História This Side of Paradise - Capítulo 2


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Categorias Detroit: Become Human
Visualizações 89
Palavras 1.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um capítulo fresquinho! Eu realmente acabei de fazer e olha, estou realmente satisfeito com o meu trabalho aqui! (≧▽≦)
Eu realmente gostei de escrever esse capítulo, então espero que gostem tanto quanto eu ao lerem! E com a aparição do meu neném, Josh ( ˘ ³˘)
Boa leitura ♥

Capítulo 2 - Capítulo Dois


            Eram 16 horas da tarde, o horário que o turno de Simon acabava, mas ele nem sequer notava; gostava tanto de trabalhar naquele lugar que já se pegou continuando ali até o anoitecer e só não tinha ficado mais porque acabou notando o sol se pondo. Ao mesmo tempo em que estava animado com a chegada das novas hortênsias que havia acontecido há uma hora, o loiro também estava melancólico. Ele pensava nas flores que havia entregado ao nome de Markus mais cedo, e não podia mentir, estava pensando naquele homem o dia inteiro.

            Sentado num banquinho, trabalhava em um pequeno buquê de rosas verdes, a lembrança dos olhos de Markus aparecendo constantemente em sua mente pela cor. Ele suspirava triste, ao menos estava sozinho no local e poderia manter a pose que quisesse, e então escutava o sino de vento bater, sinalizando que alguém entrava. Bem quando queria sossego... Colocou o melhor sorriso que pôde no rosto, deixando o buquê em meio à prateleira que deveria estar e olhou para a entrada, pronto para atender o cliente quando notava que não era este o caso, e sim seu amigo Josh.

            – Simon. – Chamou com uma voz calma, sempre relaxante, até dava a impressão de que tudo ficaria bem de repente. – Ia ficar mais tempo do que deveria, como sempre faz?

            – O meu turno já acabou? – O loiro olhou para o celular de pulso, notando que era verdade. – Eu não notei de novo, Josh, me desculpe.

            – Não, não foi por isso que eu vim aqui. Bem, não exatamente. – Josh dava de ombros, parecendo interessado em algumas flores. Simon notava, sorrindo, gostava quando o outro apresentava interesse por alguma. – Quando estava saindo da faculdade, escutei algumas pessoas falando que uma exposição temporária sobre o Van Gogh está acontecendo aqui perto. Abriu hoje, na verdade, então eu vim chamar você para ir comigo.

            – Está brincando?! É claro que eu quero! – Dizia com uma animação óbvia. Van Gogh era seu pintor favorito, ele não perderia aquilo por nada. – Eu só vou me trocar e fechar a floricultura para podermos ir. – Josh riu com a animação dele, assistindo o loiro ir para os fundos com os passos nervosos de quem queria correr, mas não podia.

 

 

            Por sorte os dois conseguiam chegar bem a tempo, a orientadora estava juntando um grupo de 15 pessoas para acompanhá-la pela exposição e Simon estava animado. Bem, animado até que se juntaram ao grupo. Como sempre, ele gostava de ver o rosto das pessoas, analisa-las, era como um hobby, pois gostava de imaginar como eram suas vidas, com o que sofriam e com o que eram felizes, mas naquele dia gostaria de não ter feito isso.

Via Markus ao lado de uma garota, conversando alguma coisa com ela, então era aquela a namorada dele? Ao mesmo tempo em que sentia ciúme, também sentia o coração bater mais rápido pelo nervosismo. Continuou encarando o moreno enquanto se aproximavam, já nem escutava mais o que Josh dizia, até que Markus olhava para si. Simon arregalou os olhos em surpresa, não achava e nem queria que ele o notasse, antes de virar o rosto para o outro lado e fingir que nem o tinha visto, mas era óbvio que sim, nunca foi bom em guardar segredos, afinal.

– Muito bem, iremos começar. – A orientadora dizia, indo para frente do grupo. – Eu me chamo Catarina e irei lhes guiar pelo museu. – Ela dizia tudo com um sorriso no rosto e Simon podia notar que aquela mulher gostava de fazer aquilo, então acabou sorrindo de volta, feliz de poder presenciar alguém assim.

