais tocou. No entanto não era preciso, pois um ressacado Way já despertava automaticamente.

Gerard se remexeu apertando os olhos, e suas mãos foram de encontro a face. Sentiu a cabeça pulsar instantaneamente, e o corpo inteiro pareceu protestar ao fato de estar acordando. Ele notou algo deslizar sobre seu estomago em direção à barriga e aquilo o fez afastar as mãos do rosto e abrir os olhos. Avistou o vasto teto branco, um reflexo perfeito da sua mente. Não se recordava de absolutamente nada além de ter bebido diversas doses de Whisky e aspirado uma quantidade considerável de cocaína.

Way emitiu uma careta pelas lembranças, uma fileira de altos julgamentos começou a preencher a sua mente e a dor de cabeça pareceu aumentar a cada vez que dizia a si mesmo que era um merda. Aquilo se tornaria um inferno, mas graças aos anjos ele percebeu que havia um peso sobre o abdômen. Seus olhos penderam para baixo e avistaram a mão de Frank, em seguida percorreram a área tão familiar. O cenho franziu, depois arqueou, e os olhos se esbugalharam ao focar em Frank ao seu lado totalmente absorto em sonhos. Gerard se sentou assustado, e a mão de Frank escorregou de sua barriga. Ele se levantou, e Frank se moveu para uma nova posição o dando as costas.

Gerard tateou brevemente o colchão e o criado mudo. Como? O quê? Onde? Por quê? Como foi parar ali? O que aconteceu? Estava chocado. Sua atenção foi roubada pela borda da manga da camisa social e ele alternou a visão entre os braços. As mãos apalparam a gola e todo o comprimento, então notou que estava sem calça. Mas que camisa era aquela? Como ele foi para dentro dela? Estava em uma festa de gala? Havia pulado no tempo e Townes foi na noite passada?

O quê?” Pensou de sobrancelhas juntas.

Quando se atreveu a ergueu um pouco a camisa, notou que estava nu. Os olhos se arregalaram ainda mais, o foco se voltou para Frank e sua mente poluída imaginou diversas cenas quentes que poderiam ter ocorrido ali naquela cama. Os lábios tomaram espaço, se pegou completamente perplexo. Depois de tudo que Anna havia dito, como aquilo foi suceder? Que ninfomaníaco ele era! Que falta de amor próprio. Não! Gerard precisava sair dali o mais depressa possível antes que Frank acordasse. Portanto caçou suas roupas por todos os lados, elas não estavam em nenhuma parte da cama, ou dos criados-mudos, ou do chão, nem mesmo debaixo da cama. Ele correu para o banheiro na ponta dos pés e empurrou a porta – que estava encostada – com todo cuidado para não acordar o dorminhoco. Suas roupas também não estavam ali, não havia nada em cima da tampa do vaso, nada sobre o cesto de roupa suja, muito menos sobre a bancada da pia.

— Droga! — Ele cochichou retornando para o quarto.

Dando uma última olhada em Frank só para comprovar que continuava cochilando, Gerard se encaminhou silenciosamente para a sala. A porta do quarto emitiu um pequeno zumbido ao que ele tentou fechá-la, e o coração disparou ao que Frank se moveu novamente na cama, porém quando este estagnou em uma nova posição Gerard pôde respirar em alivio. Optando por não correr mais risco Way largou a porta como estava.

Ao atravessar a sala e descer o pequeno degrau para a copa, ele se deparou com a bagunça. Havia uma mistura de cacos, pequenas pedrinhas brancas e outras um pouco maiores em tom marrom espalhadas a certa distância ao lado direito da mesa em direção à cozinha. Sobre o chão também estava as flores, o caminho de mesa branco de crochê e um saleiro pequeno de plástico. Como aquilo tinha acontecido? Mas o que eles fizeram? Gerard criou mais cenas de um sexo selvagem, no qual Frank o colocava sobre a mesa e eles derrubavam tudo atrás do deleite. Droga! Por que não podia se lembrar daquilo? Queria recordar ao invés de ficar idealizando tudo. E além do mais, como Frank pôde fazer isso com ele? Se aproveitar de sua embriagues para levá-lo para a cama, para fazer um sexo aparentemente voraz do qual não se pode rememorar.

Filho da mãe pervertido!” Gerard pensou trunfando a cara.

Agora sim, não ficaria ali de jeito nenhum para ver a face cínica dele quando acordasse. Não mesmo! Portanto Gerard passou a caçar suas roupas por ali. Olhou atrás da bancada da cozinha, olhou ao redor dos sofás, olhou a mesinha de centro, a rack e todo o chão. Parando no meio do cômodo, ele depositou as mãos na cintura indignado, aquilo só podia ser uma armadilha, Frank devia ter escondido suas roupas, até mesmo seus sapatos. Cretino! Isso pedia medidas drásticas. Iria provar para Frank que nada podia impedir um Way. Se Frank homiziou suas coisas em algum canto daquela porcaria de apartamento, perfeito! Iria embora assim mesmo. Não seria difícil, ninguém iria notar, seria um curto caminho até o ponto em frente ao prédio, tomaria um táxi e pagaria quando chegasse em casa. Bingo!

Gerard sorriu sobre seus planos e decidido o fez. Pegou a chave do claviculário e destrancou a porta. Deixando a mesma no encaixe do tricô, ele abriu e saiu sem se importar com o baixo ecoar da batida. Frank não iria acordar. Não havia acordado com o zumbido da porta do quarto, iria acordar com uma encostadinha sonora daquelas? Fala sério!

Gerard seguiu seu caminho despreocupado.

O oco barulho da porta fez Frank se remexer. Quando seu cérebro o alertou sobre o significado daquilo ele se sentou assustado. Os olhos alarmados fitaram o lado esquerdo da cama, e Gerard não estava ali. Ainda um tanto confuso pela sonolência observou ao redor e nada, nem sinal de Way.

— O quê? — Ele questionou em sua desordem ao que colocava os pés para fora da cama. — Gerard? — Chamou coçando a cabeça em preguiça.

Não houve resposta.

Sendo assim Frank se levantou, através da porta aberta ele notou que não havia nenhum movimento quarto afora, e por conta disso se encaminhou para o banheiro. Gerard também não estava ali e Frank franziu o cenho. Ao abrir as portas da bancada da pia viu os sapatos e as roupas dobradas de Gerard. Ele havia guardado as peças ali antes de ir dormir, com o intuito de evitar que Gerard fugisse pela manhã sem que pudesse vê-lo ou até mesmo conversar um pouco.

Frank pegou as peças de roupa despertando com um estalo de realidade e quando notou o ecoar de buzinas ao lado de fora entendeu exatamente o que estava acontecendo. Correu para sala se encaminhado para a janela, abriu as abas da mesma e lá estava Gerard indo descalço em direção a saída da faixada gradeada com a camisa de seu melhor amigo e seus belos pares de pernas expostos, assim como a polpa da bunda. Buzinas continuavam a soar conforme os carros passavam, e Gerard tinha o dedo médio de uma das mãos estendido para o mundo.

