História Three villains - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Inko Midoriya, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki, Tomura Shigaraki
Tags Bakudeku, Shigadabi, Todobaku, Todobakudeku, Tododeku
Visualizações 102
Palavras 3.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shounen, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!!!
Como eu já tinha avisado, esse capítulo e os próximos vão demorar um pouco mais. Estou tentando estabelecer um dia fixo para lançar os capítulos mas tá complicado... Estou sem computador de novo, então já peço desculpas pela formatação, possíveis erros e etc...


Espero que gostem desse capítulo, na minha opinião, As definições de filhadaputagem foram atualizadas.
Divirtam-se

Capítulo 28 - As várias faces de um Todoroki


Fanfic / Fanfiction Three villains - Capítulo 28 - As várias faces de um Todoroki

 

A nova União dos Vilões havia ficado fora do radar desde a invasão a prisão do Tartarus, os heróis estavam mais preocupados com um trio de adolescentes arruaceiros do que com um grupo organizado de vilões adultos despachando velhos Yakuzas, porém estava chegando a hora de voltar a agir.
As ideias macabras iam surgindo da boca do líder, porém mesmo falando sobre destruição e mortes ele não conseguia mais esconder o rubor quando um certo par de turmalinas o fitavam. Aquele olhar sempre vinha acompanhado de um sorriso de lado. Aquilo realmente tirava a concentração do líder de modo que todos os presentes viam que ele se perdia, somente os veteranos da Liga sabiam o motivo. Eles apoiavam e se divertiam vendo o casal trocar olhares e sorrisos em meio a planos de destruição em massa. Entretanto alguns comentários insistentes ressoavam.

- Será que nos juntamos ao grupo certo? Quer dizer, esse Shigaraki é muito forte, mas as vezes parece maluco!

- Vocês também notaram? Ele é muito estranho.


Os cochichos entre os novos membros eram contínuos. Porém Tomura não iria tolerar dúvidas vindo de dentro de sua organização.


Além de ser amante e segurança particular, (não que Tomura precisasse) Dabi também agia como informante, passando cada detalhe dito por cada pessoa que duvidasse dele. 

- Aguarde, amanhã darei fim as dúvidas deles! – Seu sorriso sinistro ainda chamava bastante atenção.

- Como quiser, líder! – Dabi se curvava com uma reverência debochada cada vez que recebia uma ordem de Tomura. – Tem algo pra fazer mais tarde?

- Tenho... – Uma pilha de documentos importantes o aguardavam junto com Kuroguiri. Dabi se aproximou.

- O que acha da gente se juntar para transformar isso em cinzas?

- Kuroguiri não nos perdoaria...

- Você é o líder... não precisa de perdão!

- Ele precisa de planos sólidos, não de distrações! – O homem de névoa surgiu de repente no canto, enxotou o moreno e fez Shigaraki analisar cada folha de papel cuidadosamente. Dabi continuou guardando a porta da sala de seu líder, já que sua noite havia sido estragada...

 

 

Nos dias que seguiram, o trio voltou sua atenção para a reunir informações sobre a Igreja da Limpeza Racial. Não havia muito o que pesquisar, a maior parte das informações eram passadas oralmente entre os seletos membros daquele grupo.

- Basicamente, só da para entrar comprovando que você não tem nenhuma individualidade ou traços delas e tiver um certo status social.

- Então são um bando de burgueses fracotes, vai ser fácil! – Bakugou concluiu.

- Kacchan!

- O que você tem contra a população mais abastada? – Todoroki se espremeu entre a dupla em frente ao computador.

- Pau no cú dos burgueses! – Puxou o bicolor para seu colo, os dois logo começaram uma pequena confusão perto do esverdeado.

- Parem de brincar! – Deku voltou as pesquisas. – Precisamos de alguém que nos faça entrar. – Vendo que a dupla agora estava rolando no chão como se brincassem de lutinha ele rolou os olhos. – Obrigado pelo apoio dos dois! – Na mesma hora a dupla se juntou e o derrubou no chão. Toda vez que um deles tentava se levantar alguém o derrubava. Deku não estava muito afim de perder tempo então usou o OFA para segurar a Shoto e Katsuki contra o chão.

