História Threadbare - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~whoisthed

Visualizações 40
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13


POV – Loki

Esperei até que Y/N recuperasse o fôlego enquanto deixava uma trilha de beijos em suas costas. Ela se deitou um pouco desajeitada e me puxou pela mão para que eu ficasse do lado dela.

“Tudo bem?” Perguntei, e ela fez uma careta enquanto mexia o quadril até encontrar uma posição confortável na cama.

“Tudo, é só falta de costume.” ela falou, com um sorriso sem graça e eu lhe olhei um pouco preocupado. "Amor, não precisa ficar assim. Eu gosto das dores."

"É muito bom ouvir você me chamar assim." Falei, beijando seus lábios de leve e ela sorriu me fazendo abraçá-la com mais força. "Eu te amo, Y/N."

"Eu também te amo, my king."

POV. Y/N

Acordei com um carinho no rosto e sorri já sabendo que era Loki. Não só pelo fato dele ter dormido comigo, mas porque eu reconheço esse toque sem falhas. É o toque que eu amo do homem que eu amo. Me mexi devagar por causa das dores e virei para encará-lo. Loki estava sentado com uma bandeja cheia de comidas gostosas, mas o que me chamou atenção foram suas panquecas que me deram água na boca. A melhor panqueca que eu já comi em toda a minha vida.

"Senti tanta falta dessas panquecas." Sorri quando Loki fez uma careta. "E senti sua falta também, mas as panquecas ainda ganham."

Loki revirou os olhos e ligou a TV em um canal qualquer para servir de barulho ambiente, algo que ele amava e eu não fazia desde que ele havia ido embora.

"Amor?"

"Oi." Ele parecia relaxado e normalmente isso me relaxaria também, mas toda a preocupação que eu reprimia desde a noite anterior parecia ter voltado de uma só vez.

"Você me disse que não é mais o rei. O que aconteceu?"

"Eu... eu precisei sair." Ele se virou na cama para me encarar e segurou minha mão. "Heimdall me contou como você estava e eu não podia mais ficar longe."

"Mas e quando você voltar, você pode pegar o trono de volta?"

"Eu não quero o trono, Y/N. Eu quero ficar aqui, com você. Thor pode cuidar melhor de Asgard do que eu."

"Mas e os Vingadores?"

"Thor pode sair em casos de emergência com os Vingadores e eu precisarei ficar no lugar dele nessas situações. Mas vai dar tudo certo."

"E seu pai aceitou isso?"

"Odin..." Loki enfatizou a palavra como se fosse uma ofensa trocar o nome de Odin por pai. "Ele não tem que aceitar nada. Thor é o rei agora, ele faz as regras."

"O que houve com seu pai, Loki?" Eu perguntei, com um tom autoritário e ao mesmo tempo calma. Eu estava preocupada e ele podia ver isso em meus olhos.

“Quando eu descobri o que ele fez conosco, eu enlouqueci. Sif e Thor tentaram me ajudar e pensaram no meu irmão assumir o trono. E foi o que fizemos." Loki falou, mordendo o lábio. Acho que ele está um pouco nervoso. Eu o olhava atenta e passava seus dedos pelos meus, fazendo carinho. "Odin não aceitou muito bem, ainda mais quando descobriu o motivo de tudo isso, que foi meio que você. Ele mandou nos prender e até queria nos jogar das masmorras, mas Thor, como rei, interviu e mandou prendê-lo. Atualmente não sei onde ele está, saí de Asgard sem nem olhar para trás."

“Loki, eu... você não deveria ter feito isso por mim.”

"Ao mesmo tempo que eu quero te dar uma surra, eu quero te beijar até sufocarmos. Eu te amo demais, seu imbecil." Eu falei, quase gritando e ele riu com a minha declaração.

Ao ver que seus olhos quase fecharam-se durante a gargalhada, senti meu coração derreter. O som da sua risada foi o suficiente para fazer meus olhos encherem-se de lágrimas. Maldito sentimento de amor. Eu sempre serei completamente apaixonada e entregue a ele. Loki Laufeyson me conquistou de uma forma que homem nenhum conseguirá conquistar uma mulher.

"Eu te amo, sua boba." Ele falou, beijando meus lábios ternamente. "E por mais que eu queira te beijar sem parar, precisamos nos arrumar. Quero te levar para passear e depois almoçar."

"Como um casal normal?"

"Como um casal normal."

Almoçamos em um restaurante pequeno perto de casa e Loki me contou com mais detalhes o que aconteceu em Asgard e depois mudamos o assunto para algo mais leve enquanto decidíamos onde ir.

"Amor, eu quero sorvete!" Falei, apontando para barraca e pulando que nem uma criança. Ele riu da minha animação e me puxou pela mão até lá.

Enquanto Loki pedia nosso sorvete, prendi minha visão no céu. Parecia um pouco mas escuro e brilhante que o normal. Estava estranho. As nuvens pareciam mais rápidas e ao mesmo tempo bagunçadas. Muito estranho.

"Amor..." Loki falou, com um tom de voz mais alto e eu pisquei os olhos acordando do transe. "Você está bem?"

"Estou sim." Falei sorrindo fraco e ele se deu por vencido.

Loki me entregou meu sorvete e caminhamos até a parte mais afastada do parque. Queríamos paz e um pouco de privacidade. Nos sentamos na grama, encostados numa árvore enorme e ficamos curtindo o sorvete e o silêncio. Era gostoso estar assim com ele.
"O céu está estranho hoje." Loki falou, com o olhar vidrado la em cima e eu murmurei em concordância. "Não estou com um pressentimento bom sobre isso."