Puta merda! Aonde estava com a cabeça? Aquela fora a pior ideia que já tivera. E por que aqueles malditos veículos não paravam de fazer barulho? Porcaria de Parkson, tinha que ser. Se fosse em Interprise não teria tanta algazarra, no máximo as pessoas sairiam correndo para suas casas, ou chamariam a polícia ao invés de ficar mexendo como se fossem libertinos, ou Gerard fosse um palhaço. Era tão constrangedor que Way se sentia um babaca. Ele intensificou os passos na esperança de acabar logo com aquilo, seus olhos focaram o céu azul e cheio de nuvens brevemente se perguntando se aquilo ainda podia ficar pior. Então seus ouvidos captaram um assovio alto e agudo vindo da direção contraria a que ia. Gerard parou, seus olhos se apertaram e a cabeça pendeu um pouco em frustração. Por que nada dava certo para ele naquela cidade?

Por que Crosfilt? Por quê?” Gerard emitiu uma pequena careta antes de se virar.

Os olhos se focaram em Frank cujo estava completamente sério. Iero elevou uma das mãos apresentando as roupas dele, os mirantes enciumados simulavam um fuzilamento. Gerard por sua vez, se viu indeciso sobre o que fazer, seu plano idiota havia fracassado desastrosamente.

— Que isso em boneca! — Bradou zombeteiramente a voz de um rapaz que reduziu o carro de acordo com que passava na frente do prédio.

Para Gerard foi a gota da água. Ele retornou o caminho que fez, a cara retorcida em vergonha e raiva. A culpa era de Frank, e por isso, queria matá-lo.

Ao adentrar o saguão novamente Gerard notou o ar divertido na face do guarda que ali estava. Se sentindo patético, se agilizou em subir as escadas. A timidez gritava em suas veias trazendo centenas de xingamentos em sua mente. Mais catastrófico do que isso foi chegar ao término da escada do primeiro andar e se deparar com a vizinha do 104 abrindo a porta – a mesma que o encarou de cara feia no dia em que saiu da casa de Frank após ter inocentemente gemido alto demais como se o prédio não fosse uma área residencial.

A mulher era magra, aparentava ter trinta e poucos anos, estava com o cabelo loiro preso em um coque e trajava desta vez um longo vestido florido. Ao lado dela aparecia novamente o pequeno menino de olhos curioso, ele parecia ter uns 4 anos, seus cabelos lisinhos caiam sobre a testa, a cara fofa combinada com seu corpinho cheinho; era uma criatura apertável. Tanto Gerard quanto a mulher se olharam surpresos, e ao que Gerard notou que a criança o analisava ficou completamente desconcertado. Way puxou ainda mais a camisa para baixo mantendo as mãos sobre o tecido para esconder o seu membro. A boca da mulher formou um círculo de espanto, uma das mãos tampou instantaneamente os olhos do menino. Logo ela puxou o filho para dentro e rapidamente bateu a porta.

A cara de Gerard estava no chão e não fazia a menor ideia de como recolhê-la. As bochechas estavam queimando em vexame. Sentiu vontade de cavar sua própria cova e se enterrar. Nunca mais iria conseguir olhar na face daquela mulher sem que o mal-estar o tomasse.

— Droga! — Ele sussurrou, passando a correr em direção a porta do 102.

Iria esganar Frank Iero.

Gerard adentrou prontamente o apartamento batendo a porta com uma expressão similar a de um gato espantado. Suas costas encostaram na estrutura e as mãos se espalmaram na textura da madeira enquanto respirava um tanto ofegante. Frank estava ali à frente dele, com os braços cruzados, as mudas em uma das mãos, a cara fechada e o olhar censurador.

— O quê? Não me olhe como se fosse o Patrick. — Gerard repreendeu assim que o analisou.

— Iria mesmo embora assim?

— E o que você tem a ver com isso?

— Por que não me acordou?

— Porque eu não estava a fim! E você escondeu as minhas roupas, porque eu olhei em todos os cantos e não as encontrei.

— Não escondi nada. Você quem não sabe procurar. — Frank negou, seu olhar se desviava brevemente de Gerard.

— Ah, é? Então onde elas estavam? — Gerard questionou cruzando os braços também.

— Estavam no banheiro. — Frank respondeu descruzando os seus.

— Mentira eu olhei lá.

— Você é cego. — Frank alegou um tanto desinquieto.

— Afinal de contas. Como eu vim parar aqui? — Gerard interrogou impaciente.

— Você não se lembra?

— Não!

— De nada?

Gerard arqueou uma das sobrancelhas em resposta.

— Te encontrei caído na calçada do Stump bar. Você estava um lixo. — Frank contou.

— Não exagera. — Gerard prostrou-se irônico descruzando os braços em indignação.

— Você estava. — Frank afirmou o encarando novamente. — Daí eu te peguei, e te trouxe para cá. Você estava fora do normal.

— Ah, sei! — Gerard sorriu debochado. — E depois?

— Depois o quê?

— O que você fez? — Gerard indagou.

— O que quer insinuar? — Frank franziu as sobrancelhas.

— Você aproveitou que eu estava bêbado, aproveitou da minha insanidade para se aliviar. Foi bom para você? Pena eu não poder dizer o mesmo.

— Do que você está falando? Ficou louco? — Frank se pegou atônito.

— Você acha que me engana Frank?

— Eu não fiz nada. — Iero declarou vendo Gerard rir sarcasticamente. — Eu falo sério. Não aconteceu nada entre a gente.

— Não tente negar Frank. As evidências estão por toda parte. — Gerard apontou em direção a mesa da copa.

Frank olhou naquela direção, e não, ele não ia tomar uma culpa que não era dele:

— Isso foi você. — Ele afirmou com pretensão. — Você quem estava agindo como um maníaco sexual. Você queria. Ficou me atiçando, mas nada aconteceu porque eu sabia que você estava desvairado.

— Ah não seja um mentiroso. Eu não me jogaria em você.

— Eu não estou mentindo. E sim você se jogou em mim. E por falar nisso, eu quero outro jarro de flores. — Frank exigiu.

— Mais nem sonhando.

— Vai me dar outro jarro de flores sim.

— Nem são flores de verdade.

— Mas foi meu amigo quem me deu. E eu amava aquelas flores. — Frank se referia a Matthew.

— Problema é seu. Peça para ele te dar outro. Seu pervertido, abusador de bêbados.

— Chega! — Frank foi consumido pela irritação e tacou as roupas de Gerard no chão se aproximando dele e o puxando pela gola da camisa. — Em primeiro lugar, você não estava só bêbado, estava drogado. — Ele cuspia as palavras a centímetros do rosto sisudo de Way. — Em segundo, eu não me aproveitei para abusar de você. Nada aconteceu, quer você acredite ou não. — Encarava-o nos olhos prensando ainda mais a camisa. — E em terceiro, eu não preciso fazer isso com você bêbado quando eu posso fazer com você lúcido. — Declarou o puxando em seguida contra seus lábios para um beijo ávido o qual Gerard logo interrompeu:

— Mas eu não escovei os dentes. — Ele disse em uma mistura de preocupação e rubor.

— Foda-se. Eu também não. — Frank rebateu o trazendo de volta para seus beiços.