- Midoriya!

- Tá pensando o que, Deku? Eu vou te arrebentar! 
Izuku nunca havia usado os poderes para tentar conter os dois, mas estava segurando a dupla com um pequeno sorriso no rosto.

- Pronto, eu ganhei, agora vamos voltar as coisas importantes!
Visivelmente irritado Bakugou bufou antes de sair do quarto.

- Vai se foder nessa merda!

- Kacchan!!!
Shoto não tinha se importado com a derrota.

- Vou trazer ele de volta!
Izuku pode enfim voltar os olhos a tela do computador em paz. 

No andar debaixo, o loiro furiosamente procurava algo na geladeira. Todoroki chegou por traz dele abraçando sua cintura.

- Ei! A força dele te intimida tanto assim? 

- Meio a meio, não me irrite! – Empurrou as mãos do bicolor e continuou a procura de algo, porém o maior voltou a abraçá-lo, dessa vez pousando a cabeça em seu ombro.

- Quer que eu prepare algo?
O loiro respondeu com um pequeno: - Humm.

- Que tal um doce para mudar essa cara azeda? 
Parando um pouco, o loiro apenas se deixou ser levado pela sensação gélida do hálito do maior arrepiando seu pescoço. – Ele tá ficando mais forte e mais ousado também... 
O bicolor refletiu por uns segundos.

Bom, ele está crescendo, está ficando mais velho, por tanto, mais forte e nós também!

- Eu não gosto disso!

- Não quer que ele cresça? É uma pena, mas parece que ele até já está com alguns centímetros a mais... Vai me dizer que não quer crescer também?

- Não é isso, idiota! É só que... – Depois de tudo o que passaram juntos, e das coisas que fizeram, não havia por que guardar segredos ou sentimentos para Shoto. O bicolor já tinha visto tudo dele mesmo... – E se chegar o dia em que ele não precise mais de mim? – A insegurança sempre se manifestava no coração do loiro.

- A questão não é se ele precisa ou não de nós. – Enfatizou o pronome. – Ele nos ama, isso é o bastante para fazer ele permanecer com a gente, precisando ou não.

- Humm...

Deku havia descido as escadas e parado no último degrau observando a dupla. Em pouco tempo eles haviam avançado muito em termos de relacionamento, especialmente o loiro. “Quando foi que ele passou a confiar tanto no Shoucchan? Será que eu perdi alguma coisa enquanto estive fora?” 
Nas últimas noites, o loiro até havia parado de mover Deku para longe dos braços do bicolor durante o sono.

 

Ainda sem saberem como iriam entrar dentro do grupo ou onde era sua cede, eles debatiam as opções. Os cretinos eram bons em se ocultar, mas pesquisando mais sobre eles, Midoriya descobriu que isso era parte de um culto onde eles exaltavam os humanos puros, sem nenhuma individualidade. Eles pregavam que as quirks eram como doenças que transformaram os seres humanos em mutantes e que eles eram a verdadeira raça humana. 

- Que coisa estupida... Todos querem ser especiais. Eles só podem ser loucos... como alguém escolheria não ter poderes? 

- Na verdade, eu não queria. – O bicolor se manifestou. – Minha vida teria sido muito melhor se eu tivesse nascido sem eles.
Midoriya imediatamente ficou indignado.

- O que??? Minha vida foi um inferno por eu ter nascido sem quirk, e você vem me dizer isso? Sem ressentimentos, Kacchan!
O loiro estava próximo a dupla, mas estava tão imerso em seu treinamento que não estava usando o aparelho auditivo, por tanto nem fez questão de entender o que foi dito pelo menor.

- Eu tenho os meus motivos para dizer isso...

- Mas isso ainda soa bem cruel de se dizer na minha frente! – Deku reclamou. – O seu problema foi que você tinha um pai de merda. – O bicolor concordou. – Eu... todos me olhavam com cara de pena...as outras crianças nem queriam ficar perto de mim...