Por sorte não havia quase ninguém nessa área do parque, logo poucas pessoas correram ao ver aquela luz. Logo depois um velho bem vestido e com um tapa olho apareceu. Odin. Quase corri junto com as pessoas, mas Loki me puxou para cima com um aperto firme em minha mão. Não consegui controlar e lhe olhei. Eu via raiva em seu rosto.

"Você tem que ser tão espalhafatoso assim." Loki falou, com um deboche pesado e Odin devolveu rindo.

"Você puxou a mim nesse quesito, querido filho."

Eu não estou gostando do rumo dessa conversa.

"Eu não sou seu filho, você deixou isso bem claro em nosso último encontro." Loki falou, apertando mais ainda a minha mão e eu resolvi que estava na hora de agir.

"Olha, a conversa vai ser longa então aconselho irmos ao meu apartamento. Aqui não é lugar para isso, ainda mais quando você aparece com todas essas luzes." Falei, manso, mas com um pouco de raiva.

"Y/N, como vai?" Odin tinha uma fala calma, mas intimidadora ao mesmo tempo. "Tem razão, vamos?"

"Não vamos a lugar nenhum, não temos nada para falar com você." Loki se mantinha firme e eu precisei praticamente implorar até que ele aceitasse.

Andamos com pressa até meu apartamento tentando não chamar muita atenção das pessoas, o que era difícil já que Deuses normalmente não fazem muita questão de se disfarçarem de humanos. Loki e Thor eram exceção, Odin, a regra.

"Sentem-se. Estarei na cozinha se vocês precisarem de algo." Eu estava prestes a sair quando Odin me segurou pelo braço.

"Querida, essa conversa também é sobre você. Fique, por favor."

Meus olhos buscara o de Loki e ele estendeu a mão para que eu sentasse ao lado dele, de frente para Odin. Ficamos em silêncio por alguns segundos e minhas mãos suavam frio de puro nervoso.

"Thor é um bom rei." Odin começou, olhando preguiçosamente pela janela. "Mas o coração dele se divide entre Asgard e Midgard e bem... estou disposto a perdoar esse seu pequeno surto, Loki. Mas você precisa voltar."

"Perdoar?" Loki deu uma risada que eu conhecia bem, ele estava prestes a explodir. "Eu não preciso do seu perdão e eu não vou voltar. Thor é um ótimo rei e nós já fizemos planos. Asgard nunca ficará sem um rei."

"E quando você começar a lutar com os humanos? Quando você entrar para esse... como eles se chamam?"

"Vingadores." Eu disse, tentando disfarçar a raiva.

"Vingadores." Odin repetiu com ironia. "Quando Thor estiver com eles e você decidir que também prefere lutar pelos outros, como Asgard fica?"

"Eu não vou me unir aos Vingadores. Acredite, não é do meu interesse e nem deles." Loki se levantou e caminhou até a porta. "Eu não vou voltar."

"Não esperava que voltasse, não agora. Quis apenas deixar claro que será permitido o dia que você quiser." Odin olhou para nós e se dirigiu a porta. "Podem me mostrar um lugar mais isolado para a Bifrost?"

Loki ficou relutante, mas aceitou. Por sorte, havia um prédio que foi abandonado antes de ficar pronto em um ponto mais afastado da cidade. Dirigi cerca de 30 minutos e foram os minutos mais estranhos da minha vida. Eu já estava acostumada com Loki, mas agora eram dois deuses dentro do meu carro, sendo que um me amava e o outro me via como uma ameaça. O caminho foi silencioso, mas saber que Odin iria embora me deixava mais calma.

"Chegamos. Esse prédio está abandonado há anos, ninguém aparece por aqui."

"Ah querida, eu não diria 'ninguém'".

Assim que Odin terminou a frase, Loki me puxou e ficou na minha frente e em questão de segundos ele já estava com o uniforme. Odin sorriu e a mesma luz forte de antes fez meus olhos arderem.

"Y/N, corre, pega o carro e vai pra torre dos Vingadores." Loki sussurrou, mas eu estava paralisada.

Atrás de Odin, estavam dez guerreiros, mas diferente dos amigos de Thor e Sif, esses eu não conhecia. Todos empunhavam armas diferentes e estavam parados, talvez aguardando alguma ordem.

"Loki, meu filho, você precisa voltar. Se não vier por bem, virá por mal. Por favor, não me obrigue a fazer isso."

"Você passou minha vida inteira me dizendo que eu não seria rei, que o trono era de Thor e agora isso? Por que?"

Odin apenas acenou e logo eu senti duas pessoas atrás de mim. Claro que usariam mágica, pensei. As duas pessoas me seguraram com força e suas mãos queimavam minha pele. Quando Loki tentou atacá-los, todos os outros foram pra cima dele e o prenderam com uma corrente que brilhava.

"Faça o que quiser comigo, mas solte Y/N, ela não tem culpa de nada."

"Ela tem, Loki."

"Por favor... pai."

"Enquanto ela viver, seu coração sempre estará aqui."

As coisas passaram a ficar em câmera lenta pra mim. Odin realmente me mataria? Meus braços já doíam e eu vi os punhos de Loki jorrarem sangue pela força que ele fazia para tentar se soltar. Ele gritava, Odin, que estava de cabeça baixa nem se movia e todos os soldados que atacaram Loki, agora vinham em minha direção. Olhei para Loki e sorri, tentando fazer com que ele não sofresse tanto, mas era impossível, então apenas fechei meus olhos e esperei.  



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