Tudo bem que aquele provavelmente não seria o melhor beijo deles devido as circunstâncias, ainda assim era Frank ali, eram as mãos dele aplanando com tanta veemência o corpo de Gerard, era os quadris dele encontrando os do desnudo, era o fogo dele acendendo-o imediatamente. E mesmo quebrando aquela regra matinal, Frank ainda tinha os movimentos certos e a ardência necessária para certos fatos serem ignorados. Existia aquele instinto voraz nele, aquele fogo descontrolado e difícil de apagar. Era isso que Gerard sentia quando estava nos braços dele, se sentia queimar nas melhores sensações prazerosas. Frank tinha a pegada certa para obrigá-lo a fazer tudo o que queria, e era no meio dessa chama que Gerard se derretia agora.

Que se dane todas as coisas que Anna havia dito, afinal nada era provável e para Gerard não parecia uma armação de Frank, pois o jeito com que ele o apertava e o beijava era tão cheio de anseio que era impossível cogitar que havia ódio ali, que havia um plano maléfico. Frank não seria tão bom em enganá-lo. Certo? Ele parecia tão verdadeiro. Tanto faz também! Gerard não queria pensar naquilo. Queria que Frank o tomasse, queria senti-lo, queria que seus corpos se encaixassem naquela sintonia na qual suas intenções são uma só, seus sentidos um só e sentimentos um só. Pela primeira vez Gerard não pensava em fazer sexo, e sim, pensava em fazer amor. Isso mesmo, fazer amor com Frank. Em sua cabeça não tinha só a voz da luxuria, e amor era a palavra que cada carícia quente de Frank transmitia. Parte da consciência de Gerard remoeu em intervenção aquela palavra, mas ele sorriu porque estava ouvindo seu coração naquele segundo.

Frank interrompeu o beijo para observá-lo a sorrir:

— O que houve? — Ele perguntou com um ar de sorriso e as bochechas um pouco coradas ao que seu pensamento voltou brevemente a quebra da regra matinal.

Gerard não respondeu, apenas o guiou para trás até que chegassem a mesa da copa. Puxou e virou uma das cadeiras e impulsionou Frank a se sentar. Uma vez acomodado Iero o observou, havia uma ereção se ressaltando e ameaçando a escapar da camisa social. Ele se pegou satisfeito enquanto Gerard se ajeitava em seu colo e atacava seu pescoço.

Frank prensou o próprio beiço inferior ao sentir a boca dele ir para sua orelha e passar a brincar com o lóbulo. Um arrepio percorria toda a sua coluna e sentia a reação instigante na virilha. Como resposta suas mãos deslizavam pelas coxas de Gerard e as apertavam com afeto e firmeza.

Way se sentia enlouquecer com o toque dele. Interrompendo seus beijos, ele segurou nas laterais daquele rosto para apreciá-lo. Frank era tão sedutor em seus momentos íntimos, suas expressões se transformavam em algo tão atraente. A sedução estava presente até mesmo em seus movimentos, tinha charme até para mover as mãos. Os olhos brilhavam como estrelas, o desejo ficava nítido naqueles verdes misteriosos, era cativante até no modo de olhar. Reparar naqueles detalhes fez um ofego atravessar a garganta de Gerard, e sendo assim, Frank não esperou para incentivá-lo a continuar. Tomou as rédeas da situação levando seus lábios insolente ao encaixe de Way tentando ganhar uma brecha entre a gola da camisa. Seus dedos logo trataram de desabotoar alguns botões dando espaço para que pudesse beijá-lo pela clavícula. Em seguida deixou as mãos deslizar para baixo do tecido escalando as costas de Gerard, sentindo o calor da pele deliciosamente em suas palmas.

Gerard apertou os olhos conforme sua pele se ouriçava. O frescor do ambiente encontrava sua lombar aquecida uma vez que a camisa se elevava nas carícias de Frank. Ele gemeu baixinho, suas mãos escorregaram pelas pequenas madeixas de Iero.

Frank grunhiu à medida que sentia os dedos delicados dele alisar sua nuca. Mas o que estava o deixando tonto de paixão era a forma com que Gerard reagia prazerosamente ao seu contato. Ouvir a respiração descompassada, assistir o jeito com que se contorcia, sentir aquela pele ouriçada e aquela rigidez entre o quadril. Isso sim, era uma perdição para Frank. Um desiquilíbrio tão grande que ele podia reconhecer a corrente do aprazimento em seu sangue e a angústia de seu membro escondido. A crescente vontade de prazer o descontrolava, aumentava o ânimo em atiçar Gerard, de fazê-lo se perder sobre o seu colo. De acordo com suas necessidades, ele resvalou as mãos para as nádegas de Way apertando-as com tanta vontade que este foi obrigado a gemer audivelmente. Frank adorava ouvir aquela voz manhosa. Entretanto quando Gerard retribuiu deslocando para frente contra sua ereção, foi a vez de ele largar um pequeno zumbido em regozijo.

Os lábios de Iero se desprenderam da pele de Gerard dando lugar aos arquejos. Estava tão carente, e Gerard estava ficando empolgado com isso. Um sorriso quase maquiavélico escapou de seus lábios, iria dominá-lo, provocá-lo e deixá-lo fora dos trilhos. Queria o tom mais roco e gostoso que aquelas cordas vocais pudessem produzir. Foi atrás disso que Gerard tornou a repetir o movimento – indo para trás e voltando para frente –, fazendo Frank fechar olhos e abrir os lábios. E lá soava um pequeno gemido novamente, todavia Gerard não estava satisfeito, pois queria mais. Dessa forma, continuou se impulsionando por várias vezes levando Frank ao frenesi no qual as mãos suavam, o zumbido ecoava em cada atrito e a respiração entrecortava. E quando Gerard ousou a rebolar foi o fim para Frank, suas mãos o apertaram nas laterais do quadril, sua cabeça pendeu para trás, e Gerard pode contemplar aquele tom rouco de modo arrastado e dengoso. Tão excitante que Way foi obrigado a reprimir o impulso de acompanhá-lo. Mordeu o beiço, aquilo era muito bom e não iria parar. No jogo erótico ele era um bom atacante.

Além de saber rebolar perfeitamente, Gerard ainda sabia usar toda a obscenidade de suas expressões devassas. Era uma armadilha perfeita para um coração fraco, o castigo injusto do inocente, a cerveja mais gelada de um verão quente; irresistível. Incrível a compatibilidade sexual deles. Eram a cara do perigo, inflamável como combustível; ardentes.

Envolvido no fervor do prazer, Frank decidiu mostrar que também era bom de jogo. Se Gerard pensava que era um ótimo atacante, devia saber que ele é expert em contra-atacar. Frank se voltou para Gerard, sua face se encaixou no pescoço dele outra vez, uma das mãos se prendeu as costas para mantê-lo grudado, e a outra o tomou pela base passando a acariciá-lo. Sim, ele tomou está atitude. Sem consentimento, sem culpa, sem vergonha.

— Ah! — O gemido de Gerard foi imediato, as pernas travaram e agora era os seus olhos que se fechavam, a sua boca que tomava espaço e sua voz que ecoava. — Assim não vale. — Resmungou sofridamente como se pedisse piedade a qual Frank jamais teria. Ao invés de diminuir foi intensificando em movimentos firmes e abrasadores para tirar o resto de sanidade que sobrava em Gerard. — Ai! Frank! — O tom de Way aumentou além do que o horário permitia.

