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História Those blue eyes - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Eai gente, como vocês estão? Desculpem pela demora!

Vi que novos leitores estão chegando, sejam bem vindos! Peço desculpas pela demora ao atualizar a fic, entretanto como eu disse nos primeiros capítulos está é uma fanfic onde eu gosto de testar novas coisas, neste especialmente tentei descrever mais as cenas — pelo menos as primeiras — e tentar passar a mensagem sem precisar exatamente de um diálogo, no fim vocês podem perceber que voltei ao estilo origina de escrita.

Planejo usar esse estilo de escrita em outro projeto, mais para frente, porém como é algo que foge do meu estilo da pra perceber que não foi algo muito fácil kk.

Enfim, sem mais delongas, aproveitem o capítulo! Estamos chegando numa fase onde vou escrever sobre coisas mais delicadas, estou ansiosa por isso.

Capítulo 11 - Capítulo 9


Sal sempre foi uma pessoa noturna.

Apesar de seus esforços ou, na maioria das vezes, pensamentos que o repreentiam sobre tal hábito nada saudável ele simplesmente não conseguia dormir a noite.

Não era intenção do mesmo cair no sono após voltar do colégio, entretanto o instinto era forte e sua mente não era de toda valente para ir contra o pedido de seu corpo cansado, assim ao se deitar no colchão confortável e seus lençóis de toque agradável seus olhos pesaram e logo estava imersão em uma escuridão acolhedora.

Não soube por quanto tempo permaneceu ali, sentia seu cabelo se amaranhar nas astes de couro de sua máscara e — assim que acordasse, — teria um desastre cabeludo para lidar. Não que isso importasse no momento. Ao acordar percebeu de imediato que estava escuro la fora, Gizmo jazia ao seus pés deitado de qualquer jeito soltando um baixo ronronar, Sal jogou seu corpo para frente sentindo sua face dolorida reclamar no ato, lembrando da péssima decisão de não afroxar a máscara ao se deitar.

O silêncio o recepcionou com um saudação calma, seus pés ao tocarem o chão frio queimaram levemente trazendo um pequeno desconforto ao andar, mas Sal tinha que arrumar aquele emaranhado de seu cabelo antes que ficassem sem fio algum. Ligou a luz e se posicionou em frente ao espelho de seu quarto olhando o estrago com apreensão, seus dedos logo começaram a trabalhar tirando os fios mais fácies dos noses para enfim começar com os difíceis, as astes de couro do lado esquerdo foram rápidos de se desfazer estando livres em pouco tempo, já do lado direito parecia um campo de guerra cheio de minas.

No fim deu tudo certo, ele retirou a máscara para passar os cremes, fazia dias que a pele cheia de cicatrizes não via um cuidado. Seus olhos azuis a observavam com desprezedo enquanto sussurros das memórias presas em sua cabeça o assombravam, ele suspirou fechando seus olhos com força e respirou fundo relaxando seu corpo. Piscou, com dedos melados de creme gelado tocaram nas bochechas e então todo o rosto.

Ele precisava caminhar.

Assim como o habito noturno havia também a caminhada. Caminhar pelas ruas mal iluminadas e vazias traziam uma paz ao jovem e, por mais estranho que isso pareça, segurança.

Abrindo o guarda roupa sem pressa sua mão passou pelos casacos ali pendurados, riu pela mania antiga e tanto esquisita em sua opinião de pensar em todas as opções antes de escolher a de sempre, um velho casaco do time escolar que sempre ficava maior em seu corpo.

Deixou um carinho na cabeça de gizmo e abriu a porta com cuidado desejando que seu pai não acordasse, ele era bom nisso. Não que fosse uma coisa boa.





" Na pontas dos pés Sal andava devagar pela porta do pai, sabia que o mesmo não ouviria nada após ter bebido e brigado novamente com alguém e — provavelmente cansado de todas as confusões que Henry causava — sendo expulso pelo dono do bar, com isso o ciclo do homem procurar um novo refugio começaria em alguns dias, o que significava que o garoto seria acordado com mais frequência na madrugada, não que ele dormisse de qualquer forma.

