História Thorns and Roses - Capítulo 3


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Categorias ATEEZ
Personagens Hongjoong, Jongho, Mingi, San, Seonghwa, Wooyoung, Yeosang, Yunho
Tags Ação, Ateez, Clã, Gangster, Máfia, Romance, Suspense, Woosan, Yungi
Visualizações 15
Palavras 1.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Survival, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Alvo parte 2


[ ... ]

 

Eu estava de volta no hotel em Tóquio no qual tinha me hospedado. Sim, eu havia desistido de procurar por aquele chip, fiquei por alguns minutos transtornado por ter descoberto que matei a filha do Yamato, e senti um pouco de culpa por ver a mulher dele chorando, sozinha naquele apartamento. Não sei o que aconteceu comigo, mas eu precisava de tempo. De qualquer forma, eu não iria encontrar nada ali naquele momento, eu teria que seguir os passos da esposa de Yamato, ela poderia me dar as respostas, eu duvido que agora que estava com a vida toda arruinada, sem a filha e sem o marido ela tenha forças para pensar em administrar o dinheiro dele.

Quando sai do banheiro do banheiro do quarto enrolado numa toalha, ouvi meu celular tocando, era Hongjoong, e eram exatamente 3:42 da manhã, lá na Coreia devia estar cedo. Atendi o celular enquanto vestia minhas roupas e terminava de organizar as armas que havia levado dentro da mala.

 

- Sim. – Respondi atendendo a ligação.

- Conseguiu? – Ele perguntou animado. – Achou alguma coisa?

- Fui até o apartamento do Yamato, a mulher estava lá. Entrei escondido, mas não achei nada. Vou fazer uma investigação amanhã cedo. – Respondi sério.

- Por que não a fez falar naquela hora? – Hongjoong parecia decepcionado.

- Hã... Ela estava drogada com calmantes, não iria me dar respostas claras. – Eu falei em seguida. – A garotinha que matei aquele dia... É a filha dela e do Yamato.

- Você tem certeza? – Hongjoong se espantou.

- Sim, eu vi um porta-retrato. – Expliquei.

- Ela não saber que você que atirou! Porque se interrogarmos ela, ela jamais vai contar se souber de alguma coisa. – Hongjoong me alertou.

- Eu sei, eu sei... Ela não vai saber. É impossível. – Eu respondi. – Como eu já disse, amanhã mesmo irei investiga-la. Seguirei todos os passos dela, aonde trabalha, e no momento certo eu irei interroga-la. Eu tenho uma autenticação falsa da polícia coreana que o Yeosang fez pra mim, irei usar isso pra falar sobre a morte do marido dela, e ela terá que contar tudo. – Expliquei o plano, e parecia não ter falhas, e não teria.

- Ok, qualquer novidade liga. – Hongjoong assentiu.

- Pode deixar, está tudo sobre controle. – Eu respondi, e desliguei o celular em seguida.

 

 

[ ... ]

 

No dia seguinte, me arrumei, vesti uma camisa preta de mangas longas, e uma calça jeans preta, pra ser o mais discreto possível. Dirigi até o apartamento da Sra. Yamato, e esperei pelo momento em que ela sairia. Mas nada, ela não saiu do prédio naquela manhã. Quando deu sete e meia eu já pude constatar de que: ou ela estava de férias do serviço, ou ela não trabalhava, os japoneses não tinham o habito de se atrasar, eu havia morado no Japão por um período curto, mas o suficiente pra entender a cultura deles e aprender a língua.

Desci do carro em seguida, e com meu distintivo falso de policial coreano, fui até a portaria do prédio, e passei sem dificuldades. Peguei o elevador, e subi até o andar aonde ficava o apartamento da mulher. Quando as portas de metais se abriram, eu tive uma surpresa, ela estava parada na minha frente.

O cabelo curto estava despenteado, vestia uma calça que parecia leg, um moletom, e uma sapatilha, os olhos pareciam perdidos no tempo, estavam inchados, e a pele avermelhada. Certamente ela não iria pro trabalho. Entrou no elevador em silencio sem cumprimentar, o que foi estranho. Mas também fiquei em silencio. Estava nervoso, eu estava do lado da mãe da garotinha que eu havia matado, e ela nem se quer podia imaginar aquilo. Ela apertou o elevador pro terraço, e eu apenas fiquei a observando. A cabeça baixa, mãos dentro dos bolos, não parecia nem de longe a mulher glamurosa que cantava naquele dia no restaurante.