— Shhhh!

— Ai!

— Respira. — Frank pediu no pé do ouvido dele, um sorriso se ressaltava em seus lábios.

— Seus vizinhos irão me matar. — Gerard expressou melancólico.

— Respira.

— Ah! — Way prendeu fortemente o tecido macio da regata nas costas dele. Acima do prazer, suas bochechas ruborizaram e atrás de uma solução para sua falta de controle abafou os gemidos no ombro de Frank. Foi a melhor ideia que tivera, Frank estava amando sentir o ar descompassado e os ruídos contidos em sua pele, sendo captado somente por seus ouvidos. — Eu estou chegando lá. — Gerard alertou em um cochicho ofegante.

— Está? — Frank ficou um tanto surpreso, seus movimentos suavizaram instantaneamente enquanto tentava calcular mentalmente o pouco tempo que aquilo estava levando.

— Tira a calça. — Gerard disse ao que Frank ainda estava em transe. — Tira agora. — Mandou o despertando.

— Tá ok! — Frank concordou.

Gerard se ergueu um pouco e Frank levou a mão ao cós da calça.

Trim! Trim!

Toc! Toc! Toc!

Foi o som que surgiu como um balde de água fria.

Frank e Gerard se encaram de olhos arregalados. No mesmo segundo Gerard se sentou sobre o colo dele novamente:

— É um vizinho. — Ele disse. Seu coração ficou disparado.

— Ignora! Ignora! — Frank pediu. Aquilo não podia estar acontecendo, não naquele minuto. Logo na melhor parte, aquela em que se perdia no deleite junto com Gerard. Droga! Que cara de pau teria a audácia de tirar isso dele. — Vem! Vem! — Implorou puxando Gerard contra seu corpo.

A campainha tocou novamente e mais três batidas ressoou da porta:

— Frank! Eu sei que você está aí! — A voz de Shadows rompeu através da porta.

Frank apertou os olhos em uma careta ao identificar a voz do amigo:

— Droga! — Ele prostrou-se desacreditado.

— Quem é? — Gerard cochichou.

— É o meu amigo, Matthew. — Frank respondeu baixinho.

— Será que ele vai embora? — Gerard perguntou.

— Vamos lá Frank! Você sabe que eu não vou sair daqui até você abrir essa porta! — Matthew deu mais duas batidas. — Frank!

— Ele não vai. — Frank disse. Seu rosto se afundava no desgosto.

— Droga! — Gerard se mostrou um tanto bravo se levantando rapidamente do colo de Frank e correndo em direção à porta para pegar suas roupas do chão. — Cadê meus sapatos? — Ele ciciou.

— Estão no banheiro, no armário da pia. — Frank respondeu da mesma forma vendo Gerard seguir para o quarto apressadamente. Ele respirou fundo ao que se levantava.

— Frank! — Matthew berrava outra vez.

— Estou indo! — Frank disse um tanto perdido. Não sabia o que fazer com toda a bagunça da copa, não sabia o que fazer para esconder o volume entre as calças. Queria socar o amigo. Com tanto tempo para uma visita tinha quer ser justo naquela hora? Ele ajeitou o cós da calça, puxou a regata mais para baixo e passou as mãos pelos pequenos cabelos. Enquanto isso, no quarto, Gerard terminava de abotoar as calças e começava a vestir a blusa.

— Frank?

— Eu já vou Matthew. Poxa vida! — Frank reclamou pondo a cadeira no lugar como se isso pudesse encobrir o restante da desordem pelo chão. Pobre iludido, suspirou frustrado ao caminhar em direção à porta.

Gerard pegou seus calçados no banheiro, fechando a porta da bancada da pia – que Frank tinha deixado aberta –, ele retornou para o quarto se sentando na ponta da cama passando a colocar os tênis apressadamente.

Frank ajeitou pela última vez a regata antes de abrir a porta.

Matthew adentrou assim que teve espaço sem ao menos esperar Frank pronunciar algo. Eles tinham uma amizade de anos e uma afinidade gigantesca, Matthew já nem se lembrava mais do famoso pedido: “Posso entrar?” Além disso, já se sentia de casa.

— Matthew... — Frank tentou dizer algo ao fechar a porta, mas o amigo já disparava:

— Nossa Frank! O que é isso? — Matthew disse observando as coisas sobre o chão. — Quantas vezes eu já te disse para não sair quebrando as coisas de casa? Espera! Aquele é o jarro de flores que eu te dei?

Durante o tempo em que eles falavam, Gerard terminou de laçar os tênis e se levantou tateando os bolsos atrás de seu celular. Ao dar falta do mesmo, procurou-o pelo quarto encontrando-o sobre o criado mudo ao lado do relógio. Após pegar o aparelho e pôr no bolso, ele correu para a porta – a qual fechou após adentrar no quarto – e ficou ali de tocaia. Não tinha janela no quarto de Frank e mesmo se tivesse não havia como escapar pela altura, sendo assim, Gerard não tinha opção a não ser esperar. Ele grudou um dos ouvidos na porta e passou a ouvir toda a conversa:

— Matthew o que faz aqui? — Frank questionou, o tom deixava visível o seu incomodo.

 — Nossa! Que humor é esse? Eu vim te ver, saber como você está. — Matthew parava próximo à mesa se virando para fitá-lo.

— Estou ótimo! — Frank alegou se aproximando do amigo, mas sua cara séria o contrariava. — Por falar nisso eu estava um pouco ocupado, então... — O silêncio reinou ao que se viu sem jeito de terminar o que ia dizer. Sentia-se mal em expulsá-lo, por isso se calou.

— Ah! Vamos lá! Eu sei que você ainda deve estar chateado por causa daquilo do Gerard e Ryan e coisa e tal. — Matthew comentou ignorando o fato de Frank começar a balançar a cabeça em negação e abanar a mão em alerta. — Olha, para de negação! Eu sei que você quer fuder aquela bunda branquela do Way de novo. — Matthew riu, Frank arregalou os olhos em desespero, e Gerard ficou boquiaberto. — Pode falar aí! Aquela bunda deve ser muito branca, ele é pálido como um cadáver.

— Matthew... — Frank tentou interrompê-lo.

— Por que você não diz pra ele pegar um solzinho de vez em quando?

— Matthew! — Frank o chamou à atenção.

— O que foi?

A batida da porta do quarto de Frank atroou, e este apertou os olhos em uma careta similar à de dor. Matthew ficou perplexo ao ver Gerard, seus olhos se esbugalharam e ele elevou uma das mãos para a boca.

Se Anna estivesse ali, provavelmente diria: “Perfeito!” Agora Gerard tinha motivos para dar credibilidade ao que ela havia dito. Primeiro que o veneno dela ainda tomava conta de parte do seu cérebro. Segundo que Matthew havia tocado no nome de Ryan, e falava dele como se fosse uma piada. Então era isso? Era isso que Frank fazia? Dormia com ele e depois tirava sarro com os amigos. E quantas vezes eles deviam ter rido de sua cara? E sabe se lá as coisas escrotas que Frank devia ter dito a eles. Gerard havia se entregado a ele, havia permitido que quebrasse paredes que eram praticamente indestrutíveis, o deixara ir ao mais fundo de seu íntimo o qual ninguém jamais foi depois de tanto tempo. Frank era um desgraçado, era como Alice e Alex; uma grande decepção. Como ele pôde ser tão burro desde o começo?