Ao finalmente conseguir chegar a porta dos fundos ele tentou seu máximo para não fazer badulho ao abri-la, sentia-se um policial desarmando uma bomba. Conseguindo atravessar para o lado foi recebido com um ar frio tocando seu corpo, deixou seus pulmões se encherem com voracidade e solta-lo com relutância, fechou a porta olhando para a mesma como se pudesse enxergar através da madeira clara.

Soltou a maçaneta e começou a andar pela calçada, viu os postes mal iluminados mostrarem o caminho com um esforço admirável, as ruas vazias eram uma coisa mágica. Sem olhares, sem julgamentos, só ele acompanhado pela lua e os pensamentos de quê dias melhores poderiam vir."



Nas escadas do prédio pareciam um bom lugar para se sentar e contemplar a paisagem, e foi isso que Sal fez. Relaxando seu corpo ele viu a lua brilhar tímida entre as nuvens, cheia, ela começava a espalhar seu leve brilho branco. Talvez os dias melhores finalmente haviam chegado.

Porém um vibrar atrapalhou o garoto de cabelos azuis a observar tal show, de sua calça ele tirou o celular do bolso. Seus dedos tremiam.

" Vamos lá Sal, só quero conversar contigo uma última vez, não seja tão malvado."

Quando deu por si o celular ja estava no outro lado da rua, estraçalhado no chão.




-




— Você virou a noite desenhando de novo? — Lisa perguntou virando uma panqueca fofinha antes de coloca-la no prato a frente do corpo quase desfalecido de seu filho, este que não deu sinal de vida. — Larry? Querido está se sentindo mal? — O tom preocupada da mulher pareceu acordar a mente do jovem, que se sentou mais ereto.

— Apenas tive outra enxaqueca chata ontem a noite, demorei pra dormir. — Respondeu com uma voz arrastada, seu corpo pedia por mais tempo na cama e sua mente estava começando a concordar com a ideia.

— Teve ter sido o frio de ontem a noite. Coma que depois te dou algum remédio. — Ela se sentou ao lado dele deixando um carinho nos longos cabelos bagunçados. — Aliás Sal gostou da novo colégio?

— Acho que sim, não conversamos muito ontem depois que saímos da escola. — Disse pegando a calda doce de jogando por cima da panqueca, ignorou o olhar feio de sua mãe ao colocar mais do que deveria.

— Aquele menino. — Sua mãe parou, tentando lembrar o nome do garoto loiro de atitude rebelde, mas não tanta quanto a de seu filho. Larry colocou um pedaço da panqueca na boca. — Trivis?

Larry engasgou com o pedaço que tinha acabado de por na boca, não sabendo se ria ou se tossia ele deu umas batidas no torax tentando amenizar a dor, sua mãe encarou confusa. — V-Você tá falando do travis?

— Isso! Travis. — Ela repetiu. — Não mexeu com vocês né?

— Não. — Mentiu na cara dura. — Ele nem chegou perto, não se preocupe mãe. — Disse não querendo preocupar ainda mais a mulher, ela já tinha muito trabalho para ter que lidar com um "bebê chorão" como Travis.

— Ainda bem, aquele garoto não é boa coisa. — Ela comentou, dando um tapa na mão de Larry quando ele fez menção de pegar mais calda.

— Travis é um bundão, ele só fala. — Comentou acariciando a mão recém repreendida.

Lisa soltou um murmuro, não parecendo convencida com as palavras do filho. — Ainda sim, não quero você perto dele viu? Nada de arrumar mais briga.

— Certo. — Larry concordou, novamente tentando pegar a calda e sendo repreendido. — Mãe!

— Mãe nada, quero ver quando ficar com cárie.

