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História Those Boys - Capítulo 1


Escrita por: SrtaHetfield

Notas do Autor


Oláaaaa, mais uma fanfic que eu estou escrevendo.

Quem me acompanha sabe que eu posto mais histórias melancólicas e de horror, mas aviso desde já que está terá uma pegada diferente, focada maisem romance e amor. Espero que gostem.

Desde já peço que se gostar, por favor curta e deixe seu comentário para eu saber que estão gostando do meu trabalho.

E deixando bem claro, que o festival das estrelas é apenas fruto desta fanfic, ou seja, não existe na vida real, é apenas algo que criei dentro da história, e que tem um significado muito especial.

Essa história é toda contada através do ponto de vista do Dave.

Deixando isso claro, espero que gostem, deixe seu curtir, o seu comentário e divirta-se!

Capítulo 1 - Fight Fire With Fire


Fanfic / Fanfiction Those Boys - Capítulo 1 - Fight Fire With Fire

— É só um festival idiota! — exclamei arrancando o cartaz da porta do meu armário.

Curiosamente Los Angeles inteira tem esse desespero com esse festival das estrelas, já fui uma vez com meus pais sinceramente, na época eu adorei, mas na época eu tinha só oito anos e fiquei encantado com todo aquele show de estrelas cadentes caindo como chuva no céu. Hoje em dia considero aquilo tudo perca de tempo, quero dizer, aquelas estrelas idiotas nunca realizaram meus desejos.

Meus pais insistem em todo ano ir naquilo, mas já baixei a lei, eu não vou. Para mim aquilo é só um amontoado de gente tentando perder dinheiro com lembranças bobas junto de suas câmeras de recordações.

— Só estou dizendo, que poderia ser legal para variar... — Lars disse pegando o panfleto no armário dele — quero dizer, este ano finalmente seremos a turma que vai poder dar palestra — todos os anos a turma do primeiro ano inteira tem a chance de participar da feira de exposições escolares da região, geralmente distribuímos panfletos sobre o por que esse fenômeno é especial para a cidade e todas as turmas tentam bolar uma teoria do porque ele acontece. Claro que isso não é obrigatório, mas por um lado, você ganha pontos extras para distribuir nas matérias que quiser, o que faz toda a turma querer participar, todo mundo menos eu.

O fato é que na verdade ninguém nunca conseguiu explicar o motivo disso acontecer, acho que desde sempre ele acontece aqui... Cientistas do mundo todo já tentaram explicar esse fenômeno, até mesmo a NASA já ficou acampada um tempo aqui para entender, mas tudo em vão, ninguém entende elas. Elas aparecem todos os anos sem falta no último dia do outono sem falta, marcando a entrada do inverno... É muito bizarro de certa forma...

— Lars são só umas estrelas idiotas, nada demais, eu as vejo todos os anos desde meus oito anos e isso só parece legal para você porque você só viu elas ano passado... Aposto que esse ano vai ser o maior tédio pra você.

— Ah eu vou — ele sorriu e retirou o livro de matemática do armário.

— Vai se arrepender...

Ele riu e começou a andar, eu admiro quem gosta dessas estrelas, quero dizer, nunca é nada demais, se torna monótono e repetitivo, dura cerca de trinta minutos no máximo, porém o festival começa as seis da tarde, se estendendo até o momento do show das estrelas, que ocorre pontualmente as dez e meia da noite... É no mínimo bizarro essa pontualidade.

Bom você já deve imaginar o que rola durante esse festival né? Além de torrar grana com bobagens como lembranças, camisas, enfeites e afins, você ainda pode se sentar na praia com seus amigos, se for afastado o suficiente pode até mesmo acender uma fogueira, algumas pessoas aproveitam para saborear as comidas típicas da região, já outras... Bem elas gostam de provas outros sabores se é que entende. Os mais românticos tem sorte, aproveitam o momento para pedidos de casamento e juras de amor eterno, na minha opinião, isso é brega pra caralho.

Não sei o que ao certo tirou minha concentração dos meus pensamentos... Não sei se foi a gritaria, ou os sons das batidas, ou mesmo os sons dos gemidos e socos trocados, mas tenho quase certeza que foi o empurrão no meu peito, como um choque, um choque causado por alguém.

Quando vi tinha um idiota no chão, eu o conhecia, seu nome era James, um retardado do terceiro ano que me odiava por motivo nenhum, quero dizer, desde que coloquei os pés nesta maldita escola, lá estava ele, pronto para me dar uma surra e tomar minha grana. Me lembro da vez que revidei ele, bem já deve imaginar que terminei dentro de uma lata de lixo com metade da escola rindo de mim, aquele idiota era maior eu sai na desvantagem.

Vê-lo ali jogado nos meus pés foi uma sensação estranha, como uma espécie de dejavu, podia jurar que o conhecia de algum lugar, não tenho muitas lembranças de alguém que me lembrasse ele, mas certamente parecia familiar.

Ele se levantou como num salto, como um ataque de fúria e se ajeitou, o outro garoto, um tal de Bruce, estava rindo ainda com os punhos fechados, ele era o artilheiro do time de futebol e vivia pegando no pé de quem ele julgava esquisito, em geral quem era menor que ele. Mas desta vez ele se dera mal, por mais que James fosse menor que eu, ele certamente não aceitaria aquela humilhação.