- Ainda sim, eu preferiria nascer sem esses poderes...
Midoriya foi ficando irritado com as declarações do bicolor enquanto a paciência do meio ruivo também ia pelos ares por causa da repentina falta de empatia dele.
Vendo que a dupla discutia, Bakugou não conseguia pensar em outra coisa a não ser como aquilo parecia excitante. Izuku e Shoto raramente brigavam. Mesmo sem ouvi-los, em seu íntimo o loiro os instigava “Isso mesmo, briguem vadias!”


Para apaziguar, Bakugou sugeriu que eles resolvessem as diferenças, para não restar nenhum ressentimento.

- Kacchan, você é terrível...

- Sexo de reconciliação? – O bicolor olhou para o esverdeado. 

- É isso mesmo, porra!

Ao chegarem ao quarto Midoriya e Todoroki se olhavam atravessado.

- Andem logo, tirem as roupas!
Todoroki mais que depressa ficou nu, enquanto o menor se despia de forma lenta, o que atiçava a luxúria dos dois. Estando todos sem vestimentas a dupla ainda não se tocava, então Katsuki puxou ambos para o seu colo, um em cada coxa. Beijou o meio ruivo e depois deu um longo beijo em Deku.
 Após os beijos, ele aproximou os rostos de Shoto e Midoriya, assim que a aceitação entre os dois voltou ele partiu para o próximo nível. Se levantou e forçou os ombros do esverdeado para baixo. – Já sabe o que fazer! – Prontamente o menor passou a sugar sua carne e ele voltou aos beijos com o meio ruivo, entretanto em dado momento ele desejou a boca do menor em si, o esverdeado soltou o loiro e passou a sugar o meio albino. 
Uma hora era Kacchan e na outra Shoucchan em sua boca. Os dois pareciam brigar para ver quem ficava mais tempo com o pênis na boca do menor, mas se recusavam a parar os beijos. Porém o menor já estava cansado de ter seus desejos negligenciados. Ele derrubou a dupla na cama e se sentou no peito do loiro.  – Agora eu vou fazer como eu quiser!
Entre olhares, Katsuki e Shoto se decidiram. Bakugou empurrou o sardento de barriga na cama, Todoroki se apressou em amarrar seus pulsos com uma fronha, e minutos depois ambos se esbaldavam revezando para se aproveitarem do corpo macio do esverdeado.

 

Como já estavam quebrando a cabeça para bolar um plano à alguns dias, eles resolveram tirar uma noite para relaxar. 
Não estando contente em provar vários drinks seguidos, Bakugou acabou entrando em um conflito com um barman por achar errado o jeito que ele preparava as bebidas.

- Eu não vou pagar por essa merda!!!

- Então vou ter que chamar os seguranças e pedir que se retire!
Imediatamente o loiro sorriu. – Eu quero ver quem vai me tirar daqui! – Começou a esquentar as mãos.

- O que está acontecendo? – O bicolor foi para perto do explosivo.

- Não se mete, porra! Eu não vou pagar por essa bebida de merda! Acha que pode me tirar daqui? Tenta!
Todoroki percebeu o quanto Bakugou estava alterado e tentou apaziguar a situação.

Tudo bem, eu pago. 

- Não se atreva a pagar coisas por mim, meio a meio bastardo! – Jogou algumas notas no balcão de forma grosseira. – Não preciso do seu dinheiro! – A irritação fazia sua veia saltar na testa.

- Calma Kacchan!!! Vem comigo, vamos lavar o rosto, depois podemos explodir até o quarteirão se você quiser! – Deku o arrastou até o banheiro sorrindo.

- Eu estou te avisando, não me irrite, pavê!


Shoto achou a situação cômica, continuou sentado no balcão esperando a dupla, porém alguém se aproximou dele e tocou seu ombro.

- Todoroki kun, quanto tempo! – Era uma garota elegante de feições meigas que desatou a falar com ele.