Gerard atravessou a sala indo em direção à porta, seu coração parecia quebrar a cada passo rápido que dava.

— Gerard, eu, eu posso explicar. — Frank gaguejou pelo nervosismo ao se virar para ele. — Espere...

— Vá para o inferno Iero! — Gerard vociferou abrindo a porta e se retirando.

— Gerard! Espera Gerard! — Frank pediu recebendo o bater da porta. Então ele correu para a mesma a abrindo. — Gerard! — Chamou ao que este sumia escada abaixo. Frank ficou sem reação por um instante pensando no quanto estava ferrado. Em seguida fechou a ombreira e correu para a janela vendo Gerard sair do saguão e pegar o caminho para fora dali aceleradamente. — Gerard! Eu posso explicar! Espere! Por favor!

Gerard o ignorou totalmente, estava com muita raiva e tinha uma vontade de chorar crescendo dentro de si, empurrando um resquício de lacrimejo para seus olhos. Ele não iria permitir que suas lágrimas descessem, não daria mais um pedacinho de seu íntimo para ser chacoteado. Antes de atravessar a saída da faixada e seguir para o ponto de ônibus, ele fez questão de se virar para Frank e apresentar seus dois dedos médios.

 

 

Frank pendeu a cabeça em um suspiro profundo:

— Satisfeito? — Ele disse ao se virar para Matthew.

— Ei! Não é minha culpa. Como eu ia saber que ele estava aqui? — O amigo se defendeu.

— Uma vez você não disse que era médium?

— Nem sempre. — Matthew lhe mostrou um sorriso simpático a fim de apartar a severidade dele.

— Droga Matt! — Frank reclamou, sua rigidez desaparecia dando espaço para o desânimo. A janela ficava logo atrás da mesa e ao que Frank contornava o móvel um pequeno caco do jarro fincou em seu pé. — Au! Merda! — Passou a andar com o calcanhar do pé lesionado, puxou uma das cadeiras se sentando.

— Cara me desculpe. Eu não fazia ideia de que o Way estava aqui. Depois do que a gente tinha conversado, e todas as coisas que você tinha me falado. Você disse que nunca mais iria chegar perto dele. Disse que daria fim nisso. Como eu podia adivinhar que ele estaria aqui? Eu estava brincando com você. Eu não queria causar problemas. Eu... — Matthew se calou, suas sobrancelhas se arquearam um pouco, estava confuso e um tanto desacreditado ainda.

Frank caçava a fagulha no peito do pé:

— Está tudo bem Matt. No fundo você não tem culpa. Mas você precisa aprender a chegar com mais calma na casa dos outros. Você parece um furacão. Sua mãe deve ter tomado um choque de duzentos e vinte volts quando estava grávida de você.

— Ei, não fala da minha mãezinha. — Matthew repreendeu, e Frank revirou os olhos. — Além disso, por que o Way ficou tão bravo? Ele sabia que eu sabia de vocês? — Questionou indo em direção a mesa. Alguns cacos emitiam um crack conforme os seus sapatos os esmagavam contra o assoalho.

— Não. — Respondeu Frank enquanto seu indicador roçava no local onde a lasca de vidro estava.

— Você não contou para ele? — Matthew puxou uma cadeira próxima de Iero se acomodando.

— Não.

— Era para ser um segredo?

Frank passou a ignorar o pé apoiado em sua outra perna para fitar o amigo:

— Eu não sei. — Ele se pegou inexato. — A gente nunca conversou sobre isso. Mas, ninguém além de você sabe o que está acontecendo. Bom, eu acho. Eu não sei se ele contou para alguém. Não sei se é um segredo. Digo, acho que não é fácil sair por aí dizendo que estamos juntos.

— Vocês estão juntos? — Matthew questionou.

Frank se atrapalhou todo:

— Eu, ahm, eu, digo, ahm. — Frank expressou uma careta, estava completamente meândrico. — Que bagunça. — Apertou os olhos brevemente, seus pensamentos embolados se igualavam a vários nós.

— Ok! — Matthew gesticulou de modo a tranquilizá-lo. — Vamos organizar isso com calma. Vamos começar pela seguinte pergunta. Você gosta dele?

— Eu não sei...

— Ok! Deixe eu reformular. Pensa em vocês dois, pensa em toda essa bagunça entre vocês. Qual a primeira palavra que vem a sua cabeça?

— Eu sei lá! A gente briga quase o tempo todo, e a gente se odiava tanto, e eu sinto que isso tudo está errado. Mas, tem alguma coisa nele que me deixa louco de... — Frank estagnou por alguns segundos enquanto alguns laços se desfaziam em sua mente. Encarou o amigo surpreso liberando a sua confissão. — Eu acho que estou apaixonado por ele.

Matthew arqueou as sobrancelhas. Frank entendeu as expressões dele como desapontado:

— Isso é muito ruim, não é? — Iero se prostrou preocupado.

— Hm, ahm... — Matthew balançou a cabeça de modo a afastar o baque que se abateu sobre ele. — Não. É... — Coçou o pescoço brevemente. — Eu já imaginava que você estava apaixonado por Way. Eu sabia. É que ouvir isso da sua boca é meio surreal. — Explicou. — Já ouvi coisas ruins sobre ele vir de você. Ouvir você dizendo que está apaixonado por ele me assusta.

— Eu também estou assustado Matt. Minha cabeça está bugada. Eu não sei como lidar com tudo isso. Não é como se eu pudesse controlar. Depois do que já rolou entre mim e ele, eu não consigo ficar perto dele sem ter vontade de beijá-lo. Eu não sei o que está acontecendo comigo. Cara, eu sinto que estou pirando. E não sei o que devo fazer.

— Você acha que ele também está apaixonado por você?

— Eu não sei. A gente nunca fala sobre isso, apenas batemos de frente e acontece. Mas eu sinto que ele sente algo. O jeito que ele me olha, o beijo e tudo mais. Eu sinto que tem sentimento.

— Vocês precisam conversar sobre isso. É sério. Você precisa dizer para ele o que está sentindo e precisa saber se ele está sentindo também. Isso não é brincadeira. Você sabe tudo o que já passou por causa daquele cara. Ele tem mais fazes que a lua, é como entrar em um campo minado. Eu não desejo que você se machuque de novo. Você sabe que você sempre leva a pior quando as coisas desabam.

— Eu sei.

— Pois então, me prometa que você vai conversar com ele. E seja lá o que acontecer, eu sempre vou estar ao seu lado. E se vocês casarem é bom você ficar sabendo que eu vou ser o padrinho.

— Não fala besteira. — Frank o repreendeu. — A gente não vai casar. Homens não se casam.