James era menor que Bruce e isto era fato, mas não o impediria de pelo menos acertar uns dois socos naquele idiota, e quero dizer, eu odeio o James com todas as minhas forças mas naquele momento, torci para ele, alguém arrebentar os dentes de Bruce era uma obrigação.

— O que foi Hetfield? Precisa da ajuda do seu namoradinho ruivo ai? —  Bruce exclamou rindo ainda em posição defensiva enquanto James se levantava do chão, soltando uma respiração pesada.

— Opa! Como é que é? — Resmunguei olhando para Bruce. Qualé! Eu não tinha nada a ver com a briga dos dois.

— Fica na tua Mustaine! — Bruce falou cortando a risadinha já com um tom de ameaça.

Meu sangue ferveu, me considero um cara da paz até alguém me tirar do sério, e para ser sincero... Bastam apenas algumas palavras para me tirar do sério.

Joguei minha mochila no chão e parti para cima de Bruce, todo mundo vibrou quando acertei um soco repentino no rosto dele. Ninguém esperava por aquilo, quero dizer, em geral sei até onde posso ir... Sei com quem eu posso lidar e na escola a maioria que me incomodava eu não podia, eu era basicamente um saco de pancadas ambulante para dizer o mínimo, por mais que eu quisesse matar cada um ali, eu sabia que não teria chance.

Bruce parou virando o rosto para no lado, acho que nem ele imaginaria que o mascote de bullying da escola iria revidar logo ele.

— AGORA VOCÊ TÁ FODIDO! —  Gritou Bruce já me agarrando pelo peito e me empurrando com tudo enquanto eu tentava acertar algum soco nele.

Senti minhas costas baterem com tudo, soltando junto do meu gemido de dor um barulho metálico, proveniente das minhas costas contra os armários. Bruce me acertou alguns socos no estomago enquanto me segurava contra os armários. Mas fora interrompido rápido, alguém o chutara no meio das pernas, fazendo ele dar um grunhido alto e me soltar, baixando assim a guarda.

Antes que ele pudesse revidar James o puxou pelo ombro, o arremessando para longe.

— Dois podem jogar esse jogo? — Ele falou em tom irônico olhando para mim enquanto Bruce se recompunha.

Minha cara de dor era evidente, minhas costas latejavam enquanto meu estomago ainda tinha fisgadas agudas provenientes dos socos. Mas mesmo com aquela dor, não consegui deixar de escapar um sorriso dos meus lábios, o cara que me humilhava e me batia agora queria lutar ao meu lado contra um cara maior que nós dois. Talvez fosse apenas ironia da vida.

— Vai se ferrar... — Falei sorrindo.

— Eu acabo com os dois... — Bruce se recompôs, vindo na nossa direção.

Apenas trocamos olhares que diziam algo como: “é agora ou nunca”. A briga voltou, as pessoas gritavam e riam a cada golpe, cada soco e cada chute. Bruce começou na vantagem me dando um soco forte no queixo e me derrubando para trás, enquanto estive no chão sentindo o sangue quente escorrendo pela minha boca, pelo canto de olho vi James trocando socos com ele, até Bruce agarrar ele pelo cabelo o fazendo se abaixar enquanto Bruce o pressionava contra um armário e desferia joelhadas em seu estomago, fazendo o mesmo soltar grunhidos altos de dor.

Me levantei e fui até eles, não sei como tinha forças para aquilo tudo, mas deferi um soco contra as costelas de Bruce que o fez soltar James por um momento. Momento esse rápido o suficiente para James, que escapou dele já dando uma cotovelada contra a barriga dele. A partir disso conseguimos tomar as rédeas da situação. Bruce foi para trás e começamos a ir pra cima dele com socos, com alguns socos ele parou de reagir e caiu no chão.

Quando ele caiu, começamos a chuta-lo no chão enquanto ele gemia de dor eu sentia uma satisfação enorme, nunca havia me sentido tão vivo.

Mas como tudo que é bom dura pouco, logo me senti sendo puxado para trás com força, um professor me segurava, enquanto o professor de educação física fazia o mesmo com James que se retorcia e rangia os dentes como um leão raivoso querendo alcançar sua presa.

— Mas o que está acontecendo aqui? — Reconheci a voz grave, e pela cara de James, que parou na mesma hora, ele também.

O diretor Dio era um senhor no mínimo peculiar no modo de conduzir a escola. Ele odiava brigas mais do que qualquer outra pessoa na escola. Ele sempre estava vestido mal, quero dizer se não o conhecesse, não diria que era diretor. Hoje ele trajava uma calça cargo preta e botas pesadas de cadarço, junto usava uma camisa de botões de manga longa que imitavam um jeans escuro, estava com alguns botões de cima abertos, dando para ver um pedaço de seu peito. Para um homem de 1,60 de altura ele tinha uma autoridade incrível. Ele era menor do que eu mas botava mais medo do que meu pai.

— Bruce vá para a enfermaria já! — Ele falou em um tom ríspido — eu falo com você depois.

Bruce mesmo com toda a dor, se levantou rápido e se pôs de pé e desapareceu para a enfermaria, pelo visto não era só eu que sentia medo do diretor.

— Vocês dois — ele apontou para mim e James — na minha sala já!

James foi na minha frente, andando rápido e eu o segui, meu corpo doía e meu estomago se revirava, a gente estava fodido.

A ultima coisa que ouvi antes da porta da sala de Dio bater foi ele mandando o zelador limpar o sangue e a bagunça que fizemos. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se puderem por favor curtam e comentem, beijos, amo vocês <3


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