Ela não perguntou pra onde eu iria, e na verdade eu não tinha um andar pra ir, então iria pra onde ela fosse. O elevador chegou ao terraço, e ela saiu apressada, e eu fui logo atrás. Ela subiu as últimas escadinhas do prédio e eu a segui, ela parecia estar atordoada, não estava vendo nada ao seu redor.

No terraço, o sol das oito da manhã começava a se esquentar, mas ainda tinha uma brisa suave, e havia algumas plantas ali, mas ela passou pelas plantas sem nem as olhá-la, e naquele momento minha mente despertou pra o que ela realmente iria fazer, enquanto correia para o parapeito do prédio eu corri atrás dela.

Ela pretendia se jogar.

Eu não podia permitir que ela fizesse isso, seria a única chance de descobrir aonde estava o chip do Yamato. Corri rapidamente, e antes que ela passasse a segunda perna pra fora da barra de segurança, eu a puxei pelo braço, prendendo-a pelos pulsos, ela pareceu surpresa em me ver, não tinha notado nada seu redor até o momento.

 

- ME SOLTA! ME SOLTAAAA... – Ela começou a se debater, e eu a arrastei sem muita dificuldade para dentro do prédio. Descemos as escadinhas e ela começou a chorar. – JÁ DISSE PRA ME SOLTAR! – Ela gritava, a sorte é que não havia ninguém naquele andar.

A prendi contra a parede segurando-a pelos ombros, até que ela se acalmasse, parecia dopada de calmantes, e não tinha forças mais pra se debater. Seus olhos me encaravam de uma maneira intensa, mas eram tristes, sem brilho, negros como um dia de tempestade.

- Senhorita, não pude deixar que fizesse aquilo! Por favor se acalme. – Comecei a atuar.

- Eu não quero mais viver, me deixa... Por favor... Me deixa... – Ela tentava se mover, mas estava sem forças.

- Aonde fica seu apartamento, eu irei leva-la até lá agora e chamar uma ambulância, a senhorita não está bem. – Eu iria realmente fazer aquilo, por que eu não iria obter respostas de uma mulher fora de si.

- Hyori... – Ela pronunciou o nome familiar. – Eu quero ver a Hyori... EU QUERO VER MINHA FILHA!

- Senhorita, se acalme, eu não sei o que aconteceu, mas, vai ficar tudo bem, ok? – Eu sabia o que tinha acontecido, eu era o responsável por aquela mulher ter chegado aquele estado.

- Eu quero a minha filha... – Ela soluçava já falando sem forças, e seu corpo perdeu o equilíbrio. Coloquei um de seus braços em volta do meu pescoço e a ajudei a caminhar.

Eu sabia onde era o apartamento dela, aproveitei que ela apagou e a levei até o mesmo. Depois eu inventaria que peguei informação com algum inquilino. A porta estava destrancada, e alguns livros e objetos estavam fora do lugar, ela realmente tinha saído decidida a se matar, e teria feito aquilo se não fosse por mim estar exatamente naquele local e naquele horário. A coloquei sobre o sofá, e liguei pra emergência.

Enquanto aguardávamos, eu vi a bolsa dela jogada no chão próximo ao sofá, revistei pra ver se encontrava algo útil, e achei apenas a carteira de identidade dela: Yamato HARUMI, 02/10/1988, (31 anos) casada desde 2013 com Yamato YOSHIN, e natural de Kanagawa, Japão.

Ela devia ser uns 20 anos mais nova que Yamato, como essa mulher que parecia... Normal, iria se envolver e se casar com um cara daqueles? E ainda ter uma filha com ele. Ela parecia mais jovem do que a idade dizia, era uma cantora, tinha uma bela voz, porque escolheu Yamato? Um verme bandido miserável. Ou talvez de inocente ela também só tinha a aparência.

 

Quando os paramédicos chegaram, eu contei tudo que tinha acontecido, sobre a tentativa de suicídio, e eles me agradeceram e encaminharam para o centro médico o mais rápido possível.

 

[ ... ]

 

Voltei ao hotel, e recebi mais mensagens, mas desta vez eram de Yeosang. Nas mensagens ele conseguiu localizar a empresa aonde a mulher do Yamato trabalhava depois de eu passar os dados pessoais dela pra ele. Ela trabalhava numa empresa de eletrônicos, a mesma que era nossa antiga socia antes de matarmos Yamato. Se ela trabalhava lá, devia saber muito bem das falcatruas do marido, na verdade, ela poderia muito bem estar metida naquilo até o pescoço também. E logo logo eu iria descobrir.

Quando ela recebesse alta, receberia a visita da “policia” coreana novamente. E ela falaria por bem ou por mal.



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