— Ah não?! — Matthew prostrou-se sarcástico. — Você vai estar de branquinho no altar, ele vai entrar de preto e eu vou entrar primeiro do que ele, e vou estar com um sorriso até a orelha achando graça da sua cara de tacho apaixonando.

— Cala a boca Matt! Isso nunca vai acontecer. — Frank franziu o cenho, uma leve irritação transpareceu em seu rosto. — Não mesmo. — Afirmou.

— Tá ok! — Matthew riu. — Então mudando de assunto. — Enfiou a mão no bolso da calça puxando um cartão. — Isso aqui é seu. — Ele colocou sobre a mesa e deslizou em direção ao Frank. — Eu achei lá em casa na minha bagunça. Isso estava no meio dos seus pertences que peguei no hospital na época do acidente.

Assim que bateu os olhos sobre o objeto Frank o reconheceu de cara. Ele recolheu o cartão da mesa, era o crachá que havia usado para adentrar nas empresas Toro. Seu polegar correu pelo nome de Robb ao lado de sua foto, no mesmo momento ele se pegou absorto em seus pensamentos se perguntando quem era Robb S. Iero. O que era dele? Como ele seria? Jovem? Velho? Legal? Seria seu tio? Primo? E por que tinha um cargo nas Empresas Toro?

Consequentemente Frank passou a se questionar sobre sua família. Quem eles eram? Como eram? Onde moravam? O que faziam? Será que sabiam da sua existência? Será que o procuravam? Então sentiu a curiosidade começar a preencher sua mente, e mais perguntas surgiam como o motivo de nunca ter se interessado em saber sobre eles, de nunca ter pesquisado. Era inacreditável, 24 anos de sua vida e ele só estava sendo atraído por isso agora.

— Frank? — Matthew o despertou. — Está tudo bem?

— Está! — Frank acenou de forma a tranquilizar o amigo. Ele devolveu o crachá à mesa e voltou a mexer em seu pé. — Eu preciso tirar esse caco.

— Deixa eu te ajudar. Dá a patinha aqui. — O amigo brincou puxando o pé dele para seu colo.

Frank estreitou o olhar para ele, e Matthew gargalhou passando a caçar pela fagulha.

 

 

****

 

 

Gerard se acomodou em seu sofá com o notebook em mãos atrás de se distrair um pouco. Quando chegara em casa a primeira coisa que fez foi ir tomar um banho. Estava exausto e triste, descarregou parte da dor contra os azulejos do box; a testa encostada contra os ladrilhos, as mãos espalmadas na estrutura gélida, os lamentos oprimidos em baixos sons, como se alguém estivesse no quarto e pudesse ouvi-lo. Não havia ninguém, só o orgulho dele, ou a mania do hábito. Desde os tempos em que morava com Elizabeth, era assim que se aliviava. Havia assado uma lasanha pronta de mercado para o almoço, porém toda vez que levava a colher a boca seu estomago embrulhava, sua mente repetia o nome de Frank e então ele desistia. Portanto naquele momento, sentado em seu sofá, Gerard tentava encontrar qualquer coisa que pudesse afastar Frank de seu pensamento nem que fosse por algumas horas.

Way se esticou até a mesinha de centro pegando o controle da TV. Ligou a mesma e abandonou o controle ao seu lado. Em seguida levantou a parte superior do notebook ligando o aparelho. Enquanto seus olhos estavam focados na tela, seus ouvidos estavam acompanhando o que a TV transmitia.

— Crosfilt continua sendo maravilhosa, certo Mônica?!

— É claro que sim!

Gerard arqueou uma das sobrancelhas ironicamente ao ouvir a comentarista. Não! Ele não achava que Crosfilt era maravilhosa.

— Por falar nisso nós temos que falar sobre Townes. Mas, antes disso, vamos comentar sobre a polêmica que ocorreu ontem à noite e está circulando na internet. As redes estão comentando sobre Brendon Urie ter sofrido agressões físicas na boate Blue Moon que fica na rua Meristrip.

— Uou!

Gerard ignorou completamente a tela do notebook ao ouvir o nome do amigo. Seus olhos se arregalaram em direção a TV e agora ele tinha motivo para prestar a atenção nela. O programa já era conhecido por ele, se chamava: Contanto tudo. O cenário se parecia com uma sala de estar na qual a apresentadora recebia convidados e o único intuito da reunião era fofocar sobre a vida alheia.

— Segundo algumas fontes, Brendon teria sido espancado pelo próprio cara com quem estava tendo um caso. Houve alguns relatos de que ele foi para o hospital, mas passa bem. O tal parceiro desconhecido fugiu e até agora não foi encontrado. A nossa equipe tentou falar com os responsáveis da boate, mas eles não tiveram nada a declarar. Em nota o blogueiro Clauton Hanz comentou em seu blog: Você recebe o que você merece. — A apresentadora terminava de ler em seu cartão. Ela era jovem, tinha cabelos ondulados e loiros. Os olhos eram esverdeados, tinha um rosto bonito e uma postura educada.

— Nossa! — Comentava uma convidada perplexa.

— Não é a primeira vez que Clauton Hanz faz comentários desse tipo sobre Urie. — Comentou um convidado.

— Soa um tanto cruel não? — Questionou a apresentadora.

— Sim! — A convidada respondeu.

— Mas o importante é que Urie está bem, e nós mandamos muitas positividades a ele. — Disse a apresentadora.

— Verdade! — Concordou Mônica.

— Sim, mas eu tenho que comentar que eu acho muito perigoso um rapaz do nível dele andando pelas bandas da Rua Meristrip. — O convidado citou.

Gerard revirou os olhos, já tinha ouvido o suficiente, foi por isso que pegou o controle e desligou a televisão. Logo depois catou o celular do bolso da calça de moletom e passou a discar para Brendon. Seus dedos batiam contra a orla do notebook conforme o telefone de Urie chamava. Estava muito preocupado, principalmente porque o amigo não atendia. Após três tentativas ele desistiu soltando um longo suspiro e largando o aparelho ao seu lado. Desta vez tinha mais um nome girando em sua cabeça, e se perguntava o que faria para evitá-los agora.

 

 

****

 

 

Dewees abriu as postas do escritório de Ray de forma afobada. Caminhou apressadamente em direção à mesa enquanto Ray assinava tranquilamente alguns papéis.

— Cara eu sinto muito pelo o que aconteceu. Eu não pude vir antes. Como você está? — Ele perguntou preocupado.

Ray ergueu a cabeça com um sorriso largo, arrastando os convites de Townes – que estava ao lado dos papeis que assinava – em direção ao amigo:

— Os convites de Townes chegaram. — Disse, aparentava estar tranquilo e um pouco animado.

Estranho.

Dewees franziu o cenho, depois da notícia que circulava sobre Urie, esperava que Ray estivesse devastado e morto de preocupação.

— Mas...

— Está pronto para ouvir os meus planos? — Ray o interrompeu, passando a ignorar as folhas.

— Você está bem? — Dewees se prostrou confuso.

— Estou ótimo! — Ray respondeu girando a cadeira para a esquerda e se levantando.

— Mas...

— Eu vou contar para o meu pai. Vou contar que o projeto foi roubado.