Ela explicou algumas regras básicas e não demorou muito para começarem a andar, chegando logo à primeira pintura. “A noite estrelada”, claro que seria a mais famosa, mas Simon não achava aquilo ruim, amava aquela em específica, mesmo ainda não sendo sua preferida. Dava para notar a animação de Catarina enquanto falava sobre a pintura e a história por d’trás dela e, apesar de interessado na paixão dela, Simon não conseguia deixar de olhar para Markus que se mantinha em meio ao grupo, ainda ao lado da garota loira.

Colocava a mão em cima do peito, como se quisesse acalmar o coração batendo como louco por aquele homem, como se quisesse deixar de pensar tanto no outro, mas era inevitável. Ele era lindo, tão lindo... Não conseguia deixar de pensar em como tudo nele era apaixonante, principalmente aqueles olhos. Ah, aqueles olhos...! Tão diferentes e perfeitos! E novamente, enquanto pensava neles, era que os notava lhe encarando. Markus outra vez o fitava quando chegava a seus olhos, fazendo os olhares se chocarem um no outro, o corpo do loiro se arrepiando e a sensação lhe fazia acordar; virando o rosto para o lado e cortando o momento. Muito bem, Simon, você precisa se acalmar e continuar apreciando o tour, você veio aqui para isso. Disse para si mesmo, mas no mesmo instante sentiu outro arrepio na espinha, sabia que ele ainda o observava.

De repente, sentia o toque de Josh no ombro, o que fez o loiro acreditar que o amigo tinha notado alguma coisa, mas quando olhou para ele, apenas notou um sorriso em seu rosto. Ele parecia querer falar algo para si, mas ao mesmo tempo Catarina ainda falava. Conhecia bem o outro, sabia como ele apreciava cada arte ali como a si e que também era um cavalheiro que não atrapalharia ninguém. Normalmente, Simon teria a mesma animação que ele, mas era difícil com Markus tão perto de si, mas ao mesmo tempo tão longe. Na verdade, só agora notava que nem sequer escutava o que Catarina estava dizendo, mas que pecado! Finalmente a atenção ia para ela de verdade, mas era aí que a escutava dizendo que iriam prosseguir. Ele suspirou, abaixando o olhar, mas apenas seguiu.

– O que aconteceu, Simon? – Josh perguntava, agora sim parecendo notar algo. – Você normalmente estaria mais animado com isso.

– Não é nada. – No mesmo instante sorriu, levantando o olhar para ele. – Apenas me distrai com algumas coisas, acabei não escutando nada que ela disse. – Acabou rindo brevemente, colocando a mão sobre os lábios em vergonha.

            – Bem, se continuar se distraindo assim eu vou ter que te dar uma lição. – Josh brincou, fazendo o loiro olhar para ele e sorrindo. Aquele sorriso acabou fazendo Simon sorrir de volta, mas de canto não pôde deixar de notar Markus lhe encarando. Sentiu o rosto enrubescer, de repente ficando sério pela vergonha e voltando a olhar para frente, assistindo a orientadora parar em outra pintura. “Natureza-morta: girassóis.” era a próxima, a preferida de Simon, talvez desse para entender o porquê.

 

 

O tour durou uma hora e, como padrão, no final tinham dez minutos livres para poderem ver o que quisessem. Simon conseguiu se concentrar realmente na exposição apenas a partir da metade, mas era o suficiente para se sentir feliz pelo que vira e escutara e era óbvio que iria aproveitar cada segundo daqueles dez minutos.

            – Vamos, Josh! Eu quero ver tudo de novo. – Josh riu, mas acenou que não com a cabeça e guardou as mãos nos bolsos.

            – Eu tenho que ir, Simon. Tenho que estudar. – No mesmo instante Simon fingiu se chatear, na esperança de convencê-lo a ficar, mas, como sempre, nunca conseguia manter por muito tempo e acabava rindo. – Desculpe, eu te vejo mais tarde? Prometo te recompensar! – Josh pedia, tocando ambas as mãos com a palma aberta, em súplica ao mesmo tempo em que sorria.

            – Está tudo bem! – Confirmou no mesmo momento. – Mas eu vou cobrar. – Dava uma piscadela, vendo Josh guardar novamente as mãos nos bolsos e se virar para ir embora, mas doando alguns dólares antes de sair.