- Desculpe, quem é você? – Perguntou em tom áspero e frio limpando o paletó onde ela havia tocado. O rosto da menina pareceu se quebrar na mesma hora.

- Vo-Você não se lembra de mim? Nos estudamos juntos, fi-fizemos...

- E daí? – Interrompeu.

- E-Eu nunca mais te vi, só fiquei sabendo de você pelo noticiário. – Ela olhou para o chão. – Eu queria te ver de novo! – Todoroki levantou uma sobrancelha, mas se lembrou de algumas informações sobre a menina.

Ao mesmo tempo, Deku e Bakugou viram Shoto e a garota conversando parecendo ser bem íntimos. Eles sentiram asco ao ver a cena.

- Eu vou matar o pavê e a puta que tá com ele!!! – O loiro bradou entre os dentes. Deku ponderava se tentava acalmar Katsuki ou se juntava à  tentativa de assassinato. 
Antes dele terminar de pensar, Bakugou andou com passos pesados até a dupla e esbarrou propositalmente na garota fazendo ela manchar o vestido curto com a bebida.

- Tem dono!!! – Exclamou antes de segurar as bochechas do bicolor e lamber o lado direito de seu rosto. Após isso ele ergueu o maior, o jogou sob seus ombros e o carregou para a saída.

- BAKUGOU!!! – Todoroki protestou, mas ironicamente o loiro não o ouviu.

- DEKU! Vem logo!!! – Ele foi empurrando as pessoas a sua frente atraindo ainda mais olhares para o ato enquanto Midoriya segurava seu braço e observava a garota pelos cantos dos olhos.

- Eu vou explodir essa merda toda! - O loiro o derrubou com um solavanco e perguntou de forma irada: - Qual é a porra do seu problema?

- Você está com ciúmes? Pra falar a verdade isso é bem fofo. – Provocou, mas sentiu seu coração esquentar por saber que o menor se importava com ele. Deku seguia calado, mas dava para sentir uma energia pesada envolta do sardento.
O loiro parou a alguns centímetros dele, prestes a  explodi-lo, então Shoto ergueu as mãos em sinal de rendição.

Sabiam que o pai da Yumi é um político famoso por lutar pela comunidade sem quirk? – Deku mudou de expressão. – Sabiam que ele e sua filha também não ter quirk? – Agora ele tinha a atenção dos dois. – Ela sempre reclamava que seu pai passava bastante tempo em um certo "clube" e nunca tinha tempo para ela...

- Não pode ser!

- Graças a mim, você achou a conexão que precisava para entrar na ILG. Pode me soltar agora, Bakugou? – O loiro havia encurralado o maior com um dos braços, a parede ficou marcada com uma moldura da mão loiro. – Acha que eu trocaria vocês dois por alguma garota? – Segurou o rosto do loiro com as duas mãos e deu um pequeno celinho no menor. – Vou voltar lá e trazer ela aqui pra fora, tudo bem? – Deu um abraço no esverdeado que murmurava.

- Depois que pegarmos ela, podemos fingir um sequestro. – Deku pensou rápido. - Entraremos em contato com a família como se fossemos sequestradores e pediremos um encontro com o pai dela... Shoucchan, você é brilhante!!! 
O loiro estalou a língua. – Tsc...

Shoto voltou para dentro da boate com passos determinados.

- Kacchan, vai continuar emburrado? 

- Eu quero que aquela vadia morra! Eu duvido quem você também não queira isso.

- Quem sabe depois eu não faço um truque de mágica pra vocês? – Deu um sorriso macabro. – Talvez eu faça uma garota desaparecer!

 

Dentro da boate, Shoto procurou a garota e quando a encontrou ela estava sentada no balcão sem expressão. Ele se aproximou fingindo preocupação.
- Yumi, você está bem? – Ela ergueu os olhos para ele. – Me desculpe pelo meu amigo, ele as vezes pode ser um pouco rude...mas... – Penteou uma mecha do cabelo da menina para traz de sua orelha. – Como você está? 
Usando todo o seu charme  ele a convenceu de que se preocupava com ela e a persuadiu a sair com ele. – Por que não procuramos um lugar mais calmo? Podemos fazer como nos velhos tempos! – Mostrando sua melhor face, Todoroki a convenceu. Os olhos da menina chegaram a brilhar, entretanto ao dar de cara com os outros dois garotos fora da boate ela finalmente mostrou sua verdadeira face.

- Todoroki kun, achei seríamos só nos dois, por que esses vermes estão aqui? – Deu a eles o mesmo olhar de nojo que recebeu.

- Porque você é só um meio para alcançar um objetivo. – Disse friamente ao caminhar para junto da dupla.

- Só isso.... Sempre foi só isso!!! – Ela se irritou. 

- Eu sempre deixei muito claro para você, e para qualquer um que estivesse comigo... – Mostrou toda a sua indiferença com um rosto entediado.

Eu achei que nós tínhamos uma conexão, mas você era sempre tão frio depois que terminávamos....

- Uma conexão? Não chegou nem perto... 

- Então pode ir para o inferno com esses dois!!! – A garota mimada tocou uma tecla de seu telefone e imediatamente dois seguranças apareceram, entretanto eles não chegaram nem perto de ser pareôs para Kastuki no auge de sua ira. Yumi ficou aterrorizada ao ver as ações do loiro e a indiferença do bicolor, porém nada tirava o aperto em seu coração causado pela aproximação do menor entre eles. O garoto de cabelos verdes e estatura pequena carregava uma aura negra junto com ele, como se pudesse sufocar tudo a sua volta, contudo sua voz era doce, mas o medo não deixou ela distinguir quais palavras foram ditas. Após isso, o mundo pareceu ter ficado em câmera lenta, demoradamente a engolindo na escuridão.

- Era com esse tipo de gente que você ficava, Shoto? – Deku ergueu a sobrancelha.

- Eu já disse, nenhum deles teve importância, eram só distrações...

- Humm...

- Você é muito filho da puta... – Bakugou completou zangado.

 

O trio levou a garota para uma área remota e entrou em contato com a família dela.
Poucos minutos depois, essa era a manchete da noite:

FILHA DE POLÍTICO É SEQUESTRADA! 

 

Como em qualquer sequestro, as regras eram as mesmas, nada de entrar em contato com a polícia ou heróis, o lugar determinado para o encontro era deserto e o pai da menina deveria ir sozinho somente com uma bolsa contendo a quantia pedida para o resgate, e assim foi feito. 

Ao chegar no local determinado, o pai da garota chamou pelos supostos sequestradores e aguardou segurando a bolsa de dinheiro, contudo quem veio ao seu encontro foram três jovens. 
Ele chutou a bolsa de dinheiro para perto deles vendo que o mais alto segurava sua filha. Ao ver algumas notas saindo pra fora da bolsa, um dos sequestradores simplesmente explodiu a bolsa espalhando as notas ao vento.

- O QUE ESTÃO FAZENDO? EU TROUXE O QUE PEDIRAM, AGORA DEVOLVAM MINHA FILHA! 

- Sinto muito, mas não estamos atrás do seu dinheiro... – O menor entre eles falou. - Diga-me, o que sabe sobre Ujiko Daruma e a Igreja da Limpeza Racial? 
O homem arregalou os olhos e fechou as mãos com força.

Não sei de nada, AGORA DEVOLVAM MINHA FILHA!

- Eu não sei não, acha que ele disse a verdade? – Olhou para o loiro que estava em sua direita. - Acho que ele precisa ser motivado a falar...– Deku aproximou uma faca do rosto de Yumi, porém o homem só fez um pedido num lamento triste.

- Yumi! 

Nesse momento, um herói saltou para cima deles enquanto fios se prenderam ao corpo da menina, ela foi tirada das mãos de Todoroki e caiu nos braços de um velho conhecido do trio. A pessoa mais cabeça dura que Ground Zero já havia conhecido.

- EU AINDA NÃO DESISTI DE VOCÊ, BRO!!! – Kirishima correu pra longe com a menina.
Em segundos, o plano de Deku foi desfeito. Sua refém estava nos braços de um herói, seu informante estava fugindo e novamente eles estavam cercados. 
Em uma súbita explosão de raiva, Deku liberou seu poder fazendo uma rajada de ar empurrar os demais para longe. Ground Zero e Shoto entenderam que não sairiam dali sem lutar, então atacaram. 
Vendo que sua filha estava nos braços de um herói com apenas alguns arranhões, o pai de Yumi correu para seu carro, porém bateu o rosto no chão. Uma longa corda negra estava presa a sua perna, e por mais que ele tentasse se arrastar, ele nem saia do lugar.
Izuku imediatamente reconheceu o modelo do carro. Por estar sem paciência, ele teve uma ideia. Movendo o poder do OFA para seu pé direito, ele pisou na terra com força, fazendo um significativo tremor atingir a área derrubando um barranco e algumas pedras. Rapidamente Katsuki chegou até ele.

- Kacchan, esse é o mesmo modelo do carro do Shoto? 

- Sim. – Ele entendeu na hora o Deku queria. Aquilo seria muito mais fácil do que interrogar uma pessoa por horas. Bakugou bateu as palmas das mãos uma na outra formando uma explosão barulhenta, Todoroki entendeu o chamado e se juntou a eles formando uma enorme barreira de chamas para separa-los dos heróis.
Antes de saírem, Deku iria dar um fim merecido para aquele homem traiçoeiro, mas antes de por as mãos nele, Best Jeanist o puxou para longe com suas fibras. O trio fugiu com o automóvel.

 

- Por que pegamos esse carro? – O bicolor estava confuso.
Katsuki estava dirigindo.

– Ele tem um GPS igual ao seu, idiota.

- Meu carro tem GPS?
Bakugou rolou os olhos e Midoriya explicou:

- Provavelmente ele usa esse carro pra tudo, eu não queria perder tempo perguntando onde era a cede da seita deles, até porque ele poderia se matar antes de dizer... então o GPS pode mostrar para quais lugares ele vai com mais frequência. 

- Entendo...

- Eu deveria ter matado ele, provavelmente o doutor Ujiko deve estar preparando uma bela recepção para nós... 

-Pelo  menos vai ser divertido! Vamos logo com isso... – Bakugou apertou alguns botões no GPS do carro, e ele mostrou todo o histórico de viagens dos últimos dias. 


Eles tinham pouco tempo para comparar os lugares mais visitados pelo político com um mapa da cidade. Depois de rodarem por algum tempo, eles viram que realmente havia um lugar, na verdade um prédio um pouco mais afastado em uma região nobre onde aparentemente não havia nada. Parecia ser um prédio vazio, o lugar perfeito para uma seita se reunir.
Eles tiveram que dirigir por mais de uma hora até chegar no local, nesse meio tempo a manchete daquela noite mudou.


 JOVEM HERÓI SALVA DONZELA EM PERIGO!

A foto de Kirishima carregando Yumi nos braços estampava a página do jornal local. Logo mais abaixo havia uma entrevista dada pelo pai da garota. Naquela noite Red Riot ficou famoso por fazer o trabalho ancestral de um herói,  salvar garotas em perigo. Isso atraia a atenção do público e imediatamente ele conseguiu o carinho da população e por causa do pai da menina, ele conseguiu um contrato com uma agência de heróis mesmo sem se formar, ele já tinha um futuro garantido e o coração  da população.
Deku só pode rir da situação. “Que idiota... se ele soubesse que tipo de coisas esse homem faz... Vai ser esfaqueado pelas costas antes mesmo de piscar...”
Vendo as notícias, mesmo que não fossem favoráveis para ele, o loiro não podia deixar de sentir uma pequena pontada de felicidade ao ver um antigo amigo se dando bem na vida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Daqui pra frente, vai ser só ladeira abaixo pros nossos bebês... O verdadeiro drama da Fic vai vir nos próximos capítulos!

Muito obrigada por me acompanharem!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...