— O quê? — Dewees estagnou, o assunto sobre Urie desaparecia instantaneamente de sua cabeça. Seus olhos analisavam o sarcasmo na face de Toro e havia algo de muito maléfico ali. — Você vai contar para ele? Cara até que enfim você vai fazer isso. Ele vai ficar uma fera, mas vai ser melhor do que ele descobrir mais para frente.

Ray riu:

— Dewees, eu não vou contar para ele hoje.

— Não?

— Não. — Ray mantinha um sorriso debochado. — Eu vou contar para ele depois do pré-evento.

— O quê? — Dewees arregalou os olhos. — Você está louco? Ray você tem noção do que pode acontecer? Você pode causar uma guerra em Crosfilt.

— Exatamente. — Ray concordou. — Uma guerra em Crosfilt. — Disse dando as costas para o amigo aproximando-se lentamente da parede vidro passando a mirar em toda beleza que se estendia afora da mansão. — Eu quero essa guerra. Quero todo sangue que ela pode trazer. Quero ver tudo incendiar. Quero Crosfilt sob cinzas. Quero que a fúria de meu pai caia sobre aquelas malditas famílias. Eu quero ver eles chorar lágrimas de sangue. — Ray discursou, seus olhos queimam em vingança, aterrorizavam até as árvores que balançavam com o vento.

Dewees engoliu a seco. Um alerta surgia em sua mente, ele precisava ligar para alguém.

— Você viu o noticiário hoje? — O amigo trocou de assunto se referindo desta vez ao Brendon.

— Ele está bem James. — Ray afirmou, suas mãos estavam juntas para trás, os traços do rosto estavam sérios; convicto. — Não foi nada de grave. Mandei que checassem no hospital. Me parece que ele só ficará com o olho roxo.

— E você está bem com isso?

Ray fitou o amigo, um ar de sorriso bailou em seus lábios:

— Siga-me. — Ele pediu se direcionando, em seguida, a saída do escritório.

Dewees ainda o estranhava, e curioso foi atrás dele. Transitaram pelos esplendorosos cômodos, dirigiram-se ao andar inferior, adentraram em um corredor um pouco obscurecido e desceram escadas para o subsolo. Dewees conhecia aquela área, sabia bem para que servia, um frio percorria por sua espinha, e ele engolia o temor.

— Por que estamos aqui? — Questionou apreensivo, não gostava daquela parte da residência. — Sabe como eu me sinto aqui. — Comentou ao que paravam em frente a uma porta de ferro. — Sério cara. Eu acho que eu quero voltar lá para cima.

— Deixe de ser medroso. — Ray o repreendeu ao que abria a porta.

— Esse é o único lugar da sua casa que eu não gosto. É muito pesado aqui. Eu não quero entrar aí. Só...

— Cala a boca e entra logo Dewees. — Ray ordenou fazendo o amigo se calar. Sua mão se estendeu a frente apresentando a abertura para o local.

Temoroso Dewees entrou no recinto sendo seguido por Ray o qual fechou a porta. Ao ver a imagem presenteada à frente, Dewees retornou três pequenos passos para trás com os olhos arregalados. Ele elevou as costas da mão à boca. — Puta merda! — Virou a face para o lado, uma das mãos pôs sobre o estomago, a repulsa correu por suas veias e seu almoço de mais cedo ameaçou a voltar. — Porra Ray!

— Você não queria saber se eu estava bem com isso? Agora você sabe porque estou. — Ray disse sorridente contemplando a imagem do rapaz à frente com as mãos presas em estropos de aço. Este estava nu, sua genital fora arrancada, o pescoço havia sido cortado, a cabeça pendia para frente, e seu tórax estava preenchido pelo sague que havia jorrado. De um de seus pés ainda pingava gotas vermelhas que se juntavam a poça do chão.

Ray estava satisfeito.

Dewees estava horrorizado.

O amigo se atreveu a dar mais uma espiada no defunto, era o cara, aquele que estava com Brendon, que o agrediu. Dewees virou a cara novamente, pois tinha um estomago fraco para aquele tipo de coisa. — Nossa Ray. Eu quero sair daqui cara. — Ele disse se sentindo mal. — Como você consegue fazer esse tipo de coisa? — Apertou os olhos em agonia, seu estomago embrulhava perturbadoramente.

— Espere para ver o que eu vou fazer com o desgraçado que entrou na empresa e roubou a porcaria do projeto do meu computador. — Ray disse entre os dentes. Não desistiria de pôr as mãos em quem lhe passou uma rasteira.

 

 

****

 

 

O pôr do sol era lindo sobre a belíssima paisagem da Serra dos Rosedos. Um extenso canteiro de terra na lateral da pista apresentava a magnífica paisagem de montanhas, o verde tão relaxante sob um céu azul no qual o tom rosado e alaranjado que o sol dava abrangiam um vasto espaço e ressaltavam as nuvens; um desenho natural e real que encantavam os olhos de qualquer um.

Aquele era o lugar favorito de Carlos, desde pequeno era um grande admirador do céu. Ter aquela visão era como estar em um mundo que o pertencia. Toda vez que contemplava aquele panorama notava algo bom em seu coração, era o único momento que entendia o que sentia, que conseguia compreender que estava feliz. Era relaxante, extasiante, maravilhoso e inexplicável.

Ali acomodado em seu Aston Martin Vanquish, através do para-brisas, ele observava o sol se escondendo gradualmente entre as montanhas. Lembrava a primeira vez que descobriu aquele lugar. Era um rapaz de 18 anos indo visitar o famoso Bosque das Rosas, conhecido por ser um lugar repleto de diversas flores, campos e monumentos primorosos; o ponto turístico em Imperious que todos queriam visitar. Mas para Carlos nada se comparava a paisagem que aquele ponto da serra o apresentava. Era o lugar perfeito para morrer, era exatamente a última coisa que gostaria de ver antes de seu último suspiro. Sempre ia ali com o mesmo pensamento e intuito. Sentia-se extremamente cansado. O mundo era uma droga e estar nele era como viver fora da caixa. Acordar todos os dias e se encarar no espelho tentando entender o que sentia, o que era, e qual o sentido de sua vida. Era difícil ser confuso o tempo todo, não entender a maioria das coisas em si mesmo, não compreender o porquê de ser tão diferente dos outros. Analisar as pessoas era um saco, porque elas sabiam o que sentiam, elas sabiam quando estavam tristes, ou alegres, ou apaixonadas. Conseguiam expressar isso em suas palavras e gestos. Por que Carlos tinha um mundo inteiro dentro dele e não conseguia expressá-lo também? Por que não sabia como dizer as coisas? Por que não conseguia demostrar um gesto? Talvez fosse por causa disso tudo que seu casamento fora um fiasco. E isso ainda doía tanto. Embora não parecesse, ele estava ficando velho e exausto de tentar se adaptar a Crosfilt. Ele devia ser uma estrela, ou uma nuvem, ou qualquer outra parte do céu. Não queria mais resolver problemas de família, não queria acordar e sentir o corpo pesado por mais um dia, não queria mais lidar com as dores de cabeça e com as pessoas, não queria mais tentar se encaixar aquele universo que não o pertencia.