            Simon observou até que ele atravessasse a porta. No mesmo instante o sorriso saía, respirando fundo e se virando para voltar para dentro da galeria, iria ver cada pintura que amava de perto, mas nem sequer decidira ainda qual delas iria ver, não teria tempo para todas, afinal.

            Conforme andava para a primeira que queria apreciar, Simon via uma a uma, às vezes até parando por alguns segundos para observar alguma pintura que gostava no caminho, mas não demorava em chegar a que queria, parando a sua frente. Vaso com lírios, novamente uma obra com flores, mas não podia negar sua paixão por elas. Sempre tão lindas e tão delicadas ao ver, simultaneamente tão fortes e sempre tão agradáveis de tocar. Ele respirou fundo, pronto para fechar os olhos e se deixar levar pela imaginação que apenas o deixava mais radiante, quando de repente escutou aquela voz, a voz suave que gostara de escutar, mas ao mesmo tempo não desejava realmente ouvir de novo.

            – Flores, hm? – Era Markus, o loiro nem sequer tinha notado ele chegando ao seu lado. –            Você realmente gosta delas, não é? Floricultura, as obras. – Aquilo acabou fazendo o loiro rir brevemente.

– Claro, são a minha paixão! Nunca enjoarei delas – Simon respondeu com animação, mas não conseguia olhar para ele, apenas encarava a pintura. Não queria realmente olhar, afinal tinha feito aquilo durante metade do tour.

            – Isso é muito legal, Simon. – E o tom de voz dele agora parecia mais leve, o que deu em Simon a impressão de que ele realmente gostou de escutar o que disse, mesmo sendo algo tão simples. Aquilo acabou fazendo-o o olhar e notar que o moreno já estava fitando a pintura também. – Sabe, a North... Quer dizer, a garota que estava comigo, ela não gosta muito de ficar nesse tempo livre, mas eu adoro. – Markus olhou para o menor, os olhares novamente se encontrando. – E parece que você é a mesma coisa, não é? Seu amigo também saiu.

            – Não exatamente, ele teve que ir embora para estudar. – Simon sorriu de maneira sincera, sentia um certo alivio em notar que o outro parecia querer se aproximar de si.

            – Oh, entendo. – De repente o maior cortava os olhares, observando a obra a sua frente. – Eu queria saber se você não gostaria de me acompanhar nesses minutos... Podemos conversar um pouco. – Aquilo era sério? Markus estava pedindo por... Não, Simon! Ele apenas quer alguém para conversar! Cada vez mais o loiro se sentia idiota por sonhar, acenando que não com a cabeça, mas logo depois notando o olhar confuso do outro e notando o que fazia, rindo nervoso.

            – Q-Quer dizer, é claro que eu gostaria de acompanhar você! – Coçava a nuca e abaixava o olhar, envergonhado. – Vamos lá, me diga suas pinturas preferidas. – O assistiu sorrir, Markus parecia aliviado e aquilo também fez Simon se sentir um pouco menos tenso.

            – Definitivamente seus autorretratos. – Respondeu quase no mesmo instante e tal ação fez Simon sorrir. Ele parecia ser um grande fã de arte.

            – Você gosta muito dele, então? Do Van Gogh. – Simon perguntou com notável interesse, mas de repente escutava Markus rir, uma risada breve, que fez o loiro hesitar por um momento.

            – Eu faço faculdade de artes, mas na verdade, sempre fui apaixonado por suas obras. Desde bem pequeno sabe? – E outra vez sentiu-se aliviado. Ah, aquele homem realmente mexia consigo, o fazendo sentir uma montanha russa no peito.

            – Bem, comecei a gostar dele apenas na adolescência... Sempre fui de tocar o que eu gosto. Talvez um grande motivo para preferir as flores. – Sorriu, notando que Markus sorria de volta, um sorriso sincero que fez Simon sentir que poderia ter algo a mais naquele dia, algo além de uma conversa.


Notas Finais


Eu realmente gostei de fazer esses diálogos, principalmente os com o Josh! Eu gosto de imaginar eles dois bem próximos, do tipo de amizade que se fala qualquer coisa e será motivo de rir, além de ter gostado muito de descrever os sentimentos do Simon, definitivamente algo que amei escrever.


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