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História Through A Dream. - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Está bem.


— Ele é teu namorado, Tina?


Minhas bochechas começaram a se esquentar com tal pergunta e eu não estou entendo o motivo pelo fato de que, eu não gosto dele certo? Certo, ele é meu amigo. Não há motivos para ficar assim diante de uma pergunta dessas. Mas por que eu estou!?
Eu não gosto dele, conheço ele a poucos dias, três no máximo! No máximo são três dias! Mas por que essa fucking pergunta me deixou tão paralisada deste jeito? E o moço ao meu lado também não se atreveu a responder. Ao contrário, ele está com a cabeça tombada em minha direção com aquela porra de sorriso nos lábios.
Por que ele está sorrindo? Está achando graça? Namorar comigo é engraçado? Espera... O que?! Eu não namoro com ele, pare com isso! Você,  Valentina, não namora e não gosta dele, sua visão o tem somente como amigo e nada mais, é apenas um amigo. Amigo, ele é apenas um amigo.
Uma risada forçada foi arrancada de minha garganta pelo desespero e eu a olho com as sobrancelhas franzidas.

— Não! Ele não é meu amigo. — Uma forma confusa foi dita e depois que eu reparei no que disse, meus olhos se arregalaram rapidamente. — Não! E-ele não é meu namorado, isso. Ele não é meu namorado. Aigooo... — Pronunciou-se baixinho bagunçando levemente os fios de seu cabelo enquanto ouvia as risadas alheias na sala.

A ruiva levantou-se e começou a pegar os pratos e copos com um pouco de pressa devido ao constrangimento passado. Jay, por sua vez, ficou na sala conversando e rindo com as meninas enquanto eu me dirigia para a pia a início de levar a louça. Após colocar toda louça suja na máquina de lavar, me encosto na pia e abaixo a cabeça ainda pensando na cena em que perguntaram sobre Jay... Por que eu agi daquele jeito? Merda, eu só precisava dizer que não! Só isso, não ficar embolando para responder e quando responder gaguejar, por que cara? Aaah! Merda.
Como a menor estava perdida em seus pensamentos, não nota a presença de Jay se aproximando e parando em sua frente bem próximo ao teu rosto.
A respiração levemente quente batia contra meu rosto, suas mãos estavam cada uma do lado de meu corpo, não diretamente nele, mas sim apoiadas na pia. Levanto meu olhar para observar o maior a minha frente e, me assusto pela pouca distância em que nossos rostos se encontravam... O olhar dele estava opinando sobre minha boca e olhos, ele queria me beijar? Por quais motivos ou circunstâncias ele iria querer me beijar? Logo eu ainda? Como isso? Não é possível!

Bom, pelo menos era o que eu achava até sentir lábios levemente umedecidos e macios tocando aos meus devagar. Como isso é possível? Não! Deve ser um sonho, só pode. Mas por que eu sonharia com ele? Aaaah! Meus olhos estavam abertos e arregalados pelo fato de que o choque foi grande, mas aos poucos fui os fechando ao sentir a boca dele se movimentar contra minha devagar... Minhas mãos foram subindo pelo corpo dele até chegar em sua nuca onde meus dedos se fecham levemente naquela região começando uma pequena carícia. Aquele ato não passou despercebido pois, suas mãos rapidamente foram de encontro com minha cintura e sua língua invadiu a minha boca começando uma pequena batalha entre elas. Um arfar baixo foi escutado sair de minha voz e eu automaticamente senti minhas bochechas se esquentarem por tal barulho produzido... Por que diabos ele apertou minha cintura? Isso não está indo longe demais? Eu acho que não pelo fato de que, quando o maior se separou, um resmungo baixo foi escutado sair de minha boca. Sério? Sério mesmo Valentina?

Após se separar, ele simplesmente sorri e sai do cômodo, assim, me deixando sozinha e sem explicações! Por que diabos ele fez aquilo?! Não, mas por que eu correspondido seu beijo?! Por que eu ainda estou pensando nisso?? Merda, merda, merda!
Minha mão foi de encontro com pia em um tapa em sua beirada.