Carlos puxou Little Baby do cós em sua cintura, pressionou o cano dela contra o encaixe inferior do maxilar, seu dedo posicionou sobre o gatilho, seus olhos miravam toda aquela beleza. Não havia medo nele, nem remorso em fazer aquilo, sentia-se bem, sentia-se pronto. Seu dedo ameaçou a pressionar o gatilho e o seu telefone celular tocou no exato momento. Os olhos de Carlos se desviaram do horizonte e penderam para o aparelho que apresentava o nome do filho. A foto de Gerard tomava toda a tela, uma criança fofa de 5 anos segurando uma banda de melancia com a boca toda suja e os pequenos dentinhos se ressaltando em um sorriso infantil e feliz. Um ar de sorriso apareceu instantaneamente nos lábios de Carlos, pois assim como o céu, aquela foto também mexia com seu coração. Ele largou o revolver sobre o banco carona e arrastou o dedo na tela atendendo a chamada:

— Alô?

— Quem é Anna? — A voz arisca de Gerard escapava pelos alto falantes.

— O quê?

— Não se faça de bobo Carlos. Eu sei que Trajano está a pagando para ficar de olho em mim.

— Calma, eu não estou entendendo nada. — Carlos dizia em seu típico jeito equânime.

— Eu a vi em um bar. Desmascarei aquela vaca. Ela disse que Trajano estava a pagando para me vigiar...

— Gerard, o seu avô não está pagando ninguém para te vigiar.

— Ah! Não?!

— Não. Se ele estivesse, eu saberia.

— Então você está dizendo que ela mentiu para mim?

— Sim.

— Me poupe.

— Gerard, eu estou te dizendo. O seu avô não está pagando ninguém para ficar de olho em você.

— Como você pode ter tanta certeza?

— Eu tenho.

— Então quem é ela? E por que afirmaria isso?

— Eu posso descobrir. Eu vou investigar para você.

— É bom que consiga provas, porque do contrário eu não acredito em você.

O silêncio tomou conta do carro, a tela do telefone sinalizava que a ligação havia finalizado, e Carlos suspirou profundamente, pois aquilo que estava para fazer teria de ser adiado. Ele ligou o carro e deu a ré para fora dali.

Um filete de sol ia desaparecendo e o céu tomava o tom obscurecido da noite.

 

 

****

 

 

 Gerard retornava da cozinha com um sanduíche em um prato de porcelana e um copo de suco. Estava esgotado de ficar pensando em suas preocupações, Brendon não havia atendido nenhuma das ligações que fizera, Carlos havia conseguido o deixar com várias dúvidas referente a Anna, e Frank, bom, era aquela faca fincada que além de perturbar, machucava. Gerard não tinha conseguido almoçar, por conta disso seu estomago o incomodava. Precisava comer alguma coisa, precisava enganar seu organismo.

Se sentando novamente no sofá, ele colocou o prato e o copo sobre a mesinha de centro. A TV transmitia um filme de ação, e Gerard estava pronto para desfrutar de seu lanche quando de repente alguém bateu na porta. Ele arregalou os olhos em direção a mesma captando em seguida mais algumas batidas.

— Quem é? —  Questionou em voz alta.

— Senhor Way. Polícia investigativa de Crosfilt. — Ecoou a grossa voz masculina.

Gerard franziu o cenho se levantando e indo apressadamente para a porta:

— Pois não? — Ele disse ao abrir a ombreira identificando dois oficiais em seus uniformes: traje verde musgo, boné e botinas. Eles eram altos, fortes e tinham uma postura rígida e educada.

— Boa noite senhor Way! — Disse um deles com um envelope de plástico lacrado.

— Boa noite!

— Viemos referente a investigação do acidente ocorrido na Avenida Atlanta com o seu veículo.

— Ah sim! Houve algo?

— Bom os laudos da perícia já foram concluídos e o caso foi finalizado. Portanto estamos fazendo a devolução de pertences encontrados na área. A senhora Miller recebeu os pertences e identificou estes como sendo seus. — O policial ofereceu o envelope e Gerard o pegou:

— Obrigado! — Agradeceu.

— De nada senhor Way. Era somente isso. Tenha uma boa noite!

— Boa noite! — Retribuiu Gerard os vendo partir em direção ao veículo estacionando em frente a calçada.

Gerard fechou a porta retornando para o sofá. Se sentou um tanto absorto e passou a deslacrar o envelope. Despejou sobre a mesinha os objetos que ali dentro estavam. Caiu o cronômetro que Frank havia usado, um chaveiro de guitarra que sempre ficava largado em seu carro, e o cordão de Ryan.

A primeira coisa que Gerard pegou foi o cordão. Seus olhos se arregalaram em direção ao pingente de plaquinha com a cruz grafada. A boca de Way ganhou um pequeno espaço. Estava completamente perplexo. Os olhos vagaram ao redor do cômodo. Ele suspirou trancando a joia na mão.

Não tinha a intenção de devolvê-lo ao Frank.


Notas Finais


Glossário Crosfiltiniano:
Contando Tudo – Programa de televisão voltado para assuntos e fofocas.
Serra dos Rosedos – Serra que leva ao Bosque das Flores e tem uma área que abrange uma linda paisagem. O lugar favorito de Carlos.
Bosque das Flores – Ponto turístico de Imperious.

Músicas:
Two Feet – Twisted (Frerard)
https://www.youtube.com/watch?v=3dP7mt1pvFQ
UNKLE – Lonely Soul (Final Ray + Carlos + Gerard + créditos finais)
https://www.youtube.com/watch?v=2akO3QbGbbc

Curiosidades:
Estropos –
http://iberdin.com/wp-content/uploads/2014/05/cabo-de-a%C3%A7o.jpg


E aí meus amores? ;)
Então primeiramente deixa eu explicar aquela tarjinha que coloquei lá nas notas iniciais. Eu sei que parece idiota fazer aquilo quando o próprio site e o perfil da fic já deixam claro os temas que são abordados. Eu usei mais como um lembrete nem foi pelas cenas frerard, mas sim pela parte de Ray e Carlos. Essas coisas de suicídio, assassinato são assuntos que tem certas cargas. Eu não sei se irei voltar a fazer essa tarjinha outra vez. Vocês acharam desnecessário? Em fim tô um pouco louca. Mas me digam o que acharam da ideia.

E aí o que acharam do cap? Tomara que tenham gostado <33
Cordão do Ryan reaparecendo. Crachá do Robb reaparecendo. Carlos fazendo algo que provavelmente ninguém esperava. Ray mostrando que o #teamviloes não tá brincadeira, Matthew mostrando que é um bom empata foda, otp abaladão. Otp causando como sempre.
Eu acho que tinha mais algumas coisas para dizer, mas deu branco.
O próximo capítulo vai vir em breve, não irá demorar como esse.

Portanto se prepare porque no próximo capítulo: Billie irá se deparar com um intruso inesperado em sua casa. Robb consegue arrancar certas confissões de Simon, mas não consegue adivinhar o que ele está armando. Gerard tenta ter uma manhã tranquila, porém é surpreendido por um fantasma do passado.


É isso meus amores, no próximo tem mais emoções ;D

Grandes beijos minhas balinhas da fini! Amoooo!!! <333

Até!


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