Após sair de seu apartamento Larry se pôs de guarda em frente a entrada do prédio esperando os amigos, Todd era quem geralmente chegava a sua frente tomando um susto quando desceu que viu que o maior havia pego seu posto.

— Alguém chegou cedo hoje não? — Perguntou erguendo as sombrancelhas, apesar da pergunta provocativa o mal humor do ruivo era quase palpável. Uma das coisas que odiava na sociedade era a política de acordar cedo para ter que fazer qualquer dever, seja ele ir para o colégio ou trabalhar.

— Minha mãe me acordou cedo. — Respondeu rindo da careta que se formou no rosto de Todd, se divertia ao ver a segunda personalidade que surgia quando ele estava irritado. — Não dormiu direito?

— Não, depois que eu dei— Se interrompeu arregalando os olhos, quase havia contado o que tinha acontecido ontem. — D-Dei uma escorregada no chão minha bunda ficou doendo.

Um sorriso malicioso cresceu no rosto do moreno, e ele disse com cinismo:

— Entendi.

O rosto de Todd começou a pegar fogo e quando ele abriu a boca para responder Ash apareceu.

— Bom dia vadias. — Ela disse sorrindo.

— O que tem de bom? — Todd respondeu irritado fazendo a mesma rir.

— Bicha grossa. — Disse abraçando o ruivo por trás.

— E grande também. — Rebateu tentando sair dos braços da garota.

Larry sorriu com a interação dos dois, mas era estranho no mínimo estranho Ash ter chegado primeiro que Sal, já que ela sempre se atrasava e não era fácil competir com ela nesse quesito. Não deu muita importância iniciando outra conversa com os amigos enquanto esperavam o garoto, entretanto os minutos se passaram e nada do mesmo aparecer. Foi quando viram um senhor sair do elevador e olhar para os lados, seu rosto estava meio pálido e seu cabelo desarrumado.

Quando ele os avistou soltou um suspiro antes de ir a toda velocidade até o trio, dando um sorriso s graça a Larry. — Hey, Larry não é? — A voz de Henry saiu nervosa, rápida.

Ash e Todd se olharam e Larry respondeu:

— Sim, sou eu.

— Sal pediu pra avisar que não vai a escola hoje, ele não está se sentindo bem. — Disse rápido, parecia inquieto.

Ash olhou para o homem preocupada. — Ele está passando mal?

O pai de Sal pareceu ponderar no que iria responder, mirou a garota e novamente para Larry antes de decidir.

—Ele acordou meio indisposto, mas esta tudo bem. — Respondeu por fim, seu tom se acalmou. — Se vocês quiserem passar mais tarde para vê-lo vocês podem.

Os três concordaram, Henry se despediu com um breve acenou antes de voltar ao elevador com certa pressa deixando três adolescentes confusos para trás.


Notas Finais


Queria fazer um capítulo maior, mas pensei em fazer deste um dos pontos de partida para deixar um pouco o humor de lado e realmente focar nas coisas mais sérias. Pensei em prolongar mais, deixei de lado isso quando percebi que focar nas coisas mais sérias não significava exatamente entregar a história inteira de bandeja.

É um ponto de partida para mim também.

A escrita é uma forma que uso para expressar meus sentimentos e pensamentos, sempre foi. Those blue eyes não é diferente, decidi que com ela eu iria tocar em feridas que guardo, experiências boas e ruins, de um modo que a dor possa ir embora de um jeito mais facil e eu finalmente possa por um ponto final no passado, focar no futuro.

Não é algo muito confortável as vezes, porém ao ver vocês juntos comigo é algo motivador, ter alguém tão especial do meu lado por todos esses anos também é (desculpem pela declaração indireta, mas eu amo uma mulher incrível), sei que posso voltar a transformar a dor em algo especial e poder sentir isso de novo.

Desculpem o desabafo, ver mais gente se juntar a essa jornada sempre me deixa emotiva wixnejd

Até mais pessoal!


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