— Ai... Merda! — Exclamou a ruiva irritada pelo fato de que por causa do tapa na pia, sua mão doeu fortemente enquanto rapidamente a colocou de baixo da água de sua torneira. — Merda... Fala sério, Valentina.

Com a face mostrando um pouco de dor, voltei para a sala e encontrei mas meninas já com os colchões arrumados e cada uma deitada de bruços enquanto assistia “Para todos garotos que já amei”. Não acredito em que elas estão assistindo isso novamente! Mas... Estava faltando uma pessoa.

Jay.

Cadê ele?

Olho para todos os cantos de meu apartamento e, o encontro perto da porta escorado na parede com um sorriso mínimo desenhado em seus lábios, como estava sem o seu moletom, o braço cheio de tatuagens estava exposto junto com seus músculos que davam mais volume com os braços cruzados em frente ao teu peito. Como ele pode ser tão lindo?
Oi?! Não, não! Não posso ter esses pensamentos sobre ele, eu não posso. Não posso...
Coloco as mãos sobre o meu bolso e, caminho sobre ele assim ao chegar, me encosto na parede em sua frente.

— O que foi? — Pergunto em um tom curiosa e baixo para não atrapalhar o filme das crianças.

— Já está tarde e eu preciso ir. — Quando ele disse “eu preciso ir”, meu coração apertou-se como se estivesse com medo de deixar ele ir como o Mark.

— Você não pode ir, pois nunca mais vai voltar. — Essas frases praticamente foram cuspidas de minha boca como se eu quisesse dizer aquilo, mas eu não quis! — M-me perdoe... Não foi o que eu quis dizer. — Aos poucos, senti meus olhos ficarem marejados e então franzi as sobrancelhas por tal sensação e estado involuntário.
Ele por sua vez, estava parado em minha frente com seu olhar diferente à minha pessoa, mas o que me chamava atenção era o seu sorrisinho... Ele estava gostando de tudo aquilo? Mas gostando do que exatamente? Espera? O que? Oi? O que está acontecendo?! Merda!

— Está bem. — Aquilo saiu praticamente como um sussurro do  fundo de sua voz então ele distribuiu um selar em minha testa mas sem malícia, estava me tratando como irmã dele, mas alguns minutos estava me agarrando? O que?

Ele por sua vez, saiu de minha frente e foi sentar ao lado de Irene, minha irmã no caso; e eu não ia ficar parada ali com cara de tonta e confusa, certo?
Caminho até a Lalisa e, me deito em seu lado escutando-lhe resmungar feliz por minha comoanhia.
A Lisa já gostou de mim de certa forma, lembro que quando veio aqui em casa pela primeira vez, ficava dando em cima de mim achando que eu gostava da mesma fruta que a dela. É, gosto, mas prefiro outra.
A menor em meu lado se ajeitou mais assim ficando de baixo de meu braço direito e Jay lançou um olhar do canto de seus olhos como se estivesse observando cada ato meu... Eu realmente não sei o que está acontecendo ou o que acontece entre nós dois.
Nos conhecemos a pouco tempo, não tem como criar um sentimento com duas ou três tardes juntos, não tem como, pelo menos, em meu ver não tem como isso acontecer.
É, já aconteceu uma vez com a Marina, mas no caso dela, demorou dias para eu pegar um sentimento e querer lhe proteger como se fosse algo frágil e que precisa de urgência proteção. Já tivemos algo, mas, no fim quem saiu iludida, machucada e trouxa por aquela pessoa, foi eu. Ela por sua vez, saiu gargalhando com o Bobby. Aquilo sim foi uma completa humilhação...

Tomara que com Jay seja diferente... E se rolar algo com ele, não podemos nos iludir, pois vocês também estão comigo nesta jornada. É, vocês mesmo, os leitores de